2. Context
2.4. The Innovation: Hospital-managed Advanced Care of Children in Their Homes
4.1.2.1 Dimensão Categorias de Responsabilidade Social
Para os diretores, a empresa está de acordo com os parâmetros financeiros estabelecidos, bem como com os requisitos legais exigidos. A seguir, o gráfico 4 mostra os resultados:
100,0% 0,0% 0,0% 0,0% 0,0% 0,0% 0,0% 0,0% 0,0% 0,0% 0,0% 0,0% 0,0% 0,0% 0,0% 25,0% 25,0% 0,0% 0,0% 0,0% 0,0% 0,0% 0,0% 0,0% 0,0% 0,0% 0,0% 0,0% 0,0% 0,0% 25,0% 50,0% 25,0% 0,0% 0,0% 0,0% 0,0% 25,0% 0,0% 0,0% 0,0% 25,0% 0,0% 25,0% 0,0% 25,0% 0,0% 25,0% 25,0% 25,0% 0,0% 0,0% 25,0% 50,0% 0,0% 0,0% 0,0% 25,0% 50,0% 0,0% 50,0% 50,0% 0,0% 0,0% 25,0% 25,0% 25,0% 0,0% 75,0% 0,0% 0,0% 0,0% 25,0% 50,0% 50,0% 25,0% 25,0% 0,0% 25,0% 0,0% 0,0% 0,0% 75,0% 100,0% 0,0% 25,0% 25,0% 25,0% 50,0% 0,0% 0,0% 50,0% 25,0% 25,0% 50,0% 0,0% 0,0% 50,0% 0,0% 0,0% 0,0% 0,0% 75,0% 75,0% 25,0% 0,0% 0,0% 0,0% 0,0% 0,0% 0,0% 0,0% 0,0% 0,0%
Ec onôm 1 Ec onôm 2 Ec onôm 3 Ec onôm 4 Legal 1 Legal 2 Legal 3 Legal 4 Étic o 1 Étic o 2 Étic o 3 Étic o 4 Dis c r ic 1 Dis c r ic 2 Dis c r ic 3 Dis c r ic 4
Dis c orda Totalmente Dis c orda Muito Dis c orda Pouc o Nem c onc orda/nem dis c orda Conc or da pouco Conc or da Muito
Conc or da Totalmente
Gráfico 4: Resultados da Dimensão Categorias - Diretores Fonte: Dados da Pesquisa
Os valores da média aritmética, desvio padrão, coeficiente de variação e frequência de maior resposta calculados com base no gráfico são explicitados a seguir:
CATEGORIAS Valor Médio Desvio - Padrão Coeficiente de Variação (%)
ECONÔMICO 5,19 0,56 10,4
LEGAL 5,94 0,69 11,6
ÉTICO 4,63 1,05 22.6
DISCRICIONÁRIO 3,50 1,37 39.1 Tabela 10: Valores Quantitativos para a dimensão Categorias - Diretores
Fonte: Dados da Pesquisa
Observa-se que, do ponto de vista econômico, a maioria dos diretores concorda que os compromissos estão sendo cumpridos com êxito, bem como os custos e as receitas geradas são satisfatórias. A variável correspondente a transações comerciais satisfatórias para fornecedores e parceiros obteve total concordância pelos pesquisados, enquanto que 50% nem concordam nem discordam que a satisfação dos clientes é um indicador de desempenho do negócio. Isto porque os produtos gerados estão sob os requisitos do cliente, quando alguma especificação muda, o que é difícil dada a natureza da produção de fios e tecidos puros, a empresa se mantém apropriada no mesmo momento. Mas, uma vez que a frequência de mudança não é alta, possivelmente, de acordo com o observado, a prioridade não seja relacionar os indicadores de desempenho à satisfação do cliente. Para o diretor entrevistado, o qual é o principal responsável pelo planejamento e operacionalização das atividades sociais adotadas, os investimentos feitos têm sido compensados, de acordo com suas próprias palavras. Ele ainda comenta que a produção está num patamar nunca antes visto e que as vendas têm se concentrado mais para clientes das regiões centro-oeste, sudeste e norte do Brasil.
Os diretores que fizeram parte da pesquisa quantitativa confirmam estes resultados, já que a média foi de 5,19; a variabilidade de respostas com baixa dispersão, com pouco mais de 10%, e o desvio padrão de 0,56. A metade dos pesquisados concordam muito que a empresa está de acordo com os parâmetros econômicos.
Na categoria legal, os diretores percebem que a adequação é maior ainda, já que a média foi de 5,94, e a variação apenas um pouco maior de 11,6%.
Observa-se nesta grande concordância que 75% dos diretores verificam a existência das variáveis pagamento de impostos e tributos federal, estadual e municipais em conformidade com a legislação que regulamenta a contratação de pessoal. Outros 50% concordam muito que os produtos estão de acordo com as normas do código de defesa do consumidor e 50% concordam pouco que a empresa procura se ajustar à legislação ambiental.
Eles reiteram a opinião dos funcionários de que a legislação ambiental é cumprida e que nenhum resíduo perigoso é lançado no ambiente, mas que ações no sentido de aprimorar este tipo de consideração não são realizadas como objetivo central.
O diretor entrevistado opina que os benefícios dos funcionários e legislação são garantidos, e que as ações desenvolvidas têm sim um cunho de adequação legal, mas que a busca por resultados caracterizados como voluntários são considerados.
“Nesse sentido há total regularidade. Você pode ir nos Recursos Humanos pra ver. Os impostos são devidamente pagos e os benefícios a empresa adota todos. [...] Agente procura fazer como um plano de ações, que vão desde nossas necessidades legais, mas também procuramos desenvolver o que pode trazer mais satisfação aos funcionários, e isso se envolve também com projetos voluntários. Hoje agente vai nos departamentos e procura ver os funcionários e saber o que pode ser feito pela empresa e claro dentro de nossas possibilidades”.
A Têxtil possui um departamento de controle da qualidade, o qual alguns dos seus funcionários conhecem e participam das ações sociais que são lá desenvolvidas e controladas; eles interagem com o principal parceiro no intuito de conhecer os projetos que podem ser implantados de acordo com as características da organização. Junto com o parceiro, a empresa analisa o que ela pode fazer e, por intermédio do diretor, os departamentos administrativos conhecem essas iniciativas, como também conhecem as intenções por parte dos funcionários do que pode ser feito como melhoria do ambiente de trabalho e estímulo a eles.
“Nós conhecemos os funcionários, sabemos a natureza de suas ações e o que pode ser feito à eles no sentido de melhores perspectivas pro trabalho, principalmente à longo prazo. Mas tem as perspectivas da empresa também, tem o caminho a ser percorrido até chegar ao objetivo e acredito que estamos no caminho”.
Essa opinião do gerente indica que, para ele, a empresa possui limitações para com o desenvolvimento de maiores benefícios para os funcionários e situa-se ainda como aprendiz no trato com questões sociais mais elaboradas e dirigidas apenas por recursos próprios.
A categoria legal, assim, foi validada também pelos diretores da organização como a que mais se enquadra como foco e suporte para seus projetos. Apesar de sua proximidade em termos de resultados quantitativos da categoria econômica ter sido expressiva.
Em termos de ética nas ações sociais e no desempenho da empresa, os diretores consideram que o clima organizacional é propício à adoção de valores morais, ainda que a necessidade de algumas ferramentas, como maior número de palestras informativas, só ter sido minorada no último ano. A média das respostas obtida foi de 4,63, o que mostra uma
percepção por parte dos diretores de que essa categoria é participante das ações da empresa. Dentre eles, 50% concordam pouco e 50% concordam muito, respectivamente, com as variáveis existência de um código de ética e cumprimento de suas normas, e existência de respeito à integridade física e moral dos funcionários e clientes. A existência de um código de ética de fato não há, conforme já evidenciado, entretanto, segundo o diretor entrevistado, os funcionários são motivados à adoção de uma cultura de diálogo e ética, em um ambiente que tem como suporte valores morais.
O coeficiente de variação de 22,6% mostra uma média dispersão, que evidencia que os diretores possuem uma opinião relativamente similar, ou seja, a aplicabilidade, de fato, do código de ética não existe e discussões em torno desses valores e princípios não são feitas na prática, mas de uma maneira indireta e de interpretação intrínseca da cada funcionário.
A variável adoção de valores e princípios éticos foi relatada pelos diretores pesquisados com 50% de nenhuma concordância ou nenhuma discordância. Nem sempre é possível relacionar entre os hábitos intelectuais e práticos dos indivíduos realmente a participação de componentes éticos, principalmente porque na Têxtil esses princípios não são totalmente discutidos. A opinião do diretor confirme essas especificações.
“Sempre quando admitimos um novo colaborador, procuramos mostrar o ambiente da empresa e inserir nele uma cultura de diálogo e ética, já que nosso ambiente é favorável e adequado para o desenvolvimento dessa postura nas pessoas. Até há um código de ética, mas ele não é utilizado e nem divulgado. Isto é porque ele não está inserido na missão pois só agora estamos desenvolvendo ela”.
Os diretores têm o entendimento de que a empresa está manifestando maior interesse e conformidade com especificações éticas, no que concerne a procedimentos estruturados para essa consideração.
De maneira discricionária, a organização estudada é vista, segundo seus diretores, de uma maneira heterogênea. A variabilidade das respostas atingiu um valor de 39%, o que corrobora uma alta dispersão. De fato, a Têxtil possui algumas características que dificultam este tipo de posicionamento. A interação com a comunidade não ocorre com frequência, apesar da realização do projeto educacional para jovens e adolescentes; e discussões entre funcionários e diretores não são facilitadas pelo não desenvolvimento de ferramentas que facilitem esse diálogo, como reuniões frequentes ou procedimentos para sugestões/reclamações. Existem lacunas entre administração e funcionários que dificultam o estabelecimento de ações voluntárias firmes e consistentes.
A média de respostas a essa categoria foi de 3,5, ou seja, encontram-se na média da escala de opiniões de 7 pontos. Segundo os diretores, a empresa adota em parte ou pode ser caracterizada como discricionária apenas relativamente, dada sua percepção de que é necessário haver ainda maior relevância sobre o que pode ser feito em busca de um número maior de projetos voluntários em benefício dos funcionários.
“Temos sim algumas ações, que são feitas por nós mesmos. Mas a responsabilidade social é mais abrangente e temos a consciência que precisamos melhorar em muitos aspectos, principalmente na conscientização de nossos colaboradores”.
Em relação ao fomento de projetos em benefício da comunidade, o diretor verifica que a necessidade de interação com ela existe. É um problema recorrente porque o foco da empresa são os funcionários.
“Nosso projeto educacional para jovens e adolescentes é um exemplo de projetos para a comunidade. É uma ação voltada para formação técnica de jovens. 90% de nossos técnicos têxteis foram formados pela empresa. Estamos abertos para conversar com a comunidade, embora nem sempre isso aconteça por uma falta de iniciativa de ambos. Mas a maioria dos projetos visam proporcionar um melhor ambiente de trabalho pra os colaboradores, são principalmente em benefício deles. Isso promove motivação. [...] Não temos muito conhecimento das pessoas de fora, a interação não é grande mesmo a empresa tendo uma cultura „de portas abertas‟. Acredito até que muitos têm uma visão distorcida nossa. Até pelo fato de não haver grande divulgação por parte da empresa das ações que ela faz. Na verdade não há mesmo a consciência por parte da comunidade de interagir ou requisitar algo da empresa. Porque nunca tomamos a iniciativa de organizar os dados e fazer um balanço social”.
As ações sociais da empresa Têxtil são vistas por seus diretores como atuantes no sentido de prover um melhor ambiente de trabalho aos seus integrantes. Podem ser consideradas ações discricionárias, no entanto, para uma concordância maior por parte deles, a organização necessita de maior planejamento, desenvolvimento e orientação para projetos mais abrangentes, inclusive para obter uma certificação como a ISO 26000.
Os comportamentos e respostas da empresa segundo seus diretores podem ser verificados no sentido de entender como isso pode ser feito.
4.1.2.2 Dimensão Comportamentos e Respostas de Responsabilidade Social
Os diretores não mostraram muita concordância ou até mesmo conhecimento acerca das respostas ou comportamentos da Têxtil sobre sua responsabilidade social. O gráfico 5 mostra:
100,0% 0,0% 0,0%0,0% 0,0%0,0% 0,0%0,0% 0,0%0,0% 0,0%0,0% 0,0% 0,0% 0,0% 25,0% 25,0% 25,0% 25,0% 0,0% 75,0% 0,0% 0,0% 0,0% 50,0% 25,0% 50,0% 100,0% 25,0% 100,0% 0,0% 25,0% 25,0% 25,0% 25,0% 0,0% 0,0% 0,0% 0,0% 50,0% 0,0% 25,0% 0,0% 0,0% 0,0% 0,0% 100,0% 0,0% 0,0% 0,0% 0,0% 0,0% 0,0% 0,0% 0,0% 0,0% 0,0% 0,0%
Reativo Reativo 2 Defensi vo Defensi vo 2 Ac omodativo Ac omodativo 2 Pró-Ativo Pró-Ativo 2 Di sc orda T otalmente Di sc orda Muito Di sc orda Pouc o Nem c onc orda/nem dis c orda
Concorda pouc o Concorda Muito Concorda T otalmente
Gráfico 5: Resultados da Dimensão Comportamento e Respostas - Diretores Fonte: Dados da Pesquisa
Os valores encontrados mostram que houve grandes especificações de nenhuma concordância ou nenhuma discordância em algumas variáveis dos comportamentos reativo e defensivo. Entretanto, a grande e pouca concordância mostrou-se nas variáveis da resposta acomodativa. A resposta pró-ativa obteve metade das opiniões a favor e contra sua colocação na empresa. A seguir, têm-se os valores gerados pela análise dos dados:
COMPORTAMENTOS E RESPOSTAS Valor Médio Desvio - Padrão Coeficiente de Variação (%)
REATIVO 4,00 0,41 10,2
DEFENSIVO 3,63 0,25 6,8
ACOMODATIVO 5,00 0,70 14,1
PRÓ-ATIVO 3,25 1,05 32,3
Tabela 11: Valores Quantitativos para a dimensão Comportamentos e Respostas - Diretores Fonte: Dados da Pesquisa
O comportamento reativo foi visto pelos diretores com certa homogeneidade de respostas. Sua média de respostas 4 e o baixo desvio padrão e variação reafirmam esta verificação.
Questionado sobre como a administração sofre influência e é motivada para o desempenho de iniciativas sociais, o diretor reitera que a influência não é pelo acontecimento de problemas, pela necessidade de solucionar conflitos internos ou externos, ou por produtos fora de conformidade, pelo descontentamento de fornecedores, clientes ou parceiros.
“Não. Acredito que os projetos são feitos como forma de melhorar a realização do trabalho e de certa forma como consequencia evitar acidentes. Agente tem que trabalhar de dentro pra fora, desenvolvendo tudo primeiramente no âmbito interno. E aqui os conflitos não geram a necessidade de fazer um projeto social, nem enfrentamos qualquer problema que requisite isso”.
A variável a empresa desenvolve ações sociais depois de reclamações da comunidade obteve 50% de nenhuma concordância ou nenhuma discordância, onde se entende que, ou a sociedade não reclama, ou a empresa não se porta nesse sentido, ficando, a título de observação, a primeira alternativa como sendo válida. Na variável os projetos sociais são feitos para diminuir os impactos negativos que a empresa pode causar no ambiente, todos os diretores pesquisados têm a mesma percepção de que nem concordam e nem discordam.
Na empresa pesquisada, as redes de relacionamentos estabelecidas entre os agentes não mostram que existe ou existiu em períodos anteriores interferências relevantes que requisitassem ações remediadoras. Por isso, os diretores entendem que a organização pesquisada não pode ser caracterizada como tendo o tipo de resposta reativa.
Do ponto de vista defensivo, os diretores mostram menor concordância que o primeiro comportamento, uma vez que, pela análise do gráfico, todos eles nem concordam nem discordam que projetos sociais são desenvolvidos como forma de evitar conflitos, já que a demanda, os funcionários ou outros não apresentam questionamentos suficientes para tal.
Na verdade, o conhecimento sobre conceitos de responsabilidade social e sobre os projetos da empresa são dificultados pela não existência de certificações, balanço social e pela pouca iniciativa dos atores externos de comunicação com a empresa. Também, a quase total conformidade com aspectos de ordem legal pela Têxtil e a natureza de seus produtos (a produção de fios e tecidos naturais) não facilita ou não requer uma postura ou comportamento defensivo. Não é que ela não enfrente problemas, conforme comentários do próprio gestor, mas estes não se traduzem em manifestações ou questões que motivassem ou necessitassem de tal resposta.
A média de 3,63 próxima da escala mediana de valores estabelecidos e a baixa dispersão de dados de 6,8% mostram que o nível de opinião entre os gestores é bem parecido. O desvio padrão também foi um dado pequeno, de apenas 0,25. Observa-se, com isso, que os resultados quantitativos corroboram os dados de natureza qualitativa, em que 62,5% dos gestores nem concordam nem discordam que a empresa possui uma postura defensiva.
No comportamento acomodativo, a média de respostas foi de 5,00 e o desvio padrão de 0,70. A variação mostrou uma proximidade de opiniões de 14,1%. Possivelmente esta
percepção se deu pelo fato de que, analisando a natureza das ações abordadas, e não deixando de evidenciar a intenção da empresa de considerar as necessidades de seus funcionários no fomento de projetos sociais, constata-se que a maioria delas está mais voltada a este tipo de resposta. A Têxtil não utiliza sua estrutura de varejo para promover ações que repercutam ou dêem maior visibilidade a causas sociais, ou destaca-se com distintas parcerias para iniciativas do governo ou de outros agentes na comunidade a qual se insere. O desenvolvimento de cooperativas que trabalhem com meio ambiente – reciclagem –, agricultura ou projetos de outra natureza também não é evidenciado. No entanto, a opinião pública, o governo ou os próprios funcionários não se manifestam sobre essas questões, o que leva a empresa a crer que as iniciativas de responsabilidade social por ela desenvolvidas não interferem ou estão na ordem de observação desses stakeholders.
Todas essas verificações servem de suporte para que os gestores pesquisados vejam que as respostas da Têxtil são ou estão caracterizadas como acomodativas. Ressalvando-se aqui o investimento feito no desenvolvimento social e comunitário por meio da qualificação educacional de jovens proporcionada pela empresa.
“São cumpridas as exigências legais, mas também existem alguns próprios. Quase todos os projetos em parceria são de obrigatoriedade da empresa. Eles buscam a melhoria da qualidade de vida dos recursos humanos, dar uma influência positiva”.
As variáveis referentes a este comportamento obtiveram 100% de muita concordância e 50% de pouca concordância, respectivamente, em desenvolvimento de projetos apenas conforme as normas e legislação, e atendimento das expectativas e necessidades dos funcionários e opinião pública por parte do sistema de gestão.
Em termos de pró-atividade, a empresa, segundo seus diretores, não possui as possibilidades e requisitos ainda para cumprir tal papel. A média de respostas foi de apenas 3,25 e sua variabilidade foi alta: 32,5%. A falta de uniformidade nas respostas deve-se ao fato de que, mesmo sem o foco direcionado no planejamento de ações que tenham o objetivo de antecipar-se aos problemas, a organização desenvolve um grande projeto educativo, de cunho abrangente, que por si só já consegue aos poucos sanar questões problemáticas de diversas especificidades.
“Nosso maior projeto social envolve um grande número de colaboradores. Os professores são funcionários da própria empresa e com essa iniciativa acreditamos poder erradicar também problemas de outra natureza na comunidade. Temos outros grandes projetos em parceria também, até pela nossa necessidade de querer desenvolver algo além de nossas possibilidades”.
Para o diretor, a empresa não tem uma cultura de anteceder-se ou não enfrenta exigências, obrigações ou necessidades que justifiquem e requeiram ações antecipadas. 25% dos pesquisados concordam pouco e nem concordam nem discordam que os projetos sociais desenvolvidos estão além das expectativas de todos. A forma como a Têxtil se porta frente aos projetos a caracteriza como um ator “principiante”, que firma o caminho do desenvolvimento de ações sociais de maneira lenta. Há dez anos a empresa implantou a primeira ação social, e desde lá planeja e adota projetos que visam melhorar a saúde dos funcionários com testes de glicemia; promover o lazer com circuitos de beleza, caminhadas ecológicas, projetos musicais, culinários e esportivos, todos estes em parcerias com outras instituições. No entanto, não foram suficientes como suporte para projetos mais abrangentes e que pudessem ser motivadores para a criação de um balanço social.
Na variável existência de planejamento empresarial relacionado com as estratégias sociais, 50% dos pesquisados discordaram pouco de sua existência.
“O planejamento estratégico da empresa não está sendo feito em conjunto com ações sociais. Elas são desenvolvidas em concordância, claro, com os objetivos da empresa”.
Nota-se que a organização ainda não visualizou o planejamento e realização de projetos sociais, a responsabilidade social, como algo intrínseco à empresa. Inicialmente ela utilizava projetos isolados, e com o passar do tempo procurou integrar mais projetos feitos e dispor o departamento de qualidade para a finalidade. Entretanto ainda não existe uma relação direta de tais projetos com o planejamento estratégico. Assim, o entendimento dos diretores é compatível com a realidade da organização.
Na adoção de uma postura pró-ativa, uma organização ou instituição não utiliza iniciativas que objetivem mitigar possíveis impactos negativos causados no ambiente ou comunidade, já que ela age de forma a prevenir os impactos. O diretor do departamento de qualidade acredita que a antecipação aos acontecimentos não ocorre porque não existem acontecimentos que requeiram tal comportamento.
“Não concordo tanto com essa afirmativa, não é que existam impactos negativos. Os projetos não são para que os problemas não aconteçam, o objetivo não é esse. Agente tem referências de iniciativas, e buscamos adequar os melhores projetos às necessidades daquele momento. Mas nosso objetivo é cada vez mais nos aperfeiçoar e sermos a referência”.
Os diretores têm facilidade no acesso a informações, bem como participam mais ativamente do que é construído pela empresa; nesse sentido, seu entendimento e percepção estão relacionados tanto ao que acontece de fato, quanto às particularidades que envolvem a adoção dos comportamentos. Para eles, a Têxtil torna-se acomodativa no momento em que não toma iniciativas para remediar impactos porque eles não acontecem numerosamente e porque os problemas que podem acontecer não inferem uma perspectiva reativa ou defensiva. Os projetos visam promover o bem estar dos funcionários proporcionando a eles o que deve e pode ser feito.
4.1.2.3 Dimensão Ações e Programas de Responsabilidade Social
As percepções dos diretores acerca das ações e programas foco de RSE não se mostraram uniformes. Esta dimensão, conforme já verificado, possui entendimentos distintos porque existem vulnerabilidades em cada uma de suas ações e estas não se tratam diretamente de assuntos foco ou área de abrangência da empresa pesquisada.