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The Interpretations of Innovation

Environment-Friendly Energy Research in Norway

3.3.4 The Interpretations of Innovation

Vilaça (2008, p.74) afirma que apesar de o século XIX ser considerado o início de importantes mudanças e inovações, onde se buscou encontrar o “método perfeito”, “foi na segunda metade do século XX que a obsessão por métodos de ensino de línguas estrangeiras atingiu seu nível mais elevado”. Essencial aqui identificar o conceito de método, dado pelo autor na página 75:

A palavra método vem do grego méthodos, uma palavra composta por meta, que denota sucessão, ordenação e hodós, que significa via, caminho. Partindo desta etimologia, é possível afirmar que o conceito de método está relacionado a um caminho que, seguido de forma ordenada, visa a chegar a certos objetivos, fins, resultados, conceitos etc.

Na mesma linha do conceito de método dado por Vilaça (2008), há a definição de abordagem, método e técnica de Anthony (1963). De acordo com esse autor, as técnicas executam um método que é consistente com uma abordagem. Colocando os termos de forma mais clara, a abordagem é definida por ele como um conjunto de pressupostos correlacionados, tratando da natureza da língua e da natureza do ensino e do aprendizado de línguas; já o método é descrito como um plano global para a apresentação ordenada do material de linguagem, sendo que ele se baseia na abordagem selecionada; por fim, a técnica é algo que se implementa, ou seja, aquilo que de fato acontece na sala de aula. Almeida Filho (1997, p. 19) vai ao encontro dessas definições, afirmando que “Anthony e Almeida Filho mantêm a hierarquia descendente a partir

da abordagem no topo, baixando para o método e finalmente para as técnicas ou procedimentos”, conforme ilustração a seguir:

Figura 3 – Posição hierárquica

Entender a diferença entre esses termos é fundamental para um melhor entendimento das mudanças no processo de ensinar e aprender línguas. De acordo com Santos (2013, p.21), é possível dividir a cronologia de ensino de línguas estrangeiras em duas etapas: a primeira seria referente à abordagem tradicional dos anos 40, em que, inicialmente, teve ênfase na escrita, focando a gramática e a tradução, “pautando a aprendizagem pela memorização e pela absorção de vocabulário da língua-alvo”. Posteriormente, as teorias se apresentam com ênfase no oral, norteando a aprendizagem “pela prática mecanicista focada na memorização e repetição das frases faladas”. A segunda etapa, já nos anos 70, impulsionada pelo comunicativismo, é que se apresenta a aprendizagem da LE, escrita ou oral, valendo-se do contexto em que é produzida; portanto, “passou-se à necessidade de considerar o contexto da produção, o qual dava razão de ser não à escrita ou fala, mas, à expressão pela coerência do sentido que apresenta.” (p. 22). Dessa forma, a autora destaca como sendo possível identificar a presença da oralidade na evolução histórica do ensino de línguas estrangeiras, seja por uma abordagem tradicional, seja pela abordagem comunicativa.

Essa informação é confirmada nos estudos de Mendes (2013), que considerou os seguintes métodos e abordagens para análise da oralidade: o Método Audiolingual, a Abordagem Comunicativa e o Sociointeracionismo. A autora faz a sua análise baseada em Diane Larsen- Freeman (2000), em seu estudo intitulado Teachniques and Principles in Language Teaching, e

Abordagem

Método

Vilson Leffa (1988), em Metodologia do Ensino de Línguas. Com base nesses estudos, escolhi o método audiolingual e a abordagem comunicativa para fazer um pequeno contraponto quando se trata de abordagens e métodos que envolvem a oralidade. A escolha se deve por entender que essas duas teorias são as mais recentes aplicadas ao contexto atual de ensino de línguas, principalmente em termos de oralidade (ERES FERNÁNDEZ & MACIEL 2007).

Método audiolingual: de acordo com Leffa (1988 p. 221), o método (ligado à abordagem gramatical) estabelecia a ênfase na língua oral. O entendimento era que “o que não fosse fala também não era língua. Daí que ensinar a leitura não era ensinar a língua”. Por isso, o estudante só deveria ser exposto à língua escrita quando os padrões da língua oral já estivessem bem automatizados. No entanto, o processo de aprendizagem se dava por repetições incansáveis, que deixavam as aulas cansativas. Além disso, passou-se a questionar a primazia da fala, o que deu lugar a uma visão da língua em que a fala e a escrita fossem formas paralelas em termos de manifestação.

Abordagem comunicativa: nessa abordagem a língua era analisada não como um conjunto de frases, mas como um conjunto de eventos comunicativos (LEFFA, 1988). O que se defende é o uso de linguagem adequada à situação em que ocorre o ato da fala e ao papel desempenhado pelos participantes. Os diálogos artificiais, elaborados para apresentarem pontos gramaticais são rejeitados. A ênfase da aprendizagem está na comunicação, buscando o uso da língua em situações de interação real.

Mendes (2013) compara as duas teorias afirmando que a abordagem comunicativa, diferentemente do método audiolingual, enfatiza a semântica da língua, enquanto no método audiolingual o foco está na aprendizagem de LE pelo seu código. Além disso, também em contraste com o método audiolingual, na abordagem comunicativa é permitido o uso da LM dentro de sala de aula, principalmente nos primeiros contatos com a LE.

Diante disso, é possível observar a oralidade sendo atualmente trabalhada em abordagens diferentes (gramatical e comunicativa), apresentada e desenvolvida de formas distintas. No entanto, há que se ter uma atenção ao discurso de aplicação de abordagem comunicativa no ensino de línguas, pois, de acordo com Santos (2013), houve uma mudança de paradigma no que se refere à compreensão de língua ensinada e, atualmente, a maioria dos discursos afirma a aplicação da abordagem comunicativa em seu contexto de ensino, trabalhando, portanto, a

oralidade, focando na comunicação. No entanto, na prática, o que se percebe é um ensino da língua ainda com ênfase em seu aspecto estrutural.

As teorias expostas servirão de base para as análises que serão apresentadas no capítulo 4. Antes disso, apresento a seguir o capítulo metodológico, em que serão apresentados a metodologia de pesquisa, os instrumentos para coleta de dados e a forma como ocorrerá a análise desses dados.