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Integrasjon,  tilhørighet  og  selvidentifisering

7   Analyse:  Mellom  inkludering  og  ekskludering

7.6   Integrasjon,  tilhørighet  og  selvidentifisering

Os estudos de usuários eram realizados exclusivamente para a administração de bibliotecas e unidades de informação. Em sua origem biblioteconômica, excluíam como objeto relevante de estudo o próprio ser humano em prol da priorização dos fatos sociais, a fim de estabelecer leis de uso de informação. Sua característica marcante era a orientação para a descoberta de padrões de comportamento informacional, como por exemplo, fatores que dificultam o uso de informação e também levantar possíveis ações que pudessem incidir sobre o próprio usuário, para que tivessem um comportamento mais adequado do ponto de vista do sistema (PINHEIRO, 1982).

Atualmente, estudar usuários não é mais apenas uma questão técnica, é também uma questão política. Questões como democratização, inclusão e informação como condição de cidadania se tornam temáticas recorrentes nos estudos de usuários na conjuntura da Sociedade da Informação (ARAÚJO, 2007).

A sociedade contemporânea vem testemunhando um aumento representativo no acervo do conhecimento da humanidade. Como consequência dessa explosão informacional, pessoas e organizações enfrentam constantes desafios relacionados com o gerenciamento desse enorme volume de informação. A informação transformou-se em fenômeno social contemporâneo, analisado em vários campos científicos. Esse fenômeno levou a biblioteconomia a ampliar e aprofundar seu instrumental de observação e análise de seu objeto de estudo e pesquisa por intermédio da assimilação de recursos de outros campos de conhecimento que lhe permitissem estudar e entender a produção e o registro de informações, seu armazenamento em diversos suportes, a organização para seu acesso, o processo de recuperação e as consequências sócio-culturais de seu uso (BARBOSA et al. 2000, p. 84).

Os processos de armazenamento e recuperação de informação são amparados por suportes tecnológicos que possuem padrões orientados para maior acessibilidade e melhor usabilidade. Os conceitos de acessibilidade e usabilidade possuem uma característica diferente das estabelecidas pelo estudo de usuário. Esses conceitos (acessibilidade e usabilidade) possuem sua origem e preponderante utilização no campo da computação. Novos estudos de uso e usuários de informação foram sendo consolidados, mas ainda com resquícios dos métodos usados para estudo de usuários de biblioteca para compreender o comportamento de busca e uso de informação.

Desse modo, no âmbito das tecnologias de informação e comunicação, emprega-se a usabilidade como metodologia de teste de eficiência dos produtos tecnológicos. Essa usabilidade consiste em:

Medir até que ponto um produto de informação, um sistema de informação um serviço de informação ou uma informação se prestam ao uso. Uma vez que os produtores de Tecnologia ignoram os preceitos de usabilidade os dispositivos podem padecer de graves problemas como: seu aprendizado difícil, sua eficácia é ruim, a memorização do seu modo de usar é árdua, causam muitos erros e não são agradáveis de usar (LE COADIC, 2004 p.29)

Dentre os métodos de estudos de usuários, aplicados aos usuários de sistemas computacionais de informação, destaca-se o “controle de interação do usuário” para medir a eficácia do produto. Esse método consiste no uso de um sistema computadorizado no qual se fazem análises de saída de informações do computador (registradas durante a utilização de um software configurado com essa finalidade) para conhecer os comportamentos e problemas dos

usuários, bem como atualizar o sistema no que tange a construção e o uso de vocabulário controlado para busca de informação, frequência de uso de documento inclusive tempo gasto nas buscas (FIGEIREDO 1994). Esse método permite perceber as facilidades ou dificuldades dos usuários na interação com o sistema de informação.

Também, podem-se compreender as necessidades do usuário, no âmbito dos sistemas de informação computacionais, com a análise de tarefas (Task analysis) e resolução de problemas (Problem solving). Esse método é efetivado através de uma “reunião de especialistas numa área determinada, os quais preparam problemas específicos para serem aplicados ao grupo testado, logicamente pertencente a uma mesma área de conhecimento” (FIGUEIREDO, 1994 p.11).

De acordo com uma fórmula pré-preparada, o grupo testado é solicitado a registrar todas as maneiras e fontes utilizadas para resolver o problema proposto; é feita também uma avaliação das fontes bem como, registro dos problemas encontrados para uso dessas fontes [...] Este método demonstra o que o indivíduo, numa situação normal de sua vida ou profissão, deve fazer ao perceber um problema e tomar uma decisão para resolvê-lo e gerar resultados desejáveis (FIGUEIREDO, 1994, p.12).

Outro método citado por Figueiredo (1994) é a técnica do incidente crítico (Critical Incident Tecnique), essa técnica faz uso de questionários ou entrevistas e “consiste em indagar o indivíduo quanto a uma lembrança de alguma experiência ou acontecimento recente relevante (por exemplo, a última busca realizada na literatura) e relata-la em detalhes”. (FIGUEIREDO, 1994, p.13). Essa técnica pode ser aplicada para estudar a recuperação de informação na web, pois ela coincide com testes de usabilidade que consistem em coleta de informação.

Na “coleta de informações”, ou caça de informações (information foraging): quanto mais fácil for identificar novos recursos menos tempo os usuários gastam em cada recurso. Portanto, melhora a qualidade da pesquisa ao longo dos anos direciona a tendência a mecanismos de respostas (NIELSE; LORANGER, 2007, p. 37).

A aproximação de estudos de usuários aos estudos de usabilidade pode ser um equívoco, se considerarmos que os estudos de usabilidade atendem principalmente as tendências de mercado para avaliar produtos tecnológicos. O usuário passaria a ser um cliente e a compreensão das necessidades desses usuários não atenderia à melhoria dos serviços de informação, mas sim a uma realidade empresarial no que tange as inovações e as tomadas de decisão de uma empresa.

podem explanar ainda mais uma relação entre estudo de usuário e a usabilidade em termos de necessidade da compressão das limitações dos usuários:

Os estudos alternativos enfocam o problema individual do usuário: que informação o indivíduo quer encontrar no sistema, que uso fará dela e como o sistema pode ser melhor projetado para preencher essas necessidades de informação dependeram exclusivamente dele próprio, de seu propósito debusca de informação e de seu uso na transposição de lacunas (FERREIRA, 1996 p. 9).

A abordagem alternativa, ao posicionar a informação como algo construído pelo ser humano, estabelece o estado de constante transformação como principal característica do indivíduo, livre para buscar e desenvolver informações de acordo com suas necessidades. Contudo, deve-se esclarecer que os estudos de usuários com uma abordagem alternativa possuem características de pesquisa qualitativa e são métodos que procuram solucionar os problemas informacionais de sujeitos dentro de um dado contexto. Essa abordagem pode ser um estudo que, conciliado com os métodos de usabilidade, poderá apresentar resultados ainda mais favoráveis para compreender os usuários de TICs no âmbito da Educação a Distância.