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Insufficient trained special needs eduction teachers

As disputas não são suficientes para comprometer o futuro do projeto comunitário, apesar de serem indícios importantes do que virá a seguir166

. Elas são, do ponto de vista de frei João Batista, problemas previsíveis num percurso cujo futuro ainda parece muito promissor; as propostas formuladas nesse período, quando o sucesso dos primeiros anos da empresa mostra que podiam (ou precisavam, como disse várias vezes frei João Batista) crescer para continuar existindo, serão analisadas sob esse ponto de vista.

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Fig. 17 – O presidente bossa-nova, Juscellino Kubitschek (ao centro, de terno claro), conhece os móveis da Unilabor,

provavelmente por volta de 1960-61, em maquete apresentada por Geraldo de Barros (àdireita no extremo da imagem); aparecem na foto o diretor executivo do Grupo de Trabaho de Brasília, Felinto Epitácio Maia, o secretário do presidente da república, Bolívar Machado, João Guilherme de Aragão, além de outras pessoas não identificadas; no extremo esquerdo, de farda militar, o piloto do avião presidencial, Celso Resende Neves. [crédito da imagem: Carlos Felipe Requião / Arquivo do autor]

Fig. 18 – Detalhe da imagem anterior; pode-se ver as maquetes de uma estante de pórticos, mesa de refeição com cadeiras de estrutura de ferro e encosto com barras verticais, sofá, banqueta e poltrona Unilabor. Note-se o revestimento alternado em jacarandá e fórmica branca, nas faces da estante.

O crescimento suscita a necessidade de expansão da área de oficinas, o que é feito com a construção de um novo edifício167, de quatro pisos e cerca de 900 metros

quadrados, entre 1959 e 1962. Os recursos vieram de um fundo público, gerido pela Caixa Econômica Estadual, destinado à ampliação de estabelecimentos de ensino particulares. De fato havia a intenção de construir uma escola, que comporia o Instituto de Cultura Operária168, e parte da documentação que tramitou nos órgãos da

prefeitura de São Paulo indica a construção de uma escola técnica169 para formação

de profissionais para a indústria moveleira. Não foi esse, no entanto, o uso que o edifício passou a ter assim que terminado, mas sim o de servir às oficinas da Unilabor. De fato, já antes do término tal uso estava previsto; em ofício de fevereiro de 1962, de próprio punho, o autor do projeto menciona o fato de que “o prédio destina-se exclusivamente para depósito de móveis, ferro e madeira, pelo que

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O arquiteto Gastão Sandoval Marcondes é o autor do projeto das oficinas da Unilabor, de acordo com ofício de 7/11/1961, assinado por frei João Batista, solicitando à prefeitura a emissão de alvará de construção. Sobre Gastão Sandoval Marcondes, ver: ABASCAL, Eunice Helena Sguizzardi, PIMENTA, Célio. Arquitetura Mackenzie e o Jardim Ana Rosa em São Paulo. Arquitextos, Portal Vitruvius, 114.03, ano 10, nov. 2009. Acesso em 23-7- 2012: http://www.vitruvius.com.br/revistas/read/arquitextos/10.114/12. / Falecido em 11-8-2008; ver nota de falecimento em: NOSSO Tempo. Boletim informativo da AFACEESP, Associação dos Funcionários Aposentados e Pensionistas do Banco Nossa Caixa, ano XV, jan-fev. 2009. Acesso em 23-7-2012: http://www.afaceesp.org.br/images/informativo/informativo20.pdf. / A nota de falecimento indica que Gastão Sandoval Marcondes teria sido funcionário da Caixa Econômica do Estado de São Paulo, o que pode ser o motivo de ser autor do projeto do prédio novo da Unilabor, em 1961.

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Ver: SENHORES Diretores de Misereor em Aachen (West-Deutschland). Carta datilografada, de 8 de fevereiro de 1963, por frei João Batista Pereira dos Santos, no Arquivo da Província Frei Bartolomeu de las Casas, Belo Horizonte, n. DG2P53DO38.

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Discurso do deputado Franco Montoro, na Assembleia Legislativa do Estado, publicado no Diário Oficial do Estado de São Paulo em 25 de novembro de 1957, solicitando financiamento público para o Centro Social Cristo Operário construir uma sede para as atividades educacionais que promove. Ver: Diário Oficial. Estado de São Paulo, 22-11-1957, p. 67-8, n. 262, ano 67, Poder Executivo. / Tal discurso repete parcialmente documento sem data, escrito por frei João Batista. Ver: SANTOS, João Batista Pereira dos. O que é o Centro Social Cristo

Operário. Arquivo da Província Frei Bartolomeu de las Casas, Belo Horizonte, documento DG2P38D008.

[reproduzido nos anexos de: CIPOLLA, Carla Martins. O avesso do espelho: relações comunitárias e divisão do trabalho na experiência da Unilabor. Universidade Federal do Rio de Janeiro, COPPE, dissertação (mestrado), prof. orientador Roberto dos Santos Bartholo Júnior, 2002. 238 p.] / Também documento de 7 de novembro de 196 ,à i tituladoà Co st uçãoà pa aà es olaà a tesa alà /à Me o ialà des itivo à eà assi adoà peloà a uitetoà Gastão Sandoval Marcondes indica a constrrução de uma escola.

deixamos de indicar a lotação”170. Certamente trata-se de resposta a solicitação para

indicação da lotação das salas da pretendida escola. Relato de frei João Batista, escrito em 1968, confirma essa versão dos acontecimentos:

“... os três outros [prédios] ocupados pela indústria, foram construídos com dinheiro doado pela Prefeitura de São Paulo, ou emprestado pela Caixa Econômica Estadual nos bons tempos do Plínio de Arruda Sampaio, do Teófilo de Andrade e do Paulo de Tarso, para servir a um Centro de Cultura Popular (está no contrato). Dinheiro do povo, portanto, para uso exclusivo não de qualquer povo, mas do povo de lá.”171

Fig. 19 – Prédio novo, construído com recursos da Caixa Econômica do Estado de São Paulo, concluído em 1962. [crédito da imagem: ...]

170

Departamento de Arquitetura, Divisão de Aprovação de Plantas de Obras Particulares, Seção de Expediente, 3-1-1962, processo 180.510/61.

171

Ver p. 19 de: SANTOS, João Batista Pereira dos. Histórico da experiência do Vergueiro. São Paulo, 1968, datilografado, 21 p. / Não fica clara a situação e nem a data mas há, nesse relato, referência a um outro projeto, a te io ,à deà Ce t oà deà Cultu a,à ueà teveà ueà se à a a do adoà pa aà ãoà ai à e à ãosà da uelaà tu aà doà Partidão (foi até o Artigas que elaborou o ante-projeto, coisa monumental e ultra- a a .

O empréstimo foi intermediado pelo então presidente da Caixa Econômica Estadual sob o governo Carvalho Pinto, o advogado Teófilo Ribeiro de Andrade Filho172. Não

se sabe, porém, o montante exato e nem a situação da quitação, elementos importantes para avaliar eventual impacto nas finanças da Unilabor, mas depoimentos indicam que não houve tal suposto impacto, já que a empresa tinha sólida situação financeira, não tendo dificuldade para quitar esse empréstimo. Isso se confirma, ao menos indutivamente, já que em nenhum momento, mesmo na documentação relativa à descrição da crise, esse empréstimo, ou qualquer problema relativo a ele, é citado. Perguntado diretamente sobre isso, um ex-companheiro que participou da gerência financeira da Unilabor a partir de 1962 (exatamente o ano da finalização do prédio) afirmou que não houve percalço nessa situação, ou seja, que o empéstimo foi totalmente pago173.