2. l.I Appendix Recommendations of the 1994 Sub-Group
2.3 Report on Baltic Cod Mesh Selection
2.3.1 Introduction
As estratégias planeadas para resolver esta problemática iniciam-se com o aumento da atividade física na parte da manhã visto que, no dia em que as crianças tinham educação física, conseguíamos tê-las quase todas adormecidas na hora da sesta.
Segundo Driver & Taylor (2000), citado pelo mestre Paulo Silva e o professor doutor Áderson Júnior, no seu estudo “Efeitos da atividade física para a saúde de crianças e adolescentes” é demonstrado que a atividade física influencia, entre outras coisas, a qualidade do sono.
Essa relação é explicada por duas hipóteses:
a) o aumento da temperatura corporal, decorrente da prática de atividade física, facilita o disparo de mecanismos do sono;
b) o aumento do gasto energético, correspondente à prática de atividade física durante a vigília, aumenta a necessidade de sono para alcançar um balanço energético positivo (p. 44)
Sendo assim, será planificada uma série de jogos e denominaremos a “Semana dos Jogos”. Nesta semana, as crianças dedicar-se-ão só e puramente aos jogos tradicionais, de roda, de grupo na rua ou na sala polivalente e os simbólicos, de mesa, de construção, de imitação nos cantinhos da sala. Através do jogo, as crianças socializarão entre elas, com os adultos e com o meio, tendo prazer e aprendendo com os outros e respeitando os seus gostos e diferenças, descobrindo o seu mundo e para além do seu.
As próximas atividades estarão relacionadas com o tema dos “Cinco sentidos” de maneira a que sejam interiorizados conhecimentos sobre os mesmos através da experiência factual em contexto.
Iniciar-se-á por trabalhar a audição pela colocação de música relaxante a tocar pouco antes e durante a sesta. Dependendo das reações das crianças dever-se-á optar por música instrumental ou sons da natureza sempre seguindo músicas/sons adotados e aconselhados para o relaxamento. À medida que as crianças forem adormecendo, o volume do som deverá ser diminuído até obter o silêncio.
Poder-se-á também utilizar outro tipo de músicas infantis para acordar as crianças pois, nestas idades é notória a aceitação e gosto por música de vários géneros.
Em “A música para indução de relaxamento na Terapia de Integração Pessoal pela Abordagem Direta do Inconsciente – ADI/TIP”, trabalho de Marília Nunes-Silva (2012), pode-se verificar a enunciação de um estudo de Khalfa et al. (2003), sobre músicas consideradas sedativas. Neste verificou-se que “melodias calmas e harmoniosas podem propiciar uma sensação de bem estar e induzir o relaxamento.” logo, e tal como diz Gonçalez et al., (2008), citado por Nunes-Silva (2012), “a música afeta o corpo direta e indiretamente, atuando sobre os mecanismos fisiológicos e mobilizando as emoções, podendo propiciar relaxamento e bem-estar”.
O sentido do tato poderá ser explorado através de uma automassagem. O adulto, com voz calma e pausada, exemplificará e orientará as crianças numa série de exercícios, incentivando ao conhecimento do seu corpo e ao relaxamento do mesmo. O ato em si é uma ação de conforto, descoberta pessoal e noção corporal.
Segundo Larry Costa (2007) no seu livro “Massagem mente e corpo. Rotina de massagens terapêuticas para aliviar e relaxar”, os seres humanos conscientemente conhecem os benefícios de uma massagem. Este exemplifica com o ato de esfregar uma área magoada para aliviar a dor aquando um aleijão. Sendo assim, prova-se que uma massagem ajuda o físico a relaxar, a aliviar dores e a funcionar melhor e “Após uma
massagem, os níveis de ansiedade diminuem e dorme-se melhor” (Costa, 2007, p.8), algo essencial para o nosso bem estar no dia a dia.
A automassagem para as crianças deve ser mais lúdica do que aquela aplicada aos adultos por isso, deve-se recorrer, além da música calma, ambiente agradável e livre de distrações, à imaginação das mesmas. Os exercícios poderão ser baseados no relaxamento muscular, em imagens mentais ou na respiração, sem perderem o objetivo de movimentação, contração e relaxamento dos músculos.
A próxima atividade planificada seria a toma de chá, de modo a seguir as atividades de exploração do sentido do paladar. Sendo o chá uma bebida, dever-se-á evitar a toma pouco antes do deitar para evitar interrupções no sono para uma ida à casa de banho ou até porque o fizeram na cama. Uma hipótese seria a toma do chá na hora do lanche da manhã.
O chá é uma bebida preparada com água quente por infusão das folhas, frutos ou flores de plantas frescas ou já secas. É uma bebida que iniciou-se por ser tomada para fins medicinais mas que na atualidade ocupa o lugar de bebida prazerosa, tomada a qualquer hora do dia. A diversidade de infusões criadas ao longo dos anos deu a perceber que as propriedades das plantas poderiam servir para curar ou amenizar múltiplas situações mas que não se adequavam a todas. Sendo assim, o chá não poderá ser tomado de forma aleatória com consequência de causar danos à saúde. Deste modo, houve uma separação de funções de cada tipo de chá/infusão.
Dito isto, não se deve dar a tomar às crianças um chá qualquer na hora de relaxarem. É necessário que as propriedades e contraindicações deste sejam verificadas pois, além do risco de alergias, há também a hipótese de não obter os resultados desejados.
A última atividade serviria para complementar as atividades do sentido do olfato. Basear-se-á apenas na aplicação de um aromatizador de ambiente na sala. É importante que este tenha um cheiro agradável às crianças da sala para que o ambiente não se torne desagradável para as que não gostarem.
Os cheiros ou aromas são usados principalmente na aromaterapia, uma ciência que explora os mesmos para benefícios à saúde. Esta ciência já provou ter efeitos positivos e semelhantes a calmantes, conseguindo reduzir os batimentos cardíacos de alguém ansioso, aquietando a mente e ajudando a relaxar. Se o aroma for o correto e corresponder às preferências das crianças poder-se-á obter bons resultados. Porém, assim como os chás/infusões, é utilizada no tratamento das mais variadas enfermidades
e desequilíbrios e não deve ser utilizada ao acaso sem o aconselhamento profissional. Devem ser verificadas possíveis alergias e outras contraindicações, além de dosagens e melhores formas de uso.
De forma a representar mais facilmente as fases do projeto de intervenção decidi apresentar o seguinte cronograma. Escolhi esta representação gráfica por ser mais fácil a visualização do tempo investido em cada atividade e a sua ordem e importância.
Quadro 1 - Fases do projeto