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7. Seismisk design av høye konstruksjoner

7.3 Seismisk design-konsept

7.3.4 Irregulære bygninger

A qualidade em produtos farmacêuticos é constituída por uma compreensão abrangente, que envolve as características toxicológicas, farmacocinéticas de um medicamento, bem como as características químicas, físicas e biofarmacêuticas. (FDA, 2004) Dentre as características químicas um dos parâmetros de grande importância é o teor de princípio ativo.

A eficiência do medicamento no tratamento de um paciente se relaciona intimamente com a quantidade de princípio ativo administrada. Portanto, assegurar que a quantidade especificada na formulação corresponde ao que valor contido na descrição do produto é de extrema importância. Por isso, cada unidade do lote de um medicamento deve conter quantidade do componente ativo próxima da quantidade declarada.

O procedimento requerido para determinar a quantidade do princípio ativo no medicamento é a uniformidade de teor em princípio ativo, que possibilita a avaliação da quantidade de componente ativo em unidades individuais do lote e verifica se esta quantidade é uniforme nas unidades

testadas e próximas as declaradas na formulação. As especificações deste teste se aplicam às formas farmacêuticas com um único fármaco ou com mais de um componente ativo. Exceto quando indicado de maneira diferente na monografia individual, o teste se aplica, individualmente, a cada componente ativo do produto. (Farmacopeia Brasileira, 5ª edição)

Em geral a determinação de teor envolve diversas etapas, no qual o medicamento é dissolvido em um solvente, em seguida passa por uma série de diluições, e alíquotas são retiradas para ser analisadas por uma técnica de referência indicada na Farmacopeia. Quanto menor a quantidade de princípio ativo, mais importante é que este teste seja feito. A variação de princípios ativos aceita para consumo e eficiência no tratamento medicamentoso, em relação às quantidades declaradas, deve estar compreendida entre 90 - 110%, podendo variar para alguns fármacos.

A uniformidade das doses unitárias de formas farmacêuticas sólidas pode ser avaliada por dois métodos: Variação de peso e Uniformidade de Conteúdo. A aplicação de cada método é feita considerando a forma farmacêutica, dose e proporção do fármaco.

Para a quantificação dos princípios ativos os processos mais utilizados são as titulações em meio anidro, a complexometria e a espectrofotometria no ultravioleta, extração por contra-corrente e cromatografia líquida. Nesta última técnica, quando a formulação farmacêutica possui mais de um API, colunas cromatográficas específicas necessitam ser utilizadas para detecção e quantificação de cada um deles. (PIETERS et al., 2013)

2.3.1 Método de referência (CLAE)

Segundo a IUPAC (do inglês, International Union of Pure Applied Chemistry) a cromatografia é uma técnica utilizada para separar os constituintes de uma amostra. Consiste em uma fase estacionária, sólido ou um líquido retido sobre um gel ou sólido e uma móvel, que pode ser líquida ou gasosa. (CIENFUEGOS e VAITSMAN, 2000, p. 286) A cromatografia é classificada de acordo com o tipo de fase móvel e fase estacionária.

A técnica de cromatografia líquida de alta eficiência (CLAE) é a mais comumente usada na determinação de fármacos em formulações

farmacêuticas e materiais biológicos, (HANSEN, PEDERSEN-BJERGAARD e RASMUSSEN, 2012, p. 173) tal como regulado pela USP. Essa técnica é utilizada para separar e determinar espécies em grandes variedades de materiais orgânicos, inorgânicos e biológicos. (SKOOG et al., 2006, p. 924)

Na Figura 3 são mostradas as principais estruturas de um sistema de cromatografia líquida.

Figura 3 - Estruturas principais de um sistema de cromatografia líquida. Um CLAE é

constituído por: injetor, pelo qual as amostras entram no sistema, juntamente com a fase móvel; coluna cromatográfica, onde será feita à separação dos constituintes da amostra; detector, onde as substâncias eluídas são detectadas; descarte, para armazenar os resíduos gerados; sistema de dados, conectado ao detector para obtenção dos resultados.

Fonte: Adaptado Hansen et al, 2012

Conforme pode ser observado na Figura 3, na técnica CLAE as amostras são submetidas juntamente com a fase móvel, que é eluída a grandes pressões, através de colunas de separação ou colunas cromatográficas. As colunas de separação, representadas na Figura 3, como “coluna analítica”, são tubos de aço de 5-25 cm de comprimento, preenchidas com materiais que retardam a introdução do analito ao sistema, esses materiais são chamados de fase estacionária. Forças físicas e químicas atuam entre os solutos e as duas fases são responsáveis pela retenção dos solutos sobre a coluna cromatográfica. A diferença na magnitude dessas forças é que

determina a resolução, de acordo com a maior afinidade com a fase móvel ou fase estacionária, é que vai ocorrendo a separação dos solutos individuais. O final da coluna cromatográfica é conectado a um detector onde as substâncias

eluídas são detectadas. (HANSEN, PEDERSEN-BJERGAARD e

RASMUSSEN, 2012, p. 173)

A CLAE é uma técnica que tem a capacidade de realizar separações e análises quantitativas de uma grande quantidade de compostos presentes em vários tipos de amostras, em escala de tempo de poucos minutos, com alta resolução, eficiência e sensibilidade. Necessita de operadores experientes, solventes de alta pureza e materiais de consumo elevados e não possui um detector universal. (CIENFUEGOS e VAITSMAN, 2000, p. 289)

Panchagnula e colaboradores (1999) utilizaram a técnica CLAE de fase reversa na determinação de rifampicina e seu principal metabolismo em plasma e na urina, em presença de pirazinamida e isoniazida. O objetivo principal do trabalho era o desenvolvimento de um método sensível e simples para determinação simultânea de rifampicina e a forma desacetil rifampicina em fluídos biológicos, em presença de outros fármacos. O método de fase reversa apresentado mostrou ser bastante simples, sensível e com grande reprodutibilidade para análises dos analitos em questão em fluídos biológicos. Foi capaz de fazer estimações seletivas, além de necessitar de um volume bem menor de amostras e simplicidade nos procedimentos de extração, bem como uma fase móvel de simples preparo. (PANCHAGNULA et al, 1999)