2. THE SEMANTIC/PRAGMATIC DISTINCTION
2.3. Introductory Notes on Indexicals and Context
Os indicadores de performance e as baselines apresentadas anteriormente
funcionam, por um lado, como critérios de avaliação do estado dum produto/serviço, UO e/ou ciclo de auditoria, e por outro, como critérios de decisão/transição entre fases do ciclo e/ou continuidade (nova iterações) do ciclo. Neste sentido, no modelo, como vem sido abordado ao longo do capítulo, o critério de continuidade do ciclo é tutelado pelo
grau (ou percentagem) de variação/desvio dos indicadores de performance (dos
produtos/serviços e UO) em função dos objetivos, ou seja, dependendo da variação dos KPIX, que como se viu corresponde ao ITx, poder-se-á selecionar/filtrar produtos e serviços ou ainda UO que transitarão entre as fases do ciclo, ou que transitarão para uma nova iteração do mesmo ciclo e/ou novo ciclo no percurso este último será discutido no
âmbito da subsecção 4.2.3, “Critério de decisão e continuidade do percurso de auditoria”.
Na figura 4.5 apresenta-se esquematicamente este conceito.
Inicio Planeamento ITx < 0 Execução Avaliação de Ações Corretivas ITx < 0 Fim Não Sim MCC TIP´ Processo de Auditoria Atualização de Indicadores Acompanhamento da Evolução de Indicadores ITx=[(KGIx-KPIx)÷KGIx]×100 MCx = KPIx+1 - KPIx Sim Não
Resumidamente, verifica-se na figura acima, que na fase de planeamento selecionam-se (para efeito de transição) produtos, serviços e UO (como abordado
anteriormente, no âmbito da abordagem da “fase de planeamento”), dos quais a
performance do agregado de inconformidades não satisfaz os objetivos previamente
definidos. Segue-se então a fase de execução que é precedida por indicadores de avaliação e monitorização onde são aferidos os resultados das avaliações da fase de execução, e com base nestes indicadores, em ações corretivas, informar-se a necessidade de continuidade ou conclusão do ciclo. Assim sendo, se o ITx for verdadeiro isto é ITx menor que zero, informa-se a necessidade de evolução duma nova ação de auditoria, e/ou fecha- se o ciclo caso contrário, ou seja, fecha-se o ciclo caso o ITx evoluir para falso, isto é ITx maior ou igual zero.
Importa referir que, com ITx a verdadeiro apenas tem-se informação referente à necessidade duma nova ação de auditoria, porem os critérios sobre a modalidade de
auditoria a desenvolver-se são, como será abordado na secção 4.2.3 “critério de decisão
de continuidade do percurso de auditoria”, conceptualmente, definido no âmbito do
percurso de auditoria.
Percurso de Auditoria
No âmbito da abordagem da temática “ciclo de vida da auditoria”, o modelo proposto contempla três tipos de auditoria e o ciclo de vida é implícito em cada tipo de auditoria, isto é, na execução dum determinado tipo de auditoria estão intrínsecas, no ciclo, as respetivas fases.
Assim, nesta secção apresenta-se, de forma complementar aos critérios de transição intra-ciclo (apresentado na secção anterior), os critérios de transição inter-ciclos de auditoria, que emergem, de acordo com o modelo proposto, segundo o conceito de
percurso de auditoria. Importa referir que, para efeito de transição entre percursos de
auditoria, no âmbito deste modelo, o início dum novo percurso implica necessariamente a conclusão do percurso anterior. Na figura 4.6 apresentam-se exemplos de duas instâncias de percursos naturais de auditoria desfasadas no tempo.
Figura 4.6 – Exemplos de percursos naturais de auditoria.
Da figura, verifica-se que na sua forma natural os percursos começam com uma auditoria do tipo tradicional passando a seguir, com base em critérios de transição (os critérios de transição abordar-se-ão mais adiante neste capitulo), para uma auditoria de ética e rigor, e finalizando com auditoria do tipo direcionada.
Para se atender os requisitos de acompanhamento da evolução das avaliações naturais dum percurso e entre percursos de auditoria no horizonte temporal o modelo proposto, como ilustrado a figura 4.6, habilita os auditores com parâmetros (campos- valores atribuído pelos auditores) que atendem a estes desígnios. Assim, na figura, os parâmetros T1 e T2 representam respetivamente o período que decorrerá a execução de
cada percurso, sendo que o intervalo (∆T) a margem temporal, ou seja, a diferença temporal que existirá entre a conclusão do primeiro percurso e início do segundo percurso.
Existe ainda o parâmetro tn (t1, t1+1, e t1+2) que, como referido na subsecção anterior,
“definição de indicadores do ciclo de auditoria”, representa o tempo de execução de
auditorias (ciclo) contextualizados agora num percurso.
É Pertinente referir que na inter-relação existente entre ciclo e percursos de auditoria está implicitamente associada a variável número de processos por auditar, ou seja, dependendo do tipo de auditoria, os ciclos dentro do percurso poderão albergar quantidades diferentes de processos, como se apresenta na tabela 4.4.
Assim, um percurso é caracterizado por começar com múltiplos processos e, à medida que este for decorrendo (consequentemente os ciclos de cada de auditoria do
Tabela 4.4 – Afetação entre processos e ciclo de vida da auditoria.
Fase Auditoria
Tipos Planeamento Execução Ações Corretivas
Tradicional Todos/Múltiplos Processos Múltiplos Múltiplos/alguns/um Ética e Rigor Alguns Processo Alguns Processo Alguns/um Processo
Direcionada Um Processo Um Processo Um Processo
Pertinente ainda referir são os casos em que os percursos de auditoria são não lineares, ou seja, os tipos de auditoria não seguem o percurso natural que é, como se viu, a execução sequencial dos tês tipos de auditoria. Havendo assim, durante o percurso, pelo menos uma repetição (desvio de execução paralelo) de auditorias do mesmo tipo, isso dá- se devido ao facto que, considerando ainda a alta relação entre percurso e ciclo de auditoria, e como referido na secção anterior, num ciclo poderá haver mais de uma iteração, que consequentemente influenciará/refletirá na evolução do percurso. Na figura 4.7 ilustra-se exemplo dum percurso não linear (não natural) com três iterações.
Assim, a figura acima descreve um percurso de auditoria que foi iniciado (de forma natural) com uma auditoria do tipo tradicional, seguida duma auditoria de ética e rigor que, por razões que serão apresentadas adiante neste capítulo, finaliza a primeira iteração e consequentemente é inicializada uma nova iteração, com uma auditoria do tipo ética e rigor, ou seja, o tipo de auditoria sobre o qual a iteração anterior foi interrompida. Seguindo esta lógica, originou-se uma terceira iteração, visto que após a execução da
auditoria direcionada (da segunda iteração) e antes da conclusão do percurso é executada outra auditoria direcionada, com a qual se dá por concluída a terceira e última iteração.