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CONCLUSIONS

In document Proposition Talk (sider 72-78)

Como vem abordado ao longo do capítulo, um percurso é caracterizado (ou constituído) por um ou mais ciclos de auditoria. Neste sentido, à semelhança dos ciclos, o modelo habilita os auditores com mecanismos/critérios para articulação e/ou transição entre ciclos (do mesmo ou de diferente tipo de auditoria) dum percurso, o que caracteriza o princípio de continuidade de percursos de auditoria.

sequencialmente, ou seja, inicia o percurso com uma auditoria tradicional, seguida de uma ética e rigor, e termina com uma direcionada. No entanto, existem, o já mencionado, percursos não lineares que funcionam como extensão dos percursos naturais. O termo

“extensão” é subjacente ao facto de que, à semelhança dos percursos naturais, os

percursos não lineares atendem aos critérios de transição sequencial entre auditorias dum percurso e, diferente dos percursos naturais, estes atendem a critérios de transição paralela

entre auditorias do mesmo tipo num percurso (conceito de “n” iterações num ciclo, “n”

iteração num percurso). Assim sendo, em percursos não lineares, existe a necessidade de se definir diferentes modalidades sobre as quais as ações de auditoria deverão evoluir, ou seja, definição de critérios de transição paralela e sequencial.

Pelo exposto, recorre-se aos indicadores e/ou escala de avaliação definida nas secções anteriores, de modo a aferir-se o valor modular da variação absoluta (neste caso, variação absoluta ponderada, materializada pelas PPP), para definição de modalidades de desenvolvimento de auditoria num percurso. Na figura 4.8 apresenta-se o diagrama de transição entre auditorias dum percurso.

Da figura anterior, verifica-se que em cada ciclo de auditoria afere-se o ITx, critério definido no âmbito de ciclo, que informa, no fim de cada ciclo, a pertinência de evolução (ou não) duma nova ação de auditoria. Sendo que, como anteriormente referido, para efeito de transição o ITx deve evoluir para verdadeiro, ou seja, o ITx deve ser menor que zero inferindo PPP menor que zero.

Figura 4.8 – Diagrama de transição entre auditorias dum percurso.

Tradicional ITx < 0 Sim Não PPP=@i * ITx PPP < 0 And |PPP| > 60 PPP < 0 And 30 < |PPP| ≤ 60 Sim PPP < 0 And 1 ≤ |PPP|≤ 30

Ética & Rigor Direcionada Não Sim Não ITx < 0 PPP=@i * ITx PPP < 0 And |PPP| > 60 Sim FIM PPP < 0 And [(30 < |PPP|≤ 60) or ( 1 ≤ |PPP|≤ 30)] Sim Não ITx < 0 PPP=@i * ITx (PPP < 0) and [( |PPP| > 60) or (30 < |PPP|≤ 60) or ( 1 ≤ |PPP|≤ 30)] Sim Não Sim Não Não Não Sim Sim Inicio

Neste sentido, com PPP negativo, afere-se o valor absoluto deste. Assim, em cada ciclo, primeiro avalia-se a premissa de repetição do ciclo, isto é haverá repetição do ciclo se o PPP for menor que zero e o respetivo módulo for maior que 60%, que de acordo com

a escala de avaliação corresponde a uma avaliação “Muito Má”.

Seguindo esta lógica, dependendo do tipo de auditoria da execução atual, e se a premissa anterior evoluir para falso, avaliar-se-á o critério que define a modalidade de auditoria subsequente. Assim se, por exemplo, a execução atual for de uma auditoria tradicional obedece-se a seguintes critérios; se o módulo do PPP for maior que trinta e

menor ou igual a sessenta, avaliação “Má”, desenvolver-se-á uma auditoria de ética e

rigor; caso esta premissa resulte num valor falso, ou seja, caso a condição não se verifique, passa-se para a premissa a seguir onde se afere, que se o módulo do PPP for maior ou

igual que um e/ou menor ou igual a trinta, avaliação “Abaixo do Normal”, desenvolve-se

auditoria direcionada. Importa referir que, nesta última, se existir mais de um processo (produto ou serviço) por auditar (NPA - Número de Processo Auditar) desenvolvem-se

“n” auditorias direcionadas igual ao número de processos auditar, ou seja, uma ação de

auditoria direcionada a cada processo.

As ações de auditoria de ética e rigor seguem este princípio. Porém, diferente das

auditorias tradicionais, este tipo de auditoria, independente da avaliação ser “Má” ou “Abaixo do Normal”, desencadeará em auditorias direcionadas que, como em auditorias

tradicionais, serão iguais ao número de produtos ou serviços por auditar. Já as auditorias direcionadas apresentam a particularidade de, para toda e qualquer avaliação negativa (muito má, má, e abaixo do normal), resultar na execução de outra direcionada.

Reitera-se que, apesar de não ser ilustrado na figura 4.8, por motivos de legibilidade,

as “n” iterações que possam ocorrer num percurso de auditoria são limitadas, visto que o

máximo de iteração admissível num percurso (MIAP – Máximo de Iteração Admissível

num Percurso) é direitamente proporcional ao somatório do máximo de iterações dos

ciclos (MIAC – Máximo de Iteração Admissível num Ciclo) afetos ao respetivo percurso,

que por sua vez é restrito ao “valor” (@i) atribuído pelos auditores.

Parametrização

Na primeira secção deste capítulo abordou-se os tipos e ciclos de vida de auditorias afetos ao projeto. Na segunda secção direcionou-se abordagem a temas relacionados com percurso de auditoria. Um aspeto importante e transversal a estas

secções, que constitui o âmbito desta secção, são as questões relacionadas com a síntese da parametrização proposta.

Vários parâmetros foram propostos ao longo do capítulo, com a finalidade de atender o requisito do projeto de tornar o modelo adaptável à realidade individual das instituições financeiras. Na tabela 4.6 apresenta-se a lista de parâmetros e as respetivas descrições segundo o modelo.

Tabela 4.6 – Parâmetros do modelo.

Parâmetro Descrição Objetivo

%@ap Representa o peso (valor percentual) que a referida auditoria tem sobre o respetivo percurso

Avaliar performance parcial num percurso %@i

Reflete o peso (valor percentual) que o agregado de inconformidades duma natureza representa sobre a respetiva TIP

Avaliar performance das PTA

%@ii Reflete o peso (valor percentual) da PPP na SPI Avaliar performance das TIP

%@PP

Representa o peso (valor percentual) que os indicadores de performance de cada produto têm sobre o agregado de inconformidades da respetiva unidade orgânica.

Avaliar performance das TINP

@i Numero máximo de iteração num ciclo Limitar o máximo de

iterações num ciclo

∆T Representa margem temporal, ou seja a diferença temporal

que existirá entre execuções de percursos

Definir margem

temporal entre a

execução dos

percursos

∆t Representa margem temporal, ou seja a diferença temporal que existirá entre execuções de ciclos Definir temporal entre margem a execução dos ciclos Bla Representa as baselines (intervalo) para uma avaliação de

performance abaixo do normal

Indicador de

performance tn Representam os períodos em que decorrerá a execução de

cada ciclo

Limitar o tempo de execução do ciclo Tn Representam o período em que decorrerá a execução de

cada percurso

Limitar o tempo de execução do percurso

Discussão

O presente capítulo contempla um dos principais objetivos do projeto que consiste no desenvolvimento dum modelo que visa apoiar, os auditores, no processo de otimização, rastreamento e monitorização contínua das atividades de auditoria. Assim, a abordagem contemplou três secções principais; a) ciclos de auditoria, b) percurso de auditoria, e c) parametrização.

A) Na secção dedicada aos Ciclos de Auditoria definiram-se métodos e critérios de otimização do plano de trabalho, isto é, métodos e critérios que permitem filtrar e selecionar produtos, serviços e UO para o âmbito da auditoria. Ainda nesta secção, desenvolveram-se métodos e definiram-se critérios de medição e avaliação de

performance, habilitando-se com isso os auditores com mecanismos de rastreamento e

monitorização intra-ciclo de auditoria.

B) No seguimento da abordagem, como uma extensão, surge o Percurso de

Auditoria que consiste na execução (sequencial ou paralela) de “n” ciclos de auditoria.

Para tal, definiram-se métodos e critérios de avaliação e transição entre fases dum ciclo de auditoria e entre ciclos dum percurso de auditoria, que intrinsecamente propiciam mecanismos de rastreamento e monitorização intra e inter-ciclo de auditoria.

C) Concluiu-se abordagem com a secção referente à Parametrização que,

como o nome sugere, é dedicado à apresentação sumária da caracterização dos parâmetros apostos no modelo. Salienta-se que tal parametrização foi desenvolvida em resposta ao objetivo de tornar o modelo adaptável a realidade de diferentes instituições financeiras bancárias.

Resumindo, neste capítulo atendeu-se um dos principais objetivos do trabalho, o da construção do modelo conceptual. Porem, para atender-se na plenitude os desígnios do projeto é pertinente que se atenda o objetivo/requisito, que constitui objeto de estudo do capítulo seguinte, de integração do modelo proposto numa abordagem multidimensional.

Capítulo 5

Integração do Modelo numa Abordagem

Multidimensional

Na secção 1.1, “Enquadramento geral e motivação”, do capítulo 1, aflora-se a

pertinência de orientar o modelo proposto a sistemas orientados à análise de dados multidimensionais. Neste sentido, dedica-se este capítulo à integração do modelo proposto no capítulo anterior, com a abordagem tradicional da modelação e análise multidimensional. Assim, para o efeito, subdivide-se o presente capítulo em duas secções principais. A primeira secção conceptualiza e enfatiza a importância dos sistemas

multidimensionais da área de Business Intelligence (BI) nas organizações

contemporâneas em geral, e em particular nas instituições bancárias, bem como a sua adequação ao presente trabalho. Na segunda secção, a abordagem é voltada à gestão da inter-relação entre o modelo proposto e os sistemas de análise de dados multidimensionais.

Sistemas

Orientados

à

Análise

de

Dados

Multidimensionais

Os sistemas computarizados revolucionaram o mundo empresarial, a interação de inúmeros sistemas facilitam a resolução de muitos problemas que ocorrem nas atividades diárias das organizações, tornando as organizações modernas mais produtivas (Withee, 2010). De acordo com o mesmo autor muitos destes sistemas têm bases de dados e modo de armazenamento dos próprios dados. Combinar e analisar dados de diferentes bases de dados operacionais são tarefas árduas para os utilizadores finais, e estas não têm o seu desempenho otimizado para consultas mas sim para inserções/edições. Este paradigma levou a que as grandes companhias de telecomunicações e bancárias desenvolvessem um sistema cuja finalidade é providenciar de forma horizontal e global a informação para os gestores (Rodero, Toval, & Piattini, 1999). Segundo Sprague, citado por Rodero, Tovel

& Piattini, “existe a necessidade de criar-se separadamente um sistema de armazenamento

& Liu, 2010) um data warehouse (DW) deve ser desenvolvido se o objetivo é extrair informação de suporte a decisão a partir de conjunto de dados heterogéneos.

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