Esta experiência de estágio teve uma duração de três semanas (28 de Outubro a 16 de Novembro de 2013).
A UCSP dispõe de uma equipa especializada em intervenção precoce infantil e de um programa de VD à criança/família de risco, pelo que, em conformidade com o projeto apresentado, me pareceu pertinente incluir este campo de estágio nas minhas opções.
A articulação entre os cuidados de saúde primários e hospitalares é um pilar fundamental para a continuidade de cuidados de qualidade (DGS, 2011). A componente dos cuidados domiciliários e a aproximação à comunidade permitirá um acompanhamento holístico do utente e assim garantir ganhos do bem-estar das famílias. Por outro lado previnem-se episódios de readmissões hospitalares.
Para além do acompanhamento destas crianças e famílias de risco, pretendo desenvolver competências na promoção do crescimento e desenvolvimento infantil e ainda de comunicação com a criança e família de forma apropriada ao estádio de desenvolvimento e à cultura (Ordem dos Enfermeiros, 2010b) uma vez que o trabalho em comunidade envolve uma grande diversidade de famílias e crianças, com situações de saúde dispares, com necessidades e culturas diferentes umas das outras e às quais devemos prestar cuidados individualizados.
Objetivo específico Atividades Recursos
1. Prestar cuidados de enfermagem de saúde infantil integrados na comunidade Consulta de documentos sobre as caraterística do CS e população abrangente e registo das mesmas;
Realização de consultas de saúde infantil; • Equipa de enfermagem; • Pesquisa bibliográfica; • Protocolos e normas
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Realizar avaliações de desenvolvimento infantil; Participar nas atividades do
NACJR; Participar nas VD às crianças/famílias de risco. de atuação da UCSP; • Escala de avaliação do desenvolvimento infantil utilizada; • Programa de massagem infantil da associação portuguesa de massagem infantil. 2. Identificar o modo como se processa a continuidade de cuidados entre hospital e CS;
Pesquisa e leitura dos protocolos e normas existentes;
Análise das Prática com Enfª Orientadora em momentos formais e informais.
3. Identificar estratégias de comunicação com a criança nos diferentes estádios de desenvolvimento infantil;
Interação com as crianças na sala de espera: promover o desenho como forma de comunicação. 4. Identificar estratégias de comunicação com os pais no sentido da transmissão de informação relativas aos cuidados ao filho.
Realizar uma sessão de sensibilização para a importância da massagem infantil como estratégia de comunicação, vinculação e gestão emocional;
4.3. Centro de Reabilitação de Paralisia Cerebral Calouste Gulbenkian
Como já foi referido anteriormente no capítulo 2 deste apêndice, umas das perturbações mais frequentes das crianças nascidas prematuras são as neurológicas, tais como a hidrocefalia e a PC. Neste sentido, uma percentagem significativa das crianças internadas na UCIN poderão vir a ter alguma destas complicações ao longo do seu desenvolvimento. Assim, penso que ao ter um contacto mais próximo com esta realidade, poderei compreender melhor de que forma a condição de saúde da criança influencia a sua atividade e participação ativa na sociedade, e que fatores pessoais, familiares e do contexto podem contribuir para esta forma de encarar a doença. Em suma, estarei mais apta a preparar os pais
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emocionalmente para o que poderá ser o futuro de algumas crianças, ainda durante o internamento na UCIN.
Objetivo específico Atividades Recursos
1. Identificar estratégias de intervenção realizadas com crianças com necessidade de cuidados de saúde especiais;
Observação das intervenções desenvolvidas com crianças com paralisia cerebral, ou em reabilitação por outras patologias degenerativas; Consulta de documentos sobre organização, funcionamento e objetivos do centro; Caraterização de algumas atividades através da realização de 2 jornais de aprendizagem. Equipa multidisciplinar, criança e família; Instalações; Bibliografia, protocolos, livros e jogos. 2. Compreender o papel do EEESCJ no seio da equipa multidisciplinar; 3. Perceber que apoio é
dado aos pais de crianças com necessidade de cuidados especiais de saúde;
Discussão de práticas com a Enfermeira especialista e perita na área.
4. Desenvolver técnicas de comunicação
adequadas a crianças com maior dificuldade de expressão verbal. Sistematização dos instrumentos utilizados na Unidade de técnicas aumentativas e alternativas da comunicação, com recurso a pesquisa bibliográfica.
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4.4. Internamento de Pediatria – 1ª infância
Esta experiência decorreu num hospital de pediatria durante 3 semanas (25 de Novembro a 15 de Dezembro).
O internamento numa enfermaria de primeira infância decorre, essencialmente, de uma situação de doença aguda, médica ou cirúrgica, que por ser inesperada, gera demasiada ansiedade, quer para a criança quer para a família. A evidência científica refere que, independentemente dos fatores que possam influenciar a reação dos pais à hospitalização do filho, estes inicialmente poderão reagir com “(…) descrença (…) culpa ou raiva (…)” (Tavares, 2011), levando os pais a questionarem as suas próprias capacidades parentais.
Percebe-se também que se os pais tiverem uma experiência anterior de hospitalização positiva, bem como uma boa capacidade de adaptação à mudança ou um sistema económico e familiar de apoio, gerem mais facilmente as experiências emocionais decorrentes deste processo, contribuindo para a gestão emocional junto dos filhos. Também o trabalho em parceria parece ser uma estratégia para reduzir sentimentos de frustração decorrentes da falta de informação sobre a situação clínica da criança, sobre as rotinas do serviço ou sobre a possibilidade de participarem nos cuidados ao filho internado, pelo que procuro mobilizá-lo no sentido de influenciar experiências emocionais positivas nos pais destas crianças. O trabalho em parceria permite ainda preparar os pais de forma progressiva para a autonomia dos cuidados à criança, não apenas no sentido de uma continuidade dos cuidados no domicílio, caso haja essa necessidade, mas também no sentido do reforço da parentalidade e vigilância para promover a saúde e prevenir a doença, sendo esta uma das competências do EEESCJ preconizadas pela Ordem dos Enfermeiros (Ordem dos Enfermeiros, 2010b).
No cuidar da criança em particular, pretendo reduzir os efeitos negativos da hospitalização, minimizando a dor, reduzindo a ansiedade e promovendo a satisfação das necessidades básicas da criança, incluindo o brincar, utilizando estratégias de comunicação, de distração e alívio da dor adequadas a cada faixa etária, pois acredito que, da mesma forma que pais tranquilos contribuem para crianças mais calmas e colaborantes, também crianças menos ansiosas podem influenciar os pais nesse sentido.
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Objetivos específicos Atividades Recursos
1. Promover uma hospitalização positiva na criança com doença aguda através da gestão emocional;
Explicar à criança a hospitalização e minimizar as emoções negativas; Observação e registo das
intervenções dos profissionais – trabalho emocional. Enfermeiro Tutor; Equipa multidisciplinar; Criança e família; Instalações; Bibliografia, protocolos, livros e jogos; Grelha de observação: intervenções no trabalho emocional em pediatria
Dossier temático: emoções em pediatria; 2. Estabelecer uma relação
de parceria com os pais no sentido de promover a gestão emocional do internamento do filho por doença aguda.
Prestação de cuidados em parceria com os pais para uma alta em segurança. Observação e registo das
intervenções dos profissionais – trabalho emocional.