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Implementing the Agent Design

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4 A SEMANTICAL APPROACH TO AGENT DESIGN

4.2 Implementing the Agent Design

Originalmente, a palavra persona designava a máscara usada pelos atores no teatro grego, indicando o papel que iam desempenhar. Segundo Jung (2008b), seria um segmento arbitrário da psique coletiva, uma máscara que aparenta uma individualidade, procurando convencer aos outros e a si mesma que é uma individualidade quando, na realidade, não passa de um papel, expresso em parte pela psique coletiva26. Ela representa um compromisso entre indivíduo e sociedade acerca daquilo que alguém parece ser: nome, título, ocupação etc.

A persona relaciona-se com o desempenho de papéis na sociedade, adota atitudes coletivas convencionais e representa estereótipos sociais e culturais. Segundo Jung (2008b par. 221), “exagerando um pouco, poderíamos até dizer que a persona é o que não se é realmente, mas sim aquilo que os outros e a própria pessoa acham que se é”. De acordo com Stein (2000), Jung aponta que o caráter social é orientado conforme as condições e os requisitos sociais. De um lado, pelas expectativas e demandas da sociedade, incluindo atributos tais como ser certo tipo de pessoa, comportar-se apropriadamente de acordo com os costumes sociais do grupo e, com freqüência, acreditar em algumas proposições sobre a natureza da realidade. De outro lado, têm-se os objetivos, aspirações e ambições sociais do indivíduo e acrescenta que a persona funciona tanto para expressar como para esconder aspectos da personalidade.

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Uma persona usada adequadamente possui maior visão e luminosidade, não só para expressar os aspectos socialmente apropriados da personalidade, mas também para ser autêntica e plausível.

Onde há luz, há sombra. Segundo Jung (1982, par. 14): “A sombra constitui um problema de ordem moral que desafia a personalidade do eu como um todo, pois ninguém é capaz de tomar consciência desta realidade sem dispender energias morais”.

Ao tomar consciência da sombra, o indivíduo depara-se com aspectos obscuros da personalidade, tais como existem na realidade. Este ato é a base indispensável de qualquer tipo de autoconhecimento e, por isso, gera considerável resistência (JUNG, 1982).

Como representante do nosso lado inferior e primitivo, não desejamos ver a sombra, que engloba aspectos negativos e desagradáveis de nossa personalidade. No entanto, pode englobar também qualidades da personalidade que foram reprimidas porque o ego as desprezou ou devido a condições externas desfavoráveis a sua expressão. Pelo fato de a sombra ser inconsciente, é projetada no outro. Geralmente, desenvolve-se com qualidades que se opõem às da persona, com a qual mantém uma relação compensatória. Stein (2000, p. 100) considera que “[...] o que a consciência do ego rejeita torna-se sombra; o que ela positivamente aceita, aquilo com que se identifica e absorve em si, torna-se parte integrante de si mesma e da persona”.

O confronto com a sombra é, para a consciência, uma necessidade terapêutica, e na verdade, o primeiro requisito de qualquer método psicológico completo. Ao final, isto deve levar a algum tipo de união, embora, a princípio, a união consista em um conflito declarado que pode assim permanecer por longo tempo. É uma luta que não pode ser dirimida por meios racionais. Quando deliberadamente reprimida, continua no inconsciente e, meramente, expressa-se de modo indireto, com muito mais perigo, o que anula toda vantagem. A luta continua até os oponentes perderem o fôlego. O resultado da disputa jamais pode ser previsto de antemão. A única certeza é que ambas as partes serão transformadas (JUNG, 2003, par. 514).

Segundo Stein (2000), sombra e persona são pares opostos, figurando na psique como polaridades referidas ao ego. No entanto, uma vez que a tarefa global do desenvolvimento psicológico é a integração e a totalidade é o valor supremo, o indivíduo deverá buscar em seu caminho ajustar a relação entre persona e sombra. Para isso, a integração dependerá da aceitação por parte da pessoa, daquelas áreas ou partes de nós mesmos que não pertencem à imagem ideal ou norma cultural propagada pela persona. Os aspectos pessoais negativos, com freqüência, são sentidos como malignos. Embora alguns aspectos sejam efetivamente

destrutivos, frequentemente o material da sombra não é maligno. Apenas é sentido como maligno pelo fato de o mesmo não se adaptar ao que é apresentado pela persona.

Quanto ao conceito “complexo”, Jung (1984) o diferencia da seguinte maneira: em um sentido sabe-se que as pessoas “têm complexos”, o que não é claramente conhecido é que os complexos podem “nos ter”. Jung aponta que os complexos põem em dúvida a crença na unidade da consciência.

Toda constelação de complexos implica um estado perturbado de consciência. Rompe-se a unidade da consciência e se dificultam mais ou menos as intenções da vontade, quando não se tornam de todo impossíveis. [...] De fato, um complexo ativo nos coloca por algum tempo num estado de

não-liberdade, de pensamentos obsessivos e ações compulsivas para os quais, sob certas circunstâncias, o conceito jurídico de imputabilidade. limitada seria o único válido (JUNG, 1984, par. 200).

O complexo seria um fator psíquico que, em quantidade de energia, às vezes, supera nossos desejos e intenções conscientes; do contrário, tais rupturas da ordem consciente não seriam possíveis: “é uma imagem de uma determinada situação psíquica de forte carga emocional e, além disso, incompatível com as disposições ou atitude habitual da consciência” (JUNG, 1984, par. 201).

Segundo Jung (1984, par. 211)

O temor do complexo é um marco indicador enganoso, porque aponta sempre para longe do inconsciente e nos encaminha para a consciência. Os complexos são de tal modo desagradáveis, que ninguém, em sã razão, se deixa convencer que as forças instintivas que alimentam o complexo podem conter qualquer coisa de proveitoso.

Conforme assinala Stein (2000), Jung descreveu a estrutura do complexo como composta por imagens associadas e memórias congeladas de momentos traumáticos que estão inconscientes, não sendo facilmente acessíveis para a recomposição do ego. Seriam lembranças reprimidas. Quando um complexo está constelado, o indivíduo é ameaçado pela perda do controle sobre emoções e comportamentos. Uma força superior a ele o ultrapassa. Os complexos são o que permanece na psique após a pessoa ter digerido a experiência e reconstituí-la em objetos externos.

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