5. Nasjonal og regional betydning av infrastrukturen i Glåmdalsregionen
5.2 Infrastrukturens betydning for regional utvikling
Em inglês (cf. Sinclair, 1994: 343), há três tipos principais de orações subordinadas: reported clauses, adverbial clauses e relative clauses. Ou seja, dentro da
16Lehman (1998: 219) refere que o termo ‘subordinação’ é aplicado em diferentes escolas de linguística, a diferentes tipos de fenómenos. No seu sentido mais lato, que pode ser encontrado em certas tendências do estruturalismo europeu, o tamanho e a natureza do elemento subordinante não são relevantes. Neste caso a subordinação praticamente significa o mesmo que dependência. No seu sentido restrito, característica da filologia clássica, apenas as orações finitas podem ser consideradas subordinadas. Neste caso, subordinação praticamente significa o mesmo que hipotaxe.
subordinação temos as proposições nominais, as proposições adverbiais e as
proposições relativas.
Também em português, existem três tipos de orações subordinadas com conjunção ou pronome, isto é, que contêm o verbo flexionado, considerados nas gramáticas tradicionais portuguesas17: as orações subordinadas relativas (ou adjectivas ou qualificativas ou atributivas); as orações subordinadas completivas (ou integrantes ou substantivas); e as orações subordinadas adverbiais (ou circunstanciais).
Esta classificação baseia-se no paralelismo entre os três tipos de orações e as funções desempenhadas por substantivos, adjectivos e advérbios:
“As orações subordinadas classificam-se em substantivas, adjectivas e adverbiais porque as funções que desempenham são comparáveis às exercidas por substantivos, adjectivos e advérbios.”
Cunha & Cintra (1984: 596)
Assim, as palavras de Cunha & Cintra sublinham a distribuição sintáctica das orações em comparação com determinadas classes de palavras.
Nesse sentido, tanto no português, como no inglês estas três orações têm características de natureza categorial, que passamos a mencionar, tratando, obviamente, os aspectos que respeitam as orações adverbiais com mais detalhe:
a) As orações relativas ou adjectivas ou qualificativas ou atributivas têm as funções próprias de um adjectivo e são introduzidas por um pronome relativo. As orações relativas podem ser explicativas (non defining) ou restritivas (defining), conforme expressam informação acessória, ou restringem, limitam, precisam a significação do antecedente. As explicativas são sempre separadas por vírgulas e podem ser omitidas sem afectar o sentido da frase.
b) As orações completivas ou integrantes ou substantivas são introduzidas pelas conjunções subordinativas integrantes. São tradicionalmente chamadas de orações substantivas, pois têm características nominais, e de integradas porque são encaixadas na oração principal.
17Desde a segunda metade do século XIX que são identificados três tipos de orações subordinadas na tradição gramatical portuguesa. Antes desse período, ou não existiam de forma explícita os conceitos de ‘frase complexa’, ‘subordinação’ e ‘coordenação’, ou estes conceitos tinham outros contornos. (cf. Lobo, 2003: 11)
c) As orações adverbiais ou circunstanciais exprimem várias circunstâncias tal como os complementos circunstanciais. À semelhança dos complementos circunstanciais a gramática tradicional portuguesa e a gramática tradicional inglesa estabelecem distinções de natureza semântica dentro das subordinadas adverbiais, nomeadamente sete sub-grupos semânticos de adverbiais: causais, temporais, finais, concessivas, condicionais, comparativas e as consecutivas, cujos significados apresentamos de forma esquemática:
Tabela 3 Classificação tradicional das orações subordinadas adverbiais
Classificação tradicional das orações subordinadas adverbiais
Cunha & Cintra (1984: 601-4)
Thomson & Martinet
(1986: 294-302) Expressam:
Causais Reason a razão, o motivo ou o que dá lugar a um
facto
Temporais Time
uma circunstância de tempo e designam simultaneidade, anterioridade ou
posterioridade
Finais Purpose a intenção ou móbil da acção enunciada
na oração subordinante
Concessivas Concession
uma circunstância que, embora tenda a contrariar a acção enunciada na subordinante, não impede que esta se
realize
Condicionais Condition
uma hipótese, condição, e podem ser factuais (ou reais), hipotéticas (ou potenciais), contrafactuais (ou irreais)
Comparativas Comparison
simples comparação, semelhança ou igualdade, desigualdade ou comparação
hipotética
Consecutivas Result
que um facto é consequência da acção, estado ou qualidade expressa na oração
Apesar desta correspondência entre as distinções semânticas no grupo das orações adverbiais consideradas nas gramáticas portuguesas e nas gramáticas inglesas, esta classificação não é comum a todos os gramáticos. Mateus et al. (2003: 697), por exemplo, incluem nas subordinadas adverbiais apenas as orações condicionais, causais, finais, concessivas e temporais. Mateus et al. chamam a este tipo de orações ‘constituintes sintácticos’, uma vez que a possibilidade de clivagem e de mobilidade é uma das características mais importantes que as distinguem da coordenação. (cf. Mateus et al., 2003: 698) Também Lobo (2003: cap. 3) apresenta uma classificação semântica de orações adverbiais diferente da da tradição portuguesa: orações causais, orações finais, orações temporais, orações condicionais, orações concessivas, orações condicionais-concessivas, orações de modo, orações de circunstância negativa, orações substitutivas, orações acrescentativas, orações contrastivas, orações de comentário. Lobo não considera as comparativas e consecutivas por, segundo a autora, não terem comportamentos idênticos às restantes orações. (cf. Lobo, 2003: 112)
Esta arbitrariedade na classificação torna-se mais evidente quando confrontamos a nomenclatura da tradição gramatical portuguesa com a de outras tradições gramaticais como, por exemplo, a brasileira e a inglesa.
A Nomenclatura Gramatical Brasileira (cf. Cunha & Cintra 1984: 585) inclui para além destas orações subordinadas, a ‘conformativa’ e a ‘proporcional’.18
No que respeita à gramática inglesa, Sinclair (1994: cap. 8), para além dos sete sub-grupos semânticos considerados na gramática tradicional, considera as ‘place clauses’, introduzidas pelas conjunções where, wherever (que também podem ser substituídas por everywhere) que são tradicionalmente consideradas pronomes relativos e, portanto, usados na construção de frases relativas.
Quirk et al. 1985 consideram, para além dos grupos semânticos usuais, alguns outros, ausentes da maioria das gramáticas tradicionais da língua inglesa. A classificação que Quirk et al. 1985 apresentam é bastante complexa: 'clauses of time', 'clauses of contingency', 'clauses of place', 'clauses of condition, concession, and contrast', 'clauses of exception', 'reason clauses', 'clauses of purpose', 'clauses of result', 'clauses of similarity and comparison', 'clauses of proportion', 'clauses of preference' e 'comment clauses'. (cf. Quirk et al., 1985: 1077-1112)
Lobo chama também a atenção para a polissemia de alguns conectores: “Em português, constatamos que a maioria dos conectores é monovalente (e.g. porque, logo que...) e que apenas alguns conectores podem ser polivalentes.” (cf. Lobo, 2003: 114) Exemplos dos conectores polivalentes referidos são uma vez que (temporal e causal) e como (modo, causa, conformidade). 19
Esta polissemia ao nível dos conectores, que gera uma certa ambiguidade, levanta-nos a seguinte questão: se nas orações subordinadas o seu valor semântico é parcialmente determinado pelos traços discursivos dos seus conectores, o que, ainda assim, resulta numa diversidade de leituras e classificações, como será realizada a interpretação das orações subordinadas adverbiais que não são introduzidas por conectores?