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Incentius per a desenvolupar un turisme sostenible a

8. Turisme Sostenible

8.3 Incentius per a desenvolupar un turisme sostenible a

Para verificar a ocorrência de fatores subjetivos e analisar seus efeitos sobre a adoção de tecnologias modernas, foi realizado um estudo de casos, mediante entrevista a 15 produtores pertencentes aos sistemas agrícola e extrativista, escolhidos ao acaso.

Devido à impossibilidade de entrevistar os produtores nas suas áreas de trabalho, as entrevistas foram feitas na sede do município de Acrelândia, no horário de atendimento volante da Previdência Social, que ocorre em períodos previamente estabelecidos em cada município. Essa impossibilidade reduziu o poder do entrevistador de melhor explorar os aspectos relacionados com grau de percepção dos entrevistados em relação ao nível e à forma de utilização de tecnologias, em razão de estes estarem fora da área na qual estas tecnologias são empregadas, impedindo que a observação direta das técnicas empregadas cumprisse o papel de intermediadora do diálogo entre entrevistado e entrevistador.

A despeito do entrave acima colocado, observa-se que, quando questionados sobre novas tecnologias que estariam sendo por eles empregadas, foram unânimes em subestimar, inicialmente, o emprego de novas técnicas de produção, visto que responderam que o sistema de produção usado era o “tradicional”. Posteriormente, ao serem estimulados a falar sobre as fases do modo de produção, contatou-se o uso de técnicas modernas de combate a pragas em algumas culturas, principalmente no feijoeiro, e na mineralização do rebanho, pela maioria dos entrevistados.

Quanto ao grau de conhecimento de tecnologias modernas, específicas a cada cultura ou criação, pode-se constatar grande diferença entre produtores de origem local e imigrantes do Centro-sul do País. Os primeiros, invariavelmente pertencentes ou oriundos do sistema extrativista, utilizavam baixo nível tecnológico, tinham percepção equivocada da função e resultado das poucas tecnologias utilizadas e desconheciam qualquer tipo de novas possibilidades técnicas.

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Resumidamente, quando interrogados sobre as tecnologias utilizadas, os seringueiros e agricultores de origem acreana tinham bastante dificuldade em numerá-las, dada a distorção perceptiva destes em relação ao assunto, razão por que resumiam a conversa, invariavelmente, dizendo que a técnica de cultivo na agricultura é a tradicionalmente empregada na região, qual seja, brocar a mata, derrubar, queimar, plantar arroz, milho e feijão, depois mandioca e pasto. Na verdade, verifica-se total desconhecimento acerca do que seria uma moderna tecnologia e seus efeitos sobre a possibilidade de ela alterar suas condições de vida, a despeito de empregarem algumas delas.

Quanto aos agricultores provenientes do Centro-sul do País, observa-se menor grau de distorção perceptiva quanto ao que seja uma moderna tecnologia de produção, o que aumenta nestes, conseqüentemente, o grau de motivação em relação à adoção de novas tecnologias e expectativas quanto aos bons resultados do emprego de novas técnicas. Muitos desses produtores cultivavam culturas permanentes (principalmente café) nas quais empregavam adubação química; utilizavam sementes selecionadas no cultivo de culturas anuais, bem como inseticidas no controle de pragas, e um deles processava frutas produzidas na propriedade, na forma de doce caseiro, com tecnologia trazida do Estado do Paraná, comprovando, além de relativo maior conhecimento técnico, a existência de espírito empreendedor, fator de aumento do interesse por novas e alternativas formas de produção.

Esse resultado reforça a análise dos determinantes da participação dos produtores nos sistemas de produção da região, para a qual produtores vindos de outros estados do país aumentam a chance de participação em sistemas mais intensivos no uso de tecnologias modernas.

Mesmo assim, as qualidades dos produtores procedentes de outros estados são simplesmente relativas, visto que quase todos foram produtores familiares nos Estados de São Paulo ou Paraná que já passaram pelos Estados de Mato Grosso e pelo vizinho Estado de Rondônia, sempre à procura de um local com maiores áreas de terra disponíveis, ou seja, maiores e mais baratas. Portanto, são produtores que, a despeito das suas qualidades relativas, perderam a

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capacidade de permanecer em seus estados de origem, sendo a insuficiência de terra, na visão desses produtores, o fator determinante do processo de busca de novas oportunidades de sobrevivência enquanto produtores rurais familiares. Nesse caso, o grau de motivação e de otimismo desses produtores, em relação às mudanças tecnológicas que lhes possibilitem a permanência digna e prolongada na terra, já começa a dar lugar à desconfiança que depositam nas autoridades governamentais em promover tais mudanças.

No que concerne aos incentivos e entraves ao processo de adoção e difusão de tecnologias modernas - embora muitos dos entrevistados, como visto anteriormente, não possuíssem exata noção do que seria uma técnica moderna, fato que reduz a qualidade das respostas - observa-se outra importante unanimidade: a de que o financiamento seria a mais importante política do governo no auxílio ao desenvolvimento tecnológico da produção familiar rural da região. Outro importante fator de desestímulo ao que entendem por progresso da agricultura local foi a falta de estradas para escoar a produção, além de outros fatores que dificultam o processo de comercialização, tais como baixo nível de preço dos produtos durante a fase de colheita e modesta atuação de associações de produtores e cooperativas locais.

Vê-se mais uma vez reforçada a proposição, já observada na análise empírica, de que é de fundamental importância o apoio institucional ao produtor rural familiar, principalmente no sentido de fornecer, a baixos custos, o capital e as condições de comercialização necessários à manutenção permanente de suas atividades.

O último aspecto abordado na entrevista foi o relacionado com a percepção de que os produtores têm da realidade econômica que influencia a tomada de decisão de mudar de sistema de produção. Nesse aspecto, as informações obtidas estão incompletas por não constar opiniões de produtores agroflorestais. Apesar disso, percebe-se claro posicionamento político, cultural e ideológico dos ex-seringueiros quanto aos motivos que os levaram à atual posição de agricultor.

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Os ex-serigueiros, atualmente agricultores, alegaram, como motivo da mudança de sistema de produção, o avanço das fazendas de gado sobre os seringais, processo que elimina a mata nativa e expulsa o seringueiro, que, por sua vez, busca na agricultura tradicional, por meio dos projetos de colonização do INCRA, uma alternativa de subsistência. Quando questionados sobre a diferença entre os dois sistemas, foram unânimes em afirmar a superioridade do extrativismo sobre a agricultura. Alegaram que, no primeiro, vivia-se melhor porque obtinham dinheiro toda a semana com a venda da borracha, que era adquirida por muitos compradores, ao contrário da agricultura, na qual obtinham, geralmente, baixos preços.

Os agricultores oriundos de outros estados sem tradição extrativista viam a atividade extrativa da borracha com certo grau de discriminação cultural. Muitos afirmaram não se acostumar com o trabalho de extração do látex, sem, no entanto, apresentar motivo objetivo (econômico ou de outra natureza), transparecendo uma rejeição de caráter cultural, atitude comum no meio social em que vivem.

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