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Improvements

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5.4 Gap analysis

5.4.2 Improvements

O período de estágio caracterizou-se pela realização de diversas tarefas no que concerne à área do jornalismo. Existiram atividades de cariz teórico, mas maioritariamente foram as de intervenção prática. Não obstante todo o percurso de aprendizagem, as valências práticas assumiram-se como a atividade mais dinâmica, mais interativa, e ao mesmo tempo mais benéfica para a estagiária. É necessário referir que as funções exigiram o uso de conhecimentos adquiridos previamente, particularmente no primeiro ano de mestrado, e outras que derivaram de uma primeira fase de aprendizagem, já em ambiente de estágio. Como o ambiente em estudo já era conhecido pelas observações que a estagiária foi obtendo, o segundo método a ser utilizado foi a elaboração de uma entrevista semiestruturada com jornalistas da redação do DN. Questões que, apesar de semifechadas, deixam em aberto a hipótese da entrevistada responder livremente, possibilitam usar o conhecimento sobre o caso em estudo e servem para verificação e desenvolvimento da investigação. A finalidade de empregar a entrevista foi entender se existem mudanças na importância dada ao site e se a maioria dos jornalistas da redação se preocupa com os conteúdos que o jornal nele publica à medida que o tempo vai passando. Também tentar compreender de que maneira a secção atua, conhece e domina práticas de jornalismo online, perceber a relação que há entre os jornalistas e os leitores, o nível de interatividade e os critérios editoriais em que se fundamentam as tomadas de decisão.

Na investigação social a entrevista é um dos métodos mais usados porque permite recolher informações às quais não é possível chegar só através da observação ou completar conhecimentos recolhidos durante essa etapa.

Os depoimentos e registos reunidos ao longo desta etapa possibilitam salientar dados e questões que surgem regularmente no seio da redação. A razão de existirem as exigências do online, sobretudo a nível do imediato, os procedimentos como os conteúdos são escolhidos e também as prioridades são um exemplo de como as entrevistas podem auxiliar.

Numa fase inicial, a estagiária estabeleceu contacto com os profissionais da redação, de forma a inteirar-se das normas e funcionamento do jornal. Por via de um ambiente sério e responsável, mas ao mesmo tempo informal, o período de estágio serviu para adquirir princípios de autonomia, sentido de responsabilidade e capacidade de trabalhar em equipa. A integração da estagiária foi facilitada pela abertura, entreajuda e coesão no primeiro impacto. O conjunto de tarefas realizadas permitiram melhorar aptidões, tendo cada uma delas importância diferente. A pesquisa, tarefa realizada diariamente, foi aperfeiçoada à medida que conhecia fontes cada vez mais completas, o que levou a uma notória rapidez ao longo do tempo.

As tarefas práticas realizadas como a elaboração das notícias através dos takes da Lusa, acabaram por se assumir como rotina que já se desempenhava de forma “automática” e com

elevada rapidez. A estagiária ao longo do tempo apercebeu-se que era necessário ganhar ritmo como os jornalistas do online, que de forma imediata lançavam notícias de última hora e atualizavam-na com facilidade.

Obrigada a desenvolver notícias apelativas e com relevância, de forma a tornar o conteúdo mais persuasivo, a estagiária demonstrou importantes competências comunicacionais por via de interação com as fontes.

A estagiária aprendeu que deve sempre olhar para o lado de fora do tema, tanto pesquisar (quando há tempo) o que já foi noticiado sobre o mesmo como não revelar factos que não são comprovados por nenhuma fonte. Ou seja, o jornalista deve ser responsável e guiar-se por princípios que promovam uma melhor cidadania e democracia. Um conselho guardado da subeditora Sílvia Freches é que o dever de um jornalista é colocar-se sempre do lado do leitor. Isto para quando se redige uma notícia é necessário perceber acima de tudo o que estamos a tratar, pois se nós não entendemos, mais difícil o leitor compreenderá. Assim, é uma boa maneira de testar a clareza dos próprios textos antes de cometer erros.

Além de tudo o que já foi mencionado, a estagiária ganhou outra noção do que é a profissão de jornalista e o que o digital oferece, mas que também tem as suas desvantagens. O facto de uma história/notícia se tornar pública pode ter consequências imprevisíveis sendo que, a responsabilidade do profissional não se fixa somente na verificação dos factos, mas também na ponderação daquilo que redige. Nisto é essencial ter ideia de prever os efeitos que podem causar o tratamento de determinados casos, ou seja é preciso ter sempre o interesse público como principal preocupação. Deve-se assim neste tipo de momentos recorrer à função social do jornalismo, tendo consciência que há assuntos que regularmente só são discutidos publicamente quando determinados assuntos são revelados pelos órgãos de comunicação social.

Todas as atividades foram realizadas com dedicação e profissionalismo, no entanto, a curta duração do estágio (três meses) impossibilitou o acompanhamento de mais trabalhos elaborados. Contudo, foi uma ótima oportunidade estar em permanente contacto com o site do jornal e conseguir analisar não apenas o interesse e o espaço que o jornalismo online ocupa num órgão de comunicação social, mas também sobre as imposições que se colocam e que as redações têm tentado combater.

Saliento apenas o aspeto menos positivo, as poucas saídas da redação, pois acho que, o contacto direto com as fontes, e a realidade envolvente, desde o local ao ambiente proporcionado são uma vantagem enorme no trabalho de qualquer profissional. No entanto, como já referi, são muito poucos os jornalistas que ainda fazem trabalhos fora da redação. No fim, achei ter superado o desafio, pois quando não se dominam algum assunto ou não se percebe a finalidade da ação há que pedir explicações suficientes para que se fique esclarecido e tudo faça sentido. O balanço é, assim, positivo. Tratou-se de um período bastante gratificante e enriquecedor a nível pessoal e, principalmente dotou a estagiária de ferramentas úteis para o futuro profissional.

Finda a parte incipiente do relatório de estágio e depois de abordados alguns aspetos práticos de uma redação de um jornal nacional propõe-se, de seguida, debater a seguinte questão:

o Qual o impacto que o jornalismo online trouxe às práticas jornalísticas?

Na tentativa de dar resposta a esta pergunta apresenta-se, primeiro, uma revisão bibliográfica centrada na evolução da profissão e nas principais mudanças que os jornalistas tiveram que colmatar devido ao aparecimento da internet. Posteriormente, a partir da reflexão teórica elaborada e com base no estágio na redação do Diário de Notícias, tenta-se responder atendendo às observações e entrevistas realizadas.

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