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Innføring av nye retningslinjer for

4 Videreutvikling av rammeverket

4.6 Nye retningslinjer for ansvarlige

4.6.2 Innføring av nye retningslinjer for

de compromisso relacional é habitualmente elevado, e conseguem manter um bom equilíbrio entre as necessidades de proximidade e autonomia pessoal (Collins & Feeney, 2004; Dewitte & Houwer, 2008; Shaver & Mikulincer, 2002). O estilo de vinculação seguro está ligado a uma maior satisfação com o relacionamento (Elizur & Mintzer, 2003; Kurdek, 2001; Lafontaine, Gabbay, Péloquin, Flesch & Fitzpatrick, 2013) e a um compromisso maior para com o parceiro, ou seja, relações mais estáveis (Kurdek, 2001), em homens gays e mulheres lésbicas.

No que releva ao suporte social, os resultados revelam que os participantes apresentam maior suporte social na relação o que reforça os dados apresentados por Kurdek (2003) que também demonstram a existência de um maior nível de suporte social na relação, comparativamente ao obtido fora da mesma. Porém, também não é surpreendente que os indivíduos LGB reportem um suporte social mais pobre da família, dos amigos e dos/as parceiros/as, comparativamente com o reportado pelos casais heterossexuais (Markey, Markey, Nave & August, 2014). Contudo, Balsam e Mohr (2007) e Dyar, Feinstein e London (2015) verificaram que os grupos de homem e mulher bissexuais apresentam menor suporte social fora da relação do que gays e lésbicas, sendo que os homens gays têm mais sanções sociais e são alvo mais fácil de discriminação do que as mulheres (Herek, 2002), resultados semelhantes aos que obtivemos neste estudo.

De acordo com outros estudos que se têm debruçado sobre outros aspetos correlacionados com a satisfação com a relação relatam que a predição de suporte social na relação e fora dela estão igualmente envolvidos na forma de avaliar a qualidade da relação em casais LGB, assim como o estilo de vinculação presente em cada um dos elementos do casal, sendo que com a existência de estilos semelhantes em ambos, promovem níveis maiores de satisfação na relação. Em relação à identidade, os dados empíricos são contraditórios, ora apontado no sentido de que maior identidade, maior satisfação com a relação ou no sentido oposto que indicia que maior identidade menor satisfação com a relação (Hendrick & Hendrick, 2000).

Nos últimos anos, as questões dos direitos civis entre casais LGB conquistaram um lugar no centro das atenções da esfera política. No entanto, devido à diminuta investigação, grande parte da população assume estereótipos, que tendem a diferenciar as relações homossexuais das relações heterossexuais, contudo, contrariamente a esta crença, os dados empíricos disponíveis sobre relacionamentos românticos entre pessoas do mesmo sexo tende a reconhecer que estes relacionamentos românticos são extremamente semelhantes aos relacionamentos heterossexuais, numa ampla gama de variáveis (Hendrick & Hendrick, 2000). Casais do mesmo sexo e casais heterossexuais relatam níveis semelhantes de expressão afetiva, intimidade, conflito, compromisso de relacionamento, satisfação geral e bem-estar geral (Blumstein Schwartz, 1983; Kurdek, 1998, 2001, 2004; Markey, Markey, Nave & August, 2014), assim como são vários os preditores da satisfação no relacionamento que tendem a ser semelhantes para as díades românticas de casais do mesmo sexo e casais heterossexuais. Por exemplo, tanto os casais heterossexuais como os do mesmo sexo tendem a relatar níveis elevados de qualidade de relacionamento e de disposição para a

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relação (Heller, Watson & Iles, 2004; Kurdek, 1997; Malouff, Thorsteinsson, Schutte, Sanches & Rooke, 2010).

De um modo geral, muito poucas diferenças são vistas na satisfação com o relacionamento entre indivíduos com relações do mesmo sexo, em comparação com os casais heterossexuais (Lafontaine, Gabbay, Péloquin, Flesch & Fitzpatrick, 2013; Peplau & Fingerhut, 2007). A maioria dos indivíduos em relações do mesmo sexo geralmente relata altos índices de satisfação com o relacionamento (MacIntosh, Reissing & Andruff, 2010; Quam, Whitford, Dziengel, & Knochel, 2010). Além disso, as mulheres lésbicas e gays diferem pouco em termos de satisfação com o relacionamento (Kurdek, 1991). Variáveis do funcionamento geral do casal, como a comunicação, intimidade, confiança e estratégias de resolução de conflitos, e variáveis específicas da realidade social dos casais do mesmo sexo, como a identidade sexual e a perceção de estigma (Kurdek, 1994; Mohr & Fassinger, 2006; Peplau & Fingerhut, 2007), contribuem para a satisfação com a relação nestes indivíduos. Segundo Lafontaine, Gabbay, Péloquin, Flesch e Fitzpatrick (2013) há diversos estudos que suportam o fato de que a frequência sexual e o prazer físico em casais gays ou casais de lésbicas diminui ao longo do tempo, como acontece nos casais heterossexuais e de acordo com Henderson, Lehavot e Simoni (2009) a satisfação com a relação pode mediar a relação entre o suporte social e a satisfação sexual.

Mendes e Pereira (2013) e Kurdek (2005) relataram que em média os homens gays e mulheres lésbicas estão satisfeitos com o seu relacionamento e o nível de satisfação é elevado, ora os resultados obtidos neste estudo corroboram estes dados já que verificamos que a maioria dos participantes encontra-se “muito satisfeito” e “extremamente satisfeito” com a relação e no que releva ao bem-estar sexual subjetivo a maioria está contente com a sua vida sexual atual e considera o sexo bastante importante, mantendo os seus relacionamentos, o que contrasta com o defendido por Grossi, Mello e Uziel (2007) que consideram que casais do mesmo sexo não apresentam relações românticas de duração, nem têm satisfação na relação.

Verificamos que não existem diferenças significativas entre os participantes portugueses e espanhóis no que releva às variáveis identidade total, satisfação com a relação, suporte social na relação e suporte social fora da relação e bem-estar geral, portanto os resultados não permitem suportar a ideia de que a cultura em Portugal e Espanha interfira nestes constructos. Portanto, este facto reitera a ideia de que apesar da influência dos determinantes socioculturais no bem-estar dos indivíduos (Pereira & Leal, 2005), não existem diferenças entre os casais do mesmo sexo portugueses e espanhóis para estas variáveis.

O facto de terem sido encontradas diferenças estatisticamente significativas para identidade total, satisfação com a relação e suporte social fora da relação entre a orientação sexual podem ser explicadas pelo facto de que em relação à satisfação com a relação interfere mais o estado de desenvolvimento da identidade no processo de coming out, o suporte social na relação e o suporte

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