2.3 U TVIKLING INNEN FAGFELTET
2.3.1 Internasjonal utvikling
O último aspecto a ser discutido sobre as diferenças na definição das variáveis motivadoras apresentada por Skinner e Michael refere-se a um possível critério adicional na delimitação destas variáveis que é sugerido por Skinner e que se revela justamente quando o campo da motivação é aproximado de outras áreas de interesse no estudo do comportamento.
De acordo com a presente formulação a emoção não é essencialmente um tipo de resposta, mas antes um estado de força comparável em muitos aspectos com o drive.... Em ambos os casos temos de descrever a covariação das forças de uma série de reflexos como função de uma operação específica. Drive e emoção são campos separados apenas porque as operações apropriadas podem ser separadas em diferentes classes. Em muitos casos, esta distinção é tênue (Skinner, 1938, pp 407-408). A apresentação do estímulo aversivo, portanto, se assemelha a um aumento súbito na privação (Capítulo IX); mas como privação e saciação diferem em muitos aspectos da apresentação ou remoção de um estímulo aversivo, é aconselhável considerar os dois tipos de operações separadamente (Skinner , 1953, p. 172).131
Então, como já exposto anteriormente, a descrição de Skinner (1938, 1953) dos aspectos que caracterizam o fenômeno da emoção assemelha-se, em diversos pontos, à sua caracterização do fenômeno da motivação. Além disso, como a citação acima deixa claro, argumentação semelhante é feita em relação às variáveis da estimulação aversiva. Não obstante, Skinner (1938; 1953) faz questão de apresentar e tratar estes três grupos de variáveis separadamente. A questão seria, então, qual o critério utilizado para diferenciar/ separar drive, emoção e estimulação aversiva? E a resposta para esta pergunta está no “tipo de operação relevante para cada área”. Aspecto que só pode ser devidamente compreendido, no entanto, quando Skinner (1953) explicita um outro cuidado que se mostra crucial no seu tratamento da motivação.
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According to the present formulation emotion is not primarily a kind of response at all but rather a state of strength comparable in many respects with the drive.… In both cases we must describe the covariation of the strengths of a number of reflexes as a function of a particular operation. Drive and emotion are separate fields only because the appropriate operations can be separated into different classes. In many cases, this distinction is thin (Skinner, 1938, pp. 407-408). The presentation of the aversive stimulus therefore resembles a sudden increase in deprivation (Chapter IX); but since deprivation and satiation differ in many respects from the presentation or removal of an aversive stimulus, it is advisable to consider the two kinds of operations separately (Skinner, 1953, p. 172).
A descoberta de que parte do comportamento de um organismo estava sob controle do ambiente conduziu, como já vimos, a uma extensão indevida da noção de estímulo. Autores começaram a inferir estímulos onde não podiam ser observados e a incluir várias condições internas em uma "situação estimuladora total." O princípio do estímulo foi enfraquecido por esta extensão e muitas vezes abandonado em favor de outras formulações de natureza menos específica.... Temos agora que notar que alguns efeitos do ambiente não são utilmente classificados como estimulação. Quando privamos um organismo de alimento, por exemplo, possivelmente o estimulamos, mas isso é secundário ao efeito principal (p. 141).132
Nesta passagem, portanto, Skinner mostra-se preocupado em evitar interpretações de seu tratamento da motivação que pudessem favorecer um retorno a uma formulação S-R na explicação do comportamento, onde as variações na probabilidade de respostas associadas, por exemplo, à privação de alimento seriam explicadas não em função das operações manipuladas, mas a partir de uma “situação estimuladora total”. Para isto, estabelece um critério que é, em uma certa medida, operacional na delimitação das variáveis motivadoras que as diferenciam daquelas envolvidas na emoção e na estimulação aversiva: o drive nunca é um estímulo.133
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The discovery that part of the behavior of an organism was under the control of the environment led, as we have seen, to an unwarranted extension of the notion of the stimulus. Writers began to infer stimuli where none could be observed and to include various internal conditions in a "total stimulating situation." The principle of the stimulus was weakened by this extension and often abandoned in favor of other formulations of a less specific nature.... We have now to note that some effects of the environment are not usefully classified as stimulation at all. When we deprive an organism of food, for example, we may stimulate it, but this is incidental to the main effect (p. 141).
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vale salientar que, nessa passagem, pelo menos outros dois aspectos aparecem como preocupações do autor: (a) de que todos os temas usualmente vistos como do campo psicológico deveriam ser endereçados por uma análise do comportamento e, portanto, isso não poderia ser diferente com relação à noção de estímulo (ou seja, a inclusão da “estimulação interna” nesse campo – sua natureza e função); e (b) sua preocupação com relação à noção de ambiente, em que procura englobar sob
Recorrendo-se mais uma vez à forma como as operações motivadoras são definidas, no entanto, percebe-se que este não é um critério compartilhado por Michael. Uma OE é um
evento ambiental, operação ou condição de estímulo que altera a eficácia reforçadora de um
dado estímulo como consequência e evoca respostas que, no passado, foram seguidas por tal estímulo. E “o termo ... refere-se apenas à capacidade de uma variável de produzir os dois efeitos definidores descritos” (Michael, 1988, p. 3).134 Ou seja, qualquer variável que produza esses dois efeitos sobre o comportamento, independente do tipo da variável ambiental envolvida, será uma operação motivadora. Ao mesmo tempo, esta especificação parece destacar a natureza dos eventos envolvidos no fenômeno da motivação (como variáveis ambientais) e, com isto, mantém-se afastada de concepções internalistas.
Assim, apesar de não ser um aspecto enfaticamente destacado em seus textos, fica claro que, para Michael, o tipo de operação não é um critério relevante na delimitação do campo da motivação. Um ponto que, como será observado adiante, mostra-se central na distinção entre seu tratamento das variáveis motivadoras e aquele conferido por B. F. Skinner.