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Ny bebyggelse og integrering av eksisterende og ny grønnstruktur

5.3 INTEGRERT PLAN

6.1.2 DRØFTING AV FORSLAGET

Os 257 estudantes participantes desta pesquisa, quando perguntados sobre como os professores empreendedores ministraram suas aulas colocam que as aulas foram aulas criativas, aulas que fizeram a diferença e citam diversas técnicas, recursos e metodologias utilizadas pelos docentes. Nesta subcategoria, trago para reflexão várias afirmações dos alunos, pois o material coletado foi considerado por mim de grande valia e, por isso, a necessidade de ser socializado através desta tese.

Em um primeiro bloco, aparecem as colocações que enaltecem a metodologia utilizada pelos professores empreendedores em suas aulas, E74: “Eles sempre faziam com que o aluno não apenas assistisse à aula, mas participasse da mesma.”; E85:“Aulas bem elaboradas e bem aproveitadas.”; E65:“Com métodos que fazem a gente entender e ser bem mais participativo. Foram aulas produtivas e práticas.”; E66:“Aulas expositivas, mas com bastante diálogo e participação dos alunos.”; E78:“Ligam teoria com a prática e dão aulas que agregaram conhecimento”; E83:“De modo criativo, sem que a aula virasse a mesmice de sempre”; E104:“Sem decoreba e sim fazendo acontecer, mostrando como fazer.”; E189:“De uma maneira tecnicamente falando, simples, objetiva e de fácil compreensão, e sempre manteve o controle da turma.”; E208:“Souberam dar aulas diferenciadas e sempre trataram os alunos com respeito.”; E209:“Com otimismo, simpatia e métodos fáceis de aprender”; E244:“Aulas coerentes com o dia a dia e motivadoras”; E248:“De maneira dinâmica e apaixonados pelo que fazem, preocupando-se também com o aluno”; E4:“Deram aula de maneira, digamos, que nós alunos entendemos, de um modo que meia palavra basta”; E12:“Davam aulas dinâmicas, proporcionando aos alunos a oportunidade de participar do ensino e buscar o autoconhecimento”; E134:“[...] grande transparência de explicação”; E133:

“Foram aulas alegres, de interação com alunos e sem aquela teoria goela abaixo”; E15:“Eles cativaram os alunos, com aulas diferentes, com simpatia e sabiam explicar bem, dominavam o assunto”; E66:“Deram aulas bem diferentes de todas que já tive, todas deveriam ser do mesmo estilo, pois foi um dos motivos pelo qual parei de estudar, não me animava a vir nas aulas porque era um saco, e essa não, pois eu participo.”

Inicio a análise deste bloco a partir da última colocação, pois a mesma resume toda a importância que tem um professor empreendedor em sala de aula. A aluna coloca que parou de estudar, pois se sentia desmotivada, sem vontade para vir à aula e que as aulas ministradas por professores empreendedores a fizeram mudar de opinião. Para que a aluna tenha retomado o gosto pelos estudos, posso inferir que os professores empreendedores com os quais a aluna interagiu ensinaram de um modo competente, conseguindo o sucesso pedagógico que todos nós desejamos que aconteça na sala de aula.

E esse sucesso pedagógico, segundo Moran (2007),

[...] depende também da capacidade de expressar competência intelectual, de mostrar que conhecemos de forma pessoal determinadas áreas do saber, que as relacionamos com os interesses dos alunos, que podemos aproximar a teoria da prática e a vivência da reflexão (p.80).

Podemos observar nas afirmações dos alunos que seus professores empreendedores ministraram aulas bem organizadas, mostrando-se como profissionais que realmente gostam do que fazem e acreditam no seu fazer pedagógico. Os estudantes seguem colocando que esses professores instigaram sua curiosidade, e que isso faz muita diferença na educação. No relato dos alunos aparecem considerações sobre as aulas expositivas, muitas vezes execradas por alguns educadores. Mas, podemos constatar pelas respostas concedidas para esta pesquisa, que são aulas expositivas participativas, em que os alunos têm vez e voz.

Trago uma contribuição de Masetto (2003) para o assunto em questão -aula expositiva dialogada. O autor teoriza sobre a mediação pedagógica que tem como características:

Dialogar permanentemente de acordo com o que acontece no momento; trocar experiências; debater dúvidas, questões ou problemas; apresentar perguntas orientadoras; auxiliar nas carências e dificuldades técnicas ou de conhecimento quando o aprendiz não consegue se conduzir sozinho; garantir a dinâmica do processo de aprendizagem; propor desafios; desencadear e incentivar reflexões; criar intercâmbio entre a aprendizagem e a sociedade real onde nos encontramos, nos mais diferentes aspectos; colaborar para estabelecer conexões entre o conhecimento adquirido e novos conceitos, fazendo a ponte com outras situações análogas; colocar o aprendiz frente a frente com questões éticas, sociais, profissionais, conflituosas, por vezes; colaborar para desenvolver crítica com relação à quantidade e validade das informações obtidas; colaborar para que se aprenda a comunicar conhecimentos, seja por intermédio de meios convencionais, seja mediante novas tecnologias (p.49).

Os dizeres de Masetto (2003) sobre sua mediação pedagógica, vão ao encontro das colocações dos alunos entrevistados sobre as aulas expositivas de seus professores empreendedores. Também vão ao encontro do que eu acredito, pois, para mim, aula expositiva é aquela em que há dinamismo, conhecimento sólido embasando a discussão e a reflexão, em que há oportunidades para o criar, para o participar, para o empreender, para o ser, para o conviver e para o fazer, objetivando que os alunos possam cada vez mais enfrentar os desafios que surgirem, sejam no campo profissional, sejam no campo pessoal.

Neste segundo bloco aparecem diretamente os recursos utilizados pelos professores empreendedores para tornarem suas aulas significativas para os alunos. Podemos averiguar que os recursos utlizados não são novidade em educação. O novo, no meu entendimento, é como esses recursos são utilizados pelo professor empreendedor nas suas aulas. Posso utilizar o datashow em todos as minhas aulas de duas maneiras: a primeira, somente clicando a tecla enter, passando os slides e lendo o que está projetado, sem interação com a turma, apenas me preocupando em “passar” os conteúdos que estão no plano da disciplina; a segunda maneira de utilizar o recurso é também clicar a tecla enter, projetar o slide, mas não apenas lê-lo e sim refletindo sobre o assunto, dialogando, debatendo, contextualizando,

praticando a mediação pedagógica proposta por Masetto (2003). E é nesta aula expositiva que acredito. Seguem as afirmações dos estudantes que corroboram minhas crenças, E77:“Usaram a tecnologia e a interação com os alunos”; E69:“Através de slides, dando exemplos do dia a dia, que eu considero muito importante porque consigo relacionar melhor o que está sendo passado”; E41:“Por meio de textos, palestras, filmes e atividades práticas”; E39:“Apresentações em datashow, dinâmicas em grupo, trabalhos práticos, filmes, palestras, apresentação de notícias pelos alunos”; E17:“Fizeram aulas com certo diferencial, vídeos, visitas a empresas”; E110:“Leituras, trabalhos escritos, palestras”; E22:“Com material didático (livros e textos), audiovisual, trabalho em campo”; E244:“Eles não ficam apenas no polígrafo, mas sim usaram exemplos do dia a dia, daí o conhecimento flui”; E257:“Falando muito sobre o mundo lá fora”; E55:“ Aulas voltadas para o futuro, citando participações após formado”; E29:“Trazendo sempre coisas novas para as aulas, novidades e passando seus conhecimentos e fazendo a gente refletir e ir em busca de querer aprender mais a mais”; E238:“Trabalhos para aprofundar o assunto, cantando, peças teatrais (júri simulado) para ver como se comportar”; E174:“[...] utilizaram outros espaços da UNIVATES e suas aulas foram sempre promotoras de debates em sala de aula.”

Retorno às colocações dos universitários, mais precisamente à última e quero fazer um questionamento: a aprendizagem ocorre somente na sala de aula, através do professor? E imediatamente respondo: não! Definitivamente, não! Exclamo minha resposta, pois vejo, muitas vezes, profissionais da educação acreditando que o questionamento acima é uma afirmação, que é a verdade posta. E então, deixam de proporcionar aos seus alunos vivências diferenciadas, como as citadas pelos universitários pesquisados: visitas, teatro, utilização de outros espaços, palestras, etc.. Urge que muitos professores mudem sua forma de ensinar e utilizem procedimentos que levem o aluno a ter autonomia intelectual e a construir sua própria aprendizagem.

Trago as palavras de Cunha (1998) para dar credibilidade às minhas colocações. A autora sugere uma contraproposta em relação ao ensino tradicional que levaria a atividades que: “Estimulam a análise, a capacidade de compor e recompor dados, informações, argumentos, idéias. [...] Valorizam as habilidades

sócio-intelectuais tanto quanto os conteúdos (p.13). A sugestão da autora confirma as colocações dos alunos, mostrando que os professores empreendedores, que atuam na UNIVATES, estão utilizando-se da contraproposta em relação ao ensino tradicional.