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KVALITETER OG MULIGHETER

4.3.3 HYDROLOGI OG EN HELHETLIG OVERVANNSHÅNDTERING

Seguindo em meus passos metodológicos, passo para a análise de dados. Esta é uma fase importante para manter a coerência do conjunto dos elementos constitutivos da pesquisa.

Para o exame das temáticas extraídas do material selecionado, utilizei a técnica de análise de conteúdo apresentada por Bardin (2009). Tal análise integra um conjunto de técnicas que possibilitam, através de procedimentos sistemáticos de descrição do conteúdo, a realização de inferências acerca da produção e ou da recepção de determinada mensagem (BARDIN, 2009).

Em relação ao processo da análise de conteúdo, Bardin (2009) apresenta três etapas: pré-análise; exploração do material; e tratamento dos resultados, inferência e interpretação.

Fase de pré-análise: nesta fase realizei o que Bardin (2009) chama de leitura flutuante, ou seja, fiz uma leitura geral estabelecendo o primeiro contato com o conteúdo das respostas concedidas pelos estudantes através do questionário aplicado e organizei as categorias de análise. Esta escolha foi realizada com base nas seguintes regras, apontadas pela autora como de grande importância:

1) Exaustividade: consideração de todos os elementos presentes no conteúdo das entrevistas,

2) Representatividade: seleção daqueles elementos presentes nos conteúdos que são representativos em relação ao que nos propomos investigar. É necessário priorizar aqueles que possuem maior significado e consistência com relação aos objetivos do estudo,

3) Homogeneidade: os conteúdos das respostas precisam ser agrupados considerando-se estreita relação com a categoria temática,

4) Pertinência: os conteúdos selecionados deverão estar adequados, em termos de informação, e corresponder aos objetivos e questões norteadoras delineadas.

Fase de exploração: nesta fase, procedi ao estabelecimento das unidades

de registro e à definição das categorias. Optei por utilizar como unidade de registro o tema, por ser essa unidade considerada por Bardin (2009) como a mais adequada para o tipo de estudo proposto.

Fase de tratamento dos resultados, inferência e interpretação: nesta

fase tentei dar sentido às primeiras impressões, tentando deduzir aquilo que as respostas dadas pelos estudantes implicavam para a minha pesquisa.

Também utilizei a Análise Textual Discursiva (ATD), proposta por Moraes e Galiazzi (2007), que pode ser entendida como o “processo de desconstrução seguido de reconstrução, de um conjunto de materiais lingüísticos e discursivos, produzindo-se a partir disso, novos entendimentos sobre os fenômenos e discursos investigados” (MORAES e GALIAZZI, 2007, p. 112). Propõe-se a descrever e interpretar alguns dos sentidos que a leitura de um conjunto de textos pode suscitar. É um exercício de produzir e expressar significados construídos a partir de um conjunto de textos.

Moraes e Galiazzi (2007) organizam a ATD em torno de quatro focos, sendo que os três primeiros compõem um ciclo constituído pelos seguintes elementos principais:

a) Desmontagem dos textos ou processo de unitarização

Implica examinar os textos em seus detalhes, fragmentando-os no sentido de atingir unidades constituintes, enunciados referentes aos fenômenos estudados.

b) Estabelecimento de relações ou processo de categorização

Envolve construir relações entre as unidades de base, combinando-as e classificando-as, reunindo esses elementos unitários na formação de conjuntos que congregam elementos próximos, resultando daí sistemas de categorias.

c) Captando o novo emergente

A intensa impregnação de análise nos materiais coletados, possibilita a emergência de uma compreensão renovada do todo. O investimento na comunicação dessa nova compreensão, assim como de sua crítica e validação, constituem o último elemento do ciclo de análise proposto. O produto de uma análise textual discursiva é um metatexto que organiza e apresenta as principais interpretações e compreensões construídas a partir do conjunto de textos submetidos à análise. O metatexto resultante desse processo representa um esforço de explicitar a compreensão que se apresenta como produto de uma nova combinação dos elementos construídos ao longo dos passos anteriores. A qualidade desse texto evidencia a qualidade da análise e representa a intervenção em discursos coletivos que a pesquisa realizada possibilita ao pesquisador.

d) Um processo auto-organizado

O ciclo de análise, ainda que composto de elementos racionalizados e em certa medida planejados, em seu todo pode ser compreendido como um processo auto-organizado do qual emergem novas compreensões. Os resultados finais, criativos e originais não podem ser previstos. Torna-se essencial o esforço de preparação e impregnação para que a emergência do novo possa concretizar-se.

Sintetizando, podemos afirmar que a análise textual discursiva é um processo integrado de análise e de síntese que se propõe a fazer uma leitura rigorosa e aprofundada de conjuntos de materiais textuais, com o objetivo de descrevê-los e interpretá-los. A intenção é atingir uma compreensão mais complexa dos fenômenos e dos discursos a partir dos quais estes foram produzidos (MORAES e GALIAZZI, 2007). Para a análise dos dados quantitativos, utilizei uma análise descritiva por meio de tabelas e gráficos, utilizando o software Bioestat 5.0 (AYRES et al., 2007).

Realizadas as devidas considerações, no próximo capítulo apresento a análise e as inferências que fiz. Antes, porém, apresento um quadro com o resumo da abordagem metodológica desta pesquisa.

Quadro 7 – Resumo da abordagem metodológica da pesquisa

Problema: Em que professores empreendedores fazem a diferença nas salas de aula da UNIVATES?

Objetivo Geral:Investigar e identificar as características da educação empreendedora

Objetivos Específicos Questões Norteadoras

1- Verificar se professores empreendedores influenciam alunos universitários para serem empreendedores em suas vidas pessoais e profissionais.

1- Por quais transformações o estudante passa, após entrar em contato com a educação empreendedora?

2-Averiguar se professores com perfil empreendedor contribuem para a melhoria do ensino e da aprendizagem na UNIVATES

2- Quais são as características do perfil do professor empreendedor?

3- Propor, através de evidências da realidade, metodologias de ensino e ações pedagógicas que resultem em uma educação empreendedora.

3- Que ações pedagógicas e metodologias de ensino são realizadas por professores empreendedores para que os processos de ensinar e de aprender efetivamente aconteçam na UNIVATES?

Categorias Subcategorias

1- A importância da disciplina de

Empreendedorismo na UNIVATES 1- O despertar de um novo olhar 2- Empreender na vida

2- O professor universitário, um empreendedor 1- Disciplinas consideradas significativas pelos universitários

2- Professores empreendedores fazem a diferença

3- Características de um professor empreendedor 3- A aula de um professor empreendedor 1- Uma aula empreendedora

2- Ensinando e aprendendo na universidade 3- Aprender a empreender

4- Boas relações na sala de aula: uma realidade possível

4- Empreendedorismo transformando a educação

na universidade 1- Transformando os estudantes 2- Transformando a sala de aula Fonte: A autora, 2008

4 ANÁLISE E DISCUSSÃO DOS DADOS

A análise dos dados coletados junto aos 257 estudantes da UNIVATES, participantes da pesquisa, talvez nos faça rever certezas e nos leve a novas aprendizagens. Das colocações dos estudantes, emanaram 4 categorias de análise:

1- A importância da disciplina de Empreendedorismo na UNIVATES 2- O professor universitário, um empreendedor

3- A aula de um professor empreendedor

4- Empreendedorismo transformando a educação na universidade

Os dados oriundos dos depoimentos dos alunos foram analisados através de análise textual qualitativa que, segundo Assmann (1998):

[...] pode ser compreendida como um processo auto-organizado de construção de novos significados em relação a determinados objetos de estudo, a partir de materiais textuais referentes a esses fenômenos. Nesse sentido é um efetivo aprender auto-organizado, resultando sempre num conhecimento novo (p.135).

É interessante observar que os depoimentos são baseados na experiência dos alunos, os quais explicitam seus saberes a partir de seu discurso, do senso comum e das novas vivências. As respostas provêm de reflexões sobre as experiências de sala de aula já vivenciadas e de comparações com os novos vivenciamentos. Essas respostas anunciam percepções, denunciam experiências, relatam ansiedades, exprimem incertezas e comemoram avanços. Falam da experiência de ser um estudante que está cursando a disciplina de Empreendedorismo e também dos professores empreendedores com os quais esses alunos já conviveram no mundo acadêmico. Além disso, apontam a gama de

transformações originadas através da educação empreendedora trabalhada por esses professores.

E é por meio dos relatos das vivências de sala de aula que os sujeitos pesquisados dão a conhecer suas idéias, refletindo sobre as questões que envolvem a educação empreendedora na medida em que são apresentadas. A seguir, seguem dados sobre os 257 universitários entrevistados para este estudo e logo após a análise das categorias que emergiram a partir dos dados coletados.