9 DECI OG RYANS TEORI OM ”SELF-DETERMINATION”
9.1 Introduksjon
Um outro referencial teórico identificado para a Arquitetura da Informação tem sua origem no conceito de EIA - Enterprise Information Architecture, depois denominado de Enterprise Architecture. O conceito, segundoDuarte(2010), surge do trabalho de Zachman (1987), que identifica uma nova necessidade para as organizações no processamento de grandes volumes de informações:
132 6 Sobre a Arquitetura da Informação
“The increased scope of design and levels ofcomplex- ity of infor- mation systems implementations are forc- ingtheuse ofsomelogicalcons- truct(orarchitecture) for defining and controlling the interfaces and the inte- gration of all of qthe components of the system.7” (p. 276)
A preocupação com a constituição de uma estrutura lógica para a organização da informa- ção – também chamado de framework arquitetural, determinará o surgimento de um conjunto de referências metodológicas com o propósito de construir estes frameworks. É o caso do TO- GAF (THE-OPEN-GROUP, 2009) – The Open Group Architecture Framework; RM-ODP – The Reference Model of Open Distributed Processing; ISO/IEC/IEEE 42010 Systems and software engineering — Architecture description; MODAF – the UK Ministry of Defence Architecture Framework, OBASHI – the OBASHI Business & IT methodology and framework, SAP Enter- prise Architecture Frameworke Zachman Framework, para citar alguns.
6.3
Os Problemas da Arquitetura da Informação
A Arquitetura da Informação é mais que um problema de ergonomia ou de acesso à informa- ção (MARCIANO; LIMA-MARQUES, 2006; MARCIANO, 2006), (LORENS, 2007), (NASCIMENTO,
2008) (ALBUQUERQUE; SIQUEIRA; LIMA-MARQUES, 2007; ALBUQUERQUE; LIMA-MARQUES,
2011; LIMA-MARQUES; LACERDA, 2006; ARAÚJO, 2012; LACERDA, 2005; MELO, 2010; SI- QUEIRA,2008;ALBUQUERQUE,2010;DUARTE,2010). Ela constitui-se num campo abrangente utilizado como referencial para descrever e experimentar os fenômenos da robótica, das estrutu- ras organizacionais, da cibernética, da neurofisiologia dos conceitos, da computação quântica e da filosofia cognitiva, para citar alguns campos de aplicação. Não é possível delimitar a Arqui- tetura da Informação ao uso pragmático de tratamento de documentos eletrônicos, muito menos, restringí-la ao contexto da criação de sítios na internet, como vem ocorrendo na maior parte das Escolas de Pensamento que encaram a Arquitetura da Informação como uma disciplina híbrida entre a Information Science e a Tecnologia da Informação.
Muitos autores, vinculados à Faculdade de Ciência da Informação da UnB, tratam o tema Arquitetura da Informação sob uma perspectiva mais abrangente que a de organização e tra- tamento de sítios na web. Os resultados apresentados indicam a necessidade de revisão dos limites estreitos sob os quais a disciplina tradicionalmente é tratada.
Faz-se, a seguir, uma rápida apresentação dos resultados oferecidos. Um detalhamento pode ser verificado no ApêndiceA, página275:
7“Com o aumento do tamanho e da complexidade das implementações de sistemas de informaões, é necessário
o uso de ’construções lógicas’ (ou arquiteturas) para definir e controlar as interfaces e a integração de todos os componentes do sistema (de informação)” - tradução livre.
6.3 Os Problemas da Arquitetura da Informação 133
Lima-Marques e Lacerda (2006) propõem que a Arquitetura da Informação é a base da Gestão do Conhecimento.
Lacerda(2005) identifica a disciplina de Arquitetura da Informação como inserida dentro do contexto da Ciência da Informação e indica a ausência de uma base conceitual para a matéria. Ao mesmo tempo, propõe modelos de aplicação para a Arquitetura da Informação considerando os níveis epistêmicos, científicos e práticos.
Oliveira(2006) considera os desafios da Web Semântica e propõe o uso da Arquitetura da Informação para a construção de uma ferramenta que possibilite maiores facilidades na criação de documentos científicos.
Marciano (2006) propõe um modelo de abordagem para a Segurança da Informação con- solidada a partir de uma nova conceituação para a Arquitetura da Informação. Lorens(2007), tratando do mesmo problema, propõe que a Arquitetura da Informação pode fornecer um con- ceito abrangente para as políticas de Segurança da Informação no âmbito das organizações e propõe uma cadeia normativa para estruturar os conceitos relacionados à Segurança da Infor- mação nas organizações.
Suganuma(2006) parte dos conceitos de Arquitetura da Informação e propôs um modelo para a Qualidade da Informação.
Santos(2006) constrói uma ontologia para a resolução de ambiguidades em um ambiente de autoria de documentos, como o proposto porOliveira(2006).
Nascimento(2008) parte de uma noção abrangente de Arquitetura da Informação e propôs um modelo de Proteção ao Conhecimento, como instrumento de gestão nas organizações públi- cas e privadas.
Siqueira(2008) identifica uma ausência de fundamentação epistemológica para a Arquite- tura da Informação e propõe uma abordagem baseada na Lógica e na Linguagem como referen- ciais epistemológicos para a disciplina. Este autor ainda apresenta uma ontologia de conceitos como vocabulário base para a Arquitetura da Informação.
Costa (2009) apresenta uma proposta de uma metodologia para a construção de Arquite- tura da Informação, que toma por seu objeto qualquer estrutura de conhecimento que deva ser organizada.
Cavalcante(2009) aplica as ideias da Arquitetura da Informação para analisar a emergente Ciência das Redes.
134 6 Sobre a Arquitetura da Informação
Ontologia para a Pesquisa Científica, um modelo onde é possível classificar as práticas de pes- quisa em suas diferentes facetas.
Albuquerque(2010) apresentou uma proposta de formalização da disciplina de Arquitetura da Informação em termos da Teoria da Categorias e da Álgebra de Fronteiras.
Duarte(2010) propõe uma nova abordagem para o problema da tecnologia da informação nas organizações e aplica a ideia da Arquitetura da Informação para construir uma ponte entre esta disciplina a tradicional abordagem da Enterprise Information Architecture, agora tratada como uma Arquitetura da Informação Organizacional.
Lima-Marques (2011) apresenta uma Teoria Geral da Arquitetura da Informação e refe- rencia o surgimento de uma Escola de Pensamento em Ciência da Informação. Como ponto central da proposta, Lima-Marques advoga ser a informação um elemento básico da natureza e que o estudo de sua configuração e dinâmica deve ser alvo da investigação da Arquitetura da Informação.
Araújo (2012) perfaz uma análise detalhada do problema da Gestão da Configuração – comum em Engenharia de Software, e propõe um modelo abrangente para o conceito de Confi- guração à luz da Arquitetura da Informação.
Oliveira (2012) aplica os conceitos de uma Arquitetura da Informação abrangente para constituir uma ontologia para o processo de inovação em centros de pesquisa. O trabalho cria uma estrutura de conceitos e relacionamentos para a compreensão e classificação das atividades de inovação.
A partir dos resultados apresentados pode-se perceber que o tema Arquitetura da Informa- ção possui uma abrangência maior do que a inicialmente proposta porWurman(1997).
Os esforços para a criação de um conceito abrangente para a Arquitetura da Informação, re- alizados porMarciano e Lima-Marques(2006),Albuquerque, Siqueira e Lima-Marques(2007),
Albuquerque e Lima-Marques(2011),Lima-Marques e Lacerda(2006),Soares(2004),Lacerda
(2005),Suganuma(2006), Santos(2006),Lorens(2007),Nascimento(2008), Siqueira(2008),
Costa(2009), Melo(2010), Araújo(2012), Lima-Marques(2007), Oliveira (2006), Marciano
(2006),Cavalcante(2009),Duarte(2010),Albuquerque(2010),Oliveira(2012), todos vincula- dos ao programa de pós-graduação em Ciência da Informação da UnB caracterizam que o uso restrito do conceito é inadequado para o enquadramento de certos problemas. O resultado disto é uma dificuldade para delimitar o que é – e o que não é – um problema da alçada da Arquitetura da Informação. Isto é um indicativo do cárater pré-paradigmático (KUHN,2003) da Arquitetura da Informação, como disciplina científica.
6.4 Indicações resultantes da revisão sobre Arquitetura da Informação 135