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2. The first period: background of the reindeer husbandry project

2.4 The import of Finnmark reindeer to Greenland in 1952: the beginning of

Embora haja controvérsias sobre a eficácia da análise de causalidade em ciências sociais, não se deve olvidar tratar-se a Administração de uma ciência social aplicada, sendo possível, segundo Castro (1989, p.300), no conjunto de seus fenômenos e processos sociais, detectar “em alguns dos enunciados dessas disciplinas estruturas que exprimem nexos de causa e efeito”.

Assim, com foco no objetivo maior de solucionar o problema de pesquisa, que busca nortear estrategicamente uma indústria emergente, decidiu-se que os fatores classificados pelos respondentes como ameaças (23) e oportunidades (37) necessitavam de nova triagem, para reduzi-los a quantidades passíveis de serem administrados de forma mais eficiente e eficaz. Isso porque, segundo Mintzberg, Ahlstrand e Lampel (2000, p.52),

o tempo dos planejadores não é ilimitado: eles precisam de cenários suficientes para cobrir as contingências importantes possíveis, mas em quantidade suficientemente pequena para serem gerenciáveis (literalmente).

Também Porter (1986, p.223) destaca que “qualquer método para reduzir a complexidade do processo de previsão é altamente aconselhável”, pois o número de variáveis que entram em uma formulação de estratégias é em geral muito grande.

Utilizou-se, para esse fim, de uma ferramenta gerencial denominada matriz de bloqueio ou matriz de causalidade, que tem o condão de, cruzando-se os referidos dados, um a um, reduzi-los apenas aos seus fatores causais.

Embora seja técnica trabalhosa, resulta na depuração dos dados, selecionando-os pelos maiores escores de causalidade e eliminando-se, em princípio, os fatores-efeito.

Apenas a título de ilustração, no tratamento dos dados classificados como oportunidade, os 37 fatores relacionados na matriz resultaram em 1.296 respostas e reduziram o número inicial a apenas 15 fatores causais, assim considerados aqueles com escore positivo na matriz, conforme figura 22.

Figura 22 – Aplicação da matriz de causalidade às oportunidades do ambiente externo. Fonte - Tabulação dos dados da pesquisa (APÊNDICE D).

Legislação sobre cachaça artesanal Legislação sobre cooperativismo Criação coop. de prod. e comercialização Novas associações de produtores Política agrícola e de investimento Taxa de crescimento da demanda Potencialidades do mercado interno Comércio internacional Preço produto no mercado internacional Registro da marca no INPI Reconhecimento da patente na OMC Homogeneização cachaça ("blendagem") Envelhecimento em madeira brasileira Envelhecimento em barris de carvalho Controle fermentação (raça da levedura) Comercialização via internet Seleção de cana com alto teor sacarose Laboratório para medição acidez/cobre Produção álcool a partir cabeça e cauda Fabricação álcool gel (reproces.cachaça) Fabricação de ração c/ bagaço e vinhoto Utilização bagaço p/ geração energia Instalação de filtros eliminadores de cobre Promoção cachaça festivais exclusivos Criação do Dia Estadual da Cachaça Cachaça destinada ao público feminino Cachaça destinada ao público jovem Promoção cachaça com selo em novelas Degustação cachaça em pontos nobres Vinculação da cachaça ao Brasil Vinculação cachaça de qualidade a MG Promoção da cachaça no exterior Promoção do selo de qualidade Criação de confraria de degustadores Substit. whisky p/ cachaça. de qualidade Boutiques cach. em shoppings/aeroportos Ascensão internacional da cachaça TOTAIS ÍNDICE-CAUSA (A) ESCORE (CAUSA - EFEITO) ou (A - B) Legislação sobre cachaça artesanal1 0 1 1 1 0 0 0 1 0 0 0 0 0 0 0 1 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 6 1 Legislação sobre cooperativismo0 1 1 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 1 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 3 -2 Criação coop. de prod. e comercialização0 0 1 0 0 0 1 0 1 0 1 1 0 1 0 1 1 1 1 1 1 1 1 0 0 0 0 0 0 0 1 0 0 0 0 0 15 5 Novas associações de produtores0 0 1 1 0 0 0 0 0 1 0 0 0 0 0 0 1 1 1 1 1 0 1 0 0 0 0 0 0 0 1 0 1 0 1 0 12 -3 Política agrícola e de investimento1 1 0 0 0 0 0 0 0 1 0 0 0 0 0 1 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 1 0 1 0 1 1 0 0 0 1 9 -1 Taxa de crescimento da demanda1 1 1 1 1 0 0 1 1 0 1 0 0 1 1 1 1 1 1 1 1 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 16 -5 Potencialidades do mercado interno1 1 1 1 1 0 0 0 0 0 1 0 0 1 1 0 0 0 0 0 0 0 1 0 1 1 1 1 1 0 0 1 1 1 1 0 18 4 Comércio internacional 1 1 1 1 1 1 0 0 0 0 1 1 1 1 1 1 0 0 0 0 0 1 0 0 0 0 0 0 1 0 0 0 0 1 1 1 17 6 Preço produto no mercado internacional0 0 1 1 1 0 0 1 1 0 1 1 1 1 1 1 1 0 0 0 0 1 1 0 0 0 0 0 1 1 1 0 0 0 0 0 17 3 Registro da marca no INPI 0 0 0 0 0 0 0 0 0 1 0 0 0 0 1 0 0 0 0 0 0 0 0 0 1 1 1 0 0 0 0 0 0 0 1 0 6 -2 Reconhecimento da patente na OMC1 0 0 0 0 1 0 1 1 0 1 1 1 1 1 0 0 0 0 0 0 0 1 0 0 0 1 0 1 0 1 0 0 0 0 1 14 7 Homogeneização cachaça ("blendagem")0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 1 0 0 1 0 0 0 0 1 0 0 0 0 0 0 0 0 1 0 0 0 0 0 4 -4 Envelhecimento em madeira brasileira 0 0 0 0 0 1 1 0 1 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 1 1 0 1 0 0 1 0 0 1 0 1 9 1 Envelhecimento em barris de carvalho0 0 0 0 0 1 1 0 1 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 1 1 0 1 0 0 1 0 0 1 0 1 0 -7 Controle fermentação (raça da levedura)0 0 1 1 0 1 1 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 1 0 1 1 0 0 0 1 8 -2 Comercialização via internet 0 0 0 0 0 0 0 1 1 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 1 1 0 0 0 1 5 -3 Seleção de cana com alto teor sacarose0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 -5 Laboratório para medição acidez/cobre0 0 0 0 0 1 1 0 1 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 1 0 0 0 0 0 0 0 0 1 0 0 0 0 1 6 -4 Produção álcool a partir cabeça e cauda0 0 0 1 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 1 -3 Fabricação álcool gel (reproces.cachaça)0 0 0 1 0 0 0 0 0 1 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 2 -2 Fabricação de ração c/ bagaço e vinhoto0 0 0 1 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 1 -3 Utilização bagaço p/ geração energia0 0 0 1 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 1 -3 Instalação de filtros eliminadores de cobre0 0 0 0 0 1 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 1 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 1 3 -4 Promoção cachaça festivais exclusivos0 0 0 1 0 1 1 1 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 1 5 -2 Criação do Dia Estadual da Cachaça0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 1 0 0 0 0 0 0 1 0 Cachaça destinada ao público feminino0 0 1 0 0 1 1 0 0 0 0 0 1 1 0 0 0 0 0 0 0 0 0 1 0 0 1 1 0 0 0 0 0 0 1 0 9 5 Cachaça destinada ao público jovem0 0 1 0 0 1 1 0 0 0 0 0 1 1 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 1 1 0 0 0 0 0 0 0 0 7 3 Promoção cachaça com selo em novelas0 0 0 0 0 1 1 1 1 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 1 1 1 1 1 0 0 0 1 10 2 Degustação cachaça em pontos nobres0 0 0 0 0 1 1 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 1 0 1 0 0 4 -6 Vinculação da cachaça ao Brasil0 0 0 0 1 1 0 1 1 0 1 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 1 0 0 1 0 0 1 0 1 9 -3 Vinculação cachaça de qualidade a MG0 0 0 0 1 1 1 0 1 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 1 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 5 -4 Promoção da cachaça no exterior0 0 0 0 0 1 0 1 1 0 1 0 0 0 0 1 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 1 1 1 0 1 0 1 10 -6 Promoção do selo de qualidade0 0 0 1 1 1 1 1 1 1 1 0 0 0 0 0 0 1 0 0 0 0 0 0 0 0 0 1 1 1 1 1 1 1 1 1 18 7 Criação de confraria de degustadores0 0 0 0 0 1 1 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 1 0 1 0 1 1 0 0 6 2 Substit. whisky p/ cachaça. de qualidade 0 0 0 0 0 1 1 1 1 1 0 1 1 1 1 0 0 1 0 0 0 0 1 1 0 0 0 0 0 1 1 1 1 1 1 1 19 8 Boutiques cach. em shoppings/aeroportos0 0 0 0 0 1 1 1 1 1 0 0 0 0 0 1 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 1 1 1 1 1 0 1 1 13 5 Ascensão internacional da cachaça0 0 1 1 1 1 0 0 1 0 1 1 1 1 1 0 0 1 1 1 1 1 1 0 0 0 0 0 1 1 1 0 1 0 1 1 22 6

5 5 10 15 10 21 14 11 14 8 7 8 8 7 10 8 5 10 4 4 4 4 7 7 1 4 4 8 10 12 9 16 11 4 11 8 16 TOTAIS ÍNDICE-EFEITO (B) FATORES EFEITOS FATORES CAUSAS

Os fatores classificados como ameaça pelos respondentes do questionário também receberam tratamento com a utilização da matriz de causalidade. Dos 23 fatores elencados, resultaram 484 respostas e redução do número inicial para apenas 11 fatores causais, assim considerados aqueles com escore positivo na matriz, conforme figura 23.

Figura 23 – Aplicação da matriz de causalidade às ameaças do ambiente externo. Fonte – Tabulação dos dados da pesquisa (APÊNDICE D).

Legislação tributária Legislação comercial Legislação aduaneira Sindicalização na indústria Informalidade da produção Fiscalização tributária Fiscalização sanitária Burocracia para o registro Política agrícola e de investimento Atuação de grupos de pressão Concorrência da cachaça industrializada Concorrência de produtos substitutos Concorrência de novos entrantes Poder de negociação dos fornecedores Poder de negociação dos compradores Juros praticados pelos bancos Capacidade competitiva da indústria Barreiras de entrada Sazonalidade da produção Cachaça a partir da rapadura Envelhecimento em barris de carvalho Comercialização via internet Adição de ervas aromáticas/afrodisíacas TOTAIS ÍNDICE-CAUSA (A) ESCORE (CAUSA - EFEITO) ou ( A - B)

Legislação tributária 0 0 0 1 1 0 1 0 0 0 0 0 0 0 1 0 1 0 0 0 1 0 6 3 Legislação comercial 0 0 0 1 0 1 1 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 3 1 Legislação aduaneira 0 0 0 0 1 1 1 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 1 0 4 0 Sindicalização na indústria 0 0 0 1 0 1 0 0 1 0 0 0 0 0 0 0 1 0 0 0 0 0 4 2 Informalidade da produção 0 0 0 0 0 0 0 1 1 0 0 1 1 1 1 0 0 0 0 0 1 0 7 -1 Fiscalização tributária 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 1 0 1 0 2 -1 Fiscalização sanitária 0 0 0 0 0 0 1 0 0 0 1 1 0 0 0 0 1 0 1 0 0 0 5 -4 Burocracia para o registro 0 0 0 0 1 1 1 0 1 0 1 1 0 1 0 0 1 0 0 0 1 0 9 3 Política agrícola e de investimento 1 1 1 0 0 0 0 1 0 0 0 0 0 0 0 1 0 0 0 0 0 0 5 1 Atuação de grupos de pressão 1 1 1 0 0 0 1 0 1 1 0 0 0 1 1 1 0 0 0 0 0 0 9 2 Concorrência cachaça industrializada 0 0 0 0 1 0 0 0 0 1 0 1 1 1 0 1 0 0 0 1 0 0 7 1 Concorrência de produtos substitutos 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 1 0 1 0 0 0 1 0 0 3 -5 Concorrência de novos entrantes 0 0 0 0 0 0 0 0 0 1 1 1 1 1 0 1 0 0 0 0 0 0 6 1 Poder de negociação fornecedores 0 0 0 1 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 1 -6 Poder negociação dos compradores 0 0 0 0 1 0 1 1 1 1 0 1 0 0 0 0 1 0 0 0 0 0 7 0 Juros praticados pelos bancos 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 1 1 0 1 1 1 0 0 0 0 0 0 5 2 Capacidade competitiva da indústria 0 0 0 0 1 0 1 0 1 1 1 0 0 0 0 0 1 0 0 1 0 0 7 -2 Barreiras de entrada 1 0 1 1 1 0 0 0 0 0 1 1 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 6 -3 Sazonalidade da produção 0 0 0 0 0 0 1 0 0 0 1 1 0 1 0 0 0 0 1 0 0 0 5 5 Cachaça a partir da rapadura 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 1 0 0 1 0 0 0 0 0 2 -1 Envelhecimento em barris de carvalho 0 0 1 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 1 1 0 0 0 0 3 0 Comercialização via internet 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 1 0 0 1 1 0 0 0 0 3 -2 Adição ervas aromáticas/afrodisíacas 0 0 0 0 0 0 1 0 0 0 0 1 1 0 0 0 0 1 0 0 0 0 4 4 TOTAIS ÍNDICE-EFEITO (B) 3 2 4 2 8 3 9 6 4 7 6 8 5 7 7 3 9 9 0 3 3 5 0

FATORES EFEITOS

FATORES CAUSAS

Essa técnica confere maior objetividade a uma análise subjetiva, ao revelar as opções de causalidade do pesquisador. Com efeito, assume o viés do pesquisador, aspecto esperável em estratégias qualitativas como a que ora se desenvolve. Na prática do autor dessa dissertação com a técnica, todavia, essa subjetividade pessoal é amenizada pela decisão colegiada, tornando-a mais trabalhosa ainda, mas com melhores resultados.