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Industri i sentrale områder

In document Rapport 1/2018 (sider 80-83)

permitteringsliknende ordninger i andre land

11. Vedlegg 2: Betydningen av permitteringsordningen: Fem case

11.3 Industri i sentrale områder

Em todos os cenários é assumido um crescimento do PIB de1% por ano, de acordo com o último Relatório do Banco de Portugal (BdP, 2014). Os valores do PIB disponibilizados pelo Banco de Portugal referem-se a projecções com o máximo de um ano e são afectados pela evolução do estado da economia nacional praticamente numa base diária. Para efeito prático de cálculo da previsão da procura, serão usados estas projecções de curto prazo para todos os anos do período em análise.

Em todos os cenários é assumido que os preços da energia aumentam 2% por ano, no seguimento do aumento dos preços de gás natural e electricidade (Eurostat, 2012a) (Eurostat, 2012b). Utilizou-se a base de preços 2013 por ser o último ano para o qual se dispõe de valores observados.

Foi assumido que as perdas por transporte e distribuição são 7% da procura de electricidade e que o autoconsumo é 2% da procura de electricidade, de acordo com o histórico do sector eléctrico português (REN, 2014).

Foi assumido que os dados de investimento em medidas de eficiência energética eram obtidos por média ponderada dos potenciais de poupança. Esta simplificação é resultado da disponibilidade de dados existente, sendo reconhecido que o ideal seria obter os potenciais de poupança individuais por grupos tecnológicos.

Foi assumido que o sistema de aproveitamento solar térmico é concorrente directo do gás natural para aquecimento de água, tendo menor importância como energia de substituição da electricidade. Assim, não foi considerado o potencial de poupança energético do sistema solar térmico.

No Cenário BAU é assumido que se mantem a continuidade das medidas de política do Estado e a continuidade dos comportamentos actuais no consumo. Os resultados neste cenário podem ser comparados com as previsões da procura gerados por outros modelos que utilizem as mesmas evoluções dos dados de entrada.

Nos restantes cenários é assumido que os consumidores conhecem os seus potenciais de poupança e sabem qual o investimento necessário para os implementar. O par de valores dos potenciais de poupança e do investimento necessário é agregado por cada período de retorno do capital. O primeiro passo para os consumidores identificarem as suas poupanças é conhecerem os seus padrões de consumo, i.e., as suas necessidades essenciais, os seus níveis de conforto e os consumos supérfluos. Baseado nos valores para cada período de retorno do capital, os consumidores tomam a decisão do montante a investir e é determinada a poupança implementada.

No cenário Sem ApoioEE é assumido que os consumidores domésticos e a indústria tomam a decisão de investimento sem existir benefícios do Estado. Neste cenário, o SSD é utilizado de modo interactivo como um jogo em que os agentes tomam as suas decisões. Nos restantes 3 conjuntos de cenários, o SSD é utilizado em modo parametrizado para o Estado legislador testar medidas de política e observar os comportamentos dos agentes.

Nos cenários de apoio à eficiência é assumido que há um apoio do Estado disponível, para as famílias e para a indústria, para implementação de medidas de eficiência energética. Os 3 cenários de apoio à eficiência (Mínimo, Moderado e Máximo) simulam diferentes níveis de apoio do Estado à eficiência. Em todos os cenários é assumido que os incentivos fixos do Estado são nulos e que existem apenas benefícios variáveis, de acordo com o montante investido por cada sector. O apoio à eficiência é atribuído aos sectores que efectuem investimento em eficiência energética e o apoio à tarifa é a redução de preço de venda da electricidade para a indústria e serviços, em relação ao preço da tarifa. O custo dos apoios é distribuído pelo sector eléctrico, sendo contabilizado como uma parcela do custo total da electricidade. Para as famílias o incentivo de retorno do investimento de curto prazo é para a substituição do parque de equipamentos ineficientes (medidas R&S4M1, R&S4M2 e R&S4M3 do PNAEE) e o incentivo de retorno do investimento de médio prazo é para a remodelação (medidas R&S4M5, R&S4M6 e R&S4M7 do PNAEE). Para a indústria o incentivo de retorno do investimento de curto prazo é para aplicação de variadores electrónicos de velocidade e o incentivo de retorno do investimento de médio prazo é para a substituição de máquinas eléctricas (ADENE, 2010b).

No cenário de apoio à tarifa é assumida uma subsidiação de 40% do preço de venda de electricidade para a indústria e serviços, em relação ao preço da tarifa. Apesar de Portugal não ter os custos de electricidade mais elevados da União Europeia, o custo da tarifa de electricidade para a indústria portuguesa é superior ao mesmo custo em França, um dos seus concorrentes directos, como se observa na Figura 4.28. A subsidiação do preço da tarifa nestes cenários pretende quantificar o comportamento do sector eléctrico nacional com tarifas para a indústria e serviços semelhantes às tarifas de França. Será assumido que há um apoio do Estado disponível para a indústria e para os serviços. É apresentado o cenário PreçoFalso, pretendendo-se verificar qual o efeito do preço subsidiado na tomada de decisão de investimento em eficiência energética.

Nos cenários Solar é assumido que os consumidores tomam a decisão de investir em autoconsumo desligada da rede, com o objectivo único de satisfazer consumos próprios, e sem qualquer apoio. Embora não exista redução de consumo, há uma redução da procura de electricidade à rede, cujo impacto se pretende quantificar. É apresentado o cenário Solar Sem ApoioEE e o cenário Solar ApoioEE moderado. Com os cenários Solar pretende-se verificar o comportamento dos consumidores na influência do autoconsumo solar na tomada de decisão de investimento em eficiência energética e no efeito de esmagamento do preço.

Por simplificação da linguagem serão utilizadas as seguintes designações: - O indicador procura de electricidade à rede será abreviada por procura;

- O indicador eficiência energética de consumo de electricidade identificada será escrito como eficiência energética identificada;

- O indicador investimento total necessário para implementar a eficiência energética de consumo de electricidade identificada será designado por investimento efectuado; - O indicador procura de electricidade à rede será designado por procura;

- O indicador preço médio da tarifa electricidade ao consumidor será designado por preço ao consumidor;

- O indicador custo total da electricidade será designado por custo total;

- O indicador custo total de entrega da electricidade aos consumidores será designado por custo total da electricidade;

- O indicador custo facturado na tarifa ao consumidor, a pagar pelo fornecimento de electricidade, será designado por custo da tarifa.

In document Rapport 1/2018 (sider 80-83)