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INNLEDNING

In document Virkemidler i miljøpolitikken (sider 123-127)

Økonomisk teori om virkemiddelbruk

16.1 INNLEDNING

No Brasil as enfermidades crônicas e as psicopatologias têm apresentado grande incidência na população idosa. Com o avanço da idade, os riscos de comorbidades, ou seja, doenças associadas à velhice, podem aumentar em função do declínio. Os fatores crônicos como hipertensão arterial e diabetes se incidem sobre uma grande parcela da população idosa, que faz uso de medicalização diária. Outro fator de adoecimento dos idosos no país são as doenças infecto-contagiosas, que acomentem uma grande parte da população e os idosos por possuírem uma imunidade mais baixa estão mais sujeitos a estes tipos de infecção.

O estudo dos perfis de saúde é um dos fatores que contribuíram para o olhar de forma mais atenta aos idosos, que corroborou com a implementação da Política Nacional de Saúde da pessoa Idosa, na melhor utilização do recurso destinado a esta população. O estudo do perfil contribuiu para se definir algumas ações que vem sendo realizadas em prol da melhoria da qualidade de vida do idoso. Entre elas podem-se citar as campanhas de vacinação, a distribuição de medicamentos pela rede do SUS, que hoje conta com convênio com farmácias privadas, que ajudam os idosos a receberem as medicações prescritas, principalmente aquelas que são padronizadas para o tratamento de doenças crônicas e degenerativas. Outro beneficio foi o número de redução de internação dos idosos na rede hospitalar, com a perspectiva de internação domiciliar para aqueles que possuem um alto grau de dependência.

Em relação ao atendimento dos idosos na rede básica (postos de saúde), o que se percebe é que funcionam muito bem, com alguma ou outra falha em relação à gestão. Estas falhas estão ligadas aos problemas em relação ao número de profissionais de saúde que é sempre menor do que a demanda que ele precisa atender; a falta de material devido a processo licitatório e a estrutura física das unidades de saúde que nem sempre são adaptas para os cadeirantes estes temas sempre estão em voga na mídia e ficam mais

frequência e também são os mais prevalentes em relação à taxa de internação hospitalar, em comparação com outros grupos.

A ideia de atenção integral à saúde da pessoa idosa busca integrar em sua avaliação os aspectos Geronto-Geriátrica, o que contribui para um diagnóstico que se configura multidimensional, pois avalia as condições fisiológicas, psicossociais e funcionais para a prescrição de um plano terapêutico. O corpo no plano de avaliação é submetido a exames laboratoriais, ao exame físico e se observar suas possíveis manifestações simbólicas. Para um melhor entendimento do corpo na velhice, ele passa a ser discutido no próximo tópico.

3. 2. Corpo

Corpo incompreensível, corpo penetrável e opaco, corpo aberto e fechado: corpo utópico. Corpo absolutamente visível, em um sentido: sei muito bem o que é ser olhado por alguém da cabeça aos pés, sei o que é ser espiado por trás, vigiado por cima do ombro, surpreso quando percebo isso, sei o que é estar nú; no entanto, este mesmo corpo que é tão visível, é afastado, captado por uma espécie da invisibilidade da qual jamais posso desvencilhá-lo (Foucault, 2013, p.10).

Foucault, no trecho acima, faz uma reflexão sobre o corpo, que está sempre em movimento, pois é ele, o corpo, que se transforma a cada minuto, envelhece e segue rumo a novas possibilidades de existir ou resistir ao mundo. O corpo que se move possui uma consciência aberta para o mundo, com quem ele interage enquanto elemento isolado, mais pertencente a um determinado grupo social. Veja o que diz Le Breton sobre o assunto.

O corpo é elemento isolável da pessoa a quem dá fisionomia só é possível em estruturas societárias de tipo individualista nas quais os atores estão separados um dos outros, relativamente autônomos com relação aos valores e iniciativas próprias. O corpo funciona como se fosse uma fronteira viva para delimita, em relação aos outros, a soberania da pessoa (Le Breton, 2007, p.30).

A fronteira viva se refere a desempenho que este corpo é capaz de desempenhar em cada fase da vida, seu potencial, suas limitações, sua capacidade de adaptação ou adequação ao meio ao qual ele se projeta. Neste sentido às áreas do conhecimento ao analisar o corpo procuram estabelecer cortes possíveis para estudá-lo a partir de uma determinada teoria. Assim acontece na velhice, pois temos a gerontologia e geriatria a fazerem pesquisa sobre este objeto chamado corpo.

Porém, estas pesquisas nunca estão isoladas. Elas procuram estabelecer pontes entre modelos possíveis de reconhecer o corpo na velhice. O corpo envelhecido na maioria das vezes é avaliado por meio dos aspectos simbólicos que cada sujeito carrega ao longo da vida. O corpo, para Giddens (1993), é um terreno privilegiado das disputas em torno

quer de novas identidades pessoais, quer da preservação de identidades históricas, da assunção de híbridos culturais ou das recontextualizações locais de tendências globais. Em relação aos aspectos simbólicos do corpo na velhice, a antropologia procura entender como o determinismo social influência à visão da sociedade sobre estas temáticas. Quando se fala de corpo em antropologia é incontornável o legado de Marcel Mauss, para quem toda a expressão corporal era aprendida, uma afirmação entendível no quadro da sua preocupação em demonstrar a interdependência entre os domínios físico, psicossocial e social. Tanto Mauss como Van Gennep mostraram que as técnicas do corpo correspondem a mapeamentos socioculturais do tempo e do espaço. Mauss argumentou que o corpo é ao mesmo tempo a ferramenta original com que os humanos moldam o seu mundo e a substância original a partir da qual o mundo humano é moldado. O famoso ensaio sobre as técnicas do corpo (1980 (1936)) abordava os modos como o corpo é a matéria-prima que a cultura molda e inscreve de modo a criar diferenças sociais. Isto é, o corpo humano nunca pode ser encontrado num qualquer suposto “estado natural” (Almeida, 2004, p. 4).

O corpo faz mediação entre o sujeito que envelhece e o mundo, pois ele funciona como transmissor e receptor das informações. A mediação permite ao idoso se organizar no contexto social, em que se encontra na busca de reconhecimento pessoal. Os gerontólogos acentuam que a velhice vive-se primeiro que tudo no corpo, o que não significa, necessariamente, que o indivíduo esteja atento no imediato aos seus sinais, tome deles conhecimento e a ele reaja. São habitualmente mencionados os cabelos embranquecidos, a pele com menor elasticidade mais seca, revelando rugas e por vezes com tendência a formar manchas, a deterioração da capacidade visual e auditiva, a maior lentidão dos reflexos, a maior capacidade respiratória, alguma dificuldade de equilíbrio e menor resistência, sem cansaço, os esforços físicos intensos e/ou continuados, a recuperação física mais lenta, a lentificação de movimentos e a menor eficácia do sistema imunitário a proteger o corpo de infecções (Silva, 2005, p. 143). O que é possível verificar é que o corpo é descrito pelos autores acima de várias maneiras. Alguns se pautam na questão funcional, em que o biológico e o físico têm

uma importância fundamental para a avaliação de seu desempenho na velhice. Outros avaliam o corpo como algo simbólico que de uma forma geral se liga a cultural de cada lugar em que o ser está envelhecendo. Ainda há que se pensar que o corpo sofre avaliação do próprio sujeito envelhecente, pois o reconhecimento das mudanças que sofreu pode influenciar no seu autoconceito, o que influenciará em sua autoestima e autoimagem.

Então se pode verificar que tanto as regras sociais como a história de vida de cada sujeito, determina como ele irá reconhecer seu corpo na velhice. Porém este reconhecimento nem sempre é livre, pois muitas vezes estão ligadas as interdições feitas pela igreja, pelo Estado, pela família ou pela comunidade a qual ele pertence. Pois em geral estes entes já possuem um padrão esperado para a velhice, com suas regras bem instituídas, em que o corpo aparece para confirmar o que está padronizado, e quando foge a esta regra em geral pode ser colocado à margem social.

A perceção do corpo possui várias perspetivas, pois ele – corpo - se modifica ao longo da vida e também dos processos civilizatórios. Ao mesmo tempo, há o aporte entre a subjetividade do sujeito e o mundo real, o que gera necessidades e desejos, sobrepondo- se para buscar o equilíbrio essencial a sua existência.

A velhice, assim como todo processo do desenvolvimento humano, é heterogênea. Cada um descobrirá a maneira como deseja ou como é possível vivê-la. O corpo é o instrumento pelo qual isto se concretiza, pois os desejos permanecem, havendo possibilidade de, talvez, se modificarem ou se aprimorarem.

O corpo desejo ou desejado vai perdendo vigor, a sexualidade vai se modificado, por ter redução hormonal significativa, redução da força física e muitas doenças cronicas, que vão interferir no desempenho e na performance sexual. A sexualidade na velhice pode, como em qualquer outra fase da vida, estar carregada de tabu, de medo, de preconceito, de sentimentos outros ligados ao abadono e à solidão. A seguir será abordada a sexualidade ligada ao envelheciemnto que passa pelo corpo.

3. 3. Sexualidade

A sexualidade na velhice ainda pode ser considerada um universo obscuro, pois há sempre aspectos negativos e positivos que envolvem esta temática. Os gerontólogos têm trabalhado na busca de desmistificar tudo que envolve os aspectos da sexualidade entre eles: os mitos, os medos dos velhos de manifestar seus desejos, os preconceitos. O que se pretende é que nesta fase da vida o idoso possa vivenciar sua sexualidade sem nenhuma culpa.

A cultura antissexual que existe em torno do ser idoso, é multifatorial e tende a seguir padrões já instituídos em uma determinada sociedade. A história de vida de cada um também contribui para que este idoso possa viver de forma plena ou não o exercício de sua sexualidade. O desestímulo da prática sexual na velhice pode ocorrer pela falta de privacidade que os idosos têm por morar com filhos e netos; pela educação muito rígida que algumas mulheres tiveram; pela perda que teve do companheiro ou da companheira; pelo medo de ser discriminado ao manifestar seus desejos sexuais; pela busca da espiritualidade por meio da religião; pela falta de capacidade física, etc.

Estas questões multifatoriais que aparecem em relação à sexualidade na velhice, nada mais são do que o condicionamento cultural, que sempre existiu e se presentifica em cada fase do desenvolvimento humano. Pois para muitas culturas o sexo se liga apenas a reprodução e não um ato para se buscar e sentir prazer.

Segundo Risma (2005), a liberdade para expressar o desejo sexual, ou simplesmente liberar a energia existente dentro de cada ser humano, não é tão fácil de ser conseguida, até mesmo de forma auto-erótica. A falta de informação sobre o processo de envelhecimento, assim como das mudanças na sexualidade, em diferentes faixas etárias e especialmente na velhice tem auxiliado a manutenção de preconceitos.

Embora tenha havido o que se chamou de revolução sexual, que foi beneficiada com o surgimento dos métodos contraceptivos, com o uso da camisinha e hoje com o Viagra, a sociedade ainda precisa discutir mais sobre a sexualidade do idoso, para abolir cada vez

mais o preconceito que ainda possa existir sobre esta temática e permitir mudanças culturais, não como ditadoras de um novo comportamento, mas no sentido de permitir estas pessoas se expressarem em relação ao desejo, ao prazer, as práticas sexuais e em especial em relação ao amor.

Não se deve esquecer que a sexualidade sempre foi vista e vivida de forma diferente para homens e mulheres. O gênero geralmente é preditor de um comportamento pré- instituído tanto para os machos como para as fêmeas. E em relação à sexualidade não é diferente. Os papéis femininos durante muito tempo eram de submissão, e estes ainda se mantêm em algumas culturas mesmo depois da clivagem social. Um dos fatores que contribuíram para isso foi a educação rígida imposta pelos pais. Os homens um pouco mais livres estimulados a se tornarem provedores e pegadores, desempenham desde cedo o papel do conquistador, em busca muitas vezes de sexo sem compromisso, o que contribuiu para que algumas de suas experiências sexuais gerassem em suas parceiras gravidez indesejadas e o risco de contraírem doenças sexualmente transmissíveis. A construção dos papéis sociais tanto para homens, como para as mulheres, passa pelo projeto de vida. Este projeto pode ser mutável ou imutável, pois todo ser humano está sujeito a uma nova leitura de mundo. O percurso até a velhice nem sempre é linear, uma vez que existe sempre um processo de reestruturação individual e coletiva, principalmente no que diz respeito à sexualidade.

O envelhecimento e a sexualidade são processos continuados, que todo sujeito irá vivenciar. O tempo é o fator que contribui para atualizar a condição do ser na velhice, o corpo que envelhece traça o destino pessoal de cada um. O desejo se atualiza, apesar do fantasma da finitude.

3. 4. Tempo

O tempo pode ser representado de duas formas: a primeira representação aparece como um ente que se liga a uma determinada cronologia, em que aparece idade do ser que

ou divisores em dia, hora, mês e ano. A segunda representação se trata de um tempo subjetivo que é definido pela possibilidade de uma pessoa aos 60 anos se considerar jovem, e se mostrar como tal, na maneira de se vestir ou de falar. Porém o que existe de comum entre os dois é marcação do presente, passado e futuro.

Os marcadores temporais em geral regem toda ação humana, pois funciona como uma referência para realizar as tarefas ligadas a vida em sociedade. Essa invenção criada pela humanidade é codificada em: infância, fase adulta e velhice, com a inteção de acompanhar o desenvolvimento corporal.

Para Araújo (1999), a procura do sentido do tempo e de como gerir o tempo de uma vida mais longa marcada pela multiplicidade sincrônica dos papéis e dos estatutos está subjacente aos novos comportamentos em face do envelhecer e do envelhecimento. A temporalidade para o idoso se manifesta de várias maneiras, pois para alguns é o tempo passado que se consolida, por meio da memória, que surge nas conversas diárias. Para outros o tempo presente se atualiza, pois a busca é para viver o aqui e o agora de maneira a se atualizar.

A expressão do tempo na velhice remete a uma posição de segmento anterior na evolução contínua do ser humano, pois essa percepção encontra-se expressa no símbolo social temporal e comunicável, que é pontual em cada fase da vida do indivíduo – infância, idade adulta e velhice. A escritora Hilda Hilst já trabalhava com está temáticas aqui discutidas é o que se pretende apresentar no próximo capítulo.

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