Sim Não Comentários
A X “Sim, estão todos no Sophia e é feito um link dizendo que o livro está disponível para leitura no Kobo.”
B X Sim, eles são integrados. Temos um metabuscador chamado SUMMON, que é a pesquisa integrada, em que eles estão disponibilizados lá. Ao fazer a pesquisa é possível ver que ele está dentro da pesquisa integrada.
C X Apenas os livros mais importantes foram inseridos no catálogo.
D X “Se temos o livro apenas em formato eletrônico ele também é catalogado”. E X Já estão integrados. Os metadados foram enviados pela editora e o pessoal
responsável pelo sistema inseriu.
F X Os registros estão no catálogo, que indica em qual base está o livro, mas não tem links.
G X Não. Eles não são parte do acervo e não podem ser emprestados. É uma aquisição feita para o acervo particular e permanente da área.
H X É possível integrar o Ebrary ao software de biblioteca, mas isso não foi feito por falta de pessoal.
I X Os links podem ser inseridos manualmente no software. J X “Não, fica tudo separado”.
Fonte: Autoria própria.
Ao responder a questão 38, sobre a plataforma de acesso, muitas bibliotecas mencionaram a integração do catálogo. Essa integração não resolve o problema da utilização de interfaces distintas para o acesso, mas, resolve o problema da descoberta, permitindo que os usuários saibam que o livro está disponível para a sua biblioteca, mesmo que o acesso seja em outro lugar.
A integração dos livros eletrônicos com o catálogo é facilitada quando o vendedor envia os registros MARC para a biblioteca, mas isso não acontece sempre. Além disso, com as constantes mudanças de títulos nas plataformas, ou por causa da grande quantidade de títulos, algumas bibliotecas preferem não fazer essa integração.
Nas bibliotecas A e D a integração com o catálogo já foi feita, e inclui um link que informa onde o livro está disponível para leitura. Nas bibliotecas G e J não é possível integrar os livros ao catálogo.
Na biblioteca E os metadados foram enviados pela editora e inseridos pelos responsáveis pelo sistema. Mas o entrevistado destaca que: “quando o usuário entra o acesso é pela base da editora”. A biblioteca F também recebeu os registros MARC, e a partir do catálogo é possível saber em qual plataforma o livro se encontra, mas não há um link direto para cada título.
Na biblioteca C apenas os livros mais importantes foram inseridos no catálogo, mas o acesso a todos os livros é feito pela plataforma do vendedor. Se o livro não estiver no catálogo da biblioteca o usuário precisa pesquisar em cada uma das duas plataformas de livros eletrônicos. Assim, para realizar uma pesquisa completa de livros é necessário pesquisar em três plataformas diferentes, o que faz os usuários perderem tempo.
Na biblioteca H a integração com o Ebrary não foi feita por falta de pessoal para fazer esse serviço, e na biblioteca I a integração poderia ser feita manualmente. A biblioteca H mencionou em sua entrevista que uma vantagem dos livros eletrônicos era a rapidez na sua disponibilização, o que inclui a falta de necessidade de processamento. Quando compram livros eletrônicos as bibliotecas pensam na sua rapidez e na possibilidade de oferecer um acervo imenso, que elas jamais poderiam oferecer se fosse impresso, aos seus usuários. A integração pode consumir o tempo dos funcionários da biblioteca, que às vezes já estão em número reduzido, e por isso acaba sendo relegada.
Apenas a biblioteca B disse que utiliza um serviço de descoberta, que no caso é o Summon, para integração. Apesar de úteis, os serviços de descoberta são caros, o que inviabiliza a sua aquisição para a maioria das bibliotecas, principalmente as menores e aquelas que possuem poucos recursos financeiros.
A pergunta “39. É necessário pagar uma taxa anual de acesso à plataforma? Em
caso afirmativo, qual o período mínimo/máximo durante o qual a taxa deverá ser paga?”
procura saber se, além do valor dos livros, a biblioteca precisa pagar alguma taxa pelo acesso à plataforma. Doucette e Lewontin (2012) mencionam que é necessário pagar uma taxa para usar a plataforma online do vendedor.
A resposta para essa pergunta depende da percepção do comprador. Se a compra foi por assinatura, sempre que ela é renovada o valor de acesso à plataforma já está embutido no preço, mesmo que não seja discriminado, que não conste separadamente. As bibliotecas B, D e F perceberam a contradição na pergunta, e disseram que o valor da plataforma está embutido no valor da assinatura.
As bibliotecas C, E, H, I e J disseram que não é necessário pagar nenhuma taxa a mais, e essa pergunta não se aplica às bibliotecas A e G.
Se a biblioteca C, no caso da Elsevier, não tiver uma assinatura, ela precisa pagar uma taxa para acesso aos livros adquiridos de forma perpétua. Isso é uma contradição desse modelo, já que em teoria a biblioteca pagou para ter acesso ao livro para sempre, mas se não pagar também pelo acesso à plataforma não terá acesso aos livros. Por isso o ponto de vista da biblioteca D de compra do conteúdo é tão importante, exigindo que a biblioteca possua a cópia
dos livros. Já que a biblioteca C, a princípio, comprou o conteúdo, mas ele continua apenas nas mãos do vendedor.
As bibliotecas C, H e J declararam não pagar um valor extra pelo acesso à plataforma. Há uma contradição nisso, pois na questão 55 elas declararam que o valor da plataforma varia de acordo com o número de acessos. A taxa para acesso à plataforma existe, e é tão importante que é explicitamente incluída na composição do preço, juntamente à seleção dos títulos ou pacotes.
A pergunta 40, do quadro 33, procura saber quais programas devem ser utilizados pelos usuários para que eles possam ter acesso ao livro eletrônico.
Quadro 33 – Programas para ler os livros eletrônicos
40. É necessário o uso de algum programa (software) em especial para acesso aos