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5.2 A CTORS RESPONSES IN THE RECOVERY PROCESS

5.2.1 Ineffective response

Ata nº 4 – data de 25 de Novembro de 2016

Leis da Assembleia Semanal

1. Dar voz a toda a gente em todas as sessões, respeitando a vez de cada um e não interrompendo;

2. Respeitar todas as opiniões diferentes das nossas;

3. Respeitar o Presidente e o Moderador eleitos em cada semana, dando-lhes a liberdade de se adaptarem às suas funções;

4. Ajudar a promover um espírito de paz e discussão crítica sadia em torno dos diferentes temas ou atividades debatidas;

5. Promover o lançamento de ideias novas de reformulação ou melhoria do trabalho realizado;

6. Envolver o grupo numa discussão importante e não desvalorizar as diferentes preocupações e questões;

7. Ser respeitoso, tolerante e educado.

8. Comprometer-se a, na medida do possível, estar presente e contribuir na Assembleia Semanal.

Ata número 4 – 25/11/2016

Ao quarto dia do mês de Novembro de 2016 pelas 14h30 reuniu-se um grupo de cerca de 25 utentes, no espaço do Lar sob a presidência de G.T. e moderação de R.C., para dar cumprimento à seguinte ordem de trabalhos:

• Votação e assinatura da ata da semana anterior;

• Ponto um: Eleição de um Presidente e de um Moderador para a sessão semanal; • Ponto dois: Discussão, debate detalhado e avaliação das atividades e acontecimentos da

semana e avaliação;

• Ponto três: Discussão de outros assuntos pertinentes para os utentes.

A sessão iniciou-se com a votação e assinatura da ata anterior e com a eleição de um Presidente e de um Moderador para a nova sessão da Assembleia, sendo que por votação unânime, 18 votos, foi eleito o Sr. G para presidir a Assembleia e o líder eleito escolheu então o Sr. R para o auxiliar na sua tarefa.

Sob a orientação do Sr. G os utentes expressaram um a um as suas opiniões sobre as atividades realizadas naquela semana, “As Misericórdias” e a Oficina da Memória e Cognição, centrando primeiramente as atenções na atividade “As Misericórdias acerca da qual surgiram várias participações tais como a do Sra. F que avançou que já conhecia bastantes coisas da história local e da instituição local , como quase todos por se localizar num meio pequeno em que todos se conhecem entre si nas redes de vizinhança. Salientou também que gostou da atividade pelo facto de ter aprendido mais da história do país, acerca da qual não sabia tanto, destacando o conhecimento adquirido acerca da presença de Misericórdias no Brasil e refletindo sobre a curiosidade de a própria instituição local se ter projetado e avançado com o dinheiro deixado em herança por um brasileiro. Noutra intervenção, o utente C, realçou gostar também da história local fazendo uma ponte entre atividade e as suas memórias ao afirmar que tivera uma tia que havia trabalhado no hospital da terra, quando este era gerido por freiras e que também se lembrava de ele próprio ter sido tratado por estas na sua mocidade, mas que elas tinham uma postura agressiva e não pareciam gostar de rapaziada nova. O utente C destacou ainda o facto de que, para além de se aprender muita coisa, ao falar destes assuntos, a própria memória traz contributos dos quais já nem ele próprio se lembrava.

O presidente e o seu auxiliar foram pedindo mais intervenções que surgiram com a utente N a afirmar que em abono da honestidade, “As Misericórdias” não tinha sido a sua atividade preferida das que já fizera, pois falar desse assunto lhe lembrava que não adiantava muito porque estava lá há muito tempo, durante o qual foram sempre os mesmos a mandar e por isso não tinha especial prazer de falar sobre a história da instituição. Alguns utentes quiseram questionar a utente N acerca da sua opinião, o que exigiu a intervenção do Presidente para lembrar que sim, o permitia, se ninguém se esquecesse do acordado no que refere às Leis da Assembleia. Assim, alguns utentes interpelaram a utente N para clarificar o que estava a dizer e esta acabou por responder no sentido de apelar ao respeito pela sua opinião e que em nada punha em causa a atividade em si mesma, apenas o próprio tema, como fez questão de destacar múltiplas vezes. Desse modo, avançou-se para mais opiniões e a utente J fez um balanço ao considerar que lhe parecia sempre positivo aprender novas histórias e ficar a saber mais, especialmente saber das coisas da terra, pois na sua opinião pouco importaria saber coisas de outros lados e não as da terra antes de tudo.

Vendo a maioria das opiniões encaminhar-se no sentido de avaliação da atividade, o Presidente disse para levantar o braço quem tinha ficado contente e satisfeito com a atividade, havendo 17 votos favoráveis e 1 abstenção.

Registados os dados, passou-se para a discussão da Oficina da Memória daquela semana que se realizou pela manhã e que introduziu algumas novidades nas dinâmicas nomeadamente no estímulo à cognição através de exercícios de construção de perguntas para possíveis respostas. A opinião de todos os participantes foi positiva, mas foi destacada a dificuldade que o novo exercício trouxe, considerando-se, no entanto, esse facto como algo positivo, em algumas intervenções como as da utente M, ao considerar que achou muito difícil partir das respostas dadas à construção de perguntas, explicando que era difícil fazer logo a pergunta certa pois a tentação era fazer uma pergunta sobre a resposta e não uma pergunta para a qual aquela resposta fosse plausível. A mesma opinião foi partilhada pelas utentes F, A, N e O que de um modo ou de outro consideraram o exercício como dos mais difíceis que já teriam feito naquelas Oficinas. O utente J preferiu destacar as evoluções existentes em todos os outros exercícios e momentos da Oficina, acompanhado pelo utente L e pela utente Q que referiu considerar que tudo quanto fosse difícil só servia para pensar mais, o que era bom.

Com esta intervenção o perfil de outras intervenções alinhou na mesma medida ao considerarem-se as dificuldades no exercício como algo a melhorar, sendo que o utente T até estabeleceu a comparação entre o inicio das Oficinas da Memória e as duas sessões seguintes, onde exercícios que os utentes nesta fase já não sentiam tanta dificuldade, na altura também a tinham, pelo que era preciso era insistir. Nas palavras do mesmo utente foi por isso dado o alerta para a necessidade de nunca se deixar de variar a tipologia das sessões para continuarem a haver novidades, o que mereceu concordância e palmas de alguns utentes. Com o tempo a ficar curto, o Sr.G, presidente da sessão tomou a palavra para concordar com as considerações do utente T e para apontar ainda a importância de haverem momentos todos juntos como nunca houvera na instituição e principalmente todos os dias,

O Presidente fez questão de dizer que é importante tentar as coisas difíceis, porque se só se fica pelas coisas fáceis não desenvolvemos nada, o que todos concordaram e aplaudiram novamente. Neste ponto da sessão, o redator abandonou temporariamente a sessão e o moderador ficou com a responsabilidade de ir fazendo um registo da sessão, enquanto o Presidente geria a sessão, tendo sido neste período votada a satisfação e a continuidade da atividade por unanimidade. O redator voltou à sala ainda a tempo de acompanhar a sessão e ver que ela prosseguiu com normalidade apenas com a gestão dos utentes. A sessão viria a terminar com uma intervenção do Presidente que destacou e apelou a importância de se procurar integrar em todas as atividades aqueles que nunca vão perguntando-se a si mesmo se seria possível trazer os utentes acamados e assim aproximar as pessoas com muitas limitações do grupo maior, tendo terminado a sessão com uma grande aclamação e uma enorme salva de palmas dos colegas ao Sr. G pela sua intervenção final e pela sua mestria na gestão da sessão.

O Presidente: ˍˍˍˍˍˍˍˍˍˍˍˍˍˍˍˍˍˍˍˍˍˍˍˍ O Moderador: ˍˍˍˍˍˍˍˍˍˍˍˍˍˍˍˍˍˍˍˍˍˍˍˍˍ O Redator: ˍˍˍˍˍˍˍˍˍˍˍˍˍˍˍˍˍˍˍˍˍˍˍˍˍ