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A partir de 2005, a IES, conforme descrito no PDI (2009) moldou seu processo

de avaliação à luz da proposta do SINAES. O objetivo geral era realizar um modelo de

avaliação elaborado por todos os seus segmentos, que fornecesse informações sobre a gestão acadêmica e que buscasse a potencialização e o desenvolvimento do desempenho institucional. Para tanto, foi também adotada uma estrutura já utilizada em outros instrumentos de avaliação do MEC. Dessa forma, a avaliação da faculdade foi composta por quatro níveis hierárquicos (dimensões, categorias de análise, indicadores e aspectos a serem avaliados) e englobaria as seguintes quatro dimensões: organização acadêmica, gestão de pessoas, gestão organizacional e instalações.

Para condução do projeto de auto-avaliação foi constituída uma CPA. A metodologia seguida ao longo do processo de avaliação institucional na faculdade seguiu os seguintes procedimentos básicos:

 Análise e discussão da legislação, das experiências e da bibliografia sobre a avaliação institucional;

 Análise crítica das experiências já realizadas de avaliação institucional, a fim de identificar conquistas e dificuldades;

 Elaboração da proposta definitiva do projeto de auto-avaliação institucional;

 Preparação dos questionários e elaboração dos programas eletrônicos de tratamento e organização das informações;

 Levantamento e organização das informações quantitativas sobre dimensões, categorias, indicadores e aspectos de avaliação, conforme previsto no projeto de avaliação;

 Divulgação dos resultados parciais obtidos a partir da realização de pesquisas quantitativas;

O PDI (2009) apresenta as formas de participação da comunidade acadêmica, técnica e administrativa, incluindo a atuação da CPA, em conformidade com o Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior – SINAES.

No que diz respeito à autoavaliação, prevê a Lei nº 10.861, de 14 de abril de 2004, que, para a prestação de informações solicitadas pelo INEP, a IES tenha constituído CPA, composta por participação de todos os segmentos da comunidade universitária e da sociedade civil organizada, sendo vedadas composições que privilegiem a maioria absoluta de um dos segmentos. A CPA terá atuação autônoma em relação a conselhos e demais órgãos colegiados existentes na IES. Desde setembro de 2004, a CPA é o órgão responsável pela avaliação interna (ou autoavaliação) da IES (RECKTENVALD, 2009). Houve a participação de alunos, docentes e funcionários por meio de respostas aos questionários aplicados, sendo eles voltados à avaliação das disciplinas, a infraestrutura, as condições institucionais e condições de trabalho (Anexos 5, 6, 7,8 e 9). Paralelamente às pesquisas quantitativas foi realizado amplo levantamento de informações disponíveis nos departamentos acadêmicos da Faculdade. Foram levantadas informações quantitativas e qualitativas relativas às dimensões previstas no projeto de autoavaliação por meio de análise de documentos da instituição e ou de entrevistas com responsáveis pelas áreas.

Os resultados das discussões, da análise dos dados e da interpretação das informações colhidas ao longo de todo o processo de Avaliação Institucional forneceram bases para que a CPA propusesse um conjunto de ações voltadas à melhoria das condições institucionais. O processo de autoavaliação proporciona o conhecimento, que em si já representa grande valor para a IES e se caracteriza como um balizador da avaliação externa, prevista no SINAES. Salienta-se que muitas das ações sugeridas estão sendo implementadas e provocando mudanças na Instituição, o que demonstra que, apesar das dificuldades e deficiências nestes primeiros ciclos avaliativas, a Avaliação Institucional é um importante processo para a Faculdade [...] (PDI, 2009).

Os instrumentos de avaliação institucional são aplicados periodicamente, atendendo a semestralidade dos cursos de graduação. De modo que os procedimentos de avaliação apresentados no PDI são de fato aplicados no contexto pesquisado. Ocorre que a sistematização, as análise dos dados, a elaboração de relatórios e publicação dos resultados à comunidade acadêmica, segundo informações dos membros da CPA, em momentos não são prioridades devido aos seus membros acumularem outras atividades de trabalho no âmbito da IES.

Podemos afirmar considerando alguns problemas na organização da CPA que o processo de avaliação da instituição está adequado com a legislação pertinente.

Pude acompanhar a avaliação institucional que ocorreu no ano de 2008 e primeiro semestre de 2009. Neste acompanhamento registramos a seriedade da IES no processo.

Em reuniões, a CPA define a organização do processo e dos procedimentos avaliativos.

Os estudantes são avisados do período de avaliações. Em dias terminados para a aplicação dos instrumentos aos estudantes as atividades letivas são suspensas.

Os professores recebem a orientação de como aplicar os instrumentos e são informados para qual turma se encaminhará para fazê-lo. Os alunos preenchem os formulários aplicados por professores ou funcionários que lhe são estranhos para que não haja nenhum tipo de constrangimento ou pressão que venha prejudicar a coleta de informações. Depois de aplicado, os instrumentos são recebidos pelo professor presidente da CPA que inicia os trabalhos tabulação e análise dos dados. A faculdade, nos cursos de graduação, teve nestes dois anos número de alunos por volta de 1300 por ano, considerando o fluxo de entradas e saídas. Esse número revela o montante de trabalho durante o processo de coleta de informação. Os formulários são aplicados em suporte papel aos alunos que são digitados por duas pessoas designadas para apoio às atividades avaliativas, mas que, porém não se dedicam exclusivamente a elas de modo que esse processo acaba por demorar muitas vezes, já que esses funcionários são deslocado para outras atividades da IES conforme necessidades consideradas mais urgentes.

As informações digitadas são tabuladas. Cada professor recebe os resultados da avaliação das suas disciplinas e os coordenadores dos cursos, os resultados da avaliação do curso pelos seus alunos e como estes avaliam as condições institucionais.

Após análises das informações coletadas e analisadas a CPA elabora relatórios para serem encaminhado à diretoria da IES, com objetivo sugerir melhorias da qualidade dos serviços educacionais prestados à comunidade

acadêmica. Com tudo, a faculdade tem como utilizar os resultados da autoavaliação institucional como instrumentos que orientam as tomadas de decisão firmando compromisso com a comunidade acadêmica.

Os resultados do processo de avaliação posteriormente serão divulgados no próprio site da CPA a toda a comunidade acadêmica e cadastrados no sistema eMEC anualmente. Tais resultados servem ainda como suporte aos processos de avaliação externos.