Error type Amount of errors Amount of errors %
5.2 Method discussion .1 Strengths of the study .1 Strengths of the study
5.4.1 Impact of electronical records
Participaram da pesquisa 87 familiares (mãe, pai ou responsável) de crianças pré- escolares e 15 professoras da Educação Infantil. A seleção desses participantes fundamentou-se no critério de amostragem não probabilística por cotas, levando em consideração os pais (mãe,
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pai ou responsável) que aceitassem participar do estudo; terem um(a) filho(a) matriculado(a) em uma pré-escola, com diagnóstico de algum tipo de deficiência ou estarem fazendo uso dos serviços da Educação Especial; ou um(a) filho(a) com indicativo de baixo desempenho acadêmico e indicativo de problemas comportamentais; ou um(a) filho(a) com desenvolvimento típico. As professoras participantes foram as que se disponibilizaram em dar informações sobre os aspectos relacionados à aprendizagem e comportamento dessas crianças. A Ilustração 2 demonstra como os familiares foram selecionados para os três grupos investigados na presente pesquisa.
Ilustração 2. Critérios utilizados para a formação dos grupos
Fonte: Elaboração própria
A ilustração 2 mostra que as 15 professoras da Educação Infantil respoderam ao SDQ e ao SRSS (apenas os itens que envolviam o desempenho acadêmico), resultando a divisão dos familiares em grupos distintos6. A criança que tivesse seu comportamento classificado como “limítrofe” ou “clínico” com base nos escores do SDQ e, ainda, apresentasse um rendimento acadêmico abaixo do esperado para sua faixa etária por meio do SSRS, faria parte do GDA/PC.
6 O contato com os pais, bem como o convite para a sua participação no estudo, foi feito somente após o consentimento e avaliação da professora da criança. Além disso, o menor número de professoras participantes se deu devido ao GD não necessitar de suas indicações, já que foram considerados os diagnósticos ou os atendimentos especializados recebidos e, ainda, porque uma mesma professora indicou mais de uma criança.
15 professoras da Educação Infantil
Familiares de crianças com indicativo de dificuldades escolares (aprendizagem e comportamento) GDA/PC (n=30) Questionário de Capacidades e Dificuldades –SDQ (GOODMAN, 1997, validado por FLEITLICH-BILYK;
GOODMAN, 2001) - Rastreou os problemas
comportamentais
Social Skills Rating System – SRSS, versão para professores (GRESHAM;
ELLIOTT, 1990, adaptado e padronizado por DEL PRETTE; FREITAS; DEL PRETTE, 2016) - Avaliou o desempenho acadêmico
Familiares de crianças com desenvolvimento típico GDT (n=30) Familiares de crianças com deficiência GD (n=27)
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Contudo, as crianças que não apresentaram problemas de comportamento (por meio da avaliação das professoras pelo SDQ) e baixo desempenho acadêmico (por meio da avaliação das professoras pelo SSRS), se encaixaram no GDT.
Ressalta-se que, as crianças que tiveram seu comportamento avaliado como “limítrofe” ou “clínico” e apresentaram um desempenho acadêmico mediano ou acima média, foram descartadas da amostra, bem como aquelas que foram avaliadas com bom comportamento, porém baixo rendimento acadêmico. Para compreender o ambiente imediato em que as mesmas estavam inseridas, a Tabela 1 apresenta a caracterização dos familiares do GD, GDA/PC e GDT.
Tabela 1. Caracterização das famílias, considerando o GD, GDA/PC e GDT Caracterização dos familiares GD (n=27) GDA/PC (n=30) GDT (n=30) Grau de parentesco
com a criança 96,3% Mães 3,7% pais
86,6% Mães 3,3% Pais 3,3% Avós 3,3% Tias 3,3% Madrasta 93,3% Mães 3,3% Pais 3,3% Avós
Média de idade 30,37 anos 29,97 anos 32,43
Estado Civil 51,8% - Casados 22,2% - Divorciados 18,5% - Uniões estáveis 7,4% - Solteiros 46,6% - Casados 23,3% - Uniões estáveis 16,6% - Divorciados 10% - Solteiros 3,3% - Viúvos 73,3% - Casados 13,3% - Uniões estáveis 6,6% - Divorciados 6,6% - Solteiros Trabalham fora de
casa? 25,09% - Sim 74% - Não* 60% Sim* 40% Não 63,3% Não* 36,6% Sim Dados socioeconômicos (Critério Brasil) 40,5% C1 25,9% B2 22,2% C2 11,1% D-E 36,6% C2 30% C1 20% B2 13,3% D-E 43,3% C1 10% D-E 23,3% C2 16,6%B2 6,6% B1 Média de pessoas no domicílo 4,2 3,7 4,4 Média de filhos 2,3 1,9 2,6
Fonte: Elaborada pela autora com base nos dados de pesquisa.
Os dados mostram que nos três grupos a maior participação foi a materna, apesar da formação do GDA/PC ter contado com a adesão de outros membros familiares. A média de idade entre eles foi bem próxima, sendo um pouco elevada nos familiares do GDT. Outro fator analisado foi o estado civil, no qual constatou que a maior parte do GDT estava casada (73,3%) ou tinha uma união estável (13,3%), bem como o GD (51,8% casados e 18,5% de uniões estáveis) e o GDA/PC que, ao ser comparado com os outros dois, apresentou menor número de matrimônios (46,6%) e maior de uniões estáveis (23,3%).
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Apesar do GD ter apontado que 74% de seus participantes não exerciam um trabalho remunerado fora do contexto familiar, o mesmo pode ser constatado no GDT, em que a maioria (63,3%) também não trabalhava. Por outro lado, mais da metade dos participantes do GDA/PC trabalhavam fora. Ao comparar tais dados entre os três grupos verificou-se que tinham estatisticamente menos participantes do GDT, quando comparados com os participantes do GDA/PC exercendo atividade remunerada ( ² (1) = 3,27+, p < 0,1). Assim como havia um menor número de participantes do GD que exerciam atividade remunerada, quando comparados com os do GDA/PC ( ² (1) = 6,70**, p < 0,01).
Os dados sociodemográficos baseados nos itens do Critério Brasil (2015), mostraram que 40,7% dos participantes do GD foram classificados como pertencentes da classe C1 e 25,9% à classe B2. Por outro lado, notou-se que 22,2% se ajustaram na classe C2 e 11,1% na D-E, ambas consideradas com renda média domiciliar mais baixas. No caso do GDA/PC, destacaram que 36,6% dos entrevistados foram classificados como pertencentes da classe C2, 30% à classe C1, 20% à classe B2 e 13,3% à classe D-E, ou seja, nesse grupo metade dos participantes tinham melhores condições financeiras e a outra metade apresentaram condições mais baixas. Logo, no GDT 43,3% dos participantes pertenciam a classe C1, seguidos de 23,3% da classe C2, 16,6% da classe B2, 10% da classe D-E e 6,6% da classe B1.
Os últimos aspectos averiguados foram as médias de pessoas por domicílio e as de filhos, observando que o GDT contou maiores médias em ambos e o GDA/PC as menores.
A Tabela 2 traz a caracterização das crianças correspondentes aos participantes dos três grupos mencionados, considerando o gênero, a idade, a etapa da escolarização e o diagnóstico, para aquelas que pertenciam as famílias do GD.
56 Tabela 2. Caracterização das crianças, considerando os familiares do GD, GDA/PC e GDT
Caracterização das
crianças (n=27) GD GDA/PC (n=30) (n=30) GDT
Gênero 62,9% Masculino* 37,1% Feminino 60% Masculino 40% Feminino 36,6% Masculino* 63,3% Feminino
Média de idade 4,07 4,10 4,57
Escolarização 37% - Jardim II 37% - Jardim I 25,9% - Maternal II 43,3% - Jardim II 33,3% - Maternal II 23,3% - Jardim I 53,3% - Jardim II 46,6% - Jardim I Diagnóstico das crianças do GD (n=27)
Transtorno do Espectro do Autismo- TEA (n=5) Deficiência física/ afasia/atraso (n=5) Atraso no desenvolvimento/afasia/surdez (n=3)
Hidrocefalia/baixa visão (n=2) Síndrome de Asperger (n=1)
Baixa visão (n=1)
Baixa visão/deficiência física (n=1)
Baixa visão/deficiência auditiva/atresia de esôfago (n=1) Deficiência auditiva (n=1)
Paralisia cerebral (n=1) Síndrome de Down/TEA (n=1)
Síndrome de Down (n=1)
Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade - TDAH/Atraso no desenvolvimento (n=1) Fonte: Elaborada pela autora com base nos dados de pesquisa.
Os dados apontam a prevalência de crianças do gênero masculino entre os familiares do GD e GDA/PC, ao passo que no GDT a maioria era meninas. Ao comparar esse dado entre os três grupos de crianças, verificou-se uma porcentagem estatisticamente maior de meninos no GD, quando comparado ao GDT ( ² (1) = 3,93*, p < 0,05). A média de idade foi semelhante entre os três grupos, apesar de a do GDT ser a maior, com 4,57. Em relação à escolarização, observou-se que a grande parte das crianças do GDT e GDA/PC estavam no último ano da Educação Infantil e as do GD, por serem mais novas, se concentraram igualmente, no Jardim I e II.
No caso das crianças cujos familiares integraram o GD, constatou-se diferentes tipos de diagnósticos, além de alguns associarem mais de um tipo de deficiência ou estarem em avaliação. Todas as crianças desse grupo usufruiam dos serviços da Educação Especial, alguns na própria instituição de ensino por meio das Salas de Recursos Multifuncionais (SRM) e, outros, em centros especializados.