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Introduksjonsprogram viktigste tilaker

kapittel 6 Analysedelen for introduksjonsprogrammet

6.1 Innledning .............................................................................................................. 55-56

6.2.3 Introduksjonsprogram viktigste tilaker

A educação para a saúde, tal como é definida no portal da liga portuguesa contra o cancro é a

(...) ciência social que procura promover a saúde e prevenir a doença, incapacidade e morte prematura, por intermédio de atividades educativas facilitadoras da mudança voluntária do comportamento e com estreita ligação às ciências biológicas, ambientais, psicológicas e médicas.

No mesmo sentido, Candeias (1997, p.210) refere que “são quaisquer combinações de experiências de aprendizagem delineadas com vista a facilitar ações voluntarias conducentes à saúde”, ou seja, são todas as ações previamente planeadas, que não ocorrem de modo acidental, que combinam diversos fatores que determinam o comportamento humano, em

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diversos contextos de aprendizagem e intervenções educativas, com o intuito de possibilitar, que as pessoas ou a comunidade, de modo voluntário, possam adotar comportamentos que tragam alguma influência positiva à sua saúde (Candeias,1997).

A meta número quinze da Saúde Para Todos (OMS, 1985, p.72), refere que: “(…) até 1990 todos os Estados Membros deveriam ter programas de educação para a saúde com a finalidade de dar à população os conhecimentos, as capacidades e as motivações necessárias para a preservação da sua saúde”. Neste sentido, a OMS reitera que para os indivíduos alterarem comportamentos e/ou adotarem comportamentos benéficos para a saúde é necessário conhecerem as consequências dos seus atos e os atos mais benéficos para a saúde, saberem agir de modo adequado, colocá-los em prática e terem a motivação necessária para o fazer. Segundo a perspetiva assente no plano nacional de saúde 2011-2016, “educar envolve a promoção da literacia em saúde, fundamental para que os doentes possam, de uma forma esclarecida e responsável, ser parte ativa nas decisões de saúde” (Ministério da Saúde, 2010).

Atualmente é aceite que uma educação para a saúde eficaz é aquela que não adota somente um cariz informativo, embora se considere que a informação é indispensável e crucial, pois permite uma participação, individual ou coletiva, ativa e consciente, em todos os processos de tomada de decisão, de modo a optarem pelas opções que promovam a saúde (Castanheira, 1989). Contudo, esta, isoladamente, não é suficiente e “paralelamente à informação há que mudar mentalidades, crenças, atitudes, e comportamentos. E, claro, mudar o ambiente de modo a permitir a mudança, mantendo um estilo de vida saudável e agradável” (Matos & Sampaio, 2009, p.24).

Podemos comprovar que a informação, por si só, não é suficiente, quando os jovens referem que têm fácil acesso e conhecem os comportamentos de risco e de proteção da sua saúde, mas não sabem como os pôr em prática e adotar um estilo de vida saudável (Matos & Sampaio, 2009). Deste modo, a educação para a saúde não se deve restringir à mera informação, limitar-se a rastreios, campanhas promocionais e educativas ou aconselhamento sobre estilos de vida (Castanheira, 1989), a EpS requer um trabalho intenso, preparado e capaz de dotar os indivíduos de capacidades para lidar com os fatores que originam o comportamento não saudável.

Na perspetiva de Matos e Sampaio (2009, p.25), a pergunta: Como adotar posturas condizentes a práticas saudáveis e não adotar comportamentos de risco? tem duas respostas, primeiro agindo sobre o ambiente e segundo sobre o indivíduo. Os mesmos autores consideram

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importante “diminuir o apelo do ambiente a esse risco (sedentarismo, excesso de peso, consumo de substâncias, violência, sexo desprotegido) e potenciar ambientes e contextos favoráveis a um estilo de vida saudável” e reforçam a importância da “responsabilização e a competência individual, ajudando os jovens a autorregular o seu comportamento na eventualidade de ter que fazer face a estes riscos” (Matos & Sampaio, 2009, p.25).

Um inquérito efetuado com jovens portugueses, realizado por Matos et al. (2006b), revela que os jovens, de um modo geral, estão bem informados e esclarecidos no que diz respeito à prevenção de gravidezes indesejadas e doenças sexualmente transmissíveis, mas apresentam dificuldades em ajustar essa informação a ações, a comportamentos conducentes a práticas mais saudáveis, e é neste sentido que se deve apostar em programas que promovam “competências pessoais e sociais que capacitem o jovem a identificar e resolver problemas, gerir conflitos interpessoais, otimizar a sua comunicação interpessoal, defender os seus direitos, resistir à pressão de pares, etc” (Matos, 1998, citada por Matos & projeto Aventura Social e Saúde, 2003, p.36) para que assim, indivíduos e comunidades, sejam capazes de zelar pela sua saúde.

Para que tal se verifique é necessário facilitar um conjunto de competências individuais que conduzam efetivamente a uma alteração de comportamentos de risco por parte dos indivíduos, que implica alterações no conhecimento, compreensão e formas de pensar. Como reforçam Tones e Tilford (1994, p.11),

educação para a saúde é toda a atividade intencional conducente a aprendizagens relacionadas com saúde e doença (...), produzindo mudanças no conhecimento e compreensão e nas formas de pensar. Pode influenciar ou clarificar valores, pode proporcionar mudanças de convicções e atitudes; pode facilitar a aquisição de competências; pode ainda conduzir a mudanças de comportamentos e de estilos de vida.

Como forma de Promoção da Saúde e a Educação para a Saúde, o Ministério da Educação e o Ministério da Saúde, em fevereiro 2006, estabeleceram um protocolo onde reconheceram a importância da Promoção da Educação para a Saúde em meio escolar, que permita aos jovens desenvolver competências que os leve a construir um projeto de vida e a capacitá-los para fazerem escolhas conscientes e responsáveis (Ministério da Saúde, 2006a), sendo reconhecido, deste modo, que é necessário integrar ações educativas num vasto contexto de promoção da saúde, para incentivar as pessoas a adotarem estilos de vida saudáveis, tomando as suas próprias decisões e responsabilizando-se pela sua saúde.

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É importante referir que para as decisões individuais irem no sentido da saúde e da sua promoção, é imprescindível, como refere Matos e Projeto Aventura Social e Saúde (2003), que o envolvimento físico e social dos indivíduos seja favorável aos estilos de vida saudáveis, permitindo-lhes um fácil acesso, perene e socialmente valorizado. É imprescindível em todo o processo de educação para a saúde, nomeadamente com adolescentes, inclui-los no processo de modo ativo e participativo, pois se estes estiverem envolvidos nas decisões e participarem nas ações que lhes dizem respeito, a si e aos mais próximos, “podem melhor realizar o seu pleno potencial e adquirir atitudes e responsabilidades mais saudáveis” (Matos & equipa do projeto aventura social e saúde, 2003, p.33).

Para cativar os adolescentes e obter a sua participação é crucial que as intervenções sejam adequadas aos seus destinatários, contemplando a “(…) idade, o estádio de desenvolvimento psicológico, cultural e social, os interesses e motivações” e sejam adequados “às finalidades que se propõem atingir (…)” (Castanheira, 1989, p.39), sob pena de os desmotivarem e resultarem em insucesso, conduzindo a efeitos pouco favoráveis, em nada condizentes com a educação para a saúde. O papel do educador deve ser o de “(…) facilitar o desenvolvimento pessoal e social através de métodos que estimulem as capacidades pessoais e a auto – estima, e a participação em atividades alternativas, tendo em vista reforçar a capacidade de tomar decisões adequadas e saudáveis” (Castanheira, 1989, p.39).

Num contexto de educação para a saúde podemos salientar algumas temáticas que visam promover a tomada de consciência dos jovens pelas questões de saúde e são consideradas, atualmente, pelo Ministério da Saúde (2006b), como áreas temáticas prioritárias de atuação, a saber: a alimentação; a atividade física; o consumo de substâncias psicoativas, a sexualidade, as infeções sexualmente transmissíveis, designadamente VIH/SIDA e a violência em meio escolar.

Tendo em conta que os adolescentes se inserem em diversos contextos e, como referimos numa fase anterior desta dissertação, estes influenciam o seu estilo de vida, destacaremos de seguida alguns dos intervenientes no processo de educação para a saúde, nomeadamente a família, a escola, o grupo de pares e os meios de comunicação.

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