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professor(es) foi:

(1) (2) (3) (4) (1) (2) (3) (4) (1) (2) (3) (4)

3. A capacidade do professor em manter bom relacionamento com a turma foi:

(1) (2) (3) (4) (1) (2) (3) (4) (1) (2) (3) (4)

4. O cumprimento do horário pelo professor foi: (1) (2) (3) (4) (1) (2) (3) (4) (1) (2) (3) (4)

5. Seu interesse em cursar outra disciplina dada por este professor é:

(1) (2) (3) (4) (1) (2) (3) (4) (1) (2) (3) (4)

Esta parte do instrumento merece destaque, pois com toda fragilidade no processo de avaliação dos cursos de especialização, é o que mais é levando em consideração pelos coordenadores dos cursos e coordenação geral da pós-

graduação. Segundo observações feitas por mim durante participação nas reuniões do conselho pedagógico da pós-graduação, composto pelos coordenadores e vice- coordenadores dos cursos, coordenadores da tutoria, coordenadora pedagógica, secretária geral do NEAD e coordenação geral do programa de pós-graduação, os resultados da avaliação do desempenho dos professores é bastante discutida. Serve como recurso para os coordenadores escalarem ou não o professor para ministrar aula, como meio de identificar eventuais problemas na condução da aula que não estejam propriamente relacionados aos aspectos dos conteúdos das disciplinas, tais como: cumprimento do horário, resolução de problemas relacionados ao modelo de EaD que o aluno não conseguiu resolver pelo contato mediatizado da tutoria, defesa do modelo e das condições de trabalho da IES e do modelo de ensino.

A atuação do professor é discutida como meio de atração do aluno para os cursos. Há recomendações para colocar os professores mais bem avaliados nos encontros de abertura. A coordenação geral do programa de pós entende que esse profissional bem avaliado é que em grande parte o responsável pela permanência dos alunos nos cursos. Observamos que, embora a coordenação tenha essa estratégia como a mais acertiva, ocorre por vezes o profissional tem que recorrer mais aos recursos motivacionais do que ao trabalho de aprofundamento dos conteúdos necessários a formação do especialista, de modo a favorecer o trabalho mais formativo. Outro problema decorrente desse entendimento é a interferência da coordenação geral na escala de professores feita pelos coordenadores que diminui a autonomia desse último na condução dos cursos. Por vezes, observei em reuniões e em conversas com os coordenadores que tal interferência acontece em atendimento de certas conveniências e atitudes de favorecimentos a alguém, de maneira quase imposta.

Essa afirmação neste trabalho pode parecer pouco fundamentada em dados uma vez que se trata de registro de observações de reuniões colegiadas e entrevistas com coordenadores de curso. Se para este trabalho essa inferência se apresenta imprecisa, para a coordenação geral e dos cursos também, uma vez que os procedimentos de avaliação - coleta, digitação, tabulação dos dados coletados para análise e emissão de relatórios - têm falhado pelo volume de trabalho dos membros da CPA que têm priorizado as avaliações feitas no âmbito da graduação, em virtude da regulamentação externa desses processos. É comum, portanto,

decisões serem todas sem base em informações confiáveis e relevantes apresentadas nos relatórios elaborados pela comissão.

Na avaliação das atividades de auto-estudo o aluno conceitua seu próprio desempenho na realização das atividades solicitadas pelo material didático e pelo professor (leituras, pesquisas e trabalhos), das atividades de auto-estudo e nas atividades de interação com os tutores (via fone, email, chat, fóruns,etc). A realização das atividades dos materiais didáticos e de autoestudo é na maioria exigência das disciplinas serem cumpridas como requisito para aproveitamento das mesmas, por esse motivo, os alunos, geralmente, avaliam bem os indicadores tais atividades. Neste item chama atenção apenas a avaliação da realização das atividades interativas que chegam apresentar uma variação negativa maior na conceituação pelos relatórios que tivemos acesso (CPA, 2008) que pode ser problematizada com base na avaliação dos indicadores do processo de mediatização e dos resultados da avaliação dos cursos e das condições institucionais, pois a variação da conceituação pode estar relacionadas a problemas do modelo de EaD, que tem otimizado, sobremaneira, os horários de atendimento de tutoria.

No primeiro semestre do ano passado a política de horário de tutoria foi feita com base no critério de que para cada 35 alunos matriculados o curso disporia de uma hora de tutoria, por semana. Para melhor desempenho das atividades de tutoria no modelo de educação a distância adotado pela IES, que estão descritas no capítulo três deste trabalho, seria necessário outro critério. Em todas as reuniões de que participei a principal reivindicação dos coordenadores era a de ampliação dos horários de atendimento. As críticas ao atendimento da tutoria, demora de retorno, falta de correção do TCC antes do término do curso eram constantes durantes os encontros presenciais e atendimento de tutoria. Como velhas conhecidas as críticas às condições de interação via tutoria e as condições da IES, eram também expressas nos instrumentos de avaliação, porém a solução do problema, para melhoria dos cursos e aperfeiçoamento do modelo de EaD, esbarra em decisões a serem negociadas com a coordenação administrativa e mantenedores da IES, com suas visões e estilo de gestão e interesses mercadológicos.

A avaliação o processo de mediatização tem como indicadores a capacidade do material didático de transmitir informações e fortalecer seu aprendizado, a

qualidade do atendimento (cortesia e rapidez) prestado pela tutoria, a capacidade do tutor em solucionar suas dúvidas e prestar informações corretas, e, por fim, a avaliação geral sobre as formas de interação (site, telefone, fax, emails etc). Esses indicadores estão relacionados ao modelo de EaD adotado, mas as condições oferecidas pela IES na oferta dos cursos são confundidas com atuação dos profissionais da mediatização, professores conteudistas, que elaboram os materiais instrucionais e as atividades para serem desenvolvidas via plataforma de ensino, e professores-tutores.

Por fim, o instrumento propõe à atribuição de conceito as provas aplicadas pelo professor. Trata-se de avaliação da avaliação do processo de ensino.

O instrumento tem um campo para livre expressão do estudante avaliador no qual pode justificar a conceituação dada a algum indicador, expor outros pontos que não foram contemplados nos indicadores definidos, tecer críticas, elogios e sugestões para melhoria do curso e modelo de EaD.

O terceiro instrumento refere-se aos Cursos e Condições Institucionais. Ele é aplicado no oitavo encontro presencial. É composto por indicadores que devem ser conceituados pela seguinte escala: (1) Ruim, (2) Regular, (3) Bom, (4) Muito Bom, (NA) Não tenho como avaliar.

Esse instrumento propõe avaliar: o curso de pós-graduação, a coordenação do curso, as condições institucionais, as infra-estrutura da faculdade e pólo/núcleo.

Na avaliação do curso os alunos devem atribuir conceitos para os seguintes indicadores:

1. Conhecimento do projeto pedagógico (objetivos, grade, projetos) do seu curso.

2. Existência de trabalhos e ações que promovem a interdisciplinaridade no curso.

3. Realização de atividades extraclasses (interação com tutores e autoestudo).

4. Funcionamento do Trabalho de Conclusão de Curso quanto à orientação do conteúdo.

5. Funcionamento do Trabalho de Conclusão de Curso quanto à orientação da metodologia científica.

6. Existência de projetos que articulem ensino, pesquisa e extensão pelo curso.

7. Comprometimento geral do corpo docente com a qualidade do curso. 8. Interesse em cursar outros cursos oferecidos pela Faculdade.

9. Comprometimento do Coordenador com o curso.

10. Realização de ações institucionais para a melhoria da qualidade de ensino e introdução de novas tecnologias de ensino.

11. Apoio à produção científica dos alunos.

12. Adequação do sistema acadêmico NetStudent (acesso a notas e faltas) à disposição dos alunos.

13. Adequação do sistema acadêmico Near You (acesso chats, fóruns, publicações eletrônicas) à disposição dos alunos.

14. Qualidade do sistema de comunicação para transmissão de informações aos alunos.

15. Imagem que a comunidade faz da Faculdade (percepção).

Na avaliação da coordenação dos cursos há um único indicador a ser avaliado que se refere a percepção dos alunos sobre o comprometimento do coordenador.

Na avaliação das condições institucionais os alunos devem atribuir conceitos para os seguintes indicadores:

10. Condições das salas de aula utilizadas (espaço, mobiliário, iluminação e ventilação)

11. Condições da biblioteca (acervo bibliográfico para consulta).

12. Adequação de recursos audiovisuais e multimídia (data-show, retroprojetor, etc)

13. Condições dos laboratórios de informática (equipamentos e softwares disponíveis).

Ao atendimento prestado pelos setores e nível de limpeza e higiene das áreas da faculdade/pólo/ núcleo a conceituação avaliativa deve seguir a escala: 1 – Ruim, 2 – Regular, 3 – Bom, 4 – Ótimo, 0 – Não tenho como avaliar.

Aos serviços prestados pelos setores, devem-se avaliar os critérios de atendimento acesso às pessoas, agilidade, cortesia e orientação correta das demandas dos alunos, tesouraria, secretaria de pós, cantinas, coordenação geral da pós-graduação e coordenação do curso e gestor do núcleo.

Sobre o nível de limpeza e higiene das áreas da faculdade/pólo/ núcleo deve-se avaliar: salas de aula, área de convivência, banheiros, cantinas e faculdade (geral).

Esse instrumento de todos os três é o mais problemático. É para uso dos gestores da IES e coordenadores da pós-graduação e Gestores de Pólo de apoio presencial. Porém, não têm sido devidamente aplicados. Quando os são, muitos dos problemas em relação às condições da instituição não são negociáveis em âmbito colegiados e, geralmente, são conhecidos antes mesmo de avaliados pelos gestores da IES.

Em relação à avaliação dos pólos de apoio presencial a situação é mais dramática, pois alguns itens do instrumento não podem ser avaliados, dado que os alunos não utilizam a sua infraestrutra, por causa dos encontros presenciais serem mensais, muitas vezes, distante da residência do aluno, por nem sempre dispor de toda estrutura sugerida pelos documentos de referência para a qualidade dos cursos de EaD, por ser instalações emprestadas ou alugadas apenas para os encontros presenciais.

Como foi escrito neste trabalho as condições dos pólos de apoio presencial é avaliada para credenciamento institucional e autorização de oferta dos cursos.

A IES pesquisada foi credenciada por meio da análise da infraestrutura de sua sede, no ano de 2003. Essa infraestrutura na sede está totalmente adequada aos referenciais de qualidade para EaD, principalmente, por atendimentos aos imperativos normativos postos para os cursos de graduação.

Do ano de 2003 até o ano de 2008 os cursos de pós não passaram por avaliação externa. Neste ano, no fim do semestre passado, mês de junho, uma comissão do INEP foi avaliar a IES para renovação da autorização dos cursos.

Esperava-se que a comissão avaliasse a pós-graduação, mas a comissão se deteve aos cursos de graduação ofertados na modalidade presencial e manteve autorização do funcionamento dos cursos de pós-graduação em EaD mediante a análise de PPC dos cursos. Os documentos desse processo de avaliação são de propriedade dos mantenedores, até mesmo os coordenadores dos cursos não têm acesso a eles de maneira que as análises dos procedimentos avaliativos externos não ficam às claras para os profissionais que trabalham na IES. Os cursos de pós-graduação não foram avaliados pelas comissões designadas pelo MEC à Faculdade, tampouco as condições de ofertas nos polos.