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Investigating each component

11. Conclusions and further work

5.3 Requirements of the Common Components

5.3.2 Investigating each component

Não existe uma única definição que possa ser aplicada para todos os parques tecnológicos, tendo em vista a grande diversidade destes (HANSSON; HUSTED; VESTERGAARD, 2005; VEDOVELLO, 1998). Políticas adotadas por cada região de formas diferentes, estratégias de estabelecimento, tradição na implementação e níveis de desenvolvimento tecnológico, são variáveis que determinam a diversidade de modelos de parques tecnológicos. As expectativas e os interesses dos agentes envolvidos e engajados no empreendimento comum, o parque, também são fatores de diferenciação (LINDELOF; LOFSTEN, 2002; VEDOVELLO, 1998).

Um parque tecnológico pode ser entendido como uma zona de atividade econômica composta normalmente por universidades, centros de pesquisa, unidades industriais e terciárias que realizam suas atividades baseadas em pesquisa e desenvolvimento tecnológico. Os parques são limitados em área geográfica, mas possuem ligações em rede com as grandes empresas e com a infraestrutura de pesquisa pública e privada, tanto em nível nacional quanto internacional, e sua ênfase vai além das atividades de P&D, sendo

permitidas e estimuladas as atividades de produção e comercialização de bens e serviços (EUROPEAN COMMISSION, 2007).

A International Association of Science Parks (IASP) apresenta esta definição para as áreas de inovação oficial onde inclui-se os parques tecnológicos em seu website:

Áreas da inovação, do qual os parques tecnológicos estão inseridos, são ambientes altamente especializados e desempenham um papel fundamental no desenvolvimento económico do seu ambiente. Através de uma combinação dinâmica e inovadora de políticas, programas, espaço de qualidade e recursos e serviços de alto valor agregado, eles: estimular e gerenciar o fluxo de conhecimento e tecnologia entre universidades e empresas; facilitar a comunicação entre empresas, empresários e técnicos; proporcionar ambientes que realçam uma cultura de inovação, criatividade e qualidade; facilitar a criação de novas empresas através de mecanismos de incubação e de spin-off e acelerar o crescimento de empresas de pequeno e médio porte; e, trabalhar em uma rede global que reúne milhares de empresas inovadoras e instituições de pesquisa em todo o mundo, facilitando a internacionalização de suas empresas residentes (IASP, 2016).

A United Kingdom Science Parks Association (UKSPA) define um parque de ciência como uma iniciativa de apoio às empresas, onde o principal objetivo é incentivar e apoiar as startups e a incubação de empresas inovadoras e de alto crescimento e empresas de base tecnológica, através da prestação de serviços de infraestrutura e apoio, incluindo: (1) relações de colaboração com o desenvolvimento econômico, (2) ligações formais e operacionais com centros de excelência, tais como universidades, instituições de ensino superior e centros de pesquisa e, (3) apoio à gestão ativamente engajada na transferência de habilidades tecnológicas e de negócios para pequenas e médias empresas (DURÃO et al., 2005).

A Association of Universities and Research Parks (AURP) afirma que um parque de pesquisa é baseado em uma estrutura física e que tem: (1) a terra existente ou planejada e edifícios projetados principalmente para instalações de laboratórios de pesquisa e desenvolvimento de alta tecnologia, empresas de base científica e serviços de apoio; (2) a propriedade com relacionamento com uma ou mais universidades ou outras instituições de ensino e de pesquisa científica; (3) o papel na promoção da pesquisa e do desenvolvimento das universidades em parceria com as empresas, auxiliando no crescimento de novos empreendimentos e promovendo o crescimento econômico e; (4) um papel em ajudar a

transferência de tecnologia e competências entre a universidade e seus inquilinos (DURÃO et al., 2005).

A Associação Espanhola de Parques de Ciência e Tecnologia (APTE) caracteriza os parques tecnológicos como um projeto formal, geralmente associado com um espaço físico e com as seguintes características (APTE, 2002):

 Relações formais e operacionais das empresas com universidades, centros de pesquisa e instituições de ensino superior;

 Projetado para incentivar a criação e o crescimento do conhecimento - empresas de base tecnológica e outras organizações pertencentes ao setor de serviços, que são normalmente estabelecidas no próprio parque, com um alto valor agregado;  A entidade gestora estável que promove a transferência de tecnologia e promove a

inovação entre as empresas e organizações que utilizam o parque.

A Associação Nacional de Entidades Promotoras de Empreendimentos Inovadores (ANPROTEC), criada em 1987, define em seu website:

Um parque tecnológico é um complexo produtivo industrial e de serviços de base científico-tecnológica, planejado, de caráter formal, concentrado e cooperativo, que agrega empresas cuja produção se baseia em pesquisa tecnológica desenvolvida nos centros de P&D vinculados ao parque. Trata-se de um empreendimento promotor da cultura da inovação, da competitividade, do aumento da capacitação empresarial, fundamentado na transferência de conhecimento e tecnologia, com o objetivo de incrementar a produção de riqueza de uma região (ANPROTEC, 2016a).

O conceito de um parque científico e tecnológico pode ser trabalhado como: “uma comunidade de pesquisa e inovação multidisciplinar por meio da colaboração entre academia, empresas e governo” (SPOLIDORO; AUDY, 2008, p.79). A principal diferença entre um parque tecnológico e um parque científico e tecnológico é que o científico e tecnológico possui relações estreitas com uma instituição de pesquisa e os parques tecnológicos não necessariamente possuem. No presente trabalho, o foco será sobre os parques tecnológicos como um todo, pois existe todos os tipos no Brasil. No Quadro 4 abaixo são apresentados os principais conceitos sobre parques tecnológicos vistos nesta seção.

Quadro 4 – Conceitos de parques tecnológicos Autores Focos dos conceitos European

Commission (2007)

Em pesquisa e desenvolvimento tecnológico. Spolidoro e Audy

(2008)

Colaboração entre academia, empresas e governo.

IASP (2016) Ambiente que facilita o fluxo do conhecimento e tecnologia entre universidades e empresas

UKSPA Apoio às empresas de base tecnológica através da prestação de serviços de infraestrutura e apoio.

AURP É baseado em uma estrutura física e que presta serviços de apoio para aproximar empresas e universidade.

APTE (2002) Incentivar a criação e o crescimento do conhecimento entre empresas e universidades.

ANPROTEC (2016) Promover serviços de base científico-tecnológica concentrado e cooperativo promotor da cultura da inovação e transferência de conhecimento.

Fonte: Elaborado pelo autor

A partir das definições dos autores, para o presente trabalho os parques tecnológicos podem ser compreendidos como “ambientes que proporcionam interações entre os atores envolvidos (base para a inovação) que possuem seu próprio espaço físico e oferecem espaços com serviços comuns (salas de reuniões, auditórios, outros serviços corporativos em geral, infraestrutura de telecomunicações avançadas, etc.), sendo que os inquilinos podem desfrutar de infraestruturas de apoio (instituições universitárias relacionadas, centros tecnológicos, laboratórios, empresas e centros de inovação, incubadoras de empresas, etc.)”.

O papel dos parques então é o de facilitar as ligações formais e operacionais com as universidades, centros de pesquisa e outras instituições de ensino promovendo um habitat propício para a inovação através dos relacionamentos entre os envolvidos neste ecossistema. Na próxima seção serão apresentadas algumas tipologias dos parques com o objetivo de esclarecer algumas diferenças existentes nos parques tecnológicos.