4.3 Interesseavveiningen ved profilering
4.3.1 Innledning
O quadro 36 apresenta uma síntese das práticas de gestão da agilidade como mecanismo de resposta das cadeias de carnes analisadas.
Mecanismo de resposta da resiliência
Cadeia d e c ar n e b o vina
Agilidade no fornecimento Agilidade na demanda
• Possuir múltiplas plantas industriais; • Manter compradores independentes; • Confinamentos próprios;
• Descentralizar processos;
• Poder de influenciar o preço da matéria- prima;
• Processo de gestão de pedidos, por meio de telefones, e-mails e whatsApp;
• Verticalizar a distribuição logística;
• Possuir centros de distribuição em regiões estratégicas;
• Cooperação entre as plantas industriais no compartilhamento de recursos;
• Monitoramento da distribuição logística;
Cadeia d e ca rn e suín a A verticalização do fornecimento contribui para:
• acompanhar a gestão de pedidos, junto aos fornecedores;
• controlar os fatores ambientais de produção;
• atender uma diversificação de pedidos; • aumentar a velocidade de resposta frente a riscos de rupturas, por meio do controle do processo;
• Mantém a confiabilidade na entrega atendendo aos pedidos acordados por meio de contratos;
• Manter ampla carteira de clientes; • Monitoramento da distribuição logística;
Cadeia d e ca rn e de fr ang o
• O processo de gestão de pedidos, por meio de telefones, e-mails e whatsApp;
• Cooperação entre as plantas industriais no compartilhamento de recursos;
• Possuir centros de distribuição em regiões estratégicas;
• Monitoramento da distribuição logística;
Quadro 36 - Práticas de gestão da agilidade como mecanismo de resposta Fonte: elaborado pelo autor
A “agilidade” é o mecanismo de resposta (CHRISTOPHER; PECK, 2004; JUTTNER; MAKLAN, 2011) que permite à cadeia de suprimentos reagir e responder às mudanças do ambiente externo (JOHNSON; ELLIOTT; DRAKE, 2013). O mecanismo de resposta da resiliência nas cadeias de suprimentos está relacionado com a velocidade da cadeia em responder às rupturas, assim como ao tempo de recuperação da mesma (JOHNSON; ELLIOTT; DRAKE, 2013).
No segmento de carne bovina observou-se que as práticas de gestão de possuir múltiplas plantas industriais, manter compradores independentes, descentralizar processos industriais e manter confinamento próprio permitem à cadeia de suprimentos de carne bovina aumentar sua capacidade de responder à eventos inesperados, aumentando sua capacidade de resposta em situações de rupturas no
fornecimento. Observou-se que os processos de gestão de compras de matéria-prima são menos formalizados, e as aquisições de matéria-prima são realizadas por meio de contatos telefônicos diretamente com os fornecedores (pecuaristas) ou pessoalmente nas propriedades rurais ou na própria indústria frigorífica. A transação é realizada com base em acordos tácitos realizados entre os pecuaristas e os “compradores” de bovinos da indústria frigorífica. Essa estratégia de gestão de fornecedores permite agilidade à cadeia em substituir fornecedores em situações de rupturas no processo produtivo, como uma possível contaminação da matéria-prima por doenças fitossanitárias, ou morte de animais em decorrência de chuvas, raios etc. Da mesma forma, a prática de manter confinamentos próprios próximo das indústrias de abate e a descentralização de processos produtivos com plantas de abate próximo dos fornecedores, permitem às indústrias frigoríficas reduzir o tempo de entrega da matéria-prima para o processamento, em casos de emergências, e evitar rupturas na programação de produção diária, além de reduzir o custo com transporte dos animais vivos e evitar problemas na qualidade da matéria-prima e, consequentemente, do produto final.
No que diz respeito à agilidade na demanda, verificou-se que a gestão de pedidos é realizada por meio de contatos telefônicos, e-mails e whatsApp. Por meio da relação de confiança com os principais clientes distribuidores a indústria mantém confiabilidade na entrega. As rupturas da demanda com maiores impactos à cadeia de suprimentos de carne bovina são as decorrentes de embargos às exportações. Nesse ponto, verificou-se que o tamanho da indústria (volume de produção) é uma variável que influência a capacidade de resposta da empresa. As empresas maiores conseguem manter estoques extras do produto final, remanejar o produto para outros mercados e podem estimular maior consumo interno por meio da redução do preço final do produto, reduzindo o tempo de recuperação. Observou-se que no caso 4, a indústria foi capaz de reagir mais rapidamente, e demorou menos tempo para se recuperar e voltar as atividades normais de funcionamento. Por outro lado, o caso 5, por ser uma indústria com menor capacidade de produção, demorou mais tempo para reagir, recuperar-se e, voltar as atividades normais. Observou-se que a dependência, das cadeias de suprimentos de carnes, dos órgãos reguladores reduz a velocidade de resposta e recuperação das indústrias frente a rupturas decorrentes de embargos às exportações, levando-as a ter uma abordagem de gestão reativa nessa situação.
Nos segmentos de carnes de frango e suínos, verificou-se que a verticalização do fornecimento contribui para a cadeia de suprimentos acompanhar à gestão de pedidos junto aos fornecedores, controlar os fatores ambientais de produção, atender uma diversificação de pedidos, aumentar a velocidade de resposta frente a riscos de rupturas, por meio do controle do processo, o que garante maior resiliência para a cadeia de suprimentos no lado fornecimento. Observou-se que na indústria de suínos, não foram identificadas situações de rupturas no fornecimento. Na cadeia de carne de frango, foi identificado um caso de ruptura no fornecimento por falha humana no processamento, entretanto a correção e o acompanhamento do processo permitiram evitar que novas rupturas ocorressem. O acompanhamento do processo de produção da matéria-prima e do tempo de entrega para o processamento reduz os riscos de rupturas no fornecimento.
Em relação ao lado da demanda, observou-se que a cooperação entre as plantas industriais do mesmo grupo empresarial, e a troca de recursos físicos como lotes de produtos, permitem às cadeias responder rapidamente a rupturas na distribuição e garantir a confiabilidade nos prazos de entrega junto ao cliente final. Essa estratégia também foi observada no caso das cadeias de carne bovina e permite às cadeias de carne reduzir o tempo de resposta frente às rupturas no fornecimento ou na distribuição logística. Verificou-se que na cadeia de suprimentos de carne de frango uma prática que contribui para aumentar a velocidade de resposta em casos de rupturas na demanda é manter centros de distribuição em regiões estratégicas como nos estados de São Paulo e Rio de Janeiro, onde existe maior concentração de clientes finais.
Observou-se que para as cadeias de carnes, de forma geral, existe a dificuldade de alterar o volume de entrega de mercadorias no curto prazo bem como de atender uma diversificação de pedidos para alguns tipos específicos de produtos finais. Verificou-se que o tempo de produção da matéria-prima animal, no caso da cadeia de frango e de suínos cujos processos de produção são verticalizados, dificulta reduzir o tempo de entrega de matéria-prima, em situações de emergência, alterar o volume de entrega em curto prazo e, a velocidade de resposta é comprometida o que aumenta o tempo de recuperação em caso de rupturas.