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INTRODUCTION

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APPENDIX 4   ‐  PROCEDURE GR-SCM-007

1. INTRODUCTION

Consideramos importante, de forma resumida, descrever as características da amostra em estudo, sugerindo a análise dos seguintes quadros e gráficos para uma melhor compreensão dos resultados. Após a apresentação dos dados será apresentado um resumo das principias características da amostra.

Página | 54 ESEP_ MEC 2010/2011 Quadro 1 - Distribuição dos participantes no estudo, segundo o género, o estado civil e as habilitações literárias

Frequência (N=80) Percentagem (%) Género Masculino 51 63,8 Feminino 29 36,3 Estado Civil Solteiro 9 11,3 Casado/União facto 52 65 Divorciado/Separado 6 7,5 Viúvo 13 16,3 Habilitações Literárias

Não sabe ler nem escrever 3 3,8

Sabe ler e escrever (sem

qualquer habilitação) 4 5,0

Com habilitações literárias 73 91,3

Pela análise do quadro 1 constatamos que, dos 80 ostomizados que participaram no estudo, 63,8% (n=51) eram do género masculino e 36,3% (n=29) eram do género feminino.

Conforme a distribuição da amostra apresentada no quadro acima, verificamos que a maioria dos ostomizados (65%) referia ser casado(a), sendo que as pessoas divorciadas/separadas se apresentaram em menor número na amostra (n=6).

No que respeita às habilitações literárias, 73 dos 80 participantes referiam ter habilitações literárias, enquanto 3,8% (n=3) dos ostomizados não sabia ler nem escrever.

Quadro 2 – Distribuição dos participantes, conforme a idade e os anos de escolaridade

Variável Med Mo DP Mín-Máx Percentil

25 50 75

Idade (N =80) 61,3 63 72 14,4 18-91 57 63 72 Anos de escolaridade (n =73) 6,6 4 4 3,9 3-16 4 4 9

A idade média dos participantes foi 61,3 anos, sendo o valor da mediana 63 anos. As idades variaram entre os 18 e os 91 anos (A=73), tendo-se registado uma grande dispersão das idades dos participantes (DP=14,4).

Dos 73 participantes que referiram ter habilitações literárias, estes apresentavam uma média de escolaridade de 6,6 anos, sendo que 41,3% destas pessoas tinham quatro anos de escolaridade (Mo=4).

Analisando a variável relativa aos anos de escolaridade dos participantes, verificamos que 50% dos participantes tinha até quatro anos de escolaridade e 75% da amostra tinha até 9 anos de escolaridade. Das respostas obtidas constatamos que, no mínimo, os participantes tinham 3 anos de escolaridade e no máximo 16 anos.

Gráfico 1 – Distribuição da amostra, segundo a situação profissional (N =80)

Da análise do gráfico 1 é possível verificar que a maioria (73,8%) dos 80 participantes era reformado(a) (n=59), sendo que dos 17 ostomizados que referiram ter uma profissão (empregado não ativo, empregado ativo), apenas dez (12,5%) exerciam uma atividade laboral na altura do estudo.

Distribuição da amostra, conforme a profissão:

Relativamente à profissão, verificou-se que entre os 17 ostomizados que referiram ter uma profissão, ativa ou não ativa, no momento do estudo, há uma grande diversidade de profissões indicadas pelos participantes, tal como se apresenta em quadro anexo (Anexo 7). Vendedor(a) (n=4) foi a profissão que se repetiu mais entre os participantes no ativo (23,5%), enquanto a profissão de agricultor só foi referida por um participante (5,9%).

Empregado no activo Empregado não activo …

Desempregado Reformado, aposentado ou em … Estudante Tarefas domésticas 10 7 2 59 1 1 12,5 8,8 2,5 73,8 1,3 1,3

Página | 56 ESEP_ MEC 2010/2011 Quadro 3 – Distribuição da amostra, conforme o conhecimento dos participantes sobre o diagnóstico da cirurgia e sobre o tipo de diagnóstico associado

Frequência

(n) Percentagem (%) Conhecimento sobre o diagnóstico da

cirurgia (n=79)

Não sabe responder 9 11,3

Sabe responder 70 87,5 Diagnóstico associado à cirurgia (n=70)

Colite ulcerosa 2 2,9

Doença de Crohn 6 8,6

Doença inflamatória intestinal 1 1,4

Perfuração cólon 1 1,4

Tumor cólon 27 38,6 Tumor reto 33 47,1

Conforme a análise do quadro anteriormente apresentado, é possível verificar que entre as 79 respostas dadas, 70 pessoas (87,5%) sabiam o diagnóstico que esteve associado à criação cirúrgica da sua ostomia.

Das respostas obtidas por parte dos participantes que sabiam o diagnóstico associado à cirurgia, constata-se que as duas principais causas da criação de ostomia foram o tumor do reto (47,1%) e o tumor do cólon (38,6%). Em terceiro lugar, apesar de apresentar um número mais reduzido de respostas (n=6), surge a Doença de Crohn, como diagnóstico associado à cirurgia.

Quadro 4 – Distribuição da amostra, segundo o tempo de pós-operatório (meses)

Variável Med Mo DP Mín-Máx Percentil

25 50 75

Período de pós-operatório (meses)

(N=80) 61,7 35,5 36 91,4 2-384 10 36 69

Da análise do quadro 4 é possível conferir que no caso dos 80 participantes no momento do estudo, o tempo decorrido, em média, desde a cirurgia era de 61,7 meses (cerca de 5 anos), sendo que o período de 36 meses (3 anos) era o mais comum entre os ostomizados.

Das respostas obtidas, registamos que, no mínimo, a cirurgia tinha ocorrido há dois meses e no máximo há 384 meses (32 anos), confirmando uma grande disparidade no que respeita ao tempo de pós-operatório dentro da amostra (A=382; DP=91,4).

Gráfico 2 – Distribuição da amostra, segundo o tipo de ostomia (N =80)

Os dados referentes ao gráfico 2 evidenciam que a maioria dos participantes (80%) era portadora de uma colostomia, enquanto 16 pessoas eram ileostomizadas.

Gráfico 3 – Distribuição da amostra, segundo o tipo de ostomia, quanto à duração (N=80)

Da análise do gráfico 3, verifica-se que das 80 respostas obtidas, a maioria (72,5%) das pessoas era portadora de uma ostomia de eliminação intestinal definitiva, enquanto 14 pessoas eram portadoras de uma ostomia temporária. Entre os participantes, 10% (n=8) não sabia qual o tipo de ostomia que possuía, quanto à duração. Colostomia Ileostomia 64 16 80 20

Tipo de ostomia de eliminação intestinal

Percentagem (%) Frequência (n)

Temporária Definitiva Não sabe responder

14 58 8 17,5 72,5 10,0

Tipo de ostomia de eliminação intestinal, quanto à

duração

Página | 58 ESEP_ MEC 2010/2011 Quadro 5 – Distribuição dos participantes, segundo o contacto com pessoas ostomizadas, realização de consulta de estomaterapia e marcação do local de criação da ostomia, no pré-operatório

Frequência

(N=80) Percentagem (%) Contacto com pessoas

ostomizadas Não 67 83,8 Sim 13 16,3 Participação na consulta de estomaterapia Não 69 86,3 Sim 11 13,8

Marcação do local de criação da ostomia

Não 68 85

Sim 12 15

No quadro 5 são apresentados dados que levam à constatação de que a maioria dos ostomizados, no período pré-operatório, não contactou com pessoas ostomizadas (83,8%), não participou em qualquer consulta de estomaterapia (86,3%) nem foi sujeita à marcação do local de criação da ostomia (85%).

Quadro 6 – Distribuição dos participantes, conforme a presença de prestador de cuidados informal e do parentesco/afinidade com o cuidador informal

Segundo os dados apresentados no quadro anterior, a maioria dos ostomizados (73,8%) referiu que não tinha qualquer cuidador informal, enquanto 21 pessoas tinham a colaboração de um cuidador informal. Destes casos, a maioria (71,4%) dos cuidadores era o cônjuge do(a) ostomizado(a), enquanto 23,8% dos participantes respondeu que tinha como cuidador informal o(a) filho(a) e um dos ostomizados referiu ter a colaboração do pai/mãe, enquanto cuidador(a) informal.

Frequência

(n) Percentagem (%) Prestador de cuidados informal (N=80)

Não 59 73,8

Sim 21 26,3

Quem é o cuidador informal (n=21)

Cônjuge 15 71,4

Filho(a) 5 23,8

No sentido de uma perceção clara das principias características da amostra em estudo, os resultados são apresentados de seguida, de forma resumida:

In document Study of Acergy`s supplier database (sider 15-0)