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Chapter 2: A brief look at the history of childhood

2.1 Inventing childhood

Para compreender a dimensão espacial dos fenômenos, foi necessária a utilização constante de técnicas de espacialização e análise espacial, como o Geoprocessamento, que se constituiu enquanto uma ferramenta indispensável ao longo do desenvolvimento do trabalho.

O termo Geoprocessamento pode ser entendido como conjunto de técnicas de coleta, tratamento, manipulação e apresentação de dados espaciais. Pode-se considerar que é uma área de conhecimento que envolve diversas disciplinas, como a Cartografia, Computação, Geografia e Estatística. Algumas das técnicas de geoprocessamento mais utilizadas são: o sensoriamento remoto, a cartografia digital, a estatística espacial e os Sistemas de Informações Geográficas. [...] (SANTOS; BARCELLOS, 2006, p. 45).

Os softwares utilizados no geoprocessamento dos dados, denominados de SIG’s – Sistemas de Informação Geográfica permitem o cruzamento de informações de diferentes parâmetros e ordens que se pretendem trabalhar com a base espacial. O geoprocessamento de informações é uma etapa importante, permitindo, além da espacialização da caracterização do meio natural, a espacialização da qualidade da água e as formas de uso e ocupação próximas aos corpos hídricos.

Inicialmente, foram levantadas distintas bases cartográficas junto ao Sistema Estadual de Geoinformação do Estado de Goiás – SIEG-GO. Para a elaboração do mapa de substrato rochoso, foram obtidos arquivos no formato shapefile (camada com informações) da Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais – CPRM, das Superintendências de Indústria e Comércio – SIC e de Geologia e Mineração – SGM de Goiás e Fundo de Fomento à Mineração – FUNMINERAL, datadas de 2008.

Em relação ao mapa de solos, foram obtidas camadas relativas ao mapeamento pedológico do projeto RadamBrasil e classificados de acordo com agrupamento de classes gerais de solos. O shapefile (camada) de hidrografia também foi obtido mediante acesso ao SIEG, sendo a fonte responsável pela elaboração a SGM. Contudo, também foi elaborada base hidrográfica própria, a partir de técnicas aplicadas à imagem Shuttle Radar Topography Mission – SRTM, apresentada em sequência.

Ainda junto ao SIEG, foi obtido também a base da malha viária do Estado de Goiás, cuja fonte da informação, segundo consta no sistema, é da Agência Goiana de Transportes e Obras – AGETOP.

Para o mapa hipsométrico da bacia, foram utilizadas imagens Interferometric

Synthetic Aperture Radar – IFSAR, programa SRTM da NASA - National Aeronautics and Space Administration, sendo estas compreendidas como Modelos Digitais de

Elevação – MDE, com resolução espacial de 30 m, projetadas em Sistema de Coordenadas Geográficas e Datum WGS – World Geodetic System 1984. Essas imagens foram disponibilizadas pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária – EMBRAPA. Foi necessária obtenção das folhas SE-22-X-D e SE-22-Z-D, conforme apresenta o mosaico da Figura 3.

Todo o trabalho de modelagem da bacia hidrográfica foi realizado mediante uso dos Sistemas de Informação Geográfica – SIGs Quantum GIS – QGis 2.8 e ArcGIS 10.1, versões 64 bits. As duas imagens foram acopladas (mosaico) mediante uso de ferramentas específicas dos programas. Foi instalada junto ao QGis um conjunto de trabalho de análises de dados hidrológicos e de bacias hidrográficas, com base em MDE2.

2 Conforme Jenson e Domingue (1988), os dados obtidos por meio do uso de modelos numéricos de

Figura 3 – Mosaico de Imagens SRTM para o Estado de Goiás

Fonte: EMBRAPA, 2016.

Foi criada uma camada para delimitação da foz da bacia. Posteriormente, procedeu-se a uma série de procedimentos e uso de algoritmos do programa conforme metodologia adotada por Santos (2015).

O primeiro passo foi o uso de um algoritmo que busca remover buracos presentes na imagem. Então, procedeu-se ao processamento do algoritmo responsável pela geração da direção do fluxo dos canais e também sobre a declividade. Em seguida, a delimitação da área de contribuição da bacia mediante a indicação da foz da bacia. Por fim, gerou-se o raster (camada matricial) da rede de drenagem local, utilizando-se do limiar (threshold) com valor específico para drenagens densas.

Nesta etapa, já havia sido obtida toda a área da bacia, a drenagem e grande parte dos valores e parâmetros utilizados para modelagem ambiental da mesma, restando apenas etapas e procedimentos relacionados à hierarquização da drenagem e a quantificação de parâmetros.

Essa quantificação foi realizada por meio de programação e cálculos que permitiram a identificação de informações importantes, como a extensão total dos cursos d’água de toda a rede de drenagem, bem como a identificação (com auxílio de imagens orbitais) das nascentes dos cursos d’água da bacia (Figura 4).

manualmente, cujo trabalho se caracteriza por longos períodos de tempo para o processamento de informações.

Figura 4 – Processo de delimitação das nascentes no Sistema de Informação Geográfica

Elaboração: PEDROSO, L. B., 2016.

As imagens orbitais utilizadas na pesquisa são do satélite Landsat 8, sensores OLI (Operational Land Imager) e TIRS (Thermal Infrared Sensor), conforme parâmetros no Quadro 1.

Quadro 1 – Parâmetros das Imagens Orbitais

Imagem 1 Imagem 2 Imagem 3

Satélite Landsat 8 Landsat 8 Landsat 8

Sensor OLI e TIRS OLI e TIRS OLI e TIRS

Ponto 72 73 72/73

Órbita 221 221 221

Composição RGB 6R5G4B 6R5G4B Fusão 6R5G4B + Band 8 (Panchromatic) Resolução Espacial 30 metros 30 metros 15 metros Resolução

Radiométrica 16bits 16bits 16bits

Aquisição 04/08/2015 04/08/2015 04/08/2015

Projeção UTM UTM SCG

Datum WGS 1984 WGS 1984 WGS 1984 Tratamento Reprojeção / Ortorretificação Reprojeção / Ortorretificação Reprojeção / Ortorretificação / Fusão Fonte: USGS, 2016. Elaboração: PEDROSO, L. B., 2016.

Foi necessária a aquisição de duas cenas da mesma data, mesma órbita, porém pontos distintos, uma vez que a área da bacia não se encontrava em sua totalidade em somente um ponto. Desta forma, foi realizado trabalho individual das duas imagens e, posteriormente, gerando uma terceira por meio de técnica simples de fusão (mosaico).

Figura 5 – Imagens do satélite Landsat 8 utilizadas no geoprocessamento das informações

Fonte: USGS, 2015.

Elaboração: PEDROSO, L. B., 2016.

Durante os trabalhos de campo, foram georreferenciados e, posteriormente, especializados os pontos de coleta das amostras de água. Foi utilizado em campo o aparelho GPS – Global Positioning System da marca Garmin, modelo eTrex Venture HC, disponibilizado por empréstimo pelo Instituto Federal Goiano – IFGoiano.

3.3 Levantamento de Dados da Qualidade Hídrica e Determinação do