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7 Generic Collections and how to Serialize them
7.1 An Introduction to Generic Methods
Conforme Rabaglio (2008), a gestão por competência envolve a
gestão de pessoas, mas muito mais do que uma forma de gerir pessoas,
tem o objetivo de desenvolver talentos organizacionais. Não é uma ação
isolada, mas um processo desenvolvido em toda a organização num
movimento contínuo que transita do organizacional ao individual, ou
seja, existe uma relação íntima nas quais as competências
organizacionais e individuais se influenciam mutuamente (DUTRA,
2004). Hristov e Silva (1999) alertam para o fato de o papel dos gestores
de recursos humanos nas últimas décadas estar sob intensa observação e
avaliação, visto que as mudanças no cenário socioeconômico apontam
para a necessidade de inovação, qualificação dos trabalhadores e
formação de lideranças.
A gestão por competência orienta ações que têm o intuito de
enriquecer o perfil dos indivíduos organizacionais a fim de atingir metas
e objetivos. “O colaborador deixa de ser visto como um custo e passa a
ser visto como uma fonte de vantagem competitiva.” (WOOD JÚNIOR;
PICARELLI FILHO, 2004, p. 34). Gramigna (2002) afirma que a gestão
de pessoas voltada para resultados exitosos exige estratégias da gestão por
competência, na qual a avaliação comportamental dos indivíduos e dos
seus conhecimentos, habilidades e atitudes, ou seja, dos CHA, é
necessária para dizer se um profissional atende às exigências de um cargo.
A ideia é aproximar as competências individuais daquelas necessárias
para o alcance dos objetivos organizacionais (RABAGLIO, 2008).
Nesse sentido, cita-se Dutra (2001), ao afirmar que as
competências individuais influenciam as competências organizacionais e
vice-versa. No entanto as competências organizacionais ainda
necessitam da tecnologia e da gestão, em que o processo de
gerenciamento precisa reconhecer, manter e ampliar os conhecimentos,
habilidades e atitudes positivas na organização. Carvalho, Passos e
Saraiva (2008, p. 41) apresentam três categorias embutidas no CHA -
Conhecimento, Habilidade e Atitude, que são:
- saber – o conjunto de informações articuladas sobre determinado tema;
- saber fazer – conjunto de capacidades que envolve a mobilização do saber, visando agir de forma a gerar um resultado concreto e em conformidade com um padrão preestabelecido;
- saber ser – conjunto de valores, crenças, desejos, motivações e outras características psicológicas que contextualizam o saber e o saber fazer.
Ainda Girardi, Tosta e Pacheco (2009), apresentam um quadro
do desdobramento do CHA, apresentado por Leme (2005), que define o
conhecimento como saber, habilidade como saber fazer e atitude como
querer fazer. Assim, a gestão por competência é uma maneira avançada
de administrar pessoas e instituições, na qual o desafio organizacional é
transformar as competências individuais em diferencial competitivo para
a empresa (GIRARDI, 2008).
As mudanças organizacionais são possíveis, visto que a sociedade
do conhecimento afeta o funcionamento delas. Neste cenário a gestão
por competência permite a robustez de ideias. Prahalad e Hamel (1990)
argumentam que a aquisição de competência organizacional é um
aprendizado coletivo e fruto de compartilhamento organizacional. Para
tal, há necessidade do reconhecimento de que os indivíduos possibilitam
a renovação além de estarem em constante relacionamento com os
outros e a própria empresa. Isso porque, como afirma Ruano (2007), a
gestão por competência procura aproximar o desempenho pessoal com
as metas organizacionais como vantagem competitiva. Carvalho, Passos
e Saraiva (2008) e Fernandes (2006) referem que as competências
organizacionais podem ser divididas, essencialmente, quanto à natureza,
em essenciais e básicas. As básicas são aquelas necessárias para abertura
do negócio e as essenciais são as competências diferenciadoras.
As Instituições de Ensino Superior, com a responsabilidade de
atender às necessidades da sociedade de desenvolvimento científico e
tecnológico, têm se expandido e vêm se adaptando ao novo cenário
globalizado. Esta situação traz a necessidade de uma maior profissio-
nalização dos cargos gerenciais, por meio de práticas organizacionais e
desempenho de funções que não reflitam somente o cumprimento das
atribuições estipuladas nos regimentos dessas instituições.
No caso das Instituições Universitárias, a modificação do estado
ou das condições das atividades transforma-se em serviços oferecidos à
comunidade, ao governo e à sociedade, onde o trabalhador desenvolve
atividades inerentes ao cargo, tendo para isso que desenvolver as
competências necessárias, que na atual sociedade do conhecimento,
torna-se cada vez mais variável e complexa. Na complexidade das
atividades, o imprevisto é cada vez mais constante. Nesse contexto,
Fleury e Fleury (2000) apontam para as competências como noção
fundamental para o cenário organizacional, as quais são consideradas
fonte de valor não só para a instituição como para o indivíduo, conforme
pode ser visto na Figura 4.
Figura 4 – Gestão por competência
Fonte: Fleury e Fleury, (20001, p. 21)
Assim a gestão por competência precisa fazer parte do
gerenciamento dessas organizações. Daí a necessidade de apresentar um
conjunto de competências empreendedoras requeridas dos gestores de
IES, visto que o desempenho organizacional está relacionado ao
desempenho das pessoas envolvidas.
Concluindo, procurou-se tornar evidente, com esta fundamen-
tação teórica, os conceitos fundamentais para a compreensão do assunto
tratado e, fundamentalmente, o foco escolhido e, ainda, o que se
encontra na literatura científica sobre o tema, uma vez que se torna
necessário confirmar o ineditismo desta pesquisa.
3 PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS
Este capítulo especifica um conjunto de regras de como proceder
no curso desta investigação científica com o propósito de conhecer a
realidade empírica sobre a competência empreendedora na gestão de
IES públicas. O conjunto de regras, segundo Castro (1978, p.35),
“norteará a estrutura da pesquisa e propiciará condições para o alcance
dos objetivos do estudo”. Afirma, ainda, que não existem métodos livres
de imperfeição ou melhores, e que a combinação deles atenua as
desvantagens isoladas de cada um.
Pesquisas que se propõem à compreensão de fenômenos sociais e
humanos suscitam procedimentos e métodos que possibilitam a análise de
contextos específicos, dando condições para focalizar comportamentos de
indivíduos que, nesta pesquisa especificamente, proporcionarão a
construção de competências empreendedoras levando em consideração a
subjetividade e limitações. Nesse sentido, o comportamento do indivíduo
empreendedor passa a ser a dimensão estudada relacionada às
competências requeridas para gestores nas IES públicas. Assim, a
abordagem qualitativa, articulada com a análise de conteúdo das
entrevistas com foco nos incidentes críticos relatados, é empregada
como caminho metodológico para o alcance dos objetivos propostos
neste estudo. A fundamentação teórica apresentada é aperfeiçoada com
o caminho metodológico, no intuito de melhor enquadrar a metodologia
aos objetivos e propósitos do estudo.
Objetivamente este capítulo apresenta tipo ou caracterização da
pesquisa, tipo ou natureza da pesquisa, desenho da pesquisa, revisão da
literatura, procedimentos adotados para coleta dos dados ou estratégia de
abordagem, sujeitos da pesquisa ou amostra, tratamento dos dados e
análise dos dados, finalizando com as limitações do método.
In document
Object Oriented Programming using C#
(sider 128-133)