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5. Analysen. Presentasjon og analyse av data. Resultat og funn

6.3 Jon

Para apresentar e discutir as concepções de avaliação de aprendizagem presentes no PPP, recorro a excertos contidos no capítulo de 15 páginas nomeado Diretrizes Gerais para os Processos de Avaliação. A concepção de avaliação defendida é a avaliação formativa, que é apresentada com o respaldo de autores como Masetto(2003), Álvarez Méndez (2002), Medeiros(1977), Vianna (1978), Romero (2000), Liberali e Zingier (2000), Hadji (2002), Perrenoud (1999), dentre outros. Já no início do referido capítulo, identifiquei o seguinte excerto que pode demonstrar a concepção de avaliação adotada pelo PPP: “o ato de avaliar será um processo contínuo e permanente com função diagnóstica, processual e classificatória e será feita de maneira a possibilitar a constante reflexão sobre o processo formativo do aluno” (PPP, 2007, p.45).

Em um PPP com 92 páginas ao todo, reservar um capítulo de 15 páginas para discutir e sugerir práticas avaliativas para o curso de Letras demonstra a preocupação que se tem para atualizar e refletir sobre as práticas avaliativas. Práticas essas que, em sua maioria, confirmaram estar em consonância com os estudos da quarta geração, a que concebe a avaliação como negociação e construção (FERNANDES, 2009). Assim sendo, em sequência, passo a analisar os excertos que indicam estar o documento a favor da avaliação de cunho formativo.

Neste excerto, abaixo citado, vai-se contra a avaliação somativa cujos fins são apenas classificatórios:

A construção de conhecimentos não é possível de ser verificada a partir de instrumentos de medida, mas apreciados a partir de construções textuais respaldadas teoricamente, bem argumentadas, analisadas e pontuadas. Desta forma, a prova deixa de ser entendida como principal instrumento avaliativo,

devendo os planos de avaliação contemplar diferentes instrumentos que possibilitem um processo avaliativo mais completo (PPP, 2007, p.46).

Entende-se aí que a prova não pode ser o principal instrumento avaliativo, e que, por isso, o professor deve fazer uso de outros instrumentos que façam o processo de avaliação ser mais completo. Assim sendo, para a avaliação do discente, há sugestões de algumas práticas avaliativas que se somam à prova, sendo estes: “prova discursiva, dissertação ou ensaio, prova oral, entrevista, prova objetiva, registro de incidentes críticos, lista de verificação, prova prática, diário de curso, projetos, debates, pesquisas, portfólio” (PPP, 2007, p.48).

Sobre o processo de quantificação em notas, o projeto traz que “a nota não pode ser encarada como um fim, cujo alcance justifica todos os meios. O fim é a aprendizagem, a nota é apenas um indicativo desta” (PPP, 2007, p.47). Esta última afirmação evidencia de forma clara a proposta formativa que existe em ver a nota apenas como um indicativo de aprendizagem que pode se somar a outros. No entanto, pondero que há de se considerar também qual tipo de aprendizagem está sendo avaliada, a quais objetivos de ensino o docente se subordina, podendo estes objetivos ser guiados por concepções de ensino, de língua e aprendizagem disciplinares que ainda respondem ao paradigma da simplicidade, mas que são avaliados formativamente e que, consequentemente, não corroboram para o desenvolvimento de um pensamento complexo.

Prioriza-se também, no projeto, o envolvimento do estudante no processo de avaliação, e, para isso, destaca-se a autoavaliação como parte essencial da avaliação formativa. Há o entendimento de que autoavaliação, juntamente com a reflexão, direcionarão o estudante para a autonomia na aprendizagem, se transformando, dessa forma, em sujeito de seu processo. Pretende-se realizar a formação de profissionais que sejam críticos, reflexivos, mas também detentores de autonomia para direcionar seu percurso de formação:

O Curso de Letras [...] pretende que essa autonomia, o aluno a desenvolva ao longo do curso de graduação. Um curso é um percurso, portanto, acreditamos que poderá haver alternativas de trajetórias; essas alternativas são feitas no interior de campos específicos de saber que visam ao desenvolvimento de habilidades e competências específicas (PPP, 2007, p.41).

Tendo o amparo de diversos autores, o PPP sugere alguns tipos de atividades para autoavaliação e reflexão. São eles: “observação dos alunos, as entrevistas, a avaliação contínua, portfólios, relatórios e inventários, diários e vários tipos de reuniões ou encontros” (PPP, 2007, p.55).

Apesar de reconhecer a importância da autoavaliação para a avaliação formativa da aprendizagem, não encontrei no texto do projeto nenhum excerto que discorresse sobre a coavaliação ou avaliação dos pares, recurso avaliativo que, de acordo com Felice (2011), é fundamental para a regulação das aprendizagens dentro da perspectiva formativa.

Há a compreensão de que o discente não é o único responsável quando acontece fracasso na aprendizagem. Considera-se necessário avaliar, igualmente, a ação do professor, a adequação de seu planejamento, as práticas pedagógicas realizadas, todo o processo de ensino e aprendizagem. Nesse sentido, de acordo com o documento, a avaliação deve ser realizada em diversas dimensões:

a) avaliações feitas pelo corpo docente: avaliações dos alunos; avaliação da disciplina; b) avaliações feitas pelo corpo discente: avaliação dos professores e da disciplina; c) avaliação institucional interna; d) avaliação externa. e) avaliação feita pelo corpo técnico-administrativo sobre as condições de funcionamento dos diversos setores essenciais da instituição de ensino (PPP, 2007, p.58).

Apenas as duas primeiras dimensões são especificadas no projeto: as avaliações feitas pelo corpo docente e as avaliações feitas pelo corpo discente. Sobre as avaliações feitas pelo corpo docente, indica-se que as avaliações dos alunos devam ser realizadas de maneira processual, não se limitando às provas. Desta forma, devem abranger avaliações diagnósticas, formativas e somativas. Além disso, é proposta a realização da avaliação docente da disciplina, feita por meio de formulário eletrônico específico composto por itens para avaliar os objetivos alcançados, as condições estruturais e humanas de realização da disciplina, bem como necessidades de melhoria.

A segunda dimensão especificada, as avaliações feitas pelo corpo discente, direcionam para a avaliação discente da disciplina e do professor. Recomenda-se que ambas avaliações sejam feitas em formulário eletrônico específico. A primeira tem como objetivo recolher apontamentos dos alunos para a reformulação das disciplinas, quando necessário. E a segunda, visa avaliar a metodologia e as atividades avaliativas adotadas pelo docente.

Além da avaliação discente e docente, propõe-se que a avaliação perpasse toda a estrutura escolar de maneira a produzir informações que nutram os processos administrativos e pedagógicos com o objetivo de melhoria do ensino, apesar de o projeto não possuir detalhamentos de como essas outras dimensões serão avaliadas.