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Infrastructure Alternatives

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3.2 Analytical Infrastructure

3.2.1 Infrastructure Alternatives

Para proposição do curso para professores como estratégia interventiva onde seriam coletados os dados da pesquisa, realizei inicialmente um curso piloto.

Intitulado de “Biologia evolutiva além dos muros da escola: Aproveitando os espaços não formais para o ensino de biologia na escola”, o curso foi promovido pelo Centro de Seleção e Promoção de Eventos da Universidade de Brasília – CESPE/UnB, que o divulgou, recebeu as inscrições e disponibilizou os recursos audiovisuais e sala de aula na UnB. Coube também ao CESPE/UnB a disponibilização de um ambiente virtual de aprendizagem, a plataforma Moodle e a certificação dos cursistas.

O curso foi realizado no período de 18 de setembro a 27 de outubro de 2009 e esteve organizado em 30 horas/aulas de encontros presenciais e 30 à distância, via plataforma Moodle. Das 30 horas/aulas destinadas aos encontros presenciais, quatro foram utilizadas em uma atividade de campo no Jardim Botânico de Brasília, quatro no Jardim Zoológico de Brasília e as demais se deram na forma de aulas presenciais em uma sala de aula da UnB.

O curso teve um total de 20 professores participantes. Destes, três eram professores de biologia em exercício (ensino médio), seis de ciências em exercício (6º ano ao 9º ano do ensino fundamental), duas professoras de anos iniciais em exercício (1º ao 5º ano do ensino fundamental). Os demais professores eram da área de ciências, mas não estavam em exercício da docência.

A proposta do curso piloto era direcionada somente para professores de biologia. Entretanto, tendo em vista o perfil dos participantes inscritos, optei, no decorrer do curso, por mudar seus objetivos e adequar as estratégias, de forma a contemplar também os professores de ciências do ensino fundamental.

Considerei, para o curso, a necessidade de desenvolver uma percepção integrada das diferentes áreas das ciências biológicas, tendo como tema unificador a “evolução biológica”. Além disso, foi também considerada a relevância da realização de atividades escolares extraclasse em espaços não formais de educação, para a consecução de aprendizagens significativas pelos alunos.

Além de subsidiar o planejamento desta pesquisa, os objetivos do curso foram: promover a reflexão dos professores sobre sua prática no ensino de biologia evolutiva; capacitá-los a desenvolver uma abordagem interdisciplinar entre as diferentes áreas das ciências biológicas, utilizando-se da biologia evolutiva como tema unificador; conscientizá-los sobre a importância da realização de atividades de ensino e de aprendizagem em espaços não formais, com base na teoria da aprendizagem significativa proposta por Ausubel e colegas (1980), além de prepará- los para a exploração de espaços não formais potenciais para o ensino de biologia evolutiva no Distrito Federal.

Para alcançar os objetivos propostos, o conteúdo do curso estava dividido em três temas principais: educação nos espaços não formais; estratégias de ensino e de aprendizagem em espaços não formais e, ensino de biologia evolutiva em espaços não formais e aprendizagem significativa.

Para os encontros presenciais em classe foram desenvolvidas aulas expositivas, com utilização de quadro, pincel e projeção multimídia, bem como discussões acerca da temática do curso. Já nas aulas de campo, foram realizadas atividades expositivas e investigativas, mediante um roteiro pré-estabelecido, com vistas aos pontos discutidos e definidos em classe.

Na modalidade à distância foram utilizadas diferentes ferramentas da plataforma Moodle, especialmente aquelas que envolvem a disponibilização de

textos de referência para leitura e reflexão e as de interatividade em ambiente virtual de aprendizagem, tais como chats, estudos dirigidos e fóruns de discussão. A avaliação foi feita mediante a observação da participação, envolvimento, dedicação e execução das atividades propostas no decorrer do curso. Como atividade final, foi solicitado aos professores cursistas que elaborassem uma proposta de atividade extraclasse contendo o planejamento e o respectivo roteiro de atividade de campo, versando sobre o tema evolução biológica ou sobre algum conteúdo de ciências biológicas, tendo como tema unificador a biologia evolutiva.

O primeiro encontro do curso envolveu, além da abertura e apresentação do curso e da pesquisa a ele relacionado, a aplicação de questionários pesquisa e de sondagem com o intuito de obter um diagnóstico inicial sobre as expectativas e percepções dos professores sobre o curso. Ainda nesta primeira aula, iniciei uma discussão acerca dos conceitos de espaços formais e não formais de educação, e também, sobre a relação entre educação formal, não formal e informal. Esta discussão foi continuada no fórum do ambiente virtual do curso.

No segundo encontro, intitulado de “A escola fora da escola: o que se faz e o que é possível fazer?”, abordei algumas estratégias de ensino e aprendizagem que são e que podem ser realizadas em espaços não formais à luz da teoria da aprendizagem significativa (AUSUBEL et al., 1980).

O terceiro encontro teve como tema “Por que e para que ensinar biologia evolutiva na educação básica?”. Nesta aula foram tratadas questões relacionadas à importância do conteúdo de biologia evolutiva e às dificuldades enfrentadas pelos professores para ensinar a evolução biológica.

No quarto encontro, com o título “É possível ensinar biologia evolutiva fora da sala de aula?”, retomei a importância do ensino da biologia evolutiva, discutindo a proposta de ensino tendo a evolução biológica como tema unificador e sobre espaços não formais potenciais para o ensino de biologia evolutiva no âmbito do Distrito Federal e de seu entorno.

No quinto encontro realizei a elaboração e discussão do roteiro da aula em campo que seria efetuada na semana seguinte, no Jardim Botânico de Brasília. Além disso, apresentei a descrição e caracterização desta instituição e de seus diferentes ambientes, com vistas às aulas que seriam realizadas.

O sexto encontro consistiu da aula de campo realizada no Jardim Botânico de Brasília, tendo como foco a biologia evolutiva a partir da observação do Cerrado.

Nesta aula os professores/cursistas fizeram uma atividade investigativa em uma trilha, com o uso de um roteiro com questões problematizadoras para os diferentes pontos de parada e estudo.

No sétimo encontro debatemos os resultados coletados na aula que ocorreu no Jardim Botânico e o roteiro da segunda aula de campo, que ocorreria no Jardim Zoológico de Brasília.

No oitavo encontro ocorreu a aula de campo no Jardim Zoológico de Brasília, versando sobre questões evolutivas observáveis nos animais. Nesta aula os cursistas também realizaram uma atividade investigativa, porém, visitando os diferentes recintos. Durante a visita, orientei o grupo a seguir um roteiro com questões a serem investigadas.

No nono encontro realizei a discussão dos resultados obtidos na aula realizada no Jardim Zoológico e orientei a elaboração do trabalho final, que consistia de um planejamento de atividade a ser desenvolvida em um espaço não formal do Distrito Federal, diferente daqueles visitados no curso, versando sobre a evolução biológica ou tendo a biologia evolutiva como tema unificador e contendo um roteiro para a atividade no campo.

No décimo e último encontro, houve a socialização das propostas elaboradas pelos cursistas, a avaliação e o encerramento do curso.

As atividades realizadas no ambiente virtual de aprendizagem foram lançadas semanalmente no decorrer do curso e propostas com o uso das ferramentas da plataforma Moodle, especialmente os fóruns de discussão, chats e a disponibilização de recursos didáticos, como textos e figuras.

Os temas trabalhados nas atividades à distância foram: Os espaços formais e não formais de educação; as estratégias de ensino em espaços não formais; temas específicos da biologia evolutiva, tais como seleção natural e sexual, filogenia, o debate sobre criacionismo versus evolucionismo no ensino de ciências; e a evolução biológica no ensino de biologia.

Ao término do curso piloto, ele foi avaliado e serviu como referência para o planejamento e execução do curso pesquisado, também voltado para professores e que ocorreu no semestre seguinte.

5.2 A proposta interventiva pesquisada: Curso de extensão universitária para

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