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DEL 2: VÆREN

8. Væren og metafysikk

8.2 Innledning til: Hva er metafysikk

As análises deste tópico foram extraídas de entrevistas realizadas com transportadoras das cidades de Unaí-MG, Paracatu-MG e Arinos-MG.

Todos os transportadores disseram trabalhar com os dois tipos de soja, sem restrições. Segundo eles, há uma dificuldade muito maior para se fazer o transporte da soja convencional, haja vista que lhes é cobrada uma limpeza minuciosa dos caminhões antes do carregamento, o que consome tempo e não traz nenhuma remuneração adicional pelo serviço prestado.

Cuidado muito grande deve ser observado também no transbordo do produto para não haver a contaminação. Algum caminhão que esteja carregado de soja transgênica pode jogar, involuntariamente, algum grão transgênico na carga quando a lona é descoberta, ou ainda haver a contaminação pelo pó que a soja solta quando é descarregada.

Os transportadores fazem os testes de transgenia quando o caminhão chega e sai dos armazéns, carregado de soja livre de transgênicos. Quando o caminhão sai da fazenda do produtor, somente são feitos os testes se estiver contratado para transportar soja livre de transgênicos. Os testes de transgenia atrasam a saída dos caminhões, sendo este um custo não recebido pelos transportadores. Caso o caminhão esteja carregado com soja transgênica, não é necessário fazer o teste de transgenia, agilizando o processo de expedição para o transportador.

A soja livre de transgênicos é transportada para lugares mais distantes que os habituais, pelo fato de que não há armazéns capacitados para fazer a segregação nos mercados em que atuam.

Para os transportadores, o saneamento do problema da contaminação da soja passaria pela exigência de contratos em todos os elos logísticos, com punição para quem contaminasse a soja ao longo da cadeia. Os transportadores informaram também que

sempre são culpados de não terem feito a limpeza conforme os procedimentos necessários, quando ocorre a contaminação.

Um dos transportadores informou ser cobrado da empresa que contratou o seu serviço acerca da necessidade de uma lona especial em sua carroceria, de modo que não caia nenhum grão convencional no transporte da soja. Sendo assim, pode ser que haja a necessidade de uma embalagem diferenciada, trazendo um custo maior para o transportador, porque, nas próprias palavras do entrevistado, essa lona custa o dobro da lona tradicional.

Os transportadores não recebem um preço superior por transportar a soja convencional. Para os transportadores, a grande mudança trazida pelo advento dos transgênicos foi no processo de limpeza dos caminhões, o qual deve ser muito cuidadoso e rigoroso. Outra mudança ocorreu no carregamento/descarregamento da soja convencional, pois o processo é mais demorado, uma vez que o teste de transgenia atrasa sua saída. Os transportadores não podem também realizar a carga/descarga de caminhões com sojas transgênica e convencional, para que não haja a possibilidade de contaminação.

4.3.1 Informações Adicionais sobre Transporte, Armazenagem, Transbordo e Testes de Transgenia na Cadeia Logística da Soja

Este tópico trata, especificamente, das informações concedidas pelos produtores rurais. Tais informações estão relacionadas aos problemas dos transportes feitos por caminhões com os quais eles estão diretamente envolvidos.

Primeiramente, foi constatado junto aos produtores que o preço do frete da soja é o mesmo para a transgênica e convencional. Há a opção do SIF ou FOB. Importante ressaltar que quando há a necessidade de fazer a limpeza no caminhão seria justo pagar um preço superior para o transporte da soja convencional, o que motivaria os transportadores a terem maior cuidado no momento de fazer essa limpeza. Isso é de fundamental importância para a não contaminação da soja. Essa informação ratifica o que foi dito anteriormente, mostrando que não há diferença no preço do frete quando o transportador leva a soja convencional. Esse preço assume, no entanto, o custo adicional da limpeza, mostrando mais uma vez que a solução para esse problema seria que o valor

adicional da limpeza fosse solicitado em contrato, para que houvesse maior incentivo e cuidado por parte do transportador nesse importante processo para a não contaminação.

O transporte da soja da fazenda do produtor até a empresa compradora é pago pela empresa compradora da soja livre de transgênicos, e a armazenagem na fazenda é paga pelo produtor.

Os produtores informaram que, quando há o carregamento da soja convencional, é enviado um classificador da empresa compradora (SELECTA) para fazer todos os testes com a soja. Segundo informações dos próprios produtores, a exigência maior é no momento da aferição de transgenia. Depois de feito o teste, o classificador emite um laudo dando seu parecer sobre a carga, incluindo nesse a contaminação ou não.

Quando os produtores optam por terceirizar o transporte, eles fazem o pedido para que se faça uma limpeza minuciosa nos caminhões. Estes produtores relataram, todavia, que quando os caminhões chegam às fazendas é constatada a falta de limpeza, com a presença de vestígios de grãos na carroceria ou nas tampas quando são abertas. Quando isso acontece, o produtor exige a limpeza, enquanto o gerente da fazenda acompanha todo o procedimento. Os produtores argumentaram ainda que, mesmo explicando para o transportador o possível problema de contaminação, muitos não entendem que ficando alguns resíduos de grãos transgênicos na carroceria, pode haver a contaminação de toda a carga.

Depois de feita toda a limpeza, e já com o caminhão carregado, é feito o teste de transgenia pelo classificador da SELECTA, que vem especificamente para fazer essas aferições. Os produtores informaram que não pode haver o carregamento dos dois tipos de soja ao mesmo tempo, porque se o fizer, pode ser que haja a contaminação, já que o pó do grão transgênico, cascas ou mesmo grãos podem, involuntariamente, ir para a carga da soja convencional. Eles disseram ainda que o ideal é fazer o carregamento da convencional, e posteriormente, a transgênica. Todavia, por dificuldades operacionais, nem sempre isso é possível.

Se no teste de transgenia for acusado mais de 1 grão em 1.000, a SELECTA fica desobrigada de fazer o carregamento da soja, e ainda cobra uma multa de 20% sobre o

valor da venda do produto. O caminhão volta vazio para a empresa ou é desfeito o contrato naquele momento, podendo o caminhão voltar carregado de soja transgênica, caso haja interesse da empresa compradora. A SELECTA fica, nesse processo, desobrigada de fazer o pagamento do prêmio acordado.

Importante frisar que em todas as etapas em que a soja é carregada ou descarregada é necessário fazer novamente o teste de pureza do produto, para garantir que naquele trajeto feito pela soja não houve a contaminação.

No presente estudo, foi constatada a utilização de três modais para o transporte da soja até o seu destino (rodoviário, ferroviário e aquaviário). São necessários oito processos de transbordo, cinco armazenagens e sete testes de transgenia ao longo da cadeia logística para a garantia da pureza do produto.

É unânime entre os entrevistados que o transportador assumiu papel fundamental na garantia da não contaminação da soja, pois se a limpeza não for realizada minuciosamente, pode ser que fique resíduo de soja transgênica nas carrocerias, o que ocasionaria a possível contaminação.

4.4 ARMAZENADORES/PROCESSADORES QUE FAZEM A SEGREGAÇÃO