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2. Theoretical Framework

2.1 Machine Translation

2.1.2 The Main Approaches of Machine Translation

2.1.2.3 The Hybrid Approach

As amostras foram colhidas em exemplares de canalizações de chumbo pertencente ao espólio do Museu Monográfico e Ruínas de Conimbriga, Consórcio e Museu de Mérida, Museu de Santiago do Cacém, Câmara Municipal de Aroche e Museu Mineiro de Rio Tinto. Em Mérida foi também possível amostrar outros artefactos de chumbo como um ralo, uma urna funerária e um sarcófago. Os artefactos de chumbo provenientes de locais com ocupação militar, como os projécteis de chumbo e possíveis restos de produção destes artefactos ou de outros em chumbo foram também amostrados e pertencem ao Museu de Vila Franca de Xira. A seguir proceder-se-á à descrição detalhada da amostragem efectuada.

Museu Monográfico e Ruínas de Conimbriga

A maior amostragem foi realizada a partir do espólio depositado no Museu Monográfico e Ruínas de Conimbriga, onde foram colhidos 53 fragmentos das canalizações de chumbo do sistema hidráulico de Conimbriga (Anexo I, Figuras I.1 e I.2). Nove das amostras foram obtidas em uniões/junções de canalizações, todas da Casa dos Repuxos, enquanto as restantes 44 amostras pertencem ao corpo das canalizações de chumbo: sete são do Aqueduto; 32 da Casa dos Repuxos; duas da Insula Norte; uma das Termas do Sul; uma da Casa de Cantaber; e uma sem registo de contexto arqueológico (Anexo I, Tabela I.1).

Para este conjunto salienta-se que no corpo de cada canalização foram recolhidas amostras numa única região, com excepção das amostras MMC15 – MMC16 e MMC17 – MMC18 que se referem às extremidades opostas de duas canalizações do Aqueduto conservadas nas reservas do Museu Monográfico e Ruínas de Conimbriga. Contudo, é de referir que a amostra MMC18 foi colhida numa região próxima da união com uma outra canalização, o que poderá levar à ocorrência de contaminação desta amostra pela solda utilizada na junção destes dois canos.

As amostras MMC13 e MMC14 foram obtidas em duas canalizações distintas, mas que ainda se encontram unidas por uma junção, tal como estavam quando em utilização no Aqueduto. Estas amostras, ao contrário do que acontece com a MMC18, foram colhidas nas regiões mais afastadas dessa junção.

Consórcio e Museu Nacional de Arte Romana de Mérida

Em Mérida, capital da Lusitania, foram recolhidos 18 amostras de artefactos de chumbo depositados no Museu Nacional de Arte Romana de Mérida (Anexo I, Figuras I.3 e I.4), e 12 fragmentos de chumbo das canalizações depositadas nas reservas do Consórcio da Cidade Monumental de Mérida (Anexo I, Figura I.5). Destes 30 fragmentos, quatro fazem parte da junção das

35 corpo das canalizações de chumbo (Anexo I, Tabela I.2).

Museu Municipal de Santiago do Cacém

Em Miróbriga, Santiago do Cacém, foi possível recolher 12 amostras em canalizações de chumbo, das quais três foram colhidas in situ nas Ruínas de Miróbriga e nove na colecção do Museu Municipal de Santiago do Cacém (Anexo I, Figura I.6 e I.7). Seis das amostras pertencem ao corpo das canalizações, cinco são de uniões longitudinais e uma amostra pertence à união entre duas canalizações (Anexo I, Tabela I.3).

Câmara Municipal de Aroche e Museu Mineiro de Rio Tinto

Na região de Huelva, na área de influência das minas localizadas na Faixa Piritosa Ibérica, realizaram-se amostragens em Aroche e Rio Tinto. Em Aroche, a amostragem foi realizada no Museu desta localidade, nomeadamente em três canalizações de chumbo da cidade romana de Arucci/Turobriga e uma do sítio arqueológico de Fuente Seca. Obtiveram-se quatro amostras do corpo das canalizações (uma de cada) e três de junções. Uma das canalizações pertencente à cidade romana de Arucci/Turobriga apresenta uma particularidade evidenciando uma inscrição com as iniciais MTF numa das suas extremidades (amostra A3 da Figura I.8, Anexo I). Em Rio Tinto, a amostragem foi realizada no Museu Mineiro a uma canalização de chumbo encontrada no sítio arqueológico de Cortalago. Desta canalização de chumbo recolheu-se uma amostra do corpo da canalização, uma da placa à qual se encontrava acoplada, uma do reforço entre a placa e a canalização, e uma última da união longitudinal do tubo (Anexo I, Tabela I.4 e Figuras I.8 e I.9).

Museu Municipal de Vila Franca de Xira

O estudo prévio de 24 projécteis de chumbo (Anexo I, Tabela I.5 e Figura I.10) atribuíveis ao exército romano, descobertos acidentalmente no Alto dos Cacos e depositadas no Museu Municipal de Vila Franca de Xira, foi iniciado com a determinação de razões isotópicas de Pb, durante a elaboração da dissertação de mestrado da autora [GOMES,2012] e, agora, concluído com a análise da composição

elementar. Foram ainda recolhidas 29 amostras de artefactos de diversas tipologias, incluindo projécteis de funda, prováveis vestígios de produção metalúrgica e fragmentos disformes, depositados no mesmo Museu, provenientes do sítio arqueológico Monte dos Castelinhos (Anexo I, Tabela I.6 e Figuras I.11 e I.12).

A preparação das amostras para a determinação das razões isotópicas de Pb e da composição elementar consistiu no seguinte:

1) Nos casos em que foi possível obter pequenos fragmentos de chumbo dos artefactos a analisar, esses fragmentos foram limpos e polidos numa das superfícies para remover a camada

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superficial de corrosão, de modo a evitar a contaminação do metal com material exógeno. Assim, cerca de 1 cm2 da superfície do fragmento foi polida com lixas de granulometria progressivamente mais fina (SiC P400 e SiC P1000). Todo este processo é realizado com a lixa embebida em água, de modo a minimizar a contaminação do operador com a libertação de pós. Por fim, a superfície polida da amostra foi lavada com água destilada e deixada a secar ao ar. Após este processo as amostras são guardadas em sacos Minigrip para posteriormente proceder à preparação analítica, a qual se encontra descrita mais à frente;

2) Nos casos em que não foi possível seccionar um pequeno fragmento do artefacto, a amostragem foi realizada com uma mini broca de modo a retirar algumas raspas (entre 50 a 100 mg) para as análises, e armazenada em tubos eppendorf.