4 Data and Tuning
4.1 Introduction to the Data
3.1. Teores de Na+ e K+ em folhas e raízes
Os teores de Na+ e K+ e relação Na+/K+ na parte aérea e raízes de plantas jovens de duas cultivares de cana-de-açúcar, aos 15 e 30 dias sob estresse salino estão apresentados nas Figuras 1, 2 e 3. Aos 15 dias, ambas cultivares apresentaram absorção de Na+ conforme maior concentração de NaCl, tanto na parte aérea quanto nas raízes (Figura 1A e 1C). Aos 30 dias, a cv. IAC 87-3396 apresentou valores acentuadamente superiores de absorção que a SP 81-3250, que respondeu ao incremento de sal somente nas raízes (Figura 1B e 1D). Os teores de K+ não diferiram nos períodos considerados para os tratamentos salinos, para qualquer das cultivares estudadas dentro das concentrações de NaCl (Figuras 2A a 2D). Quanto à relação Na+/ K+, tanto aos 15 dias quanto aos 30 dias, ambas cultivares apresentaram a mesma resposta da absorção de Na+, tanto na parte
Fig. 1. Teor de Na+ nas folhas e raízes de plantas jovens de cana-de-açúcar (SP 81-3250, IAC 87-3396). Teor de Na+ na folha: (A) 15 dias; (B) 30 dias. Teor de Na+ na raiz: (C) 15 dias; (D) 30 dias. Letras maiúsculas entre cultivares e minúsculas entre tratamentos mostram diferenças significativas (p ≤ 0.05) conforme teste de Tukey. Valores são médias ± DP (n=4). C: cultivares, T: tratamentos salinos, CxT: interação.
Fig. 2. Teor de K+ nas folhas e raízes de plantas jovens de cana-de-açúcar (SP 81-3250, IAC 87-3396). Teor de K+ na folha: (A) 15 dias; (B) 30 dias. Teor de K+ na raiz: (C) 15 dias; (D) 30 dias. Letras maiúsculas entre cultivares e minúsculas entre tratamentos mostram diferenças significativas (p ≤ 0.05) conforme teste de Tukey. Valores são médias ± DP (n=4). C: cultivares, T: tratamentos salinos, CxT: interação.
Fig. 3. Relação Na+/K+ nas folhas e raízes de plantas jovens de cana-de-açúcar (SP 81-3250, IAC 87-3396). Relação Na+/K+ na folha: (A) 15 dias; (B) 30 dias. Relação Na+/K+ na raiz: (C) 15 dias; (D) 30 dias. Letras maiúsculas entre cultivares e minúsculas entre tratamentos mostram diferenças significativas (p ≤ 0.05) conforme teste de Tukey. Valores são médias ± DP (n=4). C: cultivares, T: tratamentos salinos, CxT: interação.
3.2. Osmólitos compatíveis: Pro, GB e Sac
Aos 15 dias, a cv. SP 81-3250 apresentou um incremento no teor desse aminoácido rapidamente quando submetida à maior severidade de estresse. A cv. IAC 87-3396 também apresentou incremento desse aminoácido sob estresse, porém, em quantidades inferiores na parte aérea (Figura 4A). Aos 30 dias, ambas as cultivares apresentaram respostas semelhantes, ambas mostraram incremento no teor de Pro sob estresse salino (Fig. 4B). Nas raízes, o acúmulo de Pro foi crescente em ambas cultivares (Figuras 4C e 4D).
Para GB apenas aos 30 dias foi constatada resposta na parte aérea da cv. IAC 87-3396, evidenciando acentuada redução (Figuras 5A e 5B). Contudo, neste mesmo período, as raízes da cv. SP 81-3250, sob o estresse salino, apresentaram aumento de GB. (Figuras 5C e 5D).
Segundo os resultados de Sac, observou-se que a cv. SP 81-3250 aumentou o teor desse carboidrato, ao contrário de IAC 87-3396 que reduziu os valores, conforme tratamentos salinos, aos 15 dias. Aos 30 dias não houve diferença significativa dentro dos tratamentos salinos (Figuras 6A e 6B).
3.3. Potencial hídrico (Ψw)
Ambas as cultivares não apresentaram diferença estatística significativa para os valores de Ψw nos tratamentos salinos, tanto aos 15 quanto aos 30 dias de avaliação (Figuras 7A e 7B).
Fig. 4. Teor de prolinanas folhas e raízes de plantas jovens de cana-de-açúcar (SP 81-3250, IAC 87-3396). Prolina na folha: (A) 15 dias; (B) 30 dias. Prolinana raiz: (C) 15 dias; (D) 30 dias. Letras maiúsculas entre cultivares e minúsculas entre tratamentos mostram diferenças significativas (p ≤
0.05) conforme teste de Tukey. Valores são médias ± DP (n=4). C: cultivares, T: tratamentos salinos, CxT: interação.
Fig. 5. Teor de glicina betaínanas folhas e raízes de plantas jovens de cana-de-açúcar (SP 81- 3250, IAC 87-3396). Glicina betaínana folha: (A) 15 dias; (B) 30 dias. Glicina betaína na raiz: (C) 15 dias; (D) 30 dias. Letras maiúsculas entre cultivares e minúsculas entre tratamentos mostram diferenças significativas (p ≤ 0.05) conforme teste de Tukey. Valores são médias ± DP (n=4). C: cultivares, T: tratamentos salinos, CxT: interação.
Fig. 6. Teor de sacarosenas folhas de plantas jovens de cana-de-açúcar (SP 81-3250, IAC 87- 3396), (A) 15 dias; (B) 30 dias. Letras maiúsculas entre cultivares e minúsculas entre tratamentos mostram diferenças significativas (p ≤ 0.05) conforme teste de Tukey. Valores são médias ± DP (n=4). C: cultivares, T: tratamentos salinos, CxT: interação.
Fig. 7. Potencial hídriconas folhas de plantas jovens de cana-de-açúcar (SP 81-3250, IAC 87- 3396), (A) 15 dias; (B) 30 dias. Letras maiúsculas entre cultivares e minúsculas entre tratamentos mostram diferenças significativas (p ≤ 0.05) conforme teste de Tukey. Valores são médias ± DP (n=4). C: cultivares, T: tratamentos salinos, CxT: interação.
3.4. Peroxidação lipídica: MDA e H2O2
Aos 15 dias não houve diferença estatística significativa no acúmulo de MDA entre as concentrações salinas em ambas as cultivares (Figura 8A). Porém, o acúmulo de H2O2 foi crescente nos tratamentos mais severos na cv. IAC 87-3396, e
apesar de apresentar maior acúmulo dessas EROs, as plantas de SP 81-3250 não mostraram incremento sob salinidade (Figura 8B). Aos 30 dias, o acúmulo de MDA aumentou conforme tratamentos salinos, de forma mais acentuada na cv. IAC 87- 3396 (Figura 8C). Os teores de H2O2 se mostraram crescentes conforme os
tratamentos para a IAC 87-3396, enquanto que a cv. SP 81-3250 apresentou redução acentuada dessa EROs no tratamento salino mais severo (Figura 8D).
3.5. Teor de clorofilas e rendimento quântico do FSII (Fv/Fm)
A medida indireta dos teores de clorofila a e b (Chl a e Chl b) totais se mantiveram semelhantes em ambas as cultivares e dentro dos tratamentos, em ambos os períodos avaliados (Figuras 9A e 9B). Para a Fv/Fm, aos 15 dias a cv. IAC 87-3396 se mostrou superior que SP 81-3250 em ambos períodos considerados, porém, esse resultado não está relacionado ao estresse salino, mas com os diferentes genótipos (Figuras 9C e 9D).
Fig. 8. Acúmulo de ácido malondialdeído (MDA) e peróxido de hidrogêniode plantas jovens de cana-de-açúcar (SP 81-3250, IAC 87-3396). MDA: (A) 15 dias; (B) 30 dias. H2O2: (C) 15
dias; (D) 30 dias. Letras maiúsculas entre cultivares e minúsculas entre tratamentos mostram diferenças significativas (p ≤ 0.05) conforme teste de Tukey. Valores são médias ± DP (n=4). C: cultivares, T: tratamentos salinos, CxT:interação.
Fig. 9. Clorofila e Fv/Fm de plantas jovens de cana-de-açúcar (SP 81-3250, IAC 87-3396). Clorofila: (A) 15 dias; (B) 30 dias. Fv/Fm: (C) 15 dias; (D) 30 dias. Letras maiúsculas entre cultivares e minúsculas entre tratamentos mostram diferenças significativas (p ≤ 0.05) conforme teste de Tukey. Valores são médias ± DP (n=4). C: cultivares, T: tratamentos salinos, CxT: interação.
3.6. Crescimento de plântulas
O crescimento da parte aérea em altura mostrou-se menor em ambas as cultivares aos 15 dias, porém, a cv. IAC 87-3396 apresenta redução em ambos os períodos (Figuras 10A e 10B). Para a área foliar, somente a cv. IAC 87-3396 apresentou redução nesta variável, sendo este resultado mais acentuado aos 30 dias (Figuras 10C e 10D). Quanto à densidade de raízes, esta só se mostrou significativa aos 30 dias e para a cv. IAC 87-3396, que apresentou redução (Figuras 10E e 10F).
Aos 15 dias, não se verificou menor crescimento em massa seca em nenhuma das cultivares. Aos 30 dias, a cv. IAC 87-3396 mostrou menor acúmulo em massa seca de parte aérea, enquanto que na raiz os resultados são contrários nas cultivares; aos 15 dias, a cv. SP 81-3250 não respondeu ao estresse, enquanto IAC 87-3396 apresenta redução, e aos 30 dias as cultivares responderam de forma inversa (Figuras 11A, 11B, 11C e 11D, respectivamente).
Figura 10. Altura, área foliar e densidade de raízes de plantas jovens de cana-de-
açúcar, cultivares SP 81-3250 e IAC 87-3396, sob estresse salino. Altura: (A) 15 dias, (B) 30 dias; Área foliar: (C) 15 dias, (D) 30 dias; Densidades de raízes: (E) 15 dias, (F) 30 dias. Letras maiúsculas entre cultivares e minúsculas entre tratamentos mostram diferenças significativas (p ≤ 0.05) conforme teste de Tukey. Valores são médias ± DP (n=4). C: cultivares, T: tratamentos salinos, CxT: interação.
Figura 11. Massa seca de folhas e raízes de plantas jovens de cana-de-açúcar,
cultivares SP 81-3250 e IAC 87-3396, sob estresse salino. Folhas: (A) 15 dias, (B) 30 dias; Raízes: (C) 15 dias, (D) 30 dias. Letras maiúsculas entre cultivares e minúsculas entre tratamentos mostram diferenças significativas (p ≤ 0.05) conforme teste de Tukey. Valores são médias ± DP (n=4). C: cultivares, T: tratamentos salinos, CxT: interação.