Del 2: Analyse av unge voksnes idrettsutøvelse
3. Idrettsdeltakelse
O mundo encontra-se em constantes mudanças, sendo que estas ocorrem, cada vez mais, em espaços temporais reduzidos, o que origina uma necessidade de readaptação rápida e constante do setor segurador, enquanto motor de desenvolvimento económico face a qualquer imprevisto.
Ao longo deste trabalho, ficou patente que existe uma relação direta entre os impactos climáticos registados no último decénio e o aumento dos custos das seguradoras e resseguradoras com este tipo de eventos, tal como refere Kennedy, “the natural disasters are a major challenge for the global insurance industry” (Kennedy, 2010), citado em www.cover.co.za, sendo que ao longo do tempo nota-se uma maior exposição das seguradoras aos riscos de solvabilidade, devido à maior densidade de seguros que garantem este tipo de riscos.
Ora, perante esta realidade, constata-se que os impactos climáticos “representam um dos maiores riscos de longo prazo que as companhias de seguros e resseguros vão enfrentar” (Gilberto, 2010, p. 42), pelo que doravante o setor dos seguros irá ter de suportar os prejuízos que forem provocados por essas catástrofes.
Com base nesta realidade de ameaças e de perceção de vulnerabilidades, entende-se oportuno inserir neste ponto uma análise Strengths Weaknesses Opportunities and Threats16 «SWOT»17, destinada a abordar, ainda que sucintamente, “a análise externa e interna para detetar respetivamente as oportunidades e as ameaças (no exterior) e os pontos fortes e fracos (no interior)” (Teixeira, 1998, p. 46), que o setor segurador enfrenta na realidade do século XXI, tendo por referência o setor português.
16 Strengths, Weaknesses, Opportunities and Threats – Pontos fortes, pontos fracos, oportunidades e
ameaças
17 Relaciona os pontos fortes e fracos de uma empresa com as oportunidades e ameaças do meio
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Quadro 6.2 - Análise SWOT do Setor Segurador Português
Fonte: elaborado pelo autor.
o Pontos Fortes
Como pontos fortes e no que respeita ao primeiro aspeto, que consta no quadro 6.2 Análise SWOT do setor segurador português, sobre a dinamização e inovação da atividade, o setor segurador é, por excelência, um setor bastante desenvolvido, no que respeita às Tecnologias de Informação.
Os sistemas informáticos são, em geral, bem desenvolvidos e constantemente atualizados, o que torna este setor numa referência no que respeita ao uso destas tecnologias.
A propósito do que foi mencionado anteriormente, há a referir que, em 2012, a área dos seguros foi distinguida na área das Tecnologias de Informação com a atribuição de um prémio do CIO Awards Summit18, pelo desenvolvimento de uma plataforma setorial - SEGURNET19.
18 Prémio para distinguir as soluções empresariais mais inovadoras, e que evidenciem criação de
valor para o negócio, dentro da área da Tecnologia de Informação, atribuído pela IDC, que é a empresa líder mundial na área de market intelligence
19 É uma plataforma setorial, que engloba uma rede privada de comunicações de dados entre as
companhias de seguradoras associadas da APS, e um sistema que possibilita a partilha de informação, seja através de processos de alimentação de um repositório central de dados, seja através da troca de informação entre congéneres. (APS, 2012, p.10)
• Dinamização e inovação da
atividade
• Margem de solvência acima do
legalmente exigido
• Capital Humano qualificado
• Canais de distribuição
alternativos
• Diversificação da oferta
• Forte dependência tecnológica
• Proliferação de Outsourcings e parcerias • Impactos climáticas • Crise financeira • Aumento da Fraude • Ciberterrorismo Pontos Fortes Oportuni- dades Pontos Fracos Ameaças
Quanto ao segundo ponto, Margem de Solvência, as seguradoras atingem, no seu todo, rácios superiores aos limites legais, por exemplo no exercício de 2011, a margem de solvência do mercado segurador português foi de 181%, sendo o mínimo legal de 100%.
Assim, pode considerar-se que o setor apresenta uma robustez financeira, considerável e que dificilmente encontra paralelo em outras atividades.
O terceiro ponto, Capital Humano qualificado, constitui um dos maiores ativos de qualquer organização e o setor segurador tem vindo a assistir mesmo “a um aumento da qualificação média da força laboral, a julgar pelo reforço do peso dos quadros superiores e médios” (APS, 2010, p. 27).
De facto, o setor segurador dispõe de quadros altamente qualificados nas mais variadas vertentes, desde o direito, à economia, às ciências empresariais, à engenharia, à matemática e às ciências de computação, tendo ainda programas de formação profissional constantes, quer ao nível interno, quer através da APS, de que resulta uma constante atualização e melhoria das performances individuais dos trabalhadores e do aumento da produtividade das empresas.
o Pontos Fracos
Como pontos fracos, e no que se refere ao primeiro ponto identificado sobre a forte dependência tecnológica, origina que as empresas sofram impactos significativos sempre que ocorrem problemas ao nível dos sistemas centrais ou do fornecimento de energia, provocando a paralisação quase absoluta da organização.
Relativamente ao segundo ponto, a proliferação de outsourcings e parcerias, se por um lado alivia a máquina das organizações, por outro constitui uma importante fatia da conta de despesas gerais.
A dependência de redes externas que não possuem conhecimentos que permitam dominar o negócio pode, em caso de falhas dessas organizações, provocar prejuízos e danos de imagem na seguradora. Como exemplos podem-se referir Rent-a- Car, rede de clinicas, empresas de peritagem, trabalho temporário, entre outros serviços.
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O acesso destas redes a informação privilegiada do negócio da seguradora pode constituir um ponto fraco, pois expõe a organização e a sua operativa a players do mercado sobre os quais não exerce controlo.
o Oportunidades
No campo das oportunidades quanto ao primeiro ponto, a diversificação da oferta para novos segmentos, no que se refere a canais de distribuição, em complemento das redes tradicionais de mediação e banca, pode mencionar-se a utilização de grandes superfícies, imobiliárias, concessionário automóvel e clínicas.
Estes novos players permitem uma penetração maior das seguradoras em nichos de mercado específicos, possibilitando também uma redução dos custos de operação no que respeita às redes comerciais de suporte à venda.
Quanto à diversificação da oferta, as seguradoras têm revelado grande atenção aos novos hábitos de consumo e às necessidades dos consumidores, bem como à sua segmentação por tipo, rendimentos, idade, género, formação, profissão e outros, o que possibilita a construção de produtos inovadores para os quais os novos consumidores são sensíveis, tais como os seguros de saúde, de crédito, de responsabilidade civil, pois estes são exemplos de como é possível crescer em segmentos em que no passado o setor não tinha nem expressão, nem procura e nem oferta.
o Ameaças
Os impactos climáticos, como referido anteriormente, são uma ameaça que podem determinar elevadas perdas financeiras para as seguradoras.
A crise financeira atual é também um desafio que a indústria seguradora está a enfrentar, quer por afetar a redução da procura dos seguros originada por falências de empresas, redução da massa segurável, falta de pagamento de prémios e redução do investimento público e privado, quer também por ser uma época mais propícia ao aumento da fraude20, pois esta, de acordo com Gilberto é “um verdadeiro flagelo por
20 Fraude pode incluir qualquer crime de obtenção de lucro, utilizando como principal modus operandus o logro (Wells, 2009, p. 18).
todo o setor, provocando prejuízos” (2010, p. 132) para as companhias de seguros, que são elevados.
Com o crescente desenvolvimento tecnológico e com a internet a ser uma ferramenta de trabalho cada vez mais utilizada, as seguradoras deparam-se com um problema grave, que tem vindo a tornar-se cada vez mais frequente e que são os ataques terroristas, efetuados através da internet, com o intuito de provocar danos aos sistemas ou equipamentos das empresas, bem como por vezes aceder às bases de dados e manipular as informações. Este tipo de terrorismo designa-se por ciberterrorismo e como as seguradoras estão cada vez mais dependentes de meios informáticos para desenvolver o seu trabalho, isso deixa-as perante a possibilidade de sofrer ataques informáticos que podem inibir o normal funcionamento da organização. Em suma, a atividade seguradora, para manter os níveis de solvabilidade financeira que demonstrou no exercício de 2011 e anteriores, deverá ter em consideração os pontos fortes e fracos do setor, sendo que alguns já foram aqui identificados, e deverá gerar medidas e produtos diferenciados para fazer face às oportunidades e ameaças que irá sentir no meio envolvente onde está inserida, algumas das quais foram aqui identificadas.
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