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juni Nr. 629 2008

In document N ORSK L OVTIDEND (sider 67-71)

A pesquisa documental se voltou para a apreensão de dados históricos e políticas, para isso, foram pesquisados documentos internos e externos à Empresa. Na realidade, as categorias da classificação citadas anteriormente no item 3.2 “As técnicas” (oficial, técnico e pessoal) não foram suficientes para identificar a diversidade de material que

32% 68% 0% 20% 40% 60% 80% Mulheres Homens 0,19% 7,22% 52,74% 1,15% 33,55% 2,32% 0,12% 2,71% 0,00% 10,00% 20,00% 30,00% 40,00% 50,00% 60,00% Doutorado

Es pec ializaç ão Graduaç ão S equenc ial

foi fornecido e pesquisado, então entendo que, para maior clareza, a melhor categorização seria:

™ Documentos oficiais – alvará de criação do BB, Lei de Incentivos Fiscais para a Formação Profissional nas Empresas (Lei no. 6297, de 15.12.1975), Voto 45/86, de 30 de janeiro de 1986, que congela a Conta Movimento, Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB 1996/9.493, 20/12/1996), Lei da Reforma Bancária (Lei nº 4595, de 31.12.1964)

™ Documentos normativos internos - normativos em papel e em meio eletrônico: Codificação de Instruções Circulares (CIC) e Livro de Instruções Circulares (LIC), Plano Diretor de Recursos Humanos (1997), Políticas Gerais, Estratégia Corporativa, Discurso Institucional do Banco do Brasil, dentre outros;

™ Documentos técnicos internos, de caráter pedagógico - Fascículos Profissionalização, O Início de um Diálogo (inédito), Apostilas dos Cursos Curso de Formação de Instrutores (CFI), Fundamentos Pedagógicos para Instrutores (FPI) e Curso de Preparação de Educadores (CPE), Oficina Pão e Beleza, Curso Gestão Baseada em Competências, Curso Fundamentos da Prática Educativa (FPE), Projeto Político Pedagógico (inédito), Livro Itinerários da Educação no BB (inédito), Germinal e o Documentário Pioneiros da Educação no BB;

™ Documentos de comunicação interna - Revista DESED, Revista bb.com. você, Relatório Repensando o BB, Repensando o DESED, NMOA, A mulher no Banco do Brasil, Cultivando e Colhendo Talentos, Um instrumento para superar desafios ClimaPRO, BIP, O Bonde, GAREF, Jornal Ação, MBA Treinamento de Altos Executivos. Sites: BB, UniBB;

™ Documentos de comunicação externa – revistas e sites (BACEN, FEBRABAN, MEC, UFSC, UnB, UNICAMP, FBB).

Complementarmente á leitura e análise desses documentos, foram realizadas entrevistas narrativas com pessoas que ao longo dos últimos 40 anos, que atuaram como: gestores da área, educadores-formadores, educadores, planejadores metodológicos ou planejadores conteudistas (didático-pedagógicos ou temáticos).

Os entrevistados foram selecionados por década (60, 70, 80, 90 e 2000 a 2006), dentre aqueles que desempenharam mais de um desses papéis. A primeira escolha partiu da lista de educadores-formadores, atualmente 66 pessoas, que estão na “ativa” (com contrato de trabalho em vigor), seguindo-se de aposentados e ex-funcionários que saíram da Empresa como educadores, e complementando com os depoimentos dos profissionais que estão na área de educação hoje, conhecidos como gestores da área de “educadoria” (atualmente pedagogia empresarial), bem como dos analistas que tratam de educação e pedagogia empresarial (circunscritos no Eixo Desenvolvimento Pessoal e Profissional - DPP) nas Gerências Regionais de Gestão de Pessoas (GEPES). A escolha foi intencional, considerando os profissionais que exerceram, ou exercem, mais de uma função na área (formulador de políticas, gestor, planejador, orientador profissional), além de educador, dando preferência aos formadores. Foram consideradas também pessoas que atuaram em todo o país.

A partir de tais critérios, foram entrevistados 23 educadores e educadoras, com as seguintes situações: 12 em atividade e 11 aposentados. A inclusão em uma determinada época significa o início de suas atividades na área de educação, como gestor, planejador ou educador. Ao final, a amostra intencional ficou conforme o quadro abaixo.

Década/ Situação Atual 60 70 80 90 00 Total Ativa - - 4 3 5 12 Aposentado 2 5 4 - - 11 Ex-funcionário - - - - Total 2 5 8 3 5 23 Quadro 3 – Informantes - Situação Atual - Fonte: A Autora

Década/ Posse no BB

50 60 70 80 90 00 Total Total 3 2 7 9 1 1 23 Quadro 4 - Informantes – Posse no BB - Fonte: Autora

As entrevistas ocorreram durante os meses de fevereiro a maio de 2007, em Brasília. Os contatos iniciais foram feitos ora pessoalmente, ora por telefone, ora por e-mail. Foram selecionadas 25 pessoas, um funcionário se recusou a participar da entrevista e outro não foi encontrado no período. Todas as entrevistas foram gravadas com o consentimento dos informantes. O local escolhido para a entrevista foi fruto de um acordo entre a pesquisadora e o informante, a maioria foi realizada nas dependências do BB (DIPES e GEPES), algumas na casa da pesquisadora e outras no local de trabalho dos informantes. Foi reservado um ambiente

adequado que garantisse a privacidade das pessoas e minimizasse a interferência de ruídos e interrupções. Uma pessoa entrevistada fez a narrativa por e-mail e duas, por telefone (com “viva-voz” e gravação).

No início da entrevista, a pesquisadora informava o objetivo do trabalho, o tema, porque aquela pessoa havia sido escolhida e propunha o acordo para a gravação. No início, foi feita uma rápida explicação sobre as etapas da pesquisa narrativa e em seguida foi dada a consigna: “Narre a sua história como educador (ou educadora) no BB”. Após a escuta da história, sem interrupções, o processo era fechado com perguntas imanentes e em seguida exmanentes (de acordo com o modelo de inteligibilidade de Ardoino: pessoas, grupos, inter- relações, organização e instituição). O fechamento da entrevista foi feito com uma pergunta: Havia ainda alguma lembrança, algum fato ou alguma consideração a ser acrescentada? E seguiram-se os agradecimentos. O processo em todos os casos transcorreu num clima colaborativo e de afetividade, sendo que muitos relatos foram feitos com muita emoção.

O equipamento utilizado foi um gravador digital, no modo High Quality HQ, e a transcrição foi feita através de um aplicativo (software). Após a transcrição, o material foi analisado à luz dos objetivos específicos e observando-se os seis passos de Schütze, conforme mencionados abaixo:

™ transcrição de alta qualidade;

™ divisão do texto em material indexado e não-indexado; ™ análise das dimensões no material indexado – trajetórias; ™ análise das dimensões do material não-indexado;

™ agrupamento e comparação entre as trajetórias individuais; ™ contextualização das trajetórias individuais.

Ao concluir o levantamento dos dados e das informações é preciso organizar e estruturar este material para análise. Cabe ressaltar que as monografias, dissertações e teses contribuíram com relevantes dados históricos e na compreensão dos temas já explorados. A próxima etapa da pesquisa é analisar esses dados e informações à luz do referencial teórico para que possam gerar conhecimento. Antes, é preciso entender o espaço social que está sob análise e quais as principais teses dos autores referenciados neste trabalho.

CAPÍTULO 4

UM BANCO E SUA HISTÓRIA

A história do Banco do Brasil pode ser considerada a história financeira do Brasil, como dizem Afonso Arinos de M. Franco e Cláudio Pacheco, em obra publicada em 1979, na qual contam a história dessa instituição financeira desde a sua fundação. Não é o objetivo dessa dissertação fazer uma análise dos fatos econômico-financeiros que marcaram sua atuação. Para isso, existem várias obras publicadas, de vários autores, inclusive produzidas pelo próprio Banco, que trazem essa contribuição10.

O olhar que foi dirigido a essa história foi na perspectiva de resgatar a trajetória das pessoas, das inter-relações, dos grupos, da organização e da instituição, na busca de uma inteligibilidade do passado e do presente desse Banco. Por isso, certamente não atenderei aos que lerão este trabalho na expectativa de uma análise mais aprofundada dos aspectos financeiros da instituição. Procurei, no entanto, não cair na simplorização de uma história tão rica.

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