5. Nasjonal og regional betydning av infrastrukturen i Glåmdalsregionen
5.3 Infrastrukturens betydning for regional utvikling i Glåmdalen
Tratámos até ao momento as orações subordinadas introduzidas por conjunção ou pronome e com o verbo conjugado numa forma finita.
Iremos tratar agora as orações subordinadas que contêm o verbo numa forma não-finita: infinitivo pessoal e impessoal, particípio e gerúndio. Estas são as chamadas formas nominais, dado não exprimirem por si nem tempo nem modo, estando sempre dependentes do contexto em que se inserem.(cf. Cunha & Cintra, 1984: 480) Para além disso, desempenham, nas frases em que estão integradas, as funções do substantivo, do adjectivo e do advérbio.
Em inglês, há quatro formas não-finitas: o present participle; o to-infinitive; o
infinitive without to20; e o past participle21. (cf. Collins, 1994: 185) Ou, segundo Biber et al. (1999: 198): infinitive clauses, ing-clauses e ed-clauses.
As formas não-finitas em inglês caracterizam-se por serem facilmente definidas morfologicamente devido à sua combinação de categorias de inflecção:
19Cunha & Cintra (1984: 586), após a classificação das orações subordinadas adverbiais, tecem o seguinte comentário a respeito da ‘polissemia conjuncional’: “Algumas conjunções subordinativas (que, como, porque, se, etc.) podem pertencer a mais de uma classe. Sendo assim, o seu valor está condicionado ao contexto em que se inserem, nem sempre isento de ambiguidade, pois que há circunstâncias fronteiriças: a condição da concessão, o fim da consequência, etc.”
20Também pode ser chamado de bare infinitive. (cf. Quirk et al. 1985, Sinclair 1994 e Downing & Locke 1995, por exemplo)
21Em Downing & Locke (1995:11) a forma do particípio passado é simbolizada por -en. De facto, o particípio passado não tem apenas a terminação em -ed.
“Non-finite clauses are regularly dependent. They are more compact and less explicit than finite clauses: they are not marked for tense and modality, and they frequently lack an explicit subject and subordinator.”
Biber et al. (1999: 198)
Assim, enquanto que em português as orações subordinadas com as formas não finitas não são introduzidas por conjunção22, em inglês, como se depreende pelas palavras de Biber et al., há dois tipos de orações não-finitas: uma que começa com
conjunção subordinativa (como, por exemplo, once, till, until, when, whenever, while,
whilst, nas orações adverbiais de tempo em -ing) ou, em alguns casos, com preposição (after, before, on, since) e outra que não começa com conjunção.
2.3.2.1.Orações reduzidas de infinitivo
De acordo com a gramática de Cunha & Cintra (1984: 480): “O infinitivo apresenta o processo verbal em potência; exprime uma ideia da acção, aproximando-se, assim, do substantivo.”
Consideram-se formas não finitas do verbo as formas de infinitivo flexionado ou não flexionado, ou seja, o infinitivo pessoal e impessoal.
O infinitivo impessoal do verbo é constituído por <radical + vogal temática + desinência do infinitivo> e o infinitivo pessoal é constituído por <radical + vogal temática + desinência do infinitivo + desinências>. O infinitivo pessoal possui desinências especiais para a segunda pessoa do singular e para as três pessoas do plural, sendo, por isso, a única forma nominal que pode apresentar flexão de pessoa e número.
Para além disso, apesar de não exprimir por si só nem tempo nem modo, o infinitivo (impessoal e pessoal) exprime um aspecto não concluído, na sua forma simples, e um aspecto concluído, na sua forma composta.
22As orações gerundivas concessivas podem ser introduzidas pelos conectores de natureza adverbial, embora e mesmo, mas não obrigatoriamente. Lobo (2006: 134) refere-se a embora como conector adverbial, uma vez que corresponde a um constituinte inicialmente de natureza adverbial (tem origem na expressão adverbial em boa hora), tendo passado a funcionar como conjunção, ou seja, introdutor de orações subordinadas. Devido à sua natureza adverbial, embora tem como característica uma certa mobilidade, podendo ocorrer antes ou depois da forma verbal no gerúndio.
Uma excepção à impossibilidade de as gerundivas serem introduzidas por preposição é a gerundiva introduzida por em.
As orações reduzidas de infinitivo podem vir ou não regidas de preposição e, tal como as desenvolvidas, podem ser substantivas, adjectivas e adverbiais. O infinitivo pode exprimir diversas circunstâncias, entre as quais: causa, tempo e fim.
Em inglês, o infinitivo pode ter a partícula to ou não e, tal como no português, não exprime tempo. De acordo com Swan 1995, para além do infinitivo simples com ou sem to, exitem outros infinitivos:
“Besides simple infinitives like (to) write, there are also progressive infinitives (e.g. (to) be writing), perfect infinitives (e.g. (to) have written) and passive infinitives (e.g. (to) be written).”
Swan (1995: 259)
2.3.2.2.Orações reduzidas de particípio
De acordo com a gramática de Cunha & Cintra: “O particípio apresenta o resultado do processo verbal; acumula as características de verbo com as de adjectivo, podendo, em certos casos, receber como este as desinências de -a de feminino e -s de plural. Não flexiona em pessoa.” (cf. Cunha & Cintra, 1984: 480)
A oração participial é sempre anteposta à respectiva subordinante. O particípio tem um valor temporal de passado e, portanto, a oração principal assinala sempre um tempo anterior ao tempo da respectiva oração subordinante. Esse tempo passado realiza regularmente um valor aspectual perfectivo ou acabado, o que corresponde à expressão ‘uma vez’ ou ‘uma vez já’, que pode introduzir a oração participial.
Assim, as orações reduzidas de particípio podem ser adverbiais, pois o particípio pode exprimir várias circunstâncias, como: de tempo, de causa, de condição. Também podem ser adjectivas se tiverem como função sintáctica a pós-modificação.
Em inglês, particípio refere-se quer à forma em -ing quer à forma em -ed:
“When -ing forms are used in certain ways they are called ‘present participles’. Forms like broken, gone, opened, started are called ‘past participles’. These are not very suitable names: both forms can be used to talk about the past, present or future. (...) Present and past participles can be put together to make progressive and perfect forms (e.g. being employed, having arrived, having been invited).”
2.3.2.3. Orações reduzidas de gerúndio
O gerúndio é constituído por <radical + vogal temática + desinência -ndo>. Em inglês, as formas em -ing são formadas por <verbo + -ing>, com algumas particularidades que já foram referidas no capítulo anterior.
De acordo com a distinção apresentada na mesma gramática sobre as formas nominais: “O gerúndio apresenta o processo verbal em curso e desempenha funções exercidas pelo advérbio ou pelo adjectivo.” (cf. Cunha & Cintra, 1984: 480)
Para além disso, Cunha & Cintra (1984: 487/8) referem que em português, o gerúndio, tal como o infinitivo, apresenta duas formas: uma simples, que exprime uma acção não concluída, “em curso, que pode ser imediatamente anterior ou posterior à do verbo da oração principal, ou contemporânea dela”, e uma forma composta, que é “de carácter perfeito e indica uma acção concluída anteriormente à que exprime o verbo da oração principal”. Móia & Viotti (2004: 725/6) discutem esta questão e concretizam através de exemplos a incongruência desta classificação: o “aspecto inacabado” do gerúndio simples não se verifica quando “a gerundiva descreve uma acção anterior à representada na oração principal”, estando, por isso, associada a um “aspecto acabado” (“Dizendo isto, calou-se”); o gerúndio composto não se refere apenas a acções anteriores à principal, podendo remeter “para situações temporalmente sobrepostas” e até mesmo posteriores às representadas na oração principal (“A sessão foi encerrada, tendo os participantes saído.”).
Desta forma, à semelhança das orações reduzidas de particípio, as orações reduzidas de gerúndio podem ser adverbiais ou adjectivas.
A respeito das orações reduzidas de gerúndio adjectivas, Cunha & Cintra (1984: 610) chamam a atenção para a controvérsia do uso do gerúndio com valor de oração adjectiva entre os gramáticos: “O emprego do Gerúndio com valor de ORAÇÃO ADJECTIVA tem sido considerado por certos gramáticos um galicismo intolerável”.
Também Almeida 1981, no Dicionário de Questões Vernáculas, e Nogueira 1989, no Dicionário de Erros e Problemas de Linguagem, defendem que o gerúndio é mal empregue em lugar de subordinada adjectiva.
No entanto, apesar de o emprego do gerúndio com valor de oração adjectiva, “que designa um modo de ser ou uma actividade permanente do substantivo a que se refere”, ser controverso, Cunha & Cintra (1984: 610) referem que é “cada vez mais
frequente nos dias que correm”. De facto, esta construção tornou-se comum e ocorre de forma muito natural no português, como podemos constatar no exemplo de Lobo (2006: 4) “As caixas contendo produtos inflamáveis devem ser separadas das restantes.” A oração gerundiva adjectiva funciona, assim, como um modificador restritivo e corresponde a uma oração subordinada relativa introduzida por pronome relativo.
No caso do inglês as orações em -ing com função adjectival, ou seja, pós- -modificadora, são uma construção natural nesta língua. Tanto no português, como no inglês, esta construção é possível quando a pessoa ou objecto a que se refere a informação contida na oração gerundiva é também sujeito dessa mesma oração, como no exemplo supracitado de Lobo 2006 e no seguinte exemplo de Swan (1995: 405): “Who’s that girl dancing with your brother?”
2.4. Conclusões
Como foi referido, não foi nosso objectivo aprofundar as estruturas de coordenação e de subordinação, nomeadamente as adverbiais finitas, infinitivas e participiais. No entanto, estas servirão de pano de fundo para a secção seguinte que tratará as características semânticas e sintácticas das orações subordinadas adverbiais gerundivas.
3. Aspectos semânticos e sintácticos das orações subordinadas adverbiais