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A expansão da fronteira em direção ao norte de Goiás originou-se da

instituição da Colônia Agrícola Nacional de Goiás-CANG, da construção da

rodovia Belém-Brasília e da nova capital federal.

De forma que teremos dois momentos distintos, nesse processo de

ocupação das terras devolutas no norte de Goiás. Efetivou-se o primeiro momento

com a criação da CANG, ou seja, com os lavradores pobres oriundos de várias

partes do país que não conseguiram estabelecer-se nas glebas da colônia nem

tampouco em suas adjacências. Esta primeira fase de ocupação definiremos como

“frente de expansão”. Concretizou-se o segundo momento dessa ocupação com

a construção da rodovia Belém-Brasília e de Brasília. De sorte que

conceituaremos a chegada dos novos migrantes, os grileiros e fazendeiros como

“frente pioneira”. Portanto, trabalharemos com esses dois conceitos teóricos –

metodológicos que foram tão bem delineados por José de Souza Martins e que

melhor representam esses dois momentos da ocupação. Assim, o encontro dessas

duas frentes: à frente de expansão e a frente pioneira desencadeou o conflito

pela posse da terra no norte goiano.

Porangatu, Formoso e Trombas, que compunham o antigo município

de Uruaçu, já possuíam na segunda metade do século XVIII uma escassa

população, que gravitava em torno de uma pequena e efêmera mineração de

ouro, a qual logo se esgotou e, ainda no fim do mesmo século, cedeu lugar à

agricultura de subsistência e à pecuária extensiva.

O processo de ocupação das terras

devolutas em Porangatu (1940-1964)

A região central de Goiás foi aberta pela primeira vez à colonização no século XVIII, quando se tornou um centro mineiro menor, organizado em torno de alguns povoados. Vários minera- dores que para lá então se dirigiam requereram títulos de sesma- rias à Coroa portuguesa, mas muito poucos obtiveram os registros definitivos: a corrida do ouro foi tão breve nessa parte de Goiás que a maioria dos mineiros abandonou o local antes mesmo de obter os títulos ou a confirmação deles. As terras não ocupadas ou confirmadas voltaram à propriedade do Estado, na qualidade de terras devolutas, e nessa mesma situação permaneciam ao final da década de 40: nesses duzentos anos a região havia sido tão isolada que ninguém realmente se interessou em adquirir lotes ali. (Amado, s/d, p. 9)

Foi ali, em Trombas, Formoso e Porangatu, nessas imensas extensões

de terras devolutas situadas à margem esquerda do rio Santa Tereza, afluente do

Tocantins, que, já no século XX, mais precisamente no final da década de 40,

chegaram as grandes levas de migrantes, provenientes da CANG, Bahia, Piauí,

Maranhão, Paraíba, etc. Eram os posseiros que ali se iam estabelecendo.

Lavradores

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não incorporados à CANG e que não conseguiram fixar-

se nas áreas limítrofes, isto é, em Rialma, começaram a deixar esse local em

busca de terras devolutas no norte goiano, ou em busca de trabalho em centros

urbanos. Dessa mudança de rumo das correntes migratórias dá testemunho o

depoimento seguinte:

[...] eu vim de Minas. Nós somos de uma família grande, 12 filhos. Fomos para Ceres procurar um lote, o lote não saiu e subimos a Estrada Federal e fomos pra Formoso. Lá sim tinha muita terra devoluta, era só chegar, cercar e trabalhar. (Carneiro, 1988, p. 96)

Esses trabalhadores rurais possuíam em comum suas trajetórias de vida,

isto é, grande parte tinha migrado pelo menos uma vez, eram na maioria

14. Neste momento ainda não se tinham apossado de um pedaço de terra, ou seja, não detinham a posse da terra, portanto, não possuíam os meios de produção.

analfabetos e sua única experiência de trabalho era com a terra. Além disso,

traziam toda a família, geralmente numerosa, e alguns parentes. Lançavam-se

nessa aventura impulsionados por sua situação de extrema pobreza e pelo desejo

pertinaz de possuir um pedaço de terra para alimentar sua família.

[...] vim pra Porangatu em 1954, eu, minha mulher e meus sete filhos. Saímos de Cajazeiras na Paraíba, primeiro nós fomos para uma cidade no Ceará por nome de Parambú, mas lá não deu certo. Não tinha trabalho. Aí eu voltei pra Paraíba para pegar a minha última colheita de algodão. Quando cheguei lá meus parentes tavam se arrumando para ir pra Goiás. Aí pensei – aqui eu não fico não. O pau-de-arara saía de lá dentro de três dias. Cheguei em casa e falei pra minha mulher – arruma nossa catrevagem que nós vamos pro Goiás, porque Manoel Cipriano (amigo do sr. Abel)disse que lá tem muita terra avulsa é só chegar e trabalhar ele falou também que lá quando não chove o mato continua verde. Quando nós cheguemos aqui nossa mala era um saco e o cadeado era um nó. Aí começamos a trabalhar a terra era muito boa, chovia muito, nós colhia muito arroz, feijão e tinha algumas criações.15 (Depoimento, F 11, 20/12/200)

[...] nós tínhamos um lote ali em Ceres. Mas não tinha condição. Não dava para trabalhar. Em 1952 viemos pra cá, para Porangatu. (Depoimento, F02 18/01/99)

[...] nós viemos da Bahia para Porangatu em 1953 [...] Sim nós tiramos uma posse esperando que o INCRA cortasse um pedaço para nós. (Depoimento, F02, 03/05/99)

Abel Pereira, natural de Cajazeiras na Paraíba, oitenta e dois anos,

estatura mediana, pele branca, rosto marcado por rugas, pela dureza do trabalho

na roça, debaixo de sol a pino, cabelos fartos e brancos, que mais parecem lã de

algodão, olhos tristes, audição um pouco comprometida pela idade, voz grossa

e firme, bastante disposto e lúcido, disse que saiu, de sua terra natal, por causa

da seca. Contou-nos também sobre a viagem do nordeste, com toda a sua família,

para Goiás em um de pau-de-arara.

[...] saímos do Estado do Ceará num pau-de-arara, num Ford, nesses Ford pequeno. Com 45 pessoas dentro. Só eu trazia 7 filho. Mais foi a viagem mais apertada que eu já vi no mundo.. O pau- de-arara era só aquelas bancadas dentro coberto com uma lona grande.. e nós se assentava naquilo... não tinha encosto não... o encosto era o espinhaço da gente. (risos... muitos risos...) Cada família vinha numa bancadinha. Eu e minha mulher Odila viemos num pedacim de banco deste tanahim assim (faz gestos com as mãos). Eu assentado com ela e nossos filhos debaixo das nossas pernas. Sete filhos (conta nos dedos e fala nome de cada um deles). Nós comia na viagem o que trouxemos aquela lata (faz gestos com as mãos) de carne frita e farinha, de carne de frango, carne de bode, carne de porco tudo frita. Porque arroz não tinha lá (refere-se ao nordeste). Pois bem, nos vinha tudo embolado no pau-de-arara.. Banho? (perguntei como faziam para tomar banho). Banho foi quando chegamos aqui (em Goiás). Que tinha muita água, muita chuva. (risos... risos...) Ninguém podia tomar banho. Era só aquele pau-de-arara velho, aí correndo o mundo. Na estrada. Era só o barro puro, poeira. Quando nos chegamos dentro da Bahia até chegar a divisa de Minas Gerais era só o poeirão, mais triste do mundo. Quando chegamos em Minas pra cá aí tava o invernão (chovia muito). A viagem! Meu pai do céu! Nós sofremos muito. Nas paradas nós dormia um pouco. Aonde parava o carro, umas poucas noites no meio da estrada. Eu comprei uma lona aonde que eu estendia a lona no chão e nós dormia tudo num bolo só. Quando acordava comia a farofa e voltava de novo pro pau-de-arara. Levemos 16 dias para chegar em Ceres. (Depoimento, F 11, 20/12/2000)16

Gerarcino Sertório, e sua família também se aventuraram nas terras do

norte de Goiás, vieram da Bahia em 1953:

[...] nós viemos do Estado da Bahia, duma cidadezinha chamada Correntina. Viemos de pau-de-arara, num caminhãozinho Ford.

Ele veio lotado mais ou menos com quase 30 pessoas, de mudança e tudo em cima desse caminhão. Nós bateu de lá inté Porangatu. Nós gastemos... uns quinze dias de viagem. Só trouxemos cada um uma malinha de mão, bagajinha pouca. No caminho nós parava, nós cozinhava o bom é que nós era tudo aparentado, aí nós dormia tudo insterado no chão. (Depoimento, F, 16, 03/01/ 2002)

A chegada à CANG foi muito difícil. Segundo José Abel chovia

torrencialmente, e eles não encontram sequer um lugar para se abrigarem. “Eu

bati atrás de um lugar, pra gente se esconder da chuva”. (Depoimento, F, 11, 20/

12/2000). Depois de muita procura ele avistou um armazém, que parecia

abandonado, e saiu em busca de informações sobre o proprietário desse imóvel.

Descobri que a chave estava com um homem. Bati pra lá. Aí eu cheguei lá era um paraibano... Ai eu disse eta! Que lugar de cabra à toa, desgrama de lugar! Rapaz! Lugar de cabra ruim! Que vê agente com uma família inteira na chuva e não se compadece. E vocês com casa dessa e num arruma pra gente. Aí ele procurou da onde eu era (referindo-se a pessoa que estava com a chave do armazém). Eu disse que era da Paraíba. Ele pegou na minha mão e de disse pega aqui você. Eu sou da cidade de Souza (uma cidade da Paraíba) Ai me entregou o armazém. Ficamos em Ceres uns dois meses. Aí rumemos pra Porangatu. (Depoimento, F 11, 20/ 12/2000)

A frustração dessas famílias era grande. A área destinada para a

colonização não comportava as grandes levas de migrantes que para lá afluíam.

Segundo Carneiro (1988, p. 81) “apenas uma Colônia Agrícola era incapaz de

absorver o fluxo migratório que o Estado recebia continuamente, principalmente

se considerarmos que este era eminentemente rural”. Daí que alguns colonos e

os próprios dirigentes da CANG, para se livrarem dessas famílias que chegavam

diariamente, começaram a informar que mais adiante, isto é, na região de

Trombas, Formoso e Porangatu havia muitas terras devolutas. Era só chegar, cercar

e começar a trabalhar.

Ao cabo de alguns dias perambulando pela colônia, o migrante José

Abel encontrou um velho conhecido do Ceará, que já se achava assentado e

que o informou da existência em Porangatu de terras devolutas de boa qualidade.

Assim, ele os irmãos e os cunhados rumaram para lá. Mas a viagem,

apesar de se estender por pouco mais de uns 300 quilômetros, não foi nada

fácil. Primeiro, porque era difícil encontrar um caminhão a frete, depois, porque

a chuva intensa fez o veículo atolar e enguiçar várias vezes. Tudo isso somado

deu cinco dias de viagem.

Só chegaram a Porangatu em 31/12/1954. Ainda cansados, tiveram de

procurar abrigo, o que vieram a encontrar numa choupana abandonada; que

por sorte confinava com um bananal repleto de frutas caindo de maduras: “tava

cheio de cacho assim (fazia gestos com as mãos) de banana derramano já de

madura. Aí já achamo fartura

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na terra Aí eu fui trabaiá. Eu trabaiei nove meses

pros outros, pra dá de comer a família sem cunhecer ninguém” (Depoimento, F

12, 20/12/2000).

Esse povo (refere-se aos habitantes de Porangatu) tinha era medo da gente aqui. Achava que... dizia que a gente era povo do Zé Profírio. Tava com uns tempos da briga lá no Formoso nas Trombas com eles (aqui se refere aos posseiros que também chegavam a estas duas localidades). Aí nós fomo trabaiá num pé de serra. Que lá tinha terra solta. (Depoimento, F, 12, 20/12/2000)

Não menos penoso foi para esses agricultores recomeçar a vida no norte

goiano. Tiveram de suportar o preconceito da população local, por serem

forasteiros e ainda por cima chegados de “mão abanando”. Dotados, no entanto,

de forte disposição para o cultivo da terra, conseguiram emprego em fazendas,

o que lhes trouxe o conhecimento da região e lhes facilitou a localização de

glebas devolutas.

Contou ainda José Abel que, só depois de nove meses de procura,

conseguiu encontrar terra disponível. Era uma densa mata virgem na serra dos

Picos, em Porangatu. Construído um rancho que os abrigasse, lançaram-se ele,

dois irmãos e dois cunhados à dura tarefa de derrubar a mata e preparar o solo

para o plantio. Custou-lhes tudo isso muito suor, pois a falta de dinheiro não

lhes deixava obter as ferramentas adequadas. Depois compraram uma quarta

de saca de arroz, plantando uma metade e comendo a outra. Para complementar

a parca dieta, caçavam pacas e tatus, e colhiam mel de teúba, servindo ainda

para a venda na cidade o mel que sobejasse. “Nós derrubemos essa roça caçando

tatu no mato e caçando abeia. Eu vinha vender na cidade, o mel e as carnes de

caça. E os outros ficava derrubano pau. Assim nós butemo a mata abaixo na

maior dificulidade do mundo, pois ninguém tinha patrão. Patrão só era Deus”

(Depoimento, F12, 20/12/2000).

[...] derrubamos a mata com muito suor no machado e no facão. Depois nós fez a roça de toco (referindo-se a coivara) queimava e depois plantava. Derrubamos quatro alqueires. Eu não pagava ninguém pra ajudar. Era só eu, meus filhos e a minha esposa. Era tudo mato. Era mato que não tinha no mundo que acabasse com ele. (Depoimento, F 12, 20/12/2000)

Gerarcino Sertório, sessenta e oito anos, robusto, baixa estatura, com os

movimentos e a fala debilitados por causa de um derrame cerebral, contou-nos

que ele e sua família ficaram sabendo da existência dessas terras devolutas por

intermédio de um amigo da família, que há tempos se encontrava em Goiás, e

voltou para buscar sua esposa e filhos. Foi quando se encontraram, resolvendo-

se ele então a acertar de pronto a viagem para Porangatu.

[...] nós cheguemos primeiro na CANG. Ceres tava cumeçando. Tinha Rialma. E tava cumeçando umas casinhas do lado de cá do rio das Almas. Na colônia tinha um bucado de gente, muita gente. Mas resolvemos vim pro endereço certo em Porangatu, na região da Serrinha. Cheguemos em Porangatu e se arranchemos por lá dois dias. Depois, daí nós peguemos uma estrada pra ir lá pra Serrinha. Seguimos um rastro de carro-de-boi que tinha indo na semana. Batemos quase dois dias pra chegar lá na Serrinha, de pé, tudo de a pé... a família inteira. Lá nós encontramos o João Curica que deu rancho pra nós. Ficamos barrancados num paiol.

Ficamos lá de um dia pro outro. Aí no outro dia descemos pro lugar que nós habitemos. (Depoimento, F, 16, 03/01/2002)

O certo é que existia extensa rede de comunicação entre os migrantes

que primeiro se estabeleciam na nova terra e os que pretendiam alcançá-la. Já

que antes da partida, valia-se o migrante serôdio da prestante ajuda do parente

ou amigo que o precedera na promissora aventura de sair em busca de uma

terra distante que poderia vir a ser sua. Era a orientação sobre o que levar na

viagem, sobre os caminhos preferíveis, sobre os expedientes para sobreviver

sem dinheiro no bolso. Alcançado o destino, era a hospedagem franca e o apoio

moral irrestrito, até que pudesse o recém-chegado fixar-se com a família num

“pedaço de chão”.

Os relatos desses posseiros têm muitos pontos em comum, quais sejam

à saída da terra natal, o desejo de possuir uma terra para morar e trabalhar, o

deslocamento marcado pela penúria e pela falta de dinheiro e ainda as

dificuldades iniciais ao se apossarem da terra.

[...] quando nós chegou lá cada um fez uma casinha, e soquemos debaixo. Daí cada um fez um roçadim. E quando o dinheirinho que nós trouxemos acabou. Nós saia pra trabalhar pros outros. Aí um dia agente ganhava leite, no outro dia manteiga, mais outro farinha, mais outro arroz e por aí ia levando... (risos). Nós trabalhava pros outros pra gente comer e dá conta de ir tocando nossas roças... (risos). No primeiro ano que nos chegamos trabalhava por dia. Meu pai, eu, Camilo e Agenor. Era quatro homens. Três filho e o velho. Tudo junto. Cada um com sua família. Dois saía pra trabalhar fora e os outros ficavam cuidando da roça. Fizemos um serviçinho bom. Construímos nossas casas (risos). Nós construímos casa fechada de pau-a-pique coberta com paia (Depoimento, F. 16, 03/01/2002)

Os migrantes que demandavam a região desembocavam no ermo,

erguiam uma tosca casinha de pau-a-pique ou de adobe, plantavam em volta

algo que comer, e iam vivendo. Eram os posseiros.

Era unânime entre eles o desejo pertinaz de eliminar o estado de pobreza

por meio da posse de um “pedaço de chão”. O posseiro atinava no fato de que

era a terra o único meio de obter a cura de seus principais males; pobreza, fome

e exclusão social. Evidencia-se essa condição nos diferentes relatos a seguir:

[...] o trabaiadô que num tem terra pra trabaiá é que nem um judeu errante, vive caçando parada. (Depoimento, F 12, 20/12/ 2000)

[...] nós vivia numa pobreza de dá gosto. Nós não tinha nada. Nada entendeu? Sabe o que eu mais (aponta para a mulher) levou pro Formoso? Nós levou (contava nos dedos); duas mudas de roupa, um sapato (um par pra ela e um pra mim), um chapéu, um pente, um facão, uma enxada, uma arma, dois sacos de arroz, um porco, três galinhas, e um cachorro... (voz da mulher) levou também um jirau, um tamborete, as tralhas de cozinha, as linhas que era minha, as velas... Ah! Teve também as duas cestas que nós levou. (Amado, s/d, p. 14)

[...] se o lavrador não tem terra, minha amiga, pode esperar, que ele vai viver a vida inteira... Naquela pobreza, a vida inteira... sofrendo. Só se ele consegue a terra ele tem lá alguma chance de melhorar. (Amado, s/d, p. 14)

Levavam eles uma vida marcada pela penúria e pela dureza do trabalho

agrícola, mas ainda assim gozavam de uma certa estabilidade econômica e social,

alimentando o sonho de se tornarem donos de suas posses. Porém, esta situação

começou a mudar em meados dos anos 50 com a chegada de novos migrantes.

2.2 O governo JK – Plano de Metas: construção da rodovia e de Brasília