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Com o respaldo da literatura, pode ser tomado como início da sequência de eventos relacionados a este estudo a tectônica Neogênica que reativou antigas falhas e fraturas que deram origem às cachoeiras presentes no basalto e reativaram a drenagem pela mudança dos níveis de base locais. Este processo se estendeu através do Pleistoceno num clima predominantemente semiárido com chuvas torrenciais ocasionais que causaram a formação de colúvios que elevou e ampliou o fundo plano dos vales incipientes.

No final do Pleistoceno instalou-se um clima mais úmido que o atual a partir do qual, com elevação do lençol freático, deu origem à formação de turfeiras em vales abertos de fundo plano (veredas).

As condições hidromórficas que favoreceram a formação de turfeiras prevaleceram até no início do Holoceno por volta de 10.000 anos. A partir de então, se instalou um clima menos úmido, com chuvas ocasionais de caráter torrencial que novamente favoreceu a deposição de colúvios na base de vertentes. Houve então a inumação das turfeiras que sofreram grande subsidência a ponto de condicionar à cobertura coluvial um regime hidromórfico.

Nessa condição, a cobertura coluvial evoluiu para um Gleissolo que, com enriquecimento em ferro (Fe++) por translocação lateral, seguido da melhoria da drenagem com aprofundamento do lençol freático, deu início a um processo de plintização, pela oxidação do ferro (Fe+++). Nas áreas menos enriquecidas em ferro houve a formação de plintita, enquanto nos locais de maior concentração deste elemento formou petroplintita. O solo com horizonte litoplíntico (Plintossolo Pétrico litoplíntico) passou a ter sua drenagem interna comprometida pela presença deste horizonte cimentado e, consequentemente, tornou-se mais propenso à erosão laminar, razão pela qual a petroplintita encontra-se atualmente à superfície.

Nas áreas em que houve formação de plintita, desenvolveu, acima desta, um horizonte B incipiente que corresponde ao Cambissolo descrito na borda da voçoroca. Portanto, nesta área é evidente a evolução policíclica (poligenética) da cobertura pedológica.

As plantas com ciclo fotossintético C4 prevaleceram por longo tempo, não menos

de 20.272 anos cal AP, enquanto persistiram as condições de hidromorfismo, a partir dos níveis de ressurgência do lençol freático. À medida que a melhoria da drenagem local propiciou a ocupação por plantas de ciclo fotossintético C3, estas passaram a coexistir com

40 plantas C4, havendo ainda, presentemente, uma baixa presença de plantas C4 associada à

vegetação C3. Os dados das datações realizadas na MOS indicam que o domínio das

plantas de ciclo fotossintético C3 é muito recente, da ordem de aproximadamente 378 anos

41

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48

49

LISTA DE ANEXOS

ANEXO A. Descrição geral, morfológica e quadro analítico com os resultados das análises físicas e químicas usualmente utilizadas na classificação de um solo. 50 ANEXO B. FOTOS... 54 FOTO 1B. Vista geral da voçoroca na qual expôs-se o perfil solo/paleoturfa, ribeirão Beija-flor, município de Uberaba, MG... 54 FOTO 2B. Perfil Cambissolo Háplico Tb Distrófico plintossólico (0-225 cm) sobre paleoturfa (225-398 cm) no ato da descrição do perfil e amostragens para a caracterização física e química... 54 FOTO 3B. Perfil do Cambissolo Háplico Tb Distrófico plintossólico e delimitações de profundidade de amostragens no ato da coleta de material para datação do 14C e da composição isotópica do carbono presente na matéria

orgânica do solo... 55 FOTO 4B. Detalhe do perfil solo/paleoturfa no ato da amostragem de material para visando a datação pelo 14C e determinação da composição isotópica da

matéria orgânica presente no solo e na paleoturfa... FOTO 5B. Detalhe de uma Poaceae amostrada em torno do perfil e ao fundo visão geral da vegetação atualmente presente em torno do perfil solo/paleoturfa estudado...

56

50

ANEXO A

Descrição Geral

Data: 02/06/2006

Classificação: Cambissolo Háplico Tb distrófico plintossólico, A moderado, textura muito argilosa, fase cerrado tropical subcaducifólio, relevo suave ondulado

Unidade de mapeamento: CXbd

Localização: curso superior do Ribeirão Beija-flor, nas coordenadas geográficas em UTM: 23K0186748 e 7856713. Acesso pela rodovia BR 050 Km 55, sentido Uberaba – Uberlândia, entrando à esquerda do moinho de calcário, em estrada de terra.

Situação e declive: Terço inferior da encosta, declive de 5% Altitude: 950 m

Litologia: Sedimentos coluviais resultantes do retrabalhamento de cobertura detrito- laterítica

Cronologia: Cenozóica

Material de origem: Cobertura detrito laterítica, muito argilosa Pedregosidade: Nula

Relevo: Plano e suave ondulado

Erosão: Em sulco com formação de voçoroca, expondo o lençol freático Drenagem: Imperfeitamente drenado

Vegetação: Cerrado tropical subcaducifólio Uso geral: Área de Proteção Permanente – APP Clima: Cwa da classificação de Köppen

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Descrição Morfológica

A - 0 – 20 cm; bruno escuro acinzentado (10 YR 4/2, u) e bruno (10 YR 5/3, s); muito argiloso; forte, pequena granular, blocos subangulares; dura, plástico; transição clara e plana.

AB - 20 – 32 cm; bruno amarelado (10 YR 5/4, u) e bruno amarelado ( 10 YR 5/4, s); muito argiloso; moderada, pequena a média granular, blocos subangulares; dura, plástico; transição gradual e plana.

Bi - 32 – 62 cm; bruno claro amarelado (10 YR 6/4, u) e bruno claro amarelado (10 YR 6/4, s); muito argiloso; fraca, média granular; blocos subangulares; muito duro, plástico; transição gradual e plana.

Cf1 - 62 – 87 cm; bruno claro amarelado (10 YR 6/4, u) e bruno muito pálido (10 YR 7/4, s); mosqueado, comum, médio, proeminente, vermelho amarelado (5 YR 4/6); mosquedado, comum, médio a pequeno, distinto, amarelo brunado (10 YR 6/8); muito argiloso; maciça, porosa “in situ”; muito dura a ligeiramente dura, plástico; transição gradual e plana.

Cf2 - 87 – 150 cm; bruno pálido (10 YR 6/3, u) e cinzento claro (10 YR 7/2, s); mosqueado, abundante, pequeno, proeminente, vermelho amarelado (5 YR 4/6); muito argiloso; maciça; dura a ligeiramente dura, plástico e pegajoso; transição gradual e plana.

1C - 150 – 174 cm; bruno pálido (10 YR 6/3, u); mosqueado, pouco, pequeno, difuso, vermelho amarelado (5 YR 4/6); muito argiloso; maciça, plástico e pegajoso; transição gradual.

2C - 174 – 189 cm; bruno (10 YR 5/3, u); muito argiloso; maciça; plástico e pegajoso; transição gradual e plana.

3C - 189 – 202 cm; bruno escuro acinzentado (10 YR 4/2, u); muito argiloso; maciça; plástico e pegajoso; transição gradual e plana.

52 4CH - 202 – 225 cm; preto (N 2/5, u) e cinza (N 6/, s); muito argiloso; maciça; plástico e

pegajoso.

Raízes – Muitas raízes no A e AB, comuns no B, poucas no Cf1 e raras no Cf2. Observações:

Perfil descrito em dia ensolarado à sombra, em barranco de voçoroca.

Abundante presença de estruturas biogênicas no horizonte A e comuns em AB e B.

Pedofauna não constatada, nódulos poucos no Cf1 e freqüentes no Cf2 pequenos, esféricos, maciços, vermelho amarelado (5 YR 4/6), argilo- ferruginosos.

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* Topo da paleoturfa ** Base da paleoturfa

*** (∆ pH = pH H2O – pH KCl)

ANÁLISES FÍSICAS E QUÍMICAS

PERFIL: solo/paleoturfa em vertente de vereda - amostras de laboratório N.º (S):SPE092 à SPE103

Horizonte Frações da Amostra Total %

Composição Granulométrica da Terra Fina (g.kg-1) (Dispersão com NaOH)

Argila Dispersa em Água % Grau de Flocula- ção % % Silte % Argila Densidade g. cm-3 Porosi dade % (Volu me) Símbol o Profundi- dade cm Calhaus

> 20 mm 20 - 2 mm Cascalho Terra Fina < 2 mm Areia Grossa 2 - 0,20 mm Areia Fina 0,20 - 0,05 mm Silte 0,05 - 0,002 mm Argila < 0,002 mm Aparent e Real A 0-20 - - 100 110 66 252 573 5,2 99,1 0,44 1.25 2.49 49.8 AB 20-32 - - 100 94 46 120 739 28,3 96,2 0,16 1.18 2.57 54.0 Bi 32-62 - - 100 109 49 148 693 3,1 99,6 0,21 1.34 2.61 48.4 Cf1 62-87 - - 100 113 53 74 760 0,7 99,9 0,10 1.20 2.57 53.2 Cf2 87-150 - - 100 145 65 139 651 0,9 99,9 0,21 1.13 2.62 56.9 1C 150-174 - - 100 167 89 114 631 0,2 100,0 0,18 1.35 2.40 43.5 2C 174-189 - - 100 136 90 174 600 0,2 100,0 0,29 1.35 2.64 48.7 3C 189-202 - - 100 60 65 146 729 52,0 92,9 0,20 1.36 2.54 46.5 4CH 202-225 - - 100 538 174 108 180 5,3 97,1 0,60 1.32 2.62 49.7 H* 225-245 - - 100 435 141 147 278 6,6 97,6 0,53 1.33 2.13 37.6 H** 378-398 - - 100 319 115 115 451 25,1 94,4 0,25 1.11 2.51 55.7 Horizont e pH (1:2,5) Cátions Trocáveis (Bases  S) Valor S*  Ca, Mg, K Acidez Extraível Valor T ( CTC )  S, Al, H Valor t  S, Al Valor V 100 S T Saturação por Al+++ 100 Al+++ S + Al+++ P Assimi lável mg dm-3 Águ a KCl N  pH*** Ca++ Mg++ K+ Al+++ H+ cmolc dm-3 % A 4,7 4,2 -0,5 0,1 0,1 0,07 0,2 1,1 5,3 6,60 1,30 3 87 0,2 AB 4,6 4,3 -0,3 0,1 0,1 0,03 0,1 0,6 4,1 4,80 0,70 3 82 0,1 Bi 4,5 4,7 0,2 0,1 0,1 0,02 0,1 0,2 2,9 3,20 0,30 4 63 0,1 Cf1 5,0 5,1 0,1 0,1 0,1 0,01 0,1 0,0 2,2 2,30 0,10 5 0 0,1 Cf2 5,1 5,2 0,1 0,1 0,1 0,01 0,1 0,0 2,5 2,60 0,10 4 0 0,1 1C 5,2 4,9 -0,3 0,1 0,1 0,01 0,1 0,0 3,1 3,20 0,10 3 0 0,1 2C 5,3 4,7 -0,6 0,1 0,1 0,01 0,1 0,3 3,1 3,50 0,30 3 67 0,1 3C 5,2 4,5 -0,7 0,1 0,1 0,01 0,1 0,7 5,1 5,90 0,80 2 88 0,3 4CH 5,5 4,7 -0,8 0,1 0,1 0,01 0,1 0,3 7,6 8,00 0,40 1 73 1,6 H* 5,2 4,4 -0,8 0,1 0,1 0,01 0,1 1,4 9,4 10,90 1,50 1 93 1,8 H** 5,2 4,5 -0,7 0,1 0,1 0,01 0,1 0,7 7,2 8,00 0,80 1 86 6,4 Horiz onte M.O. dag kg-1 C (orgânico) % N % C N

Ataque sulfúrico Relações moleculares Capaci

dade de Campo % SiO2 Al2O3 Fe2O3 TiO2 SiO2 x 1,7 Al2O3 (Ki) SiO2** R2O3 (Kr) Al2O3 x 1,57 Fe2O3 A 3,2 1,9 0,18 - - - - AB 2,0 1,2 0,14 - - - - Bi 1,5 0,9 0,07 - - - - Cf1 1,3 0,8 0,07 - - - - Cf2 1,2 0,7 0,07 - - - - 1C 1,3 0,8 0,04 - - - - 2C 1,4 0,8 0,04 - - - - 3C 2,3 1,3 0,07 - - - - 4CH 14,9 8,6 0,32 - - - - H* 20,3 11,8 0,46 - - - - H** 6,6 3,8 0,14 27 - - - -

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ANEXO B: FOTOS

FOTO 1B. Vista geral da voçoroca à montante do local onde foi preparado o perfil solo/paleoturfa.

FOTO 2B. Perfil Cambissolo Háplico Tb Distrófico plíntossólico (0-225 cm) sobre paleoturfa (225-398 cm) no ato da descrição do perfil e amostragens para a caracterização física e química.

55 FOTO 3B. Perfil do Cambissolo Háplico Tb Distrófico plintossólico e delimitações de profundidade de amostragens no ato da coleta de material para datação do 14C e da

56 FOTO 4B. Detalhe do perfil solo/paleoturfa no ato da amostragem de material para visando a datação pelo 14C e determinação da composição isotópica da matéria orgânica

presente no solo e na paleoturfa

FOTO 5B. Detalhe de uma poaceae amostrada em torno do perfil e ao fundo visão geral da vegetação atualmente presente em torno do perfil solo/paleoturfa estudado.