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6. Diskusjon

6.5 Formidling og forståelse av resultater

6.5.2 Innhenting av informasjon til kartlegging

Segundo Bardin (2010), a análise de conteúdo foi desenvolvida a partir do início do século XX. Em seu momento inicial, esta técnica era aplicada ao tratamento de materiais jornalísticos. Na atualidade, esta técnica também é utilizada em transcrição de entrevistas, documentos institucionais, entre outros. A difusão deste método iniciou -se nos Estados Unidos, a partir de estudos na Escola de Jornalismo da Universidade de Columbia. A seguir, vemos um trecho de Bardin (2010) à respeito de como a análise de conteúdo é conceituada na atualidade.

“O que é a análise de conteúdo atualmente? Um conjunto de instrumentos

metodológicos ca da vez mais sutis em constante aperfeiçoamento, que se aplicam a disc ursos (conteúdos e continentes) extremamente diversifica dos. O fator comum destas técnicas m últiplas e multiplicada s – desde cá lculo de frequência que fornece da dos cifrados, até a extração de estruturas traduzíveis em modelos – é a hermenêutica controlada, baseada na de dução: a inferência. Enquanto esforço de interpretação, a análise de conteúdo oscila entre os dois pólos do rigor da objetividade e da fecundida de da subjetividade. Absolve e ca uciona o investigador por esta atração pelo escondido, o latente, o não-aparente, o potencial de inédito (do não dito), retido por qualquer mensagem. T arefa paciente de

“desocultação”, responde a esta atitude de voyeur de que o analista não

ousa confessar-se e justifica a sua preocupação, honesta, de rigor científico. Analisar mensagens por esta dupla leitura onde uma se gunda

leitura se substitui à leitura “normal” do leigo, é ser agente duplo,

detetive, espião [...].” (Bardin, 2010, p. 9).

Bardin (2010, p.40) define a análise de conteúdo como “um conjunto de técnicas de análise das comunicações que utiliza procedimentos sistemáticos e objetivos de descrição do conteúdo das mensagens”. Ainda segundo esta autora, “a intenção da análise de conteúdo é a inferência de conhecimentos relativos às condições de produção (ou, eventualmente, de recepção), inferência esta que recorre a indicadores (quantitativos ou não)”. Verifica-se abaixo outro trecho de Bardin (2010, p.20) que corrobora com as definições acima citadas.

“A análise de conteúdo é uma técnica de investigação que tem por

finalida de a de scrição objetiva, sistemática e quantitativa do co nteúdo manifesto da comunicação.” (Bardin, 2010, p.20).

Dessa forma, fica evidenciado que a análise de conteúdo é uma técnica utilizada também para tratar dados provenientes de um conteúdo advindo de uma discussão . Sendo assim, tal técnica se torna relevante para identificação dos temas abordados durante os grupos de foco, tornando-se uma ferramenta indispensável nesta pesquisa. Assim, a análise de conteúdo viabilizou a identificação do que foi discutido, a respeito das funcionalidades da TV conectada, nos grupos de foco. Ainda segundo as definições sobre a análise de conteúdo propostas por Bardin (2010), cita-se o trecho abaixo.

“Um conjunto de técnicas de análise das comunicações visando o bter por

procedimentos sistemáticos e objetivos de descrição do conteúdo da s mensagens in dica doras (quantitativas ou não) que permitem a inferência de conhecimentos relativos às condições de produção/recepção (variáveis inferidas) destas mensa gens.” (Bardin, 2010, p.44).

Como visto acima, a análise de conteúdo pode ser aplicável a todas as formas de comunicação, possuindo duas características base, uma chamada “heurística” - quando é usada de forma exploratória, com fins de descobrir algo na mensagem - e outra denominada “administração da prova” - utilizada quando hipóteses são criadas à priori e servem como balizadores para a análise das mensagens observadas, com o objetivo final de confirmá-las ou rejeitá-las.

Nesse estudo, será utilizada a forma heurística deste método de análise de conteúdo, uma vez que não foram formuladas hipóteses, porém objetiva-se definir os fatores relevantes para a adoção da TV conectada na ótica dos entrevistados.

A análise foi realizada após a transcrição do conteúdo gravado nas entrevistas de grupo de foco. Em seguida, foram definidas as categorias para análise, considerando a seleção da grade do tipo mista, onde foram definidas preliminarmente as categorias pertinentes ao objetivo da pesquisa, admitindo-se a inclusão de categorias surgidas durante o processo de análise (Vergara, 2008).

Dessa forma, verifica-se a necessidade de subdivisão, inclusão ou exclusão de categorias, estabelecendo-se um conjunto final de categorias, e considerando-se um possível rearranjo, derivando no metamodelo exploratório refinado de estudo.

Porém, dado o volume de informações existentes no material transcrito, gerado a partir da realização de três grupos de foco, a complexidade para a análise das discussões transcritas aumentou. Dessa forma, o autor iniciou uma pesquisa acerca das ferramentas computacionais que pudessem viabilizar a análise proposta neste estudo.

Segundo Vergara (2008), a partir da década de 1960, a análise de conteúdo passou a contar com o auxílio de recursos computacionais. Em 2004, diversos softwares para esta finalidade já estavam à disposição no mercado, tais como o NUD*IST e ATLAS.ti (Kelle, 2002; Tesch, 1990 apud Vergara, 2008).

A partir da definição das categorias para análise, iniciou-se a etapa de análise de conteúdo, que poderia ser realizada com base em procedimentos estatísticos, interpretativos ou ambos. Neste estudo, foi utilizada uma abordagem qualitativa, mas que poderá ser complementada, em estudos futuros, por meio de procedimentos estatísticos.

Procedimentos qualitativos focalizam as peculiaridades e as relações entre os elementos. Enfatiza o que é significativo, relevante, o que pode não ser necessariamente frequente no texto. Nesse caso, a interpretação dos resultados pode ser realizada por meio

do emparelhamento (pattern-matching) ou da construção iterativa de uma explicação (Laville e Dionne, 1999 apud Vergara, 2008).

A partir daí, resgata-se o problema que suscitou a investigação e confrontam-se os resultados obtidos com as teorias que deram suporte à investigação. Por fim, formula-se a conclusão e elabora-se o relatório de pesquisa. Obtidos os resultados, caberá ao pesquisador retornar aos fatores formulados, oferecendo as devidas explicações (Vergara, 2008).

Assim, apresenta-se na Figura 29 abaixo um esquema gráfico com a metodologia de pesquisa empregada neste estudo.

Figura 29: M etodologi a para mo ntag em do met amod elo ex ploratório p ara estu do dos fatores rel ev ant es para a aceitação e di fus ão d a TV conectada no Brasil.