Del II Budsjettforslag
Programkategori 17.10 Infrastruktur og
Uma vez que o Sistema Nervoso é o comando central do corpo (se este funciona mal, tudo funciona mal), precisa de ser bem protegido. De facto, o cérebro e a medula espinal são os únicos órgãos do corpo que estão completamente protegidos por osso. A medula espinal, em particular, é protegida por um canal ósseo, conhecido por coluna vertebral, composta por 54 ossos, no caso dos equinos, denominados vértebras.
Figura 7 – Coluna vertebral e estruturas nervosas que protege (Beaty, J., Equine Chiropractic Services)
A metade caudal da vértebra constitui o arco ósseo. Os pedículos unem as apófises ao corpo vertebral da vértebra adjacente de cada lado do forâmen vertebral, constituindo as articulações caudais. Os pedículos superiores e inferiores delimitam o forâmen intervertebral. É através deste que passa um dos nervos segmentares pares que enviam mensagens de e para a medula espinal (Reizer, 2002).
Foram já descritas subluxações que comprimem os nervos. Se a energia que vem do cérebro é transmitida pela espinal medula e pelos nervos espinais para cada órgão, qualquer vértebra que colida e/ou pressione os nervos espinhais vai resultar num fluxo excessivo ou deficiente de energia nervosa. Assim, essa pressão pode induzir:
- irritação/excitação, o que aumenta a energia nervosa; - bloqueio da corrente, o que diminui a energia nervosa.
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É por este motivo que paralisias e entorpecimentos dos músculos resultam de uma grave compressão. Um exemplo muito conhecido é o da “ciática”, resultante da compressão do nervo ciático, a nível da sua origem na coluna vertebral pela protuberância do próprio disco, passando, a sua resolução, pela remoção dessa mesma protuberância.
A existência de pressão a nível da raiz dos nervos, está provado, também pode interferir na irrigação e transporte de nutrientes que circulam normalmente. Desta forma, subluxações espinais e/ou doenças degenerativas da coluna vertebral, como é o caso da espondilose, podem causar tensão ou irritação a nível da espinal medula, uma vez que o disco vai degenerando, ficando congestionado entre vértebras adjacentes e levando a que as protuberâncias, que vão aparecendo, arrastem a membrana existente à superfície de todos os ossos – o periósteo. Este, cuja função é a formação de novos ossos, ao ser arrastado para outras localizações, vai originar o surgimento de espigas de ossos – os osteófitos. Estas excrescências dos ossos e discos podem estreitar os forâmens intervertebrais e invadir o canal vertebral, onde passa a medula, estreitando-o e interferindo com o normal fluxo de impulsos nervosos que viajam através da mesma.
No caso concreto do atlas e áxis, há vários relatos de pressão sobre a espinal medula resultante do afastamento destas duas vértebras como consequência de uma lassidão dos ligamentos que as unem, podendo esta ter origem infecciosa ou em doenças das mais variadas naturezas, incluindo as imuno-mediadas, como, por exemplo, a artrite reumatóide. Esta alteração anatómica e funcional leva a uma contracção assimétrica dos pequenos músculos ligados ao atlas, à sua torção ou a um excesso de movimento do mesmo e também pode reflectir-se com sintomatologia a nível da espinal medula. Se a compressão infligida na medula for demasiado forte, o resultado pode passar por paresia total dos quatro membros e/ou morte. Neste caso concreto de vértebras cervicais, as artérias vertebrais passam pelo forâmen transversal que, se comprimidas/perturbadas por movimentos e posições incorrectas das mesmas, podem induzir cefaleias, vertigens/tonturas, náuseas e/ou quedas repentinas (Wyatt, 2004). Em situações de subluxações, a dor é o sintoma mais comummente manifestado e está relacionado com:
- pressão nas estruturas sensitivas (revestimento da dura-máter);
- tensões anómalas nos ligamentos e cápsulas fibrosas dos ligamentos espinais posteriores;
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- espasmos musculares em resposta a agressões ou ameaça de agressões às articulações.
As estruturas mais importantes afectadas por uma disfunção espinal são os nervos que regulam a nossa posição, ou seja, que informam o sistema nervoso central da posição em que se encontram as articulações e o estado de contracção de cada músculo, existindo extremidades nervosas em todas as articulações, músculos e ligamentos. Estes são afectados por todo o tipo de estiramentos e pressões fora do habitual, sendo que estas perturbações mecânicas provocam reacções em cadeia. Isto é demonstrado pela estimulação dos terminais nervosos e pelo recurso à aplicação de uma pressão monitorizada, que resulta em espasmos musculares e no aumento da tonicidade muscular, quer a nível local, quer noutros pontos da espinal medula, principalmente os inervados pelo mesmo segmento nervoso. A intensidade da dor provocada também é influenciada pela aplicação de impulsos nestes mecano- receptores no sistema nervoso central.
Assim, pode concluir-se que o segmento vertebral móvel é a unidade funcional da coluna que inclui duas vértebras adjacentes e os tecidos moles associados que as unem. Os seus movimentos articulares podem ser classificados, de acordo com a sua amplitude, como tendo 3 zonas distintas:
1) Zona fisiológica, que inclui movimentos passivos e activos e é o espaço de amplitude em que se verifica a movimentação da articulação;
2) Zona parafisiológica, existente além da barreira elástica normal da articulação (barreira anatómica semi-restritiva, entre a amplitude de movimentos fisiológicas e a parafisiológica), tratando-se da zona de cavitação articular (i.e. som que se ouve quando se estalam as articulações dos dedos);
3) Zona patológica, que fica além dos limites da integridade anatómica da articulação normal e que se caracteriza por lesão articular (i.e. entorse, sub- luxação, luxação).
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Figura 8 – Amplitude movimentos vertebrais: activos, passivos; fisiológicos, parafisiológicos e patológicos (Gomes, 2004)
Na presença de lesão da amplitude de movimento vertebral, pode haver alteração na propriocepção, contractura nos músculos que envolvem e protegem a zona afectada, alteração do disco intervertebral e da biomecânica da articulação e aumento da tensão e stress nas cápsulas articulares e ligamentos adjacentes.
Desta forma, o objectivo da Quiropráctica é restabelecer o movimento normal da articulação, estimular reflexos neurológicos, diminuir a dor e a hipertonicidade muscular. Para tal, é necessária uma técnica apropriada, aplicação de força de intensidade, direcção e velocidade adequadas e destreza psicomotora treinada e desenvolvida. É, também, necessário um conhecimento profundo da anatomia vertebral e da biomecânica das articulações, para uma avaliação e tratamentos apropriados. O que se observa e efectua é uma separação articular rápida, que provoca uma cavitação do líquido sinovial, com formação de uma bolha de gás, pelo que, uma segunda tentativa não vai ter sucesso e pode, inclusivamente, causar dor. Assim, tem de se aguardar até a bolha de gás ser absorvida para poder aplicar novo ajuste, o que leva cerca de 15 a 20 minutos, correspondentes ao período refractário (Vear, 1991).