• No results found

Intelligente fartstilpasningssystem (ISA) med lagring av data

2   Beskrivelse av intelligente transportsystem med personvernimplikasjoner

2.7   Intelligente fartstilpasningssystem (ISA) med lagring av data

Neste capítulo vamos trabalhar a questão técnica, de como hoje nos é possível aplicar em nossas paróquias sistemas de informatização que auxiliam tanto nas questões administrativas, como também pastorais e de evangelização.

Em nosso tempo, precisamos nos perguntar se é possível imaginar uma paróquia que ainda não possua um computador, e se que muitas das atividades por ela realizadas não estejam passando pelo processo digital, ou que alguns materiais e documentos estejam sendo digitalizados para manter presente o processo histórico desta paróquia.

A tecnologia veio para facilitar o cotidiano das pessoas e do mundo corporativo, criando sistemas e programas para que se tornasse possível adaptar ao mundo digital aquilo que em algumas situações eram feitos de maneira manuscrita e/ou por máquinas de escrever.

Com o tempo, foi notado que os mesmos sistemas tendo suas alterações e atualizações poderiam ser um grande instrumento de ajuda para as Igrejas nas suas atividades cotidianas. A proposta destes sistemas é fazer com que os trabalhos realizados pela Igreja se tornem cada vez mais com caráter profissional, isto é, profissionalizar aquilo que é realizado pela instituição, abandonando com isso a tendência amadorista que muitas vezes somos tentados a ter, e ver no modelo de gestão das outras instituições como também pelo mundo corporativo o sucesso que alcançam e a própria credibilidade que as mesmas têm, e que nos é possível alcançar.

A missão primeira da Igreja é evangelizar, isso deve é pra ser do conhecimento de todos, por outro lado, essa evangelização deve estar sempre

contextualizada, pois não podemos abandonar a ideia do uso das tecnologias ao nosso favor.

Desvalorizar, por um lado, a comunicação como experiência de vida que surge da e na comunidade e, por outro lado, ignorar o mundo das tecnologias, ou simplesmente subestimar a sua capacidade de incidir sobre as consequências, significa privar-se da possibilidade de evangelizar a cultura moderna.106

Seguindo o modelo de comunicação do qual o próprio Jesus fez, usando de palavras e ações próprias de sua época, tornando possível a compreensão de sua mensagem por seus contemporâneos, a Igreja, neste caso, chamada a estar inserida no contexto atual, deve fazer uso da tecnologia para a eficácia da mensagem de salvação que ela é portadora, dos trabalhos pastorais por ela realizados e por tudo aquilo que diz respeito às questões administrativas.

O verbo encarnado nos deixou o exemplo de como nos comunicar com o Pai com os homens, tanto vivendo momentos de silêncio e de recolhimento, como pregando em qualquer lugar e com várias linguagens possíveis. Ele explica as escrituras, se expressa em parábolas, dialoga na intimidade das casas, fala nas praças, nas estradas, nas margens do lago, no alto dos montes.107

Quando falamos desse legado deixado por Cristo e como a Igreja segue seu caminho para a adaptação, ou inculturação não só da mensagem evangélica108, mas também de suas estruturas, devemos nos perguntar: como buscamos dentro desta aldeia global, não incorrer no risco de não mais responder aos anseios do homem contemporâneo, como também estar com nossa estrutura já superada frente a tanta tecnologia?

106 CNBB coleção de estudos, nº 101. A comunicação na vida e missão da Igreja no Brasil. nº 45, p. 39 107 RD, 5

A resposta já está sendo dada pela Igreja que não está nem estagnada e nem alheia a essa situação, mas acompanha com muita atenção todo esse processo e tem plena consciência de como hoje é preciso estar atento a isso, e buscar no mundo das tecnologias a adaptação de suas estruturas, bem como, a sua forma de pensamento, como fora dito pelo Papa João Paulo II: “O mundo da mídia, em sequência ao acelerado movimento inovador e ao influxo, ao mesmo tempo, planetário e capilar sobre a formação da mentalidade e dos costumes, representa uma nova fronteira da missão da Igreja”.109

Antes mesmo de se informatizar a paróquia, se faz necessário romper com a própria falta de comunicação interna, não podemos ficar fechados ou faltar com a comunicação. Num mundo globalizado, a comunicação é fundamental, “as culturas fechadas são, bem ou mal, colocadas em perigo pelo progresso da globalização e da cibercultura, assim com as disciplinas separadas e as formas de pensamentos exclusivas e dogmáticas”,110 é preciso “uma verdadeira conversão pastoral”,111 buscando assim fazer com que se tenha uma comunicação horizontal no seu interior, tornando possível o entendimento, ou até mesmo a comunicação entre os diversos movimentos e pastorais nela existentes.

É a chamada “coragem de mudar várias estruturas pastorais em todos os níveis, serviços, movimentos e associações”.112 Precisa-se de uma comunicação integrada e que gere comunhão, de modo que aqueles que estão inseridos nesse contexto, tenham informação, formação e torne por meio desse processo a comunhão da qual nos é pedida por Jesus.

109 CL, 44

110 LEMOS. A; PIERRE. L, op. cit, p. 217

111 CNBB, Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil, 2008-2010, 46 112 Idem

A Igreja encontra nos meios de comunicação um apoio precioso para difundir o Evangelho e os valores religiosos, para promover o diálogo e a cooperação ecumênica e interrreligiosa, como também para defender aqueles princípios sólidos que são indispensáveis para construir uma sociedade que respeite a dignidade da pessoa humana e esteja ao bem comum. Ela os emprega de boa vontade para fornecer informações sobre si mesma e ampliar os limites da evangelização, da catequese e da formação, e considera sua utilização como uma resposta ao mandato do Senhor: “Ide pelo mundo inteiro e anunciai a Boa Nova a toda criatura.113

O desafio nos é apresentado, mas isso não é impossível de se realizar, buscar informatizar todo o sistema paroquial, não só facilita a vida daqueles que nos buscam para obter informações sacramentais, como também para a administração da paróquia. O que não se pode perder de vista é a questão humana, pois não é nosso papel instrumentalizar a pessoa, mas valorizar ainda mais aquilo que ela é, afinal, fomos criados à imagem e semelhança de Deus (cf. Gn 1,26).

Tudo deve ser dosado, não se pode cair de um extremo a outro. Os sistemas hoje oferecem inúmeras possibilidades para a realização dos trabalhos por parte da Igreja. Desde o controle de dados dos fiéis, como toda parte contábil e agendamentos diversos, ou seja, toda a atividade pastoral da paróquia. Isso é chamado de modulo, que pelo sistema agrupa tudo e pelo mesmo sistema é organizado.

Há de se entender que em alguns casos mesmo que se utilize dos sistemas de informação, ou a digitalização dos dados paroquiais, ainda sim, é pedido que se mantenha na forma antiga os registros de batizados, casamentos, primeira comunhão e crisma114 e que os mesmos registros sejam salvaguardados para pesquisas e

buscas de informações quando necessários.

O pároco do lugar em que se celebra o batismo deve registrar no livro de batizados, cuidadosamente e sem nenhuma demora, os nomes dos batizados, fazendo menção do

113 RP, 7

ministro, pais, padrinhos, bem como testemunhas, se as houver, do lugar e dia do batismo, indicando ao mesmo tempo o dia e o lugar do nascimento.115

Partindo do cânone acima mencionado, a informatização da paróquia não pode ser feita por qualquer sistema, mas sim aquele que torna possível a adequação ao que pede o próprio Código de Direito Canônico. Que sejam sistemas de gestão canônico pastoral salvaguardando os dados dos fiéis e o sigilo que se deve ter por conta de informações pessoais contidas nos registros.116

Ao falarmos de informatização da paróquia, a primeira coisa que nos vem à cabeça é justamente em relação ao registro dos sacramentos. Hoje dentro desse conceito de gestão canônico pastoral existem inúmeros sistemas com módulos que facilitam o registro e o próprio acesso, ou pesquisa futura dos mesmos facilitando com isso a localização e os dados daqueles que receberam os sacramentos.

Assim como o preenchimento para o registro dos sacramentos é feito de forma manuscrita, os sistemas adaptaram o cadastro para a forma digital onde o responsável por isso, ou as secretarias paroquiais que cuidam do atendimento e das informações aos fiéis fazem esses cadastros de forma simplificada, mas que ao mesmo tempo já são armazenadas no sistema, isto é, já é feito o registro de tal sacramento.

O cadastro sacramental é feito de forma independente para cada tipo de sacramento, tornando possível o acompanhamento daquele fiel que está inserido no território paroquial. Por pesquisa é possível saber quais os sacramentos que o mesmo recebeu e ter um acompanhamento frequente de sua vida de cristão. Aqui há de se dizer, que não é um controle sobre a vida da pessoa, mas sua caminhada enquanto cristão. É mostrar a preocupação da Igreja com seus fiéis e um melhor acompanhamento destes.

115 Idem

Tudo isso se aplica não só na questão sacramental, mas em toda a vida pastoral e administrativa da paróquia. Quando se tem realmente o propósito de inserir a paróquia no sistema digital, como na rede mundial de computadores, é possível compreender o quanto isso é benéfico para toda atividade paroquial.

A dinamicidade exigida pela rede mundial de computadores que ao mesmo tempo torna presente a paróquia na vida de todos aqueles que buscam por meio da Internet obter informações sobre ela, isso contribui e muito para a redução em grande escala da burocracia e da necessidade de as pessoas despenderem tempo para obter informações, pois consultando tudo sobre a paróquia na rede mundial de computadores, ela se dirige à mesma para efetivar aquilo que lhe é necessário no que diz respeito à sua relação com a Igreja.