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A palavra humanismo deriva do latim humanus, que significa humano. Esse termo tem sido utilizado para indicar toda tendência de pensamento que afirme a centralidade, o valor do ser humano, que mostre uma preocupação ou interesse primário pela vida e a posição do ser humano no mundo.

Desta maneira, o humanismo é uma idéia, centrada no humano, que confere uma grande importância aos seres humanos e à vida, realçando a liberdade do indivíduo, a razão, as oportunidades e os direitos.

É a tomada do humano por objetivo. É a tentativa de transcender a si mesmo e a se centrar no homem como objeto próprio. Falar de humanismo é, fundamentalmente, expressar uma atitude diante do fenômeno humano. É uma consideração valorativa do gênero humano, atribuindo-lhe um sentido (HOLANDA, 1998, p. 19).

Com um significado tão amplo, a palavra dá lugar às mais variadas interpretações, e em conseqüência, à confusão ou mal entendido. Efetivamente tem sido adotada por muitas filosofias, que cada uma a seu modo, afirmam saber quem é o ser humano e qual o caminho correto para a realização das potencialidades que lhe são mais específicas (PULEDDA, s.d).

O termo humanismo possui sentidos diversos. Designa, de uma parte, um ideal de cultura implicando a assimilação da tradição clássica; em seguida, a recriação do homem de hoje a partir de sua origem: enfim, o sentido do humano, que permite reconhecer em cada homem a dignidade humana (Jaspers2

apud HOLANDA, 1998 p.20).

Segundo Ferreira (1999), humanismo refere-se à doutrina ou atitude que se situa expressamente numa perspectiva antropocêntrica, em domínios e níveis diversos e, assume com maior ou menor radicalismo, as conseqüências daí decorrentes, manifestando-se no domínio lógico e no ético. No primeiro, aplica-se às doutrinas que afirmam que a verdade ou a falsidade de um conhecimento se define em função da sua fecundidade e eficácia, relativamente à ação humana; no segundo, aplica-se àquelas doutrinas que afirmam ser o homem o criador dos valores morais, que se definem a partir das exigências concretas, psicológicas, históricas, econômicas e sociais que condicionam a vida humana.

Como primeira tentativa coerente de elaborar uma concepção do mundo, cujo centro fosse o próprio homem podemos considerar o humanismo a origem do pensamento moderno. Ele surge como um questionamento, uma

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JASPERS, K. Conditions et possibilités d’un nouvel humanisme. In: GROUSSET et al. Pour

procura pelo sentido de ser deste homem, sendo um esforço contínuo pela compreensão da sua totalidade e pela sua consideração integral.

Sob certo aspecto, o humanismo é também uma contradição e um paradoxo, pondera Holanda (1998), embora também seja uma necessidade, na medida em que vivemos envoltos numa sociedade altamente intelectualizada e tecnicista, que a despeito de sua utilidade em questões voltadas para o desenvolvimento, pouco valoriza questões básicas como a relação humana, o contato com o outro, enfim, com a totalidade da existência humana.

Entretanto, Holanda (1998) afirma que não se constitui de uma espécie de filosofia, ainda que tenha sido e continue sendo a idéia central de numerosos sistemas filosóficos. O autor diz que o humanismo é uma idéia, cuja diretriz básica é a reação aos conceitos e atitudes que deixam o ser humano relegado a um plano inferior, na medida em que o ressignifica, primando pela sua dignidade e liberdade. Os princípios do humanismo consideram a totalidade, retomam o sentido de integração do homem ao meio em que vive, visto que uma concepção humanista não compartimentaliza o ser humano, nem o destaca do seu meio ou o meio do homem. Assim, em decorrência da primeira diretriz traz uma idéia que posiciona o homem num primeiro plano, não o secundarizando. Desta forma, tomar o homem como foco de interesse é a principal característica de qualquer movimento humanista.

De acordo com Puledda (s.d.), toda filosofia que se declara humanista propõe uma concepção de natureza ou essência humana, que derivou uma série de conseqüências no campo prático, preocupando-se por indicar o que os seres humanos devem fazer, para assim manifestar sua humanidade.

Hoje são poucas as vozes, além de serem pouco ouvidas as que clamam por uma nova compreensão de sua humanidade. Certamente, muito é falado de direitos humanos, de natureza humana, descrita sempre de forma vaga e contraditória, do ser humano no mundo natural, especialmente por causa dos grandes problemas ecológicos atuais. Não obstante, tais considerações levam (Puledda, s.d.) a acreditar que estamos diante de um eclipse do humanismo.

A propósito, esta não é uma situação nova: as correntes humanistas, já no começo da civilização ocidental, mostram-se num movimento ondulatório, ou seja, aparecem em certos tempos, desaparecem, para reaparecer novamente então. Aconteceu deste modo com o humanismo antigo que se desenvolveu nas escolas filosóficas gregas e romanas, ficando obscurecido durante dez séculos pelo cristianismo medieval, para reaparecer com grande força no Renascimento.

O humanismo é, portanto, o movimento intelectual que, revisto durante o século XIV, no final da Idade Média, alcançou plena maturidade no Renascimento, orientado no sentido de reviver os modelos artísticos da antiguidade clássica, tidos como exemplos de afirmação da independência do espírito humano.

As bases do humanismo ocidental, de acordo com a análise de Andrade (s.d.), são definidas em torno dos seguintes princípios: o primeiro refere-se ao homem pensado como fim, e nunca como meio ou como instrumento, onde o homem é tomado como valor absoluto; o segundo deriva da idéia que confere centralidade ao homem no mundo, cuja raiz encontra-se na filosofia grega e, por último, outro elemento primordial do humanismo

oriundo do pensamento aristotélico é a exaltação da razão como atributo maior e exclusivo do homem. Esses três aspectos são tomados como essenciais para caracterizar o pensamento humanista, cujas idéias filosóficas, descritas sucintamente a seguir, contribuíram para o avanço do humanismo nos últimos mil anos.

O humanismo medieval, embora limitado recebeu uma contribuição inteiramente nova através da doutrina do Santo Tomás de Aquino, que propôs uma sistematização do cristianismo, dando origem a uma nova forma de humanismo – o humanismo cristão. Sua maior inovação foi a introdução da noção de pessoa, a qual é constituída de uma substância individual dotada de razão que possui um valor absoluto ( Dalle Nogare3 apud ANDRADE, s.d.).

Com a Renascença, há um retorno da tradição humanística grega sem reservas, em que os seus ideais não só filosóficos, são recuperados e reexperimentados com intensidade, além de provocar o desenvolvimento de uma revolução científica. Assim, o homem assegura um conhecimento sobre a natureza de tal amplitude, que lhe confere um poder significativo sobre ela, gerando um domínio muito mais avançado do homem sobre o planeta. Dalle Nogare3 (apud Andrade, s.d.), ao afirmar que o homem não é um simples espectador do universo, mas que o pode modificar, melhorar e recriar, traz o sentido dessa revolução científica. A concepção de natureza como campo de manifestação do divino é substituída pela idéia de natureza como campo de

experiências científicas.

O Barroco, por sua vez, surge como reação ao Renascimento, e sua contribuição ao pensamento humanista representa um recuo em relação

3 DALLE NOGARE, P. Humanismos e Anti-humanismos. 10 ed. Petrópolis: Vozes, 1985. 3

ao pressuposto das possibilidades ilimitadas da razão, propondo uma valorização da subjetividade e da sensibilidade. Daí porque o Barroco tenha sido principalmente uma forma de expressão artística, não tendo gerado propriamente uma doutrina filosófica, ou uma concepção científica, embora tenha formulado, com certeza, uma concepção própria do homem, privilegiando e valorizando suas propriedades imaginativas, sensitivas e intuitivas.

Logo em seguida no século XVII, aparece o Iluminismo para resgatar e reafirmar os valores renascentistas, produzindo uma nova revolução científica com Newton, a qual vai assegurar um avanço extraordinário do conhecimento do homem sobre a natureza e o seu domínio sobre a mesma. A ciência e a técnica aliam-se no projeto de desvendamento do mundo, em que o mito seria suprimido em favor do saber científico, cuja validade resulta do emprego de métodos experimentais previamente construídos.

O romantismo, que surge no final do século XVIII, consolidou-se no século XIX e, como o movimento barroco, propõe uma concepção de homem em que prevalece a busca da sua individualidade e singularidade, que se permite dar expansão à imaginação, ao sonho, e assim, a sensibilidade assume valor maior que sobrepuja a razão.

No século XIX, surge o marxismo, que vem mais uma vez aprofundar o pensamento humanista, ao emprestar uma grande ênfase ao ideal de liberdade, através da busca da libertação humana da alienação. Neste sentido, a noção de libertação mostra-se mais apropriada, já que não se trata de uma liberdade de escolha numa perspectiva psíquica ou psicológica, mas de uma realização plena do homem, tornando-o livre de qualquer tipo de escravidão (ANDRADE, s.d.).

A concepção do homem, como produtor de si mesmo, constitui uma antecipação ao humanismo existencialista, que ao considerar que a existência precede a essência, resulta numa compreensão que o homem se encontra em permanente processo de construção, em que ele é o seu próprio artífice. No entanto, por conceber de forma quase sombria a faculdade de escolha do homem, trouxe ao humanismo existencialista um caráter um tanto pessimista e angustiado, mas que perdurou até meados do século XX e vai ensejar o desenvolvimento da crítica da racionalidade moderna. A partir daí, o caráter utilitário da ciência, a objetificação da natureza, e por último, a perda do controle do homem sobre o avanço tecnológico passa a ser bastante refletido.

Esta postura do cientista perante a ciência implica a autonomia do produto sobre o produtor, ou seja, uma vez produzido um conhecimento gerador de uma inovação tecnológica, este passa a ser manipulado por outras forças alheias à comunidade científica, como a indústria e o mercado. Com isso, o sistema de exploração da natureza compromete a vida em todo o planeta, e vai gerar um movimento e uma nova abordagem científica, voltados para a recuperação do meio ambiente, os quais se mostraram cada vez mais importantes no final do século passado e do milênio.

Ehrenfeid4 (apud ANDRADE, s.d.), mesmo impregnado de uma visão catastrófica do futuro, como outros seguidores da abordagem ecologista, aponta para uma fase de superação do humanismo, ou seja, o pós- humanismo, em que valores morais, entre os quais o amor, teriam um lugar privilegiado e passariam a orientar a vida das pessoas em suas relações com a natureza.

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Desta forma, vimos que a ciência, ao mesmo tempo em que evoluía na direção do domínio da técnica e do uso da instrumentação, sentia a necessidade de dar sentido à sua evolução, e assim, gradativamente foram (re)surgindo os questionamentos, a fim de superar essa dificuldade. O homem, supremo mestre da natureza e dominador da tecnologia científica, percebe-se alienado em seu próprio caminho do progresso, sem saber o que fazer com esse desenvolvimento. (HOLANDA, 1998).

A partir do desenrolar das idéias filosóficas, vão surgindo novas formas para solucionar esse problema, e Heidegger (1889-1976) aponta uma tentativa de solução para a questão humanista, no sentido de libertar-se da técnica do pensamento, voltar-se à questão da verdade, abrindo o ser à vivência de sua própria realidade. Assim, de acordo com Holanda (1998) ele propõe uma nova forma de fazer filosofia e, por conseguinte, ciência.

Essa tarefa é realizada pela fenomenologia de Husserl que fala numa exigência de reconstrução, de retomada da subjetividade cartesiana e de sua superação. Sua proposição é de um novo método que, ao contrário de destacar do mundo o homem, conforme assinalava Descartes, reposiciona-o, como numa inserção deste homem no convívio com seus semelhantes. Assim, Husserl (1859-1938) se propõe a realizar a perda no mundo, no sentido de abstenção de conhecimentos prévios, da idéia de ciência, para recuperá-la mais adiante, mais universal. Sua concepção é que a fenomenologia é a negação da idéia que o homem é uma coisa entre as coisas, para recolocar a essência na existência, num esforço de clarificação da realidade humana, de abertura à experienciação e vivência total do mundo.

Heidegger, criando a analítica existencial, diz que o humanismo retorna a humanitas do homem, ou seja, sua essência, um humanismo que pensa o humanismo do homem e assim, procura redimencionar a própria palavra humanismo. O que o homem é repousa na sua colocação no mundo e no seu caráter de incompletude. Tal consideração é atribuída à Sartre, cujo pensamento é calcado na questão da responsabilidade da escolha do homem, naquilo que faz de si, quando se projeta no mundo, instaurando a intersujetividade. O humanismo sartreano se expressa enquanto liberdade e libertação do homem, que o leva a voltar-se para fora, sendo assim, a retomada da subjetividade, do significado do ser humano naquilo que ele tem de mais particular, sua relação intersubjetiva (HOLANDA, 1998).

Esse mesmo autor destaca Martin Buber (1878-1965), um outro pensador humanista, que tem uma consideração ontológica do ser humano, numa concepção teórica que caminha em direção a uma abordagem dialética da realidade. A característica fundamental de seu pensamento é a retomada do ser humano na sua globalidade, apontando para as considerações limitadas da ciência e da filosofia ao compartilhar e estratificar o ser humano, impossibilitando a realização plena da sua essência, a de estar continuamente em processo.

Uma vez que a compreensão do ser humano não era atendida pelas correntes psicológicas existentes, até então, nasce a Psicologia Humanista, exatamente da necessidade se ampliar a visão de homem, cujas concepções fossem mais voltadas às características humanas e não apenas focadas na visão mecanicista e objetiva da realidade. Holanda (1998) salienta que, a rigor, a Psicologia Humanista se fundamenta basicamente numa preocupação com o

homem, no sentido de valorizar a sua existência e buscar a sua essência naquilo que tem de mais particular, ou seja, sua experiência e sua vivência. Metodologicamente, o agir puramente tecnológico dá lugar ao encontro efetivo entre duas pessoas.

A intenção dos psicólogos humanistas foi resgatar o ser humano, considerado na sua totalidade, retomando o conceito de holismo e o de relação parte-todo da Teoria da Gestalt. Holanda (1998) destaca alguns nomes que sedimentaram o início do pensamento humanista: Abraham Maslow, Kurt Goldstein, Charlotte Bühler e Carl Rogers, que criou em 1963 a American Association of Humanistic Psycology, que foi ampliada com as contribuições de Ludwig Biswanger, Medard Boss, Erich Fromm, Rolo May e Ronald Laing.

Vale salientar que, a partir da grande penetração do pensamento existencialista europeu no vocabulário americano, o movimento humanista, de acordo com Holanda (1998), passou a ser referido como Psicologia Existencial Humanista, não se constituindo, entretanto de um corpo teórico único, organizado, estabelecido, com regras claras e teorias definidas. Ao contrário, é uma coletânea de numerosas diretrizes de outras escolas de pensamento, que se unem ao perceberem que tinham mais em comum entre si, em termos de idéias básicas, do que com as escolas das quais se derivavam. Em algum momento, seus pensamentos convergem num ponto, no resgate da dignidade e da liberdade humana, gerando assim a psicologia humanista.

Carl Rogers penetrou nesses pressupostos, aplicando-os à psicoterapia, reposicionando o terapeuta na relação com o cliente e, conseqüentemente, redimensionando o valor das relações humanas. Suas idéias primam pela presença e pelo sentido humano nas diversas relações que

estabelecemos (HOLANDA, 1998). O pensamento rogeriano será aprofundado mais adiante neste estudo, dando o enfoque, entretanto, à suas contribuições para a educação.

A síntese que podemos fazer a partir da literatura acerca do humanismo nos permite afirmar que ele tem como postulação básica, a exaltação da dignidade humana, em oposição à desvalorização trazida, num dado momento histórico, pelo cristianismo medieval. O humanismo significou uma nova teoria, tendo o homem como autor do seu próprio percurso, construtor das instituições e realizador da ordem social. Apesar da diversidade das abordagens humanistas, todas apontam para um objetivo comum: recobrar a fé na criatividade do homem, em sua capacidade de transformar o mundo e construir seu próprio destino.

Embora existam várias críticas à esse modo de compreender o ser humano e suas relações, Andrade (s.d.) considera que não é utópico pensar que possa surgir uma nova corrente humanista capaz de resistir à crise atual, caracterizada pela perda do sentido do humano e agravada pela prospecção de uma catástrofe global, com todas as suas aterrorizantes alternativas.

Guenther (1997) considera o Movimento Humanista uma conseqüência natural de um momento de crise na civilização humana, no sentido de oferecer uma nova orientação para rumos que direcionem o desenvolver da humanidade. Aponta que essa orientação vem se expressando em todos os aspectos do pensamento humano, chegando inclusive a áreas antes consideradas exclusivamente técnicas, e em todos os campos que envolvem a interação humana, com reflexos seja na prática profissional, seja na orientação da pesquisa e construção do conhecimento.

O humanismo tem sido a grande tentativa do homem de se compreender e ser compreendido. Ribeiro (1985) ao refletir a respeito dessa questão sinaliza que se a história da humanidade é também a história de fracassos, o homem tem significado ideal, transcendental e que ele mesmo não conseguiu entender. O autor considera que o homem tem estado permanentemente em luta consigo mesmo e com outros homens, na eterna tentativa de se firmar e ser reconhecido como pessoa, buscando a harmonização como centro de sua expectativa. Tem procurado, assim, a compreensão do seu próprio sentido.

Nesta perspectiva, o humanismo filosófico designa uma concepção de mundo e da existência, tendo o homem como centro. Na opinião de Ribeiro (1985) não é por acaso que tem o homem como centro, mas na busca por poder, pois na atualidade, ele tem que lutar desesperadamente para ser o centro e não ceder este espaço à máquina. O mundo que caminha além do homem, sem o homem, ainda que através dele, é um mundo que pode tornar- se desumano. Ao fazer tais considerações, esse autor afirma que o homem é o único ser que tem um modo característico de fazer e de se realizar. Falta-lhe, entretanto, uma reflexão profunda sobre si mesmo.

Conhecer a si próprio é experimentar o próprio saber e os próprios limites; é a partir de si próprio que o homem caminha para compreender o mundo e utilizar o mundo na compreensão de si próprio. Conhecer a si próprio é uma proposta de se autogerir, de evoluir a partir de dentro, conscientizando-se, momento por momento (RIBEIRO, 1985, p.28).

Desta maneira, o humanismo, de acordo com Holanda (1998), parece ser uma grande rota que conduzirá o homem no terceiro milênio, onde a noção de pessoa e de intersubjetividade será o ponto de convergência para a

vivência de um holismo que se propõe como um novo paradigma para a ciência do futuro.

Para Ribeiro (1985), o humanismo é uma teoria do homem e, neste sentido, a abordagem de base humanista se apropria do ser humano que cria a si mesmo, existindo, tomando posse de si e do mundo, e não faz a aplicação de uma teoria no homem, pois ele transcende a teoria do homem. Somente assim, diz o autor, ele pode ser entendido como centro.

A perspectiva de valorização do humano, de lidar com o que há de positivo da pessoa, nos ajuda a compreender o homem, suas formas de lidar com seu potencial, com seus limites, vislumbrando possibilidades no seu modo de ser, expresso pelo seu pensar, sentir e agir.

Tais significações podem assumir um caráter decisivo na área educacional e, na formação do enfermeiro, com sustentação no referencial humanista, pois têm um destacado valor a ser refletido pelos responsáveis por esse processo.