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3.1 Hydrologi

E – Por exemplo, eu faço projeto de jardinagem, ela faz do meio.

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Conversa 14

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Conversa 15

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Conversa 16 Pq – E esses símbolos todos? E – Representa a pluralidade de lutas, a via

campesina é a organização internacional do mundo dos trabalhadores do campo. A bandeira tem significado de luta e conquista, o estado os órgãos não dão nada as pessoas tem que conquistar, a escola estimula a conquista.

Pq – E como é isso para comunidade? E – Para ca vieram vários grupos, o MST foi o primeiro a sistematizar a educação do campo, quando fomos fazer o projeto nos embasamos neles, tivemos que filtrar o que é deles e não tem haver com a gente, a idéia é que nos subsidiasse.

Pq – E o paz e bem?

Subtemas Concepção teórica MST Valorização do trabalho no campo Espiritualidade/valores humanos/democracia Desenvolvimento de projetos/busca de parcerias Conversa 17

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Conversa 18 D - Desde que cheguei, começamos a trabalhar o espiritual. Embora eu seja católica,

franciscana, eu respeito muito todos os cultos, mas tem que desenvolver a parte espiritual. Teve uma pessoa da Secretaria que não concordava, mas nunca foi doutrina e sim o cultivo de uma espiritualidade, essa pessoa fez a maior cena na Secretaria; eu fiquei mal, já tinha sete anos que eu estava aqui, ninguém tinha me questionado. Está na lei, o ensino religioso é facultativo do aluno. Quando isso aconteceu eu coloquei em assembléia para alunos e educadores e eles não quiseram que parasse. Eu sempre fiz isso nas minhas salas quando eu era professora. As escolas eram muito frias, é um momento de cultivo de valores, os professores e alunos podem construir esse momento se não quiserem trazer a palavra de Deus, pode ser outras coisas. Acho que também é um alento para eles e isso traz o reconhecimento das outras pessoas, é uma marca da nossa escola.

Pq – E a presença desses símbolos do MST e da Via Campesina na escola?

nutre nossa vida para continuar a luta da nossa vida também. Tudo feito com organização e luta. Trago a contribuição desses símbolos para a educação, é tudo uma questão de explicar, também não acho que tem que ter violência, não temos a bandeira da FERAESP porque eles não tem bandeira, acho importante reconhecer todos os movimentos.

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Conversa 19

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Conversa 20

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Conversa 21

Pq – E todo esse símbolo do MST, Via Campesina e o “paz e bem” dos franciscanos, como você os vê?

PV – O “paz e bem” no meu ver, tudo passa pela gestão e passa pela Adriana e todo mundo aqui é muito religioso e a escola permite porque a configuração do assentamento é crista, mais a escola é Laica, ela tem um posicionamento, mas reflete a filosofia da Dri, até o jeitinho dela está em cada cantinho da escola, você vê um pouco da Dri, seu caráter

pelo projeto da escola do campo. Porque é o movimento mais engajado em educação, a via campesina é ligada, então vem à bandeira do outro também. Deveria vir todas as bandeiras porque tem uma hegemonia e nos deveríamos usar todos esses símbolos que defendem a reforma agrária e a luta deste campo. Porque o MST eu acho péssimo porque eles acham que eles são os maiores na luta, mas não é assim, tem vários, então seria ideal se eles se juntassem em uma só bandeira.

Subtemas Trabalhou como voluntário (a) /trabalha na escola Participa no cotidiano da escola Vínculo com MST Participou da história do assentamento/escola Conversa 1

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Conversa 2

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Conversa 3

Pq – Você mora aqui né?

F – Sim, há 20 anos. Trabalhando na escola mesmo há três anos, mas eu era voluntária antes, minha filha entrou aqui com oito anos, agora tem 16.

F – E Você? Porque está tirando essas fotos? Pq - Estou querendo saber sobre o vínculo da escola com MST, procurando símbolos. Tem esses cartazes em todas as salas né?

F – Não tem vínculo não; aqui é do INCRA. Foi um acampamento; não teve invasão; é do INCRA. Os cartazes são por causa da educação do campo.

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Conversa 4

Pq – Olá, tudo certo aí? F – Tudo em ordem.

Pq – Pode falar comigo um pouquinho. F – Claro.

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Pq – Você também mora aqui? F – Moro, tem 16 anos.

Pq – E que você trabalha na escola tem quanto tempo?

F – Tem oito, mas fiquei uns quatro de voluntária, passava o dia todo aqui, ajudava com um menino que tinha

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Conversa 6

A – E você, o que está fazendo aqui? Pq – Sou psicóloga e pesquisadora, estou tentando compreender o segredo dessa escola, vim aqui aprender com vocês, porque a escola deu certo e porque ela continua até hoje.

A – É, aqui a Adriana faz tudo com a comunidade, as pessoas opinam, ela escuta. O projeto da Embraer, por exemplo, ela escutou a opinião de todos

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Conversa 7

Pq – E os Parceiros, a comunidade?

SE – A comunidade também vai questionar os alunos vão dizer “ano passado a gente foi em tal lugar” então vão querer ir de novo. Um fato que acho que repercutiu na premiação da FGV, foi o fato da comunidade ter entrado pela porta da frente. Foi à valorização dos pais, do conhecimento comum do conhecimento popular, a utilização dos lotes para pesquisa, para

Pq – Eu parti desses símbolos, incluindo o MST, para compreender o embasamento teórico e o envolvimento da escola com esses símbolos e percebi uma resistência muito grande das pessoas daqui em relação ao MST.

SE – É que as pessoas aqui, tirando algumas exceções, não tem ligação mesmo com o movimento, o MST entra aqui como uma passagem mesmo em relação à educação do campo, que foi crida por esse movimento.

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Conversa 8

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Conversa 9

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Conversa 10 Pq – Vocês têm filhos aqui na escola? P – Sim, agente mora num lote.

Pq – E há quanto tempo vocês vivem aqui? P – Ihhh! Faz tempo, eu faz vinte. P – E eu quinze.

Pq – Então vocês participaram de todo processo?

P – Sim, isso aqui não era igual você está vendo não, o povo já passou fome aqui, eu vim

mas eles nem ficam aqui, quem manda aqui é o sindicato...

P - ...a comunidade participa de tudo. P – O segredo é isso, todo mundo participa, gosta, a escola vai atrás para nós, luta... P - ....isso tudo é a diretora e o povo, teve

mãe que trabalhou de voluntária aí anos.

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Conversa 11 Pq – Fiquei sabendo que você também mora aqui a bastante tempo né?

PSF – Eu nasci aqui né, depois com cinco anos fui para outra sessão da Usina Tamoio e em 92 voltamos, mas eu nunca estudei na escola, sempre estudei na cidade.

Pq – E por quê?

PSF – Ahhh!! Lá na Tamoio a escola estava fechada na época, aí já

acostumei a estudar na cidade desde o início. Pq - Seus pais trabalharam na usina?

PSF – Aham, estamos aqui desde a época da usina.

Pq – E a escola mudou muito?

PSF – Ah! Muito, está bem melhor agora. Pq – Você tem alguém da família estudando lá? PSF – Não, não tenho filhos.

Pq – E se tivesse estudariam lá? PSF – com certeza, o melhor lugar. Pq – E a comunidade?

PSF – A comunidade também, a comunidade envolve bastante, Adriana é muito boa, ela recebe bem todo mundo, só acho que ela não deveria se meter com esse povo do INCRA.

M – Sim, desde 90, fiquei três anos acampado em Promissão e vim.

M – E você, ta fazendo o que?

Pq – Vim tentar entender porque essa escola deu tão certa e está firme até hoje.

M – ...eles queriam fechar a escola e nós mandamos um pedido, dissemos que não iríamos parar até eles disserem que não ia fechar.

Pq – então tem a comunidade também nesse processo né?M – Tem claro, foi importante no começo, mas depois foi ela, a diretora. Quem fala que não gosta da escola é doido, porque não gosta do INCRA.

Pq – E por quê?

M – Porque não entende, não quer trabalhar, consegue financiamento e compra carro, o INCRA só faz o papel dele.

Pq – E como funciona essa questão da cana, pode ou não pode?

M – Pode, só não pode plantar 100% da terra ou arrendar sua terra para a usina, não faz sentido a reforma agrária os cara deixar a terra arrendada, ela volta para a usina e a pessoa vai trabalhar na cidade.

Pq – Me disseram que só pararam de passar fome quando a cana chegou.

M – Que passar fome o que, eu não plantava cana e não passei fome, se você tem terra e passa fome e porque não gosta de trabalhar, eu plantei arroz esse ano, vai ver quem plantou arroz, dois ou três, eu planto cana também, mas não é só cana, a reforma é para desenvolver a agricultura familiar.

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Conversa 15

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Conversa 17

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