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juni 2021 av justis- og beredskapsminister Monica Mæland

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Face ao exposto neste trabalho, existem razões para se avançar com novas estratégias de ação, quer para a prática, quer para a intervenção/investigação, sendo uma dessas razões o facto de a Educação não estar a ser um instrumento para a Humanização da Economia. Outra é a luta pela melhoria da qualidade de vida da população, que neste momento se encontra face a grandes desafios inerentes a qualquer localidade geográfica, como é exemplo, o caso do envelhecimento populacional, da pobreza, da solidão, da fome, das doenças de foro oncológico, entre outros. Assim, à semelhança do que referem Alley e Hendricks (2010), partir dos dados para orientar a prática e partir da prática para delinear planos de intervenção, é apresentar novos percursos, benéficos para a Economia Social e a Educação.

Os autores consideram que para além de cada um de nós precisar de investigação, é necessário saber ler a ligação entre os objetivos-metodologia-resultados, implicando um nível de Educação orientado para a análise e crítica da investigação e intervenção. Ora, na nossa perspetiva é precisamente isso que o presente trabalho nos oferece e foram esses aspetos que foram cuidadosamente pensados aquando da delineação dos nossos objetivos.

85 Mais se revela que o país investe cerca de 2.500 milhões de Euros anuais em investigação científica e a capacidade de harmonizar o país é a solução para o desenvolvimento que tanto queremos alcançar (Godinho, 2003).

Simultaneamente, voltando à questão elencada por Justino (2011), parece conveniente orientarmos uma Educação que esteja preparada para enfrentar a incerteza. Neste sentido, que o ensino permita:

(i) Diversificar a formação cultural (Línguas, História, Literatura, Filosofia, Artes); (ii) Combinar a cultura científica (Matemática, Ciências, etc.);

(iii) Resolver problemas, incentivar à reflexão, ao confronto de várias soluções, etc.; (iv) Melhorar a capacidade de questionar e formular bem os problemas, construir

hipóteses e identificar muito bem porque caminho queremos prosseguir.

Elaborando uma breve retrospetiva do nosso trabalho estamos cientes que, futuramente, em complemento a este, a integração de uma vertente mais profunda, isto é, a uma amostra composta por mais elementos (incluindo o número de escolas, docentes e alunos), quer a nível qualitativo, quer a nível quantitativo, será uma mais-valia para o enriquecimento dos resultados. Para além disso, será um ponto benéfico a realização de outros estudos, que englobem os concelhos não analisados, mas também incluir as escolas privadas para uma posterior comparação, quer entre concelhos, quer entre diferentes localidades geográficas do litoral/interior, norte/sul de Portugal.

É notória a necessidade das Organizações possuírem indivíduos com áreas de formação diversas, técnica e científica para que possam intervir a vários níveis (biopsicossocial), através de linhas orientadoras como é o caso da Economia Social. Nenhum ser humano é igual e nem todos os contextos de vida são iguais. Para terminar, pensámos que oferecemos um contributo significativo para o domínio da Economia Social, sugerindo que se alargasse ainda mais o seu âmbito de estudo, com outras áreas científicas, bem como uma maior sensibilização para a comunidade face a estas questões.

Como defende Godinho (2013, p.109), “o interesse dos investigadores têm-se fixado sobretudo na inovação e não na sua difusão, certamente porque existe mais glamour em torno da descoberta da novidade de um novo produto ou de uma nova tecnologia, que em torno da análise da sua disseminação, quando essa inovação já surgiu há dez, vinte anos, ou mesmo cem anos”. Neste caso, o nosso trabalho, apresenta um tema que surge há mais de uma década,

86 cujos desafios ainda se debatem, e cuja difusão necessita de mais “glamour”. Por este mesmo motivo optámos por apresentar e difundir a Educação como instrumento para Humanizar a Economia.

“Educar é enriquecer e ficámos mais ricos se formos educados, formados, desenvolvidos” (Mourão, 2015). Em suma, queremos deixar claro, concordando com a perspetiva do autor que “quando falamos de Escola, Educação ou Ensino, falamos de algo extremamente preciso” e, que nos coloca algumas questões:

- Queremos aprender depressa ou queremos aprender bem?

- Queremos educar para a cidadania ou queremos educar para os resultados? - Queremos formar cidadãos ou queremos formar meros produtores e consumidores? - Aceitamos uma educação ao longo da vida, disponibilizando aos cidadãos ativos a possibilidade de enriquecimento ao longo das etapas do seu percurso ou desejamos uma educação momentânea e intensa, concentrada no primeiro quarto de vida?

É portanto, à luz destas considerações que faz sentido refletirmos sobre este nosso trabalho, que incorpora a Educação com a Economia Social. Em suma, tal como defende Mourão (2015, p.113), como todos desejamos o melhor para o futuro, ao discutir programas, currículos e políticas, devemos refletir: com estas regras, todos desejam jogar?

Assim, “numa altura em que Portugal está esgotado em termos de respostas sociais, a entrada de uma sociedade responsável é uma das grandes soluções para os problemas que vêm ai. Perante a cegueira do consumismo de tantos que leva ao abandono das verdadeiras necessidades (como a educação dos filhos) em prol de necessidades artificiais (redes por cabo, televisão digital) e, perante um esgotamento da resposta pública, espera-se um ativismo da sociedade, do Terceiro Setor e do espírito voluntário que nos mostra que, mais importante do que as crises económicas, são as respostas que cada um dá ao seu próximo” (Mourão, 2015, p.216).

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6.3 Conclusão

O presente trabalho assume-se como um culminar de orientações e preocupações para o desenrolar do trabalho futuro na área da Economia e da Educação.

Procurámos na nossa análise efetuar um balanço entre a Educação e as suas políticas, entre a Humanização e a Economia Social, e verificar de que forma tais aspetos são um contributo para a otimização da sociedade. Evidenciamos o carácter das políticas e de formas de Educação para a Humanização da Economia, e esperamos que com a criação de uma disciplina orientada para estas questões, o nosso contributo se afirme como um passo sério e positivo na divulgação e otimização desta área de estudo. Todas as questões, desde a questão de partida aos objetivos de estudo foram aclaradas, sendo objeto de tratamento e resposta na Discussão do presente trabalho. Seria relevante ter em consideração algumas preocupações que se colocam à Economia Social, e que trazem também valor a uma sociedade cada vez mais ilusória e utópica: descomprometida de questões sociais, humanas que lhe estão, ou deveriam estar intrincadas.

Neste sentido, colocam-se em cima da mesa assuntos indispensáveis, tratando-se cremos de ações não apenas complexas, mas ações essenciais que devem ser tidas em conta. Uma delas é a Educação, ou nas palavras de Viana (1961) da assistência educativa, assumindo- se como a primeira e mais importante de todas as assistências (ética, construtiva, preventiva, curativa, etc.), sendo que durante toda a vida, sempre o ser humano carece de ser educado, orientado e esclarecido: preparado moral e socialmente para o cumprimento da sua missão de chefe de família, mãe de família, de cidadão ou profissional.

Queremos com isto dizer, que todos os pontos merecem ser ponderados no sentido de encontrar uma solução em extensão e profundidade para a Humanidade. Os responsáveis, na nossa opinião devem aumentar as suas ações, não as limitando apenas a um momento escolar de aprendizagem. Espera-se assim, citando o mesmo autor, uma sociedade mais humana, saudável, digna, com a abertura de novos horizontes a um mundo futuro, de ordem social, política e económica mais favorável para o homem (Viana, 1961, p.46).

Face ao exposto, quem sabe a Educação atravesse este tempo, humanizando e renovando a Economia. Uma Economia Social, voltada para a evolução consciencializada de valores sociais, que respeite de forma holística o indivíduo e, desenvolva novas formas de ser, estar e atuar em sociedade.

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89 Almeida, V. (2011). Estado, mercado e terceiro setor: a redefinição das regras do jogo. Revista

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92 Zamberlam, C., & Silveira, G. (2012). Onde está o humanismo da Economia? A reestruturação

93

94 Anexo 1. Entrevista aos Diretores das Escolas secundárias

1) No seu entender, o que significa a “Política da Educação”? 2) O que entende por “Humanização da Economia”?

3) A Educação atual preocupa-se em difundir valores estruturais (como o compromisso com o outro ou o saber ser e o saber estar) na personalidade do aluno? De que forma, e como é que reagem os alunos a tais valores?

4) Hoje, quais são os grandes desafios que se colocam ao nosso sistema de Educação?

5) De acordo com Maria Flores (1998) os professores são vistos como “agentes de mudança e inovação curricular no processo de ensino”. De que forma, considera que diariamente esta afirmação é válida? Pode exemplificar?

6) Atualmente, a Educação está a ser encarada como instrumento de Humanização da sociedade?

a. Se sim, em que é que se baseia?

b. Se não, o que é que propõe para se mudar?

7) Considera que a nova reforma do sistema educativo vai ao encontro da Humanização, como instrumento de inclusão e desenvolvimento social?

8) Adam Smith defende como tarefa do Estado “desenvolver os princípios de humanidade dos indivíduos através de uma Educação ética”. Na sua opinião, atualmente este princípio continua válido? Porquê?

9) De que forma, o sistema de Educação, influencia e é uma mais valia na estruturação da Economia?

10) A pensar na Humanização da sociedade, como será a Educação do futuro?

11) Na sua opinião, nos planos de estudo em vigor existe uma disciplina que se preocupa com a “Humanização”?

a. Se sim, qual?

b. Se não, que conteúdos e objetivos a serem abordados numa nova disciplina?

95 Anexo 2. Questionário aos Docentes do ensino secundário das escolas secundárias*

Dados de Identificação

Sexo: Masculino O Feminino O Unidade Curricular que lecciona: _______ Idade: _________ Ano: ___________________________ Escola: ________ Curso: _________________________ Concelho: ______________ Há quantos anos exerce a profissão: ____

Este questionário tem como objetivo recolher a opinião dos docentes do ensino secundário acerca da importância da Política da Educação em Portugal para a inclusão e Humanização da Economia. É confidencial e anónimo. Seguidamente apresentam-se questões sob a forma de afirmação acerca do tema. Para cada, é pedido que assinale em que medida concorda ou discorda, utilizando a escala indicada.

1 - Discordo Totalmente; 2 - Discordo; 3 - Nem concordo, nem discordo; 4 - Concordo; 5 - Concordo Totalmente; 6 – Não Sabe/Não Responde.

I - A Educação consciencializa para: 1 2 3 4 5 6

1) Respeito O O O O O O 2) Compromisso Social; O O O O O O 3) Equidade; O O O O O O 4) Solidariedade; O O O O O O 5) Individualismo; O O O O O O 6) Compreensão do mundo; O O O O O O

7) Princípios de democracia e justiça social; O O O O O O

8) Colaboração com tarefas sociais; O O O O O O

9) Ensinar o humano ao humano; O O O O O O

10) Cooperação; O O O O O O

11) Competição; O O O O O O

12) Melhores desempenhos económicos e sociais;

O O O O O O

13) Formar a unidade na diversidade. O O O O O O

II – Considero que o sistema de ensino está a contribuir para:

1 2 3 4 5 6

1) O aumento da competição entre os alunos;

O O O O O O

2) O crescimento pessoal e social dos alunos;

O O O O O O

3) O desenvolvimento de competências emocionais e sociais;

O O O O O O

4) O desenvolvimento cognitive dos alunos; O O O O O O

5) Reduzir o desenvolvimento social dos alunos;

O O O O O O

6) Melhorar a integração social dos alunos; O O O O O O

7) Dificultar a integração social dos alunos; O O O O O O

8) O aumento da cooperação e interajuda; O O O O O O

9) A formação do character dos alunos; O O O O O O

10) Difundir valores humanizantes no espaço de aula;

96

11) Consciencializar o professor para a resolução de problemas de natureza comportamental e social;

O O O O O O

12) Melhorar o sistema economico e social do país;

O O O O O O

13) Encarar os desafios da sociedade atual; O O O O O O

14) Lidar com problemas como, por exemplo, a exclusão social;

O O O O O O

15) O desenvolvimento e garantia do bem- estar social.

O O O O O O

III – Na minha opinião, os atuais planos

curriculares permitem aos alunos desenvolverem aspetos: 1 2 3 4 5 6 1) De compromisso social; O O O O O O 2) De cidadania; O O O O O O 3) De solidariedade; O O O O O O 4) De cooperação; O O O O O O 5) De emancipação do individuo;; O O O O O O 6) De coesão social; O O O O O O 7) De inclusão social; O O O O O O 8) De inclusão profissional; O O O O O O 9) De equidade; O O O O O O

IV – Considero que a função do professor pressupõe:

1 2 3 4 5 6

1) Transmitir conhecimentos cognitivos; O O O O O O

2) Contribuir para a formação integral dos alunos;

O O O O O O

3) Desenvolver attitudes e valores; O O O O O O

4) Gerir problemas de natureza comportamental;

O O O O O O

5) Respeitar a diversidade dos alunos; O O O O O O

6) Respeitar a unicissidade da individualidade;

O O O O O O

7) Ser um modelo comportamental para os alunos;

O O O O O O

Grupo II

Assinale em que medida concorda ou discorda da afirmação V – A escola atual difunde valores estruturais

como:

Sim Não NS/NR

1) Compromisso com o outro; O O O

2) Cidadania; O O O

3) Respeito pelo outro; O O O

4) Solidariedade; O O O

5) Identidade Cultural; O O O

6) Emancipação do Individuo; O O O

97

VI – O plano de estudos permite: Sim Não NS/NR

1) Passar de um modelo de sociedade baseada na competição, para um modelo baseado na cooperação;

O O O

2) Desenvolver a pessoa no sentido critic, criativo e ativo;

O O O

3) Ira o encontro das atuais necessidades da sociedade.

O O O

VII – O plano de estudos incute: Sim Não NS/NR

1) O materialismo; O O O

2) A procura de bens imediatos; O O O

3) A pessoa situada no centro das preocupações;

O O O

4) Preocupação pela crise da humanidade; O O O

5) A procura pela criação de valor e de bem-estar na sociedade;

O O O

6) Meramente uma visão económica e lucrative;

O O O

7) O humanismo como princípio universal; O O O

8) A promoção da inclusão social. O O O

VIII – O plano de estudos integra disciplinas vocaccionadas para uma sociedade mais:

Sim Não NS/NR 1) Justa e coesa; O O O 2) Solidária e Humanitária; O O O 3) Materialista; O O O 4) Humana; O O O 5) Comunicativa. O O O

IX – Existe uma disciplina que os conteúdos programáticos visam a Humanização de valores?

Sim O Não O NS/NR O

IX a) Se sim, qual?

IX b) Se não, que disciplina a introduzir no plano de estudos?

98 Anexo 3. Pedido de colaboração às escolas para aplicação das entrevistas e dos questionários

Exmo(a). Senhor(a) Diretor(a)

Assunto: Dissertação de Mestrado

Viana do Castelo, Fevereiro de 2016

EU, Daniel Gonçalves Novo Gomes, aluno do segundo ano de Mestrado em Economia Social, da Escola Economia e Gestão, da Universidade do Minho, venho por este meio solicitar a vossa colaboração na recolha de dados para a elaboração da minha Dissertação de Mestrado sob o tema: “A Política da Educação: Instrumento

de Humanização da Economia?”.

O objetivo desta investigação é refletir sobre as Políticas Públicas para a inclusão. Neste caso, centra-se sobre a Política da Educação e pretende averiguar se tal política está a ser um instrumento de inclusão e de Humanização da Economia/sociedade em Portugal.

A presente investigação tem como púbico alvo os Professores do ensino secundário (10º, 11º e 12º anos de escolaridade) e os Diretores de Escolas dos Distritos de Viana do Castelo e Braga. A metodologia é de cariz misto, quantitativo e qualitativo, do tipo exploratório, através da aplicação de inquéritos por questionário aos Professores e de entrevistas aos Diretores. Neste sentido, será crucial o vosso contributo, pelo que apelo à vossa colaboração.

Na expectativa de uma resposta urgente, subscrevo-me com elevada consideração e estima.

Ao dispor,

_____________________________________

(Daniel Gomes)

Mestrado Economia Social 2º ano Escola Economia e Gestão - UM

Tlm: 962078311

99 Anexo 4. Consentimento informado para os Diretores

CONSENTIMENTO INFORMADO

Nome do participante:

_____________________________________________________________

Esta investigação tem como objetivo refletir sobre a importância das Políticas Públicas para a inclusão. Dentro destas, aparece a Política da Educação. Assim, pretendemos averiguar se a Política da Educação em Portugal está a ser um instrumento de inclusão e Humanização da Economia.

Fui informado que me será solicitado a responder a questões no domínio da política da Educação, cuja contribuição dará suporte à elaboração da dissertação de Mestrado em Economia Social pela Universidade do Minho sob o tema “A Política da Educação: Instrumento de Humanização da Economia?”.

A minha participação é voluntária e as informações que fornecerei serão utilizadas apenas para o fim em questão. Por tal facto, dou o meu consentimento informado de livre vontade para participar nesta investigação.

Autorizo a gravação da entrevista em formato áudio: Sim ____ Não____ Data___/___/___

Assinatura do Participante:

______________________________________________________________________ Assinatura do Entrevistador:

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