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5.3 Indoor Snow Storage in Gran˚asen

Escola A

Em relação ao quesito Coordenação e Prática Pedagógica, coordenadores e docentes da escola A citaram como fatores que dificultam o desenvolvimento de um ensino de melhor qualidade: a falta de coordenador de área para orientar efetivamente o trabalho pedagógico no que concerne a planejamento didático e de atividades de área; manutenção dos mesmos projetos durante anos - falta de criatividade; ausência de pré-requisitos para o aluno estar na série e falta de apoio administrativo.

Para alguns docentes e para a direção escolar, o déficit de conhecimento trazido do ensino fundamental e o excesso de alunos por turma prejudicam também a melhoria da aprendizagem. A direção destacou, ainda, o papel e a importância de se alinhar interesses com o coordenador pedagógico, pois como foram escolhidos pelos docentes, “se eu tiver um processo de embate direto com a coordenação eu vou sair bem prejudicado” (Direção Escola A – E1). O Quadro 69 apresenta o resumo dos principais fatores expostos.

Quadro 69: Fatores que dificultam a melhoria educacional na percepção da comunidade da escola A no quesito Coordenação e Prática Pedagógica.

Comunidade da Escola A – Fatores que dificultam a melhoria educacional COORDENAÇÃO E PRÁTICA PEDAGÓGICA

 Falta de coordenador de área para orientar efetivamente o trabalho pedagógico;

 Defasagem de conhecimento prévio do aluno e ausência de avaliação diagnóstica de pré-requisitos para o aluno estar na série;

 Excesso de alunos por turma;

 Os mesmos projetos durante anos. Falta de criatividade;

 Falta de apoio administrativo.

Um aspecto apontado pela coordenação como favorável à melhoria educacional é o horário de coordenação, momento em que todos os docentes podem estudar e planejar em conjunto, assim como contribuir com ideias e sugestões para o melhor desenvolvimento do trabalho. Entre as principais demandas e sugestões apresentadas pela comunidade escolar A no tocante a coordenação e à prática pedagógica estão apresentadas no Quadro 70.

Quadro 70: Demandas e sugestões para melhoria da educação na percepção da comunidade da escola A em relação ao quesito Coordenação e Prática Pedagógica.

Comunidade da Escola A – Demandas e sugestões para melhoria educacional COORDENAÇÃO E PRÁTICA PEDAGÓGICA

 Alinhamento de interesses entre direção escolar, coordenação pedagógica e docentes;

 Prática pedagógica e avaliações coerentes com a prática;

 Planejamento pedagógico como princípio norteador das práticas interdisciplinares;

 Organização com o desenvolvimento do conteúdo anual em consonância com a L.D.B., P. A.S./UnB, vestibular, ENEM;

 Foco no processo de ensino aprendizagem / o que é ensinado em relação ao que é avaliado;

Compreensão da finalidade avaliativa;

 Projetos de escola que formam cidadãos, elaborados em conjunto pelos professores;  Pesquisa e trabalho científico;

 Apoio pedagógico;

 Oficinas com temas transversais;

 Suporte consistente da coordenação;

 Colaboração de todos os agentes envolvidos;  Inovações;

 Manter o ambiente digno e combater a insalubridade.

Escola B

Corroborando a visão da direção da escola A, segundo a direção da escola B, para que a melhoria educacional se realize é preciso focar na “constante melhoria da coordenação pedagógica”. Para ela, o coordenador pedagógico “é o esteio, vai ver como está o planejamento do professor, ajudar na diversidade de atividades” (Direção Escola B, E2).

De acordo com a direção, na escola B, “o clima [entre os profissionais] é tranquilo, mas é morno. A direção gostaria de avançar em termos de qualidade, mas os docentes escolhem um coordenador pedagógico que mantenha, de certo modo, o status quo. Que não requeira muitas mudanças” (Direção Escola B, E2). Como a direção da escola A, a da escola B enfatizou a importância do coordenador pedagógico:

A coordenação pedagógica, eu acredito que para você ser coordenador você tinha que ter mais que um perfil, você tinha que ter um estudo de gestão, você entendeu? Eu para ser gestora, nós [direção e vice] tivemos que fazer um curso de gestão. [...] E a coordenação é o coração da escola, a coordenação é que vai ver se o professor cumpre o planejamento, se o professor está seguindo o currículo, se o professor está com alguma dificuldade, qual a dificuldade que ele está, que ferramentas que eu vou ajudá-lo, qual a ferramenta que eu vou ajudar para que ele supere aquela dificuldade que ele está em sala de aula (Direção Escola B, E2).

Questionada sobre questões de uso de jogos, softwares educativos, a direção relatou que a escola até possui, “mas não é utilizado, [...] então por isso que o confronto vem lá da coordenação, você entendeu, porque eu acredito que a coordenação é ainda mais importante do que a escolha do professor, porque se eu tivesse uma boa coordenação esse uso

poderia ser estimulado” (Direção Escola B, E2). Para ela, o coordenador precisa ser proativo, buscar extrapolar, melhorar, pesquisar.

Além disso, tanto para a direção escolar como para a coordenação pedagógica da escola B, são aspectos que dificultam a coordenação e a prática pedagógica: o não pagamento das verbas integralizadas para as escolas tempestivamente; o número alto de estudantes por sala e a resistência por parte de alguns professores em aperfeiçoar a didática em sala de aula, assim como: “A pouca capacitação de alguns professores ou falta de vontade em dedicar os seus conhecimentos e vivências em suas salas de aula, com vistas a motivar o aluno; O preconceito remanescente e a falta de sensibilidade dos docentes em relação à realidade dos alunos” (Q2 – Coordenação B).

Segundo os docentes, os fatores que dificultam a boa prática pedagógica são: o currículo do Ensino Médio não ser aderente às realidades dos alunos; grade curricular extensa, muitas vezes descontextualizada ou programada para a satisfação de avaliações externas como PAS, ENEM entre outras; processo de avaliação existente, que não corresponde à realidade; falta de conhecimento sobre a realidade sociocultural do aluno; dificuldade em adaptar as estratégias de ensino aos alunos do noturno e fazer com que eles realmente se engajem no projeto pedagógico; uso excessivo de celular por parte do aluno; falta de compromisso profissional; escola desatualizada em relação à tecnologia; ausência de atividades extraclasse; assim como qualquer evento que esteja fora da proposta pedagógica da escola.

A seguir, apresenta-se no Quadro 71 o resumo das percepções da comunidade escolar no tocante aos entraves relativos a coordenação e prática pedagógica para se aperfeiçoar o Ensino Médio.

Quadro 71: Fatores que dificultam a melhoria educacional na percepção da comunidade da escola B no quesito Coordenação e Prática Pedagógica.

Comunidade da Escola B – Fatores que dificultam a melhoria educacional COORDENAÇÃO E PRÁTICA PEDAGÓGICA

 Intempestividade no envio dos recursos financeiros;

 Currículo não aderente às realidades dos alunos;

 Grade curricular extensa, muitas vezes descontextualizada ou programada para a satisfação de

avaliações externas como PAS, ENEM entre outras;  Processo de avaliação;

 Falta de conhecimento da realidade sociocultural do aluno;

 Falta de compromisso profissional;

 Preconceito e falta de sensibilidade de alguns docentes em relação aos alunos e suas necessidades;  Resistência de docentes em aperfeiçoar sua didática;

 Coordenação pedagógica passiva ou não proativa;

 Quantidade de aluno por turma;

 Uso de celular em sala;

 Escola desatualizada em relação à tecnologia;  A falta de atividades extraclasse;

 Qualquer evento que esteja fora da proposta pedagógica da escola.

Para a direção escolar, facilita a coordenação quando o aluno já estuda na escola desde o oitavo ano do ensino fundamental e quando não há muita rotatividade de estudantes. Um aspecto apontado pela coordenação como favorável à melhoria educacional é:

Aqui em Brasília, fatores facilitadores foram, por exemplo, a jornada ampliada na educação, que favorece aos professores momentos de estudo e qualificação no turno contrário ao de regência, sem perdas salariais, Licença para estudos – que o atual governo pensa não dar mais por um bom tempo – , uso de ônibus público para buscar/levar os alunos de casa para a escola e vice versa, a garantia do coordenador na escola, a existência de uma escola de formação com profissionais capacitados para ministrar cursos de formação continuada (Q2 – Coordenação B).

No tocante a prática pedagógica, foram apontados pelos docentes da escola B como determinantes de um ensino de melhor qualidade: reuniões de coordenação; organização do espaço escolar - ambiente físico, tempo das aulas, calendário unificado de atividades dentro da unidade educacional; otimização do tempo escolar; o uso de novos métodos: audiovisuais e computação, alertando para a necessidade de preparação (capacitação) dos profissionais da escola nesse sentido; trabalho árduo focado no ENEM com simulados e provas bimestrais em conjunto. Oficinas de leitura e redação para estimular a criatividade do aluno e disponibilização de plantão de dúvidas. Assim como “amplo leque de oportunidade para o conhecimento”, que pode ser compreendido como a oferta estruturada de formas diferentes de acesso ao conhecimento, por exemplo: oficinas práticas; uso de jogos e softwares educativos, vídeos e internet, inclusive por meio de celular.

Em relação ao item coordenação e prática pedagógica, as principais demandas e sugestões apresentadas pela comunidade escolar B foram:

Criar um modo de ensinar que, verdadeiramente, o aluno tenha prazer em estudar (Q9 - Docente B);

Instrumentalizar os alunos como agentes de mudanças ao invés de "treiná-los" para as avaliações que terão que enfrentar. Neste sentido, o projeto político pedagógico da escola deve ser voltado para a educação para a vida, um projeto inovador para o Ensino Médio que vise a formação de agentes transformadores e fuja do modelo "tradicional" de Ensino Médio (Q9 - Docente B);

Respeito às necessidades dos alunos, trabalhando sempre o conteúdo programático aliado às experiências de vida e realidade dos alunos, considerar o momento político, econômico e social em que vivemos (Q2 - Coordenador B);

Aproveitar a disciplina PI [Projeto Interdisciplinar] para aplicar um projeto específico trabalhado com todos os professores (Q3 - Docente B);

Fazer com que a escola seja vista pelos alunos como deles - onde possam discutir a melhor forma da implementação curricular (Q9 - Docente B);

Trabalhar com reforço de conteúdos, pois frequentemente encontramos alunos com déficit de conhecimento anterior (Q9 - Coordenador B).

Trabalhar com a tecnologia em sala de aula, trazendo o celular para aula como recurso promotor de aprendizagem (Q9 - Coordenador B).

O Quadro 72 apresenta um resumo das demandas e sugestões apresentadas pela comunidade escolar B com vistas à melhoria da educação.

Quadro 72: Demandas e sugestões para melhoria da educação na percepção da comunidade da escola B em relação ao quesito Coordenação e Prática Pedagógica.

Comunidade da Escola B: Demandas e sugestões para melhoria da educação COORDENAÇÃO E PRÁTICA PEDAGÓGICA

 Capacitação do coordenador pedagógico;

 Projetos pedagógicos para os três anos;

 Conhecer melhor o aluno, suas realidades e aspirações. Respeito às suas necessidades;  Reuniões de coordenação, estudar os fatores que dificultam o ensino aprendizado;  Discutir coletivamente o projeto interdisciplinar;

 Organização do espaço e otimização do tempo escolar;

 Repensar novos métodos de ensino: uso de audiovisuais e computação, bem como a preparação

(capacitação) dos profissionais da escola nesse sentido. Tornar as aulas motivadoras e mais atraentes tanto para o aluno quanto para o professor;

 Oficinas de leitura e redação;

 Celular: uso como recurso promotor de aprendizagem e restrição ao uso abusivo;

 Propiciar meios do aluno se sentir pertencente e protagonista na escola;

 Estimular a busca pelo saber;

 Ativar os laboratórios de biologia, física e química;

 Projetos de inclusão digital;

 Plantão de dúvidas e reforço escolar, inclusive com vistas a mitigar déficit de conhecimento prévio do

ensino fundamental;

 Ambientes de estudo no contra turno às aulas;

 Trazer profissionais externos para debater temas, profissões.

Escolas A e B

Como síntese no tocante ao tema Coordenação e Prática Pedagógica, contrastaram-se as opiniões das duas comunidades pesquisadas. Os resultados apresentam-se nos Quadros 73 e 74, os quais indicam, respectivamente, os fatores que dificultam a implementação de uma educação de melhor qualidade, reportados pelos participantes, assim como as demandas e as sugestões expostas.

Quadro 73: Fatores que dificultam a melhoria educacional na percepção das comunidades escolares A e B em relação ao quesito Coordenação e Prática Pedagógica.

ESCOLA A ESCOLA B COO RD ENA ÇÃO E P R Á TI CA PEDAGÓ GI CA

Intempestividade no envio dos recursos

financeiros. Intempestividade no envio dos recursos financeiros.

Currículo engessado. Falta de alinhamento curricular ao objetivo de vida do estudante.

Currículo não aderente às realidades dos alunos. Grade curricular extensa, muitas vezes

descontextualizada ou programada para a satisfação de avaliações externas como PAS, ENEM entre outras.

Os mesmos projetos durante anos. Falta de criatividade. Falta de coordenador de área para orientar efetivamente o trabalho pedagógico.

Coordenação pedagógica passiva ou não proativa.

Defasagem de conhecimento prévio do aluno e ausência de avaliação diagnóstica de pré- requisitos para o aluno estar na série.

A base do aluno advinda do ensino fundamental. Falta de conhecimento da realidade

sociocultural do aluno.

Excesso de alunos por turma. Alto número de estudantes por sala.

Quadro 74: Demandas e sugestões para melhoria da educação na percepção das comunidades escolares A e B em relação ao quesito Coordenação e Prática Pedagógica.

ESCOLA A ESCOLA B COOR DE N A ÇÃO E PRÁ TIC A PEDA GÓ GICA

Alinhamento de interesses entre direção escolar,

coordenação pedagógica e docentes. Planejamento conjunto de todas as áreas da escola. Visão compartilhada das metas.

Apoio pedagógico; suporte consistente da coordenação; prática pedagógica e avaliações coerentes com a prática. Foco no processo de ensino aprendizagem / o que é ensinado em relação ao que é avaliado; Compreensão da finalidade avaliativa. Projetos de escola que formam cidadãos, elaborados em conjunto. Oficinas com temas transversais; Colaboração de todos os agentes envolvidos; Inovações.

Capacitação do coordenador pedagógico. Projetos pedagógicos para os três anos.

Estudar, nas reuniões de coordenação, os fatores que dificultam o ensino aprendizado. Processo de avaliação. Repensar novos métodos de ensino: uso de audiovisuais e computação, bem como a preparação (capacitação) dos

profissionais da escola nesse sentido. Tornar as aulas motivadoras e mais atraentes tanto para o aluno quanto para o professor.

Conhecer melhor o aluno, suas realidades e aspirações. Respeito às suas necessidades. Estimular a busca pelo saber.