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7 Generic Collections and how to Serialize them
7.10 An Example Using Dictionaries
1.5.1 O conhecimento pode ser armazenado al´em da mente humana
Diversas abordagens tˆem sido propostas visando definir o co- nhecimento. Alguns autores da ´area das tecnologias de informa¸c˜ao e na engenharia do conhecimento abordam a defini¸c˜ao do conhecimento, distinguindo-a entre dados e informa¸c˜ao (SCHREIBER et al., 1999, p. 4- 5). Outros autores definem conhecimento como um estado da mente, um objeto, um processo, uma condi¸c˜ao para ter acesso `a informa¸c˜ao ou uma capacidade (ALAVI; LEIDNER, 2001, p. 7-8).
As diferentes abordagens sobre a defini¸c˜ao do conhecimento cor- respondem com a base epistemol´ogica dos pesquisadores, sugerindo as- sim, uma estrat´egia diferente para gerenciar o conhecimento e uma diferente perspectiva do papel que cumprem os sistemas que suportam a gest˜ao do conhecimento (ALAVI; LEIDNER, 2001, p. 11). Segundo Venzin, Krogh e Roos (1998) para pesquisar a fundo a defini¸c˜ao do co- nhecimento, quatro dimens˜oes tˆem que ser consideradas: a quest˜ao, a epistemologia, a aparˆencia e a aplica¸c˜ao. A quest˜ao visa explicar por que ´e importante pesquisar o conhecimento dentro da organiza¸c˜ao. A epistemologia visa identificar as bases epistemol´ogicas usadas. Isto ´e importante, pois alguns conceitos podem tomar diferentes formas de- pendendo da teoria na qual est˜ao baseadas. A aparˆencia procura as diferentes formas que o conhecimento pode tomar (conhecimento t´acito, expl´ıcito, social, codificado, entre outros). Dependendo da base
epistemol´ogica usada, estas formas podem ter significados diferentes. Finalmente a aplica¸c˜ao explora a forma em que o conhecimento ´e aplicado nas organiza¸c˜oes.
Segundo Nonaka (1994) existem duas dimens˜oes de conhecimento dentro das organiza¸c˜oes: a t´acita e a expl´ıcita. A dimens˜ao t´acita ´e originada pela a¸c˜ao, experiˆencia e o envolvimento em um contexto es- pec´ıfico. A dimens˜ao t´acita do conhecimento ´e conformada por elemen- tos cognitivos (como modelos mentais, cren¸cas, paradigmas e pontos de vista) e por elementos t´ecnicos (como know-how, habilidades e destrezas aplicadas a um contexto espec´ıfico). A dimens˜ao expl´ıcita do conheci- mento ´e articulada, codificada e comunicada em forma simb´olica e/ou pela linguagem natural (ALAVI; LEIDNER, 2001, p. 15).
Nonaka (1994) tem identificado tamb´em, em outra dimens˜ao, dois tipos de conhecimento: o conhecimento individual e o conheci- mento social (chamado tamb´em de conhecimento grupal ou coletivo por alguns autores). O conhecimento individual ´e criado pelo indiv´ıduo e existe no indiv´ıduo. Por outro lado, o conhecimento social ´e criado e ´e inerente `as a¸c˜oes coletivas e as intera¸c˜oes dos indiv´ıduos atuando como grupo (ALAVI; LEIDNER, 2001, p. 17).
Segundo Lam (2000, p. 492), estas dimens˜oes configuram qua- tro categorias de conhecimento diferentes (ver tabela 2): i) conheci- mento mentalizado (embrained knowledge), ii) conhecimento incorpo- rado (embodied knowledge), iii) conhecimento codificado (encoded kno- wledge) e iv) conhecimento embutido (embedded knowledge). Em outra dimens˜ao, o conhecimento pode ser classificado como: i) declarativo (know-about), ii) procedural (know-how ), iii) causal (know-why), iv) condicional (know-when) e v) relacional (know-with) (ZACK, 1999).
conhecimento conhecimento
individual coletivo
conhecimento conhecimento mentalizado conhecimento codificado expl´ıcito (embrained knowledge) (encoded knowledge) conhecimento conhecimento incorporado conhecimento embutido
t´acito (embodied knowledge) (embedded knowledge) Tabela 2 – Categorias do conhecimento. Baseado em Lam (2000, p. 491).
Alguns autores afirmam que o conhecimento ´e algo inerente aos seres humanos (ZELEN ´Y, 2005), que ´e criado de forma invis´ıvel no c´erebro (DAVENPORT; LONG; BEERS, 1998) e adquirido atrav´es da ex-
periˆencia e intera¸c˜ao com o ambiente da pessoa (SUNASSEE; SEWRY, 2003), por outro lado alguns autores afirmam que o conhecimento pode ser explicitado al´em da mente humana (VARELA; THOMPSON; ROSCH, 1991; KROGH; ROOS, 1995; VERA; CROSSAN, 2003; MILTON; CLARKE; SHADBOLT, 2006). Nesta pesquisa considera que o conhecimento pode ser representado usando diversos formalismos e linguagens; e armaze- nado em reposit´orios digitais, mas somente a sua dimens˜ao expl´ıcita.
1.5.2 Os seres humanos possuem habilidades espec´ıficas que permitem processar representa¸c˜oes visuais de forma mais r´apida que os textos
Segundo Ware (2000) o processo da visualiza¸c˜ao pode ser divi- dido em duas etapas. A primeira delas ´e chamada de processamento pr´e-atentivo, nela a informa¸c˜ao visual ´e processada pelo olho e pelo c´ortex visual prim´ario. A segunda etapa ´e chamada de processamento atentivo e compreende a busca por detalhes da cena de visualiza¸c˜ao, esta etapa ´e realizada seq¨uencialmente e mais lentamente pelo sistema visual (RODRIGUES, 2007) .
O processamento pr´e-atentivo refere-se a identifica¸c˜oes visuais de padr˜oes por meio de processos inconscientes de percep¸c˜ao que de- terminam que determinados objetos sejam trazidos a nossa aten¸c˜ao (RODRIGUES, 2007) e muito r´apido (TREISMAN, 1985;WOLFE; TREIS- MAN; HOROWITZ, 2003). Um exemplo do processamento pr´e-atencional pode ser observado na figura 1, nela pode-se verificar que a contagem da palavra conhecimento ´e facilitada quando estas palavras est˜ao enfa- tizadas.
Na revis˜ao da literatura, ao pesquisar a ´area de visualiza¸c˜ao da informa¸c˜ao descreve-se com mais detalhe este ponto.
1.5.3 A presenta¸c˜ao da informa¸c˜ao em forma visual facilita a constru¸c˜ao dos modelos mentais
Segundo a teoria da carga cognitiva, os seres humanos posuem uma mem´oria de trabalho ou mem´oria de curto prazo limitada (MIL- LER, 1956;SWELLER; MERRIENBOER; PAAS, 1998) a qual ´e usada para armazenar e manipular informa¸c˜ao (KIRSCHNER, 2002). Devido a esta limita¸c˜ao, a informa¸c˜ao ´e transferida para uma mem´oria de maior capa- cidade (KIRSCHNER, 2002) quando esta n˜ao ´e utilizada (BOWER, 1975).
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Figura 1 – Exemplo de pre-aten¸c˜ao. A contagem das ocorrˆencias da palavra conhecimento na imagem (a) ´e mais f´acil quando os s´ımbolos est˜ao enfatizados, como na imagem (b).
Esta mem´oria ´e a mem´oria de longo prazo. Quando a informa¸c˜ao que se encuentra na mem´oria de longo prazo ´e requerida esta ´e recuperada para a mem´oria de trabalho. A teoria da carga cogitiva se preocupa pela carga na mem´oria de trabalho durante a execu¸c˜ao de uma atividade. Mas a carga da mem´oria de trabalho ´e afetada tanto pela natureza intr´ınseca do material e pela maneira em que o material ´e apresentado (SWELLER; MERRIENBOER; PAAS, 1998).
A teoria da carga cognitiva estabelece orienta¸c˜oes para apoiar a apresenta¸c˜ao da informa¸c˜ao de forma a minimizar a sobrecarga do sis- tema cognitivo, eliminando assim qualquer carga evit´avel na mem´oria de trabalho, melhorando assim o desempenho intelectual (MAYER; MO- RENO, 2002; KIRSCHNER, 2002). Se busca, sobretudo reduzir a carga extr´ınseca, ou seja, a forma em como s˜ao apresentadas as informa¸c˜oes, visando que o usu´ario tenha mais capacidade cognitiva livre para o pro- cesso de constru¸c˜ao e processamento dos modelos mentais (H¨oFFLER; LEUTNER, 2007).
Experimentos tˆem demonstrado que a compreens˜ao ´e mais pro- v´avel de ocorrer quando as necessidades dos usuarios tˆem corresponden- tes representa¸c˜oes visuais e verbais na mem´oria de trabalho ao mesmo tempo (MAYER; MORENO, 2002, 2003;ZHU; WATTS, 2010). Al´em disso,
a constru¸c˜ao de imagens mentais pode reduzir a carga cognitiva e aumentar a capacidade de compreens˜ao (LEUTNER; LEOPOLD; SUM- FLETH, 2009;SCHWAMBORN et al., 2011).
Na revis˜ao da literatura, ao pesquisar a teoria da carga cognitiva descreve-se com mais detalhe este ponto.